25/06/2007
Hepatite B - Qual medicamento usar Primeiro?
Atualmente existem seis medicamentos para o tratamento da hepatite B, mas não existe um consenso entre os médicos sobre qual deve ser a primeira opção de tratamento. A indicação "errada" de um dos medicamentos poderá criar resistência do vírus a um segundo medicamento caso o primeiro não consiga sucesso.
O tratamento da hepatite B pode ser de tempo determinado no caso da utilização do interferon alfa (convencional) ou do interferon peguilado ou pode ser de tempo indeterminado quando utilizados os medicamentos orais, como a Lamivudina, o Adefovir, o Entecavir, a Telvibudina ou o Tenofovir.
Sem intenção de incitar o uso de qualquer um deles como escolha, vamos fazer um pequeno resumo de cada um deles.
INTERFERONS
São dois os interferons disponíveis, o interferon alfa (convencional) que é aplicado três vezes por semana e o interferon peguilado que e aplicado uma vez por semana.
Possui a vantagem de ser um tratamento por tempo determinado (seis ou doze meses) sem criar resistência ao vírus. Como desvantagem, a principal são os efeitos colaterais.
LAMIVUDINA
Por ser barata e ter sido o primeiro medicamento oral aprovado para tratamento da hepatite B e amplamente utilizada. Ele abaixa a carga viral e inibe a replicação, mas com o passar do tempo a Lamivudina perde sua eficácia criando resistência ao vírus. Neste ponto aumentam as transaminases e a carga viral.
Em media a resistência a Lamivudina acontece em 20% dos pacientes logo no primeiro ano de tratamento, chegando aos 70% de pacientes resistentes depois de quatro anos de tratamento.
ADEFOVIR
Foi o segundo medicamento oral aprovado para o tratamento da hepatite B. Foi uma boa opção para continuar o tratamento de pacientes que criaram resistência a Lamivudina, mas o Adefovir também cria resistência, entretanto em um ritmo muito mais lento que a Lamivudina. Após cinco anos de uso do Adefovir 28% dos pacientes apresentavam resistência ao medicamento quando este foi a primeira opção de tratamento, já se eram pacientes que tinham criado resistência previa a Lamivudina o Adefovir criou resistência em 18% dos pacientes após dois anos de utilização.
Atualmente a recomendação e que pacientes que criam resistência a Lamivudina "adicionem" o Adefovir sem retirar a Lamivudina, o que aparentemente esta dando bons resultados.
ENTECAVIR
Aprovado em 2005 e uma nova geração nas drogas orais para o tratamento da hepatite B. Consegue reduzir rapidamente a carga viral, sendo recomendado a quem nunca utilizou outro medicamento. Estudos informam que pacientes resistentes a lamivudina seriam menos suscetíveis ao Entecavir, criando resistência em 10% dos tratados após 96 semanas de tratamento.
TELVIBUDINA
Aprovado em 2006 ainda existe pouca experiência no seu uso. Inibe rapidamente a replicação viral e aparentemente acelera a melhora do fígado de forma mais rápida que a Lamivudina e o Adefovir. Um estudo mostrou que após 48 semanas de utilização 4,5% dos pacientes apresentam resistência. Ainda não existem dados sobre pacientes que tenham criado resistência previa a Lamivudina ou Adefovir.
MEU COMENTÁRIO
Afortunadamente as opções são muitas, mas por outro lado isso dificulta a melhor indicação para cada caso em particular por parte do médico.
Ainda, em países como Brasil a indicação de tratamento pelo sistema público de saúde tem um complicador a mais, que é o bendito "Protocolo de Tratamento da Hepatite B". O protocolo e do ano 2002 e nunca foi atualizado. Baseado em evidencias cientificas de 1998 e 1999 (século passado) o protocolo somente autoriza dois medicamentos, o interferon convencional e a Lamivudina. Todos os outros medicamentos acima citados se encontram aprovados pela ANVISA (órgão do Ministério da Saúde) mas somente podem ser utilizados por quem os pode comprar em qualquer farmácia. Quem depender do sistema público de saúde deverá, segundo o protocolo, ser tratado com medicamentos já obsoletos, de uma geração anterior.
Assim temos dois tipos de doentes, os brasileiros de primeira categoria que podem comprar medicamentos mais eficazes e os brasileiros de segunda categoria que por serem carentes de recursos dependem do SUS.
Mas estes devem procurar o melhor hospital que existe: a JUSTIÇA. Pela Constituição Federal todos os brasileiros são iguais e assim, se o medicamento esta registrado na ANVISA e se ele esta autorizado para seu uso e comercialização no Brasil, e obvio que o direito ao uso desses medicamentos e liquido e certo. Na seção
AÇÕES JUDICIAIS da nossa página na internet são encontrados gratuitamente os modelos de ações a serem impetradas para conseguir o Interferon Peguilado, o Adefovir e o Entecavir. Se o paciente tiver a indicação médica para tratar a hepatite B com um desses medicamentos, não duvide de procurar a justiça. É um direito do cidadão, um direito seu.
O segundo grave problema enfrentado no Brasil será a realização do exame HBV-DNA, a chamada carga viral para hepatite B. É um exame fundamental, pois e o único exame que indica a carga viral, importantíssima na evolução da hepatite B sendo o único exame que vai indicar logo no inicio que o vírus esta criando resistência ao medicamento em uso, permitindo a mudança rapidamente e evitando uma replique do vírus.
Mas por incrível que pareça, não existe no SUS o exame de carga viral para hepatite B e, os pacientes, os poucos que estão recebendo tratamento, são tratados totalmente a cegas caso não tenham dinheiro para pagar a cada seis meses a realização desse exame num laboratório particular.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - Brasil
Tel. (55.21) - 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com |
25/06/2007
Hepatitis B - ¿Cuál medicamento usar Primero?
Actualmente existen seis medicamentos para el tratamiento de la hepatitis B, pero no existe un consenso entre los médicos sobre cual debe ser la primera opción de tratamiento. La indicación "equivocada" de uno de los medicamentos podrá crear resistencia del virus a un segundo medicamento caso el primero no logre suceso.
El tratamiento de la hepatitis B puede ser de tiempo determinado en el caso de la utilización del interferón alfa (convencional) o del interferón pegilado o puede ser de tiempo indeterminado cuando utilizados los medicamentos orales, como la Lamivudina, el Adefovir, el Entecavir, la Telvibudina o el Tenofovir.
Sin intención de incitar el uso de cualquiera de ellos como elección, vamos a hacer un pequeño resumen de cada de ellos.
INTERFERONES
Son dos los interferones disponibles, el interferón alfa (convencional) que es aplicado tres veces por semana y el interferón pegilado que es aplicado una vez por semana.
Posee la ventaja de ser un tratamiento por tiempo determinado (seis o doce meses) sin crear resistencia al virus. Como desventaja principal tenemos los efectos colaterales.
LAMIVUDINA
Por ser barata y haber sido el primer medicamento oral aprobado para tratamiento de la hepatitis B es ampliamente utilizada. Baja la carga viral e inhibe la replicación, pero a lo largo del tiempo la Lamivudina pierde su eficacia creando resistencia al virus. En este punto aumentan las transaminasas y la carga viral.
En medía la resistencia a la Lamivudina acontece en un 20% de los pacientes luego en el primer año de tratamiento, llegando a los 70% de los pacientes resistentes después de cuatro años de tratamiento.
ADEFOVIR
Fue el segundo medicamento oral aprobado para el tratamiento de la hepatitis B. Fue una buena opción para continuar el tratamiento de pacientes que crearon resistencia a la Lamivudina, pero el Adefovir también creaba resistencia pero en ritmo mucho más lento que la Lamivudina. Después de cinco años de uso del Adefovir 28% de los pacientes presentaban resistencia al medicamento cuando éste fue la primera opción de tratamiento, ya si eran pacientes que habían creado resistencia anterior a la Lamivudina el Adefovir creó resistencia en un 18% de los pacientes después de dos años de utilización.
Actualmente la recomendación es que pacientes que crean resistencia a la Lamivudina "sumen" el Adefovir sin retirar la Lamivudina, lo qué aparentemente ésta dando buenos resultados.
ENTECAVIR
Aprobado en 2005 es una nueva generación en las drogas orales para el tratamiento de la hepatitis B. Consigue reducir rápidamente la carga viral, siendo recomendado a quien nunca utilizó otro medicamento. Estudios informan que pacientes resistentes a la Lamivudina serían menos susceptibles al Entecavir, creando resistencia en un 10% de los tratados después de 96 semanas de tratamiento.
TELVIBUDINA
Aprobado en 2006 aún existe poca experiencia en su uso. Inhibe rápidamente la replicación viral y aparentemente acelera la mejora del hígado de forma más rápida que la Lamivudina y el Adefovir. Un estudio mostró que después de 48 semanas de utilización 4,5% de los pacientes presentan resistencia. Aún no existen datos sobre pacientes que hayan creado resistencia preveía a la Lamivudina o Adefovir.
MI COMENTARIO
Venturosamente las opciones son muchas, pero por otra parte eso dificulta la mejor indicación para cada caso en particular por parte del médico.
Aún, en países como Brasil la indicación de tratamiento por el sistema público de salud tiene un complicador a más, que es el "Protocolo de Tratamiento de la hepatitis B". El protocolo es del año 2002 y nunca fue actualizado. Basado en evidencias científicas de 1998 y 1999 (siglo pasado) el protocolo solamente autoriza dos medicamentos, el interferón convencional y la Lamivudina. Todos los otros medicamentos arriba citados se encuentran aprobados por la ANVISA (órgano del Ministerio de la Salud) pero solamente pueden ser utilizados por quién puede los comprar en cualquier farmacia. Quien depender del sistema público de salud deberá, según el protocolo, ser tratado con medicamentos ya obsoletos, de una generación anterior.
Así tenemos dos tipos de enfermos, los brasileños de primera categoría que pueden comprar medicamentos más eficaces y los brasileños de segunda categoría que por ser carentes de recursos dependen del sistema público de salud.
Pero éstos deben buscar el mejor hospital que existe: la JUSTICIA. Por la Constitución Federal todos los brasileños son iguales y así, si el medicamento esta registrado en la ANVISA y si esta autorizado para su uso y comercialización en Brasil, el derecho al uso de esos medicamentos es líquido y cierto. En la sección ACCIONES JUDICIALES (en Portugués) de nuestra página en la Internet son encontrados gratuitamente los modelos de acciones a ser impetradas para conseguir el Interferón Pegilado, el Adefovir y el Entecavir. Si el paciente tiene la indicación médica para tratar la hepatitis B con un de esos medicamentos, no dude de buscar la justicia. Es un derecho del ciudadano.
El segundo gran problema enfrentado en Brasil será la realización del examen HBV-ADN, la llamada carga viral para hepatitis B. Es un examen fundamental, pues es el único examen que indica la carga viral, importante en la evolución de la hepatitis B siendo el único examen que va a indicar luego al inicio que el virus ésta creando resistencia al medicamento en uso, permitiendo una mudanza rápidamente y evitando un replique del virus.
Pero por increíble que parezca, no existe en el sistema publico de salud brasileño el examen de carga viral para hepatitis B y, los pacientes, los pocos que están recibiendo tratamiento, son tratados totalmente a ciegas caso no tengan dinero para pagar cada seis meses la realización de ese examen en un laboratorio particular.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo