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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
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26/04/2010


Novidades do EASL 2010 realizado em Viena em abril de 2010

Hepatite B - Após 5 anos do tratamento com interferon peguilado o vírus continua negativo


Segundo a Organização Mundial da saúde o câncer de fígado é o 5° câncer mais comum do mundo. As hepatites, se não tratadas, aumentam a possibilidade de desenvolver câncer. No caso da hepatite B a seroconversão do HBeAg e o clearence do HBsAg reduzem a possibilidade de câncer em praticamente todos os casos, sendo recomendação de praticamente todos os consensos internacionais se procurar tal resultado com o tratamento.

Existem diversos medicamentos para tratamento da hepatite B, os medicamentos orais e o interferon peguilado. As principais diferenças entre os medicamentos orais e o interferon peguilado podem ser resumidas nos efeitos colaterais durante o tratamento e na duração do tratamento. Enquanto o tratamento com medicamentos orais não possui um prazo definido para terminar, somente o tratamento com interferon peguilado e realizado em somente 48 semanas.

O temor que os médicos sentem ao tratar a hepatite B e saber quando o tratamento com medicamentos orais deve ser interrompido, pois o paciente pode estar negativo, mas ao se retirar o medicamento o vírus poderá voltar a se reproduzir.

Durante o EASL 2010 no "Debate: Individualized Care For Patients With CHB" os pesquisadores Jenny Heathcote (Canadá), Patrick Marcellin (Francia), Pietro Lampertico (Itália), Robert Perillo (USA) e Michael Manns (Alemanha) debateram sobre os resultados obtidos no tratamento da hepatite B com a utilização do interferon peguilado alfa 2-a.

Quando as características do paciente recomendam a utilização do interferon peguilado alfa 2-a essa deveria ser a primeira opção de tratamento, pois os resultados de mais de cinco anos de utilização demonstram que após 48 semanas de tratamento 31% dos pacientes apresentam carga viral abaixo de 10.000 copias/ml e que desses pacientes 88% conseguem sustentar tal resultado após cinco anos do final do tratamento. (Mercellin et al. - APASL 2010 and EASL 2009 - Piratvisuth et al. - APASL 2010).

Comprovando os resultados acima, outro estudo que foi apresentado no abstract 1031 da seção de pôsters apresentou os resultados após cinco anos do tratamento de 85 pacientes HBeAg positivos, comprovando a durabilidade dos resultados. Após cinco anos do tratamento 29% dos pacientes tratados apresentavam seroconversão do HBeAg e carga viral abaixo das 10.000 copias/ml. A taxa de seroconversão foi aumentando, sendo de 37% ao final do tratamento e chegando aos 60% aos cinco anos. Os autores do trabalho concluem que nos pacientes HBeAg positivos que ao final do tratamento com interferon peguilado apresentam resposta virológica conseguem manter a resposta sustentada nos cinco anos seguintes. (Abstract: 1031 - Journal of Hepatology, Supplement No 1, Volume 52, 2010, Page S399 - DURABILITY OF PEGINTERFERON ALFA-2B TREATMENT BEYOND 5 YEARS - IN PATIENTS WITH HEPATITIS B E ANTIGEN (HBEAG) POSITIVE CHRONIC - HEPATITIS B - V.W.-S. Wong, G.L.-H. Wong, K.K.-L. Yan, A.M.-L. Chim, H.-Y. Chan, H.L.-Y. Chan)

MEU COMENTÁRIO

Fica comprovado que utilizando o interferon peguilado como primeira opção naqueles pacientes que se enquadrem na recomendação médica, um terço dos infectados fica praticamente curado (ainda e cedo para se falar em cura definitiva na hepatite B) e somente os dois terços restantes deverão iniciar o tratamento com medicamentos orais por tempo indeterminado, talvez permanente.

Sei que o tratamento com interferon peguilado possui seus inconvenientes em relação a efeitos colaterais (bem menores que no tratamento da hepatite C já que não se utiliza a ribavirina), mas a possibilidade de ficar livre do problema em somente 48 semanas e um esforço e sacrifício que deve ser tomado em conta devido ao excelente resultado apresentado.

Lamentavelmente alguns poucos países, entre os quais o Brasil, ainda insistem em utilizar o interferon convencional, aquele de aplicação três vezes por semana, achando que estão economizando dinheiro. Ignoram os diversos estudos de fármaco economia que comprovam que o custo de tratamento por paciente respondedor e menor com o interferon peguilado, seja na hepatite B ou na hepatite C, já que o número de tratamentos bem sucedidos e muito maior se empregado o interferon peguilado.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!

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26/04/2010


Novedades del EASL 2010 realizado en Viena en abril de 2010

Hepatitis B - Después de 5 años del tratamiento con interferón pegilado el virus continúa negativo


Según la Organización Mundial de la salud el cáncer de hígado es el 5° cáncer más común del mundo. Las hepatitis, si no tratadas, aumentan la posibilidad de desarrollar cáncer. En el caso de la hepatitis B la seroconversión del HBeAg y el clearence del HBsAg reducen la posibilidad de cáncer en prácticamente todos los casos, siendo recomendación de prácticamente todos los consensos internacionales se procurar tal resultado con el tratamiento.

Existen diversos medicamentos para tratamiento de la hepatitis B, los medicamentos orales y el interferón pegilado. Las principales diferencias entre los medicamentos orales y el interferón pegilado pueden ser resumidas en los efectos secundarios durante el tratamiento y en la duración del tratamiento. Mientras el tratamiento con medicamentos orales no posee un plazo definido para terminar, solamente el tratamiento con interferón pegilado es realizado en solamente 48 semanas.

El temor que los médicos sienten al tratar la hepatitis B es saber cuando el tratamiento con medicamentos orales debe ser interrumpido, pues el paciente puede estar negativo, pero al se retirar el medicamento el virus podrá volver a se reproducir.

Durante el EASL 2010 en el "Debate: Individualized Care For Patients With CHB" los investigadores Jenny Heathcote (Canadá), Patrick Marcellin (Francia), Pietro Lampertico (Italia), Robert Perillo (USA) y Michael Manns (Alemania) debatieron sobre los resultados obtenidos en el tratamiento de la hepatitis B con la utilización del interferón pegilado alfa 2-a.

Cuando las características del paciente recomiendan la utilización del interferón pegilado alfa 2-a ésa debería ser la primera opción de tratamiento, pues los resultados de más de cinco años de utilización demuestran que después de 48 semanas de tratamiento 31% de los pacientes presentan carga viral abajo de 10.000 copias/ml y que de ésos pacientes 88% logran sustentar tal resultado después de cinco años del final del tratamiento. (Mercellin et Al. - APASL 2010 and EASL 2009 - Piratvisuth et Al. - APASL 2010).

Comprobando los resultados arriba, otro estudio que fue presentado en el abstracto 1031 de la sección de pósters presentó los resultados después de cinco años del tratamiento de 85 pacientes HBeAg positivos, comprobando la durabilidad de los resultados. Después de cinco años del tratamiento 29% de los pacientes tratados presentaban seroconversión del HBeAg y carga viral abajo de las 10.000 copias/ml. La tasa de seroconversión fue aumentando, siendo del 37% al final del tratamiento y llegando a los 60% a los cinco años. Los autores del trabajo concluyen que en los pacientes HBeAg positivos que al final del tratamiento con interferón pegilado presentan respuesta virológica consiguen mantener la respuesta sostenida en los cinco años siguientes. (Abstract: 1031 - Journal of Hepatology, Supplement En el 1, Volumen 52, 2010, Page S399 - DURABILITY OF PEGINTERFERON ALFA-2B TREATMENT BEYOND 5 YEARS - IN PATIENTS WITH HEPATITIS B Y ANTIGEN (HBEAG) POSITIVE CHRONIC - HEPATITIS B - V.W.-S. Wong, G.L.-H. Wong, K.K.-L. Yan, A.M.-L. Chim, H.-Y. Chan, H.L.-Y. Chan)

MI COMENTARIO

Queda comprobado que utilizando el interferón pegilado como primera opción en aquellos pacientes que se encuadren en la recomendación médica, un tercio de los infectados queda prácticamente curado (aún es cedo para hablarse en cura definitiva en la hepatitis B) y solamente los dos tercios restantes deberán empezar el tratamiento con medicamentos orales por tiempo indeterminado, quizá permanente.

Sé que el tratamiento con interferón pegilado posee sus inconvenientes con relación a efectos secundarios (bien menores que en el tratamiento de la hepatitis C ya que no se utiliza la ribavirina), pero la posibilidad de quedarse libre del problema en solamente 48 semanas es un esfuerzo y sacrificio que debe ser tomado en cuenta debido al excelente resultado presentado.

Lamentablemente algunos pocos países, entre quiénes el Brasil, todavía insisten en utilizar el interferón convencional, aquél de aplicación tres veces por semana, pensando que están economizando dinero. Ignoran los diversos estudios de fármaco economía que comprueban que el costo de tratamiento por paciente respondedor es menor con el interferón pegilado, sea en la hepatitis B o en la hepatitis C, ya que el número de tratamientos bien sucedidos es muy mayor si empleado el interferón pegilado.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo






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Last updated 25.4.2010