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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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21/03/2011


Hepatite B - Fibrose elevada aumenta o risco de insuficiência renal ao utilizar o Tenofovir em co-infectados HIV/HBV


Um estudo realizado na França durante três anos incluindo 137 pacientes encontrou que indivíduos co-infectados com HIV e hepatite B que apresentam fibrose hepática elevada em grau igual ou superior a F3 aumentam o risco de insuficiência renal ao serem tratados com o Tenofovir.

O estudo foi apresentado no "18th Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections" que aconteceu no inicio deste mês em Boston, chamando a atenção para a necessidade de realizar um estrito controle da creatinina nos pacientes com fibrose elevada. Para os profissionais da saúde interessados o resumo do estudo se encontra disponibilizado na referencia, ao final de nosso texto.

O Tenofovir tem atividade antiviral eficaz contra o HIV e o vírus da hepatite B sendo recomendado como uma opção preferencial no tratamento de indivíduos co-infectados com HIV e hepatite B e, em alguns países por ser um medicamento de custo baixo é a opção preferencial para o tratamento de mono infectados com hepatite B.

Mas o Tenofovir apresenta o problema da toxicidade renal em indivíduos suscetíveis já que a diferença de muitos medicamentos o Tenofovir é processado nos rins, em vez de metabolizado no fígado. Existindo danos no fígado que comprometam o fluxo sanguíneo as toxinas acumuladas podem ter um efeito negativo sobre a função renal.

O resultado do estudo encontrou que pacientes com grau de fibrose F3 ou F4 tiveram um risco de insuficiência renal 3,74 vezes maior que os pacientes com grau de fibrose leve ou moderada.

Alertam os autores que pacientes co-infectados com HIV e hepatite B tratados com Tenofovir estão em risco maior de insuficiência renal quando apresentam fibrose igual a F3 ou superior, devendo tais pacientes receber um acompanhamento rigoroso do clearance de creatinina.

MEU COMENTÁRIO:


É amplamente conhecido o problema que o Tenofovir pode ocasionar em alguns pacientes prejudicando a função renal. Este estudo comprovou o problema em indivíduos co-infectados com HIV e hepatite B, mas deve servir como alerta a todos os infectados com hepatite B que estão sendo tratados com o Tenofovir.

Deixo claro que o Tenofovir é um excelente medicamento, mas que não será nada agradável para alguém que já tem o fígado danificado pelo vírus da hepatite B perder a função renal, sendo então necessário por parte do médico um estrito e permanente controle da creatinina.

EM TEMPO:

Quando da publicação da portaria de tratamento da hepatite B pelo Programa Nacional de Hepatites em outubro de 2009 alertei sobre os problemas que poderia causar o Tenofovir motivo pelo qual fui bastante criticado e até acusado de defender outros fabricantes de medicamentos.

Como coordenador de uma ONG que defende os pacientes era meu dever ético alertar que o Tenofovir por ser um medicamento que pode causar insuficiência renal nunca poderia ser indicado como "escolha preferencial" para quem recebe tratamento gratuito no SUS e, que deveria ser de livre escolha do médico a indicação daquilo que é melhor para o paciente.

Com o tempo e a comprovação dos problemas que o Tenofovir poderia causar, atualmente comprovados por vários estudos como este que hoje publicamos, fico feliz de ter realizado o alerta naquela ocasião.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Significant Liver Fibrosis Is an Independent Risk Factor of Renal Impairment in HIV/HBV Co-infected Patients Treated with TDF: Results of a 3-Year Cohort Study - K Lacombe1,2,3, Anders Boyd*1, E Lasnier2, J Bottero1,2,3, C Lascoux-Combe4, P Miailhes5, M Lemoine2, J-L Meynard2, and P-M Girard1,2,3 - 1INSERM UMR S707, Paris, France; 2Hosp St Antoine, Paris, France; 3Univ Pierre and Marie Curie, Paris, France; 4Hosp St Louis, Paris, France; and 5Hospices Civils de Lyon, France - 18th Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections. February 27-March 2, 2011. Boston. Abstract 977.

Background: Renal impairment is a feared side effect of tenofovir (TDF). Yet in HIV/HBV co-infected patients treated with TDF, the role of liver fibrosis as a risk factor for renal dysfunction has not been evaluated.

Methods: We analyzed 137 treatment-experienced patients initiating TDF treatment. Creatinine clearance (CLCR) levels were estimated by the CKD-EPI equation at treatment initiation and averaged for every 6-month interval. Generalized estimating equations were used to model the average change of CLCR from baseline (avCLCR) at each interval adjusted by age, sex, black race, baseline CRCL, HIV RNA level, and treatment with protease inhibitors (PI). Using transitions between normal and mildly impaired renal function (eGFR -80 min/mL/1.73 m2), continuous-time Markov models were used to estimate the hazard ratio comparing baseline F3-F4 vs F0-F1-F2 fibrosis adjusted by co-variates in the CKD-EPI equation and significant risk factors.

Results: Average age was 41.7±7.6 years and 87.9% of patients were male. Median duration of TDF was 32.4 months (IQR 15.7). Overall, avCLCR was +0.6, +0.9, and -0.2 mL/min/1.73m2 after 12, 24 and 36 months of treatment, respectively, with no significant changes. Patients with higher fibrosis at TDF-initiation (n=41) had a much steeper decline in CRCL, with a maximum average decrease of -6.3 (95%CI: -9.9, -2.8) after 18 months and an overall decrease of -4.5 mL/min/1.73m2 (95%CI -8.8 to -0.02). No such effect was found in patients with low baseline fibrosis (n = 96), as avCLCR was +0.6 (95%CI -2.2 to +3.5) after 18 months and -0.8 mL/min/1.73 m2 (95%CI -4.7 to 3.1) after 36 months. Significant differences between fibrosis groups were observed at 12, 18, and 24 months after TDF initiation (p = 0.05, 0.005, 0.03, respectively). In multivariable Markov models, patients with higher fibrosis level (F3-F4 Fibrometre® stage) had a 3.74-times higher hazards (95%CI 1.57 to 8.92) of mild renal impairment than patients with lower fibrosis after adjustment for sex, age, black race, HIV RNA viral load, CD4 cell count, duration of HBV infection, and concomitant PI treatment. Patients who had gone from normal to mildly impaired renal function spent an average 8.6 months (95%CI 5.4 to 13.7) with CRCL rates -80 mL/min/1.73 m2.

Conclusions: HIV/HBV co-infected patients treated with TDF are at higher risk of renal impairment when exhibiting high liver fibrosis level (?F3), thereby warranting a closer follow-up of CRCL in this patient population.


Carlos Varaldo



Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
21/03/2011


Hepatitis B - Fibrosis elevada aumenta el riesgo de insuficiencia renal al utilizar el Tenofovir en co-infectados HIV/HBV


Un estudio realizado en Francia durante tres años incluyendo 137 pacientes encontró que individuos co-infectados con HIV y hepatitis B que presentan fibrosis hepática elevada en grado igual o superior a F3 aumentan el riesgo de insuficiencia renal al ser tratados con el Tenofovir.

El estudio fue presentado en el "18th Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections" que aconteció al inicio de este mes en Boston, llamando la atención para la necesidad de realizar un estricto control de la creatinina en los pacientes con fibrosis elevada. Para los profesionales de la salud interesados el resumen del estudio se encuentra en la referencia, al final de nuestro texto.

El Tenofovir tiene actividad antiviral eficaz contra el HIV y el virus de la hepatitis B siendo recomendado como una opción preferencial en el tratamiento de individuos co-infectados con HIV y hepatitis B y, en algunos países por se tratar de un medicamento de bajo costo es la opción preferencial para el tratamiento de mono infectados con hepatitis B.

Pero el Tenofovir presenta el problema de la toxicidad renal en individuos susceptibles ya que a diferencia de muchos medicamentos el Tenofovir es procesado en los riñones, en vez de metabolizado en el hígado. Existiendo daños en el hígado que comprometan el flujo sanguíneo las toxinas acumuladas pueden tener un efecto negativo sobre la función renal.

El resultado del estudio encontró que pacientes con grado de fibrosis F3 ó F4 tuvieron un riesgo de insuficiencia renal 3,74 veces mayor que los pacientes con grado de fibrosis leve o moderada.

Alertan los autores que pacientes co-infectados con HIV y hepatitis B tratadas con Tenofovir están en riesgo mayor de insuficiencia renal cuando presentan fibrosis igual a F3 o superior, debiendo tales pacientes recibir un acompañamiento riguroso del clearance de la creatinina.

MI COMENTARIO:

Es ampliamente conocido el problema que el Tenofovir puede ocasionar en algunos pacientes perjudicando la función renal. Este estudio comprobó el problema en individuos co-infectados con HIV y hepatitis B, pero debe servir como alerta a todos los infectados con hepatitis B que están siendo tratados con el Tenofovir.

Dejo claro que el Tenofovir es un excelente medicamento, pero que no será nada agradable para alguien que ya tiene el hígado dañado por el virus de la hepatitis B perder la función renal, siendo entonces necesario por parte del médico un estricto y permanente control de la creatinina.

EN TIEMPO:

Cuando de la publicación del consenso de tratamiento de la hepatitis B por el Programa Nacional de Hepatitis de Brasil em octubre del 2009 alerté sobre los problemas que podría causar el Tenofovir motivo por el cual fui bastante criticado y hasta acusado de defender otros fabricantes de medicamentos.

Como coordinador de una ONG que defiende los pacientes era mi deber ético alertar que el Tenofovir por ser un medicamento que puede causar insuficiencia renal nunca podría ser indicado como "elección preferencial" para quien recibe tratamiento gratuito en el sistema público de salud y, que debería ser de libre elección del médico la indicación de aquello que es mejor para el paciente.

Con el tiempo y la comprobación de los problemas que el Tenofovir podría causar, actualmente comprobados por varios estudios como éste que hoy publicamos, quedo feliz de haber realizado el alerta en aquella ocasión.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Significant Liver Fibrosis Is an Independent Risk Factor of Renal Impairment in HIV/HBV Co-infected Patients Treated with TDF: Results of a 3-Year Cohort Study - K Lacombe1,2,3, Anders Boyd*1, E Lasnier2, J Bottero1,2,3, C Lascoux-Combe4, P Miailhes5, M Lemoine2, J-L Meynard2, and P-M Girard1,2,3 - 1INSERM UMR S707, Paris, France; 2Hosp St Antoine, Paris, France; 3Univ Pierre and Marie Curie, Paris, France; 4Hosp St Louis, Paris, France; and 5Hospices Civils de Lyon, France - 18th Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections. February 27-March 2, 2011. Boston. Abstract 977.

Background: Renal impairment is a feared side effect of tenofovir (TDF). Yet in HIV/HBV co-infected patients treated with TDF, the role of liver fibrosis as a risk factor for renal dysfunction has not been evaluated.

Methods: We analyzed 137 treatment-experienced patients initiating TDF treatment. Creatinine clearance (CLCR) levels were estimated by the CKD-EPI equation at treatment initiation and averaged for every 6-month interval. Generalized estimating equations were used to model the average change of CLCR from baseline (avCLCR) at each interval adjusted by age, sex, black race, baseline CRCL, HIV RNA level, and treatment with protease inhibitors (PI). Using transitions between normal and mildly impaired renal function (eGFR -80 min/mL/1.73 m2), continuous-time Markov models were used to estimate the hazard ratio comparing baseline F3-F4 vs F0-F1-F2 fibrosis adjusted by co-variates in the CKD-EPI equation and significant risk factors.

Results: Average age was 41.7±7.6 years and 87.9% of patients were male. Median duration of TDF was 32.4 months (IQR 15.7). Overall, avCLCR was +0.6, +0.9, and -0.2 mL/min/1.73m2 after 12, 24 and 36 months of treatment, respectively, with no significant changes. Patients with higher fibrosis at TDF-initiation (n=41) had a much steeper decline in CRCL, with a maximum average decrease of -6.3 (95%CI: -9.9, -2.8) after 18 months and an overall decrease of -4.5 mL/min/1.73m2 (95%CI -8.8 to -0.02). No such effect was found in patients with low baseline fibrosis (n = 96), as avCLCR was +0.6 (95%CI -2.2 to +3.5) after 18 months and -0.8 mL/min/1.73 m2 (95%CI -4.7 to 3.1) after 36 months. Significant differences between fibrosis groups were observed at 12, 18, and 24 months after TDF initiation (p = 0.05, 0.005, 0.03, respectively). In multivariable Markov models, patients with higher fibrosis level (F3-F4 Fibrometre® stage) had a 3.74-times higher hazards (95%CI 1.57 to 8.92) of mild renal impairment than patients with lower fibrosis after adjustment for sex, age, black race, HIV RNA viral load, CD4 cell count, duration of HBV infection, and concomitant PI treatment. Patients who had gone from normal to mildly impaired renal function spent an average 8.6 months (95%CI 5.4 to 13.7) with CRCL rates -80 mL/min/1.73 m2.

Conclusions: HIV/HBV co-infected patients treated with TDF are at higher risk of renal impairment when exhibiting high liver fibrosis level (?F3), thereby warranting a closer follow-up of CRCL in this patient population.


Carlos Varaldo



Carlos Varaldo Grupo Optimismo. Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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Last updated 19.3.2011