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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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01/03/2010


Hepatite B - EUROSIDA alerta sobre o uso do Tenofovir


Já era conhecido que indivíduos em tratamento da AIDS perdiam a função dos rins em proporção muito mais elevada que a população em geral, sem se saber se isso era conseqüência do vírus HIV ou do tratamento da AIDS.

Na semana passada no ''17th Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections (CROI)'' a apresentação de uma analise realizada pelo EUROSIDA descobriu que o tratamento com antiretrovirais e o responsável pela maior possibilidade de desenvolver doenças renais crônicas

A maior causa dos problemas renais foi encontrada com a utilização do Tenofovir e, em menor escala com o Indinavir e o Atazanavir.

A revisão realizada pelo EUROSIDA é o maior estudo até a data, com um longo período de acompanhamento, e mostra claramente que as pessoas tratadas com o Tenofovir foram mais propensas a sofrer um declínio na função renal.

Os pesquisadores realizaram um estudo dos fatores de risco para doença renal crônica ao considerar uma redução persistente da taxa de filtração glomerular (TFG) para menos de 60 mL/min/1.73m2 ou a presença de albumina (proteína do sangue) na urina. TFG é uma medida de como o sangue é filtrado de forma eficiente no rim.

Para este estudo, a confirmação da doença renal crônica foi definida como persistente (duas avaliações de pelo menos três meses de intervalo) estimado TFG (TFGe) de 60 ou menos, se o nível inicial era superior a 60, ou um declínio de 25%, se ele começou em 60 ou abaixo, utilizando a fórmula de Cockcroft-Gault.

A EUROSIDA está realizando um estudo prospectivo observacional que inclui agora mais de 16.500 participantes soropositivos atendidos em 103 centros. No estudo da doença de rim, os investigadores analisaram dados de 6.843 participantes da coorte que tiveram pelo menos três medições da creatinina sérica disponível (utilizado para TFG estimada). Eles foram seguidos por uma média de cerca de quatro anos, acumulando um total de 21.482 pessoas-anos de dados.

Três quartos dos participantes eram homens, mais de 85% eram brancos, e a idade média foi de 43 anos. Olhando para os fatores de risco da doença do rim, cerca de 23% eram co-infectados com hepatite C, 22% apresentavam pressão arterial elevada, e 5% tinham diabetes.

Cerca de 90% nunca tinham sido expostos a drogas antiretrovirais. A contagem de células CD4 foi relativamente elevado, de 450 células/mm3, mas cerca de um terço tiveram um diagnóstico de AIDS antes.

Um total de 225 participantes do estudo (3,3%) evoluíram para doença renal crônica durante o acompanhamento, por uma taxa de incidência de 1,1 por 100 pessoas-ano. A taxa de aumento ao longo do tempo, de menos de 0,5% após o primeiro ano, para 1,5% após o segundo ano, para cerca de 4,5%, após quatro anos de follow-up.

Os pesquisadores então avaliaram a relação entre drogas antiretrovirais específicos e desenvolvimento de doença renal. A duração da exposição foi dividida em quatro categorias: nunca usado, 0-1 anos, 1-2 anos, 2-3 anos e mais de três anos. Ainda não existe suficiente follow-up de dados para determinar as associações com os mais novos agentes, incluindo Darunavir (Treatment Action Campaign), a Etravirina (Intelence), o Maraviroc (Celsentri) e Raltegravir (Isentress).

Exposição cumulativa a quatro drogas estava ligada a uma maior probabilidade de desenvolver doença renal crônica: o Tenofovir e três inibidores da protease, Indinavir o Atazanavir (Lopinavir / Ritonavir (Kaletra).

As pessoas nunca expostos ao Tenofovir tinham uma taxa de incidência de 0,7 por 100 pessoas-ano, enquanto as pessoas com três ou mais anos de exposição tinha uma taxa de incidência de 2,4 por 100 pessoas-ano. Considerando a exposição da droga por si só, a razão da taxa incidente (TIR) foi de 1,32, ou cerca de 32% maior. Após o ajuste para outros fatores, a TIR caiu para 1,16, que se manteve estatisticamente significativa.

Entre os participantes do estudo que parou de tomar Tenofovir durante o acompanhamento, o risco de desenvolver doença renal crônica foi quatro vezes maior em comparação com pacientes não-expostos durante os primeiros 12 meses (IRR 4,05), mas foi semelhante nos anos seguintes (IRR 1,12).

Os investigadores concluíram que o aumento da exposição ao Tenofovir foi associado com um risco maior de doença renal crônica. Estes resultados são consistentes com outros estudos.

MEU COMENTARIO


Considero ser o Tenofovir um excelente medicamento para tratamento da hepatite B, mas ao mesmo tempo considero altamente preocupante a possibilidade de perder a função renal e acabar tendo que realizar diálises.

Observar que após quatro anos de utilização do Tenofovir 4,5% dos pacientes em tratamento continuado tinham perdido seus rins e um dado que deve ser levado em consideração.

Pode o Tenofovir ser mais barato que os outros medicamentos, mas será que nesse calculo de fármaco economia está incluído o custo dos exames a cada três meses da taxa de filtração glomerular (TFG) e da presença de albumina, ou somente foi considerado o custo do medicamento?

Deveríamos, ainda, considerar o custo econômico e social que vai custar daqui a quatro anos tratar em clinicas de diálises e, pelo resto da vida, os infectados com hepatite B que pelo uso do Tenofovir venham perder seus rins.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Kirk O et al. Chronic kidney disease and exposure to ART in a large cohort with long-term follow-up: the EuroSIDA study. 17th Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, San Francisco, abstract 107LB, 2010 (Com informações retiradas dos comentários realizados por Liz Highleyman (HIV and Hepatitis), presente no congresso)


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






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01/03/2010


Hepatitis B - EUROSIDA alerta sobre el uso del Tenofovir


Ya era conocido que individuos en tratamiento de SIDA perdían la función de los riñones en proporción mucho más elevada que la población en general, sin se saber si eso era consecuencia del virus HIV o del tratamiento del SIDA.

En la semana pasada en el ''17th Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections (CROI)'' la presentación de una analice realizada por el EUROSIDA descubrió que el tratamiento con antiretrovirales es el responsable por la mayor posibilidad de desarrollar enfermedades renales crónicas

La mayor causa de los problemas renales fue encontrada con la utilización del Tenofovir y, en menor escala con el Indinavir y el Atazanavir.

La revisión realizada por el EUROSIDA es el mayor estudio hasta la fecha, con un largo período de acompañamiento, y muestra claramente que las personas tratadas con el Tenofovir fueron más propensas a sufrir una declinación en la función renal.

Los investigadores realizaron un estudio de los factores de riesgo para enfermedad renal crónica al considerar una reducción persistente de la tasa de filtración glomerular (TFG) para menos de 60 mL/min/1.73m2 o la presencia de albúmina (proteína de la sangre) en la orina. TFG es una medida de como la sangre es filtrado de forma eficiente en el riñón.

Para este estudio, la confirmación de la enfermedad renal crónica fue definida como persistente (dos evaluaciones de por lo menos tres meses de intervalo) estimado TFG (TFGe) de 60 o menos, si el nivel inicial era superior a 60, o una declinación del 25%, si él empezó en 60 o abajo, utilizando la fórmula de Cockcroft-Gault.

EUROSIDA está realizando un estudio prospectivo observacional que incluye ahora más de 16.500 participantes seropositivos atendidos en 103 centros. En el estudio de la enfermedad de riñón, los investigadores analizaron datos de 6.843 participantes de la cohorte que tuvieron por lo menos tres mediciones de la creatinina sérica disponible (utilizado para TFG estimada). Fueron seguidos por una media de cerca de cuatro años, acumulando un total de 21.482 personas-años de datos.

Tres cuartos de los participantes eran hombres, más del 85% eran blancos, y la edad promedio fue de 43 años. Mirando para los factores de riesgo de la enfermedad del riñón, cerca del 23% eran co-infectados con hepatitis C, 22% presentaban presión arterial elevada, y 5% tenían diabetes.

Cerca del 90% nunca habían sido expuestos a drogas antiretrovirales. El conteo de células CD4 fue relativamente elevado, de 450 células/mm3, pero cerca de un tercio tuvieron un diagnóstico de SIDA antes.

Un total de 225 participantes del estudio (3,3%) evolucionaron para enfermedad renal crónica durante el acompañamiento, por una tasa de incidencia de 1,1 por 100 personas-años. La tasa de aumento a lo largo del tiempo, de menos del 0,5% después del primer año, para 1,5% después del segundo año, para cerca del 4,5%, después de cuatro años de follow-up.

Los investigadores entonces evaluaron la relación entre drogas antiretrovirales específicas y desarrollo de enfermedad renal. La duración de la exposición fue dividida en cuatro categorías: nunca usado, 0-1 años, 1-2 años, 2-3 años y más de tres años. Todavía no existe suficiente follow-up de datos para determinar las asociaciones con los más nuevos agentes, incluyendo Darunavir (Treatment Action Campaign), la Etravirina (Intelence), el Maraviroc (Celsentri) y Raltegravir (Isentress).

La exposición cumulativa a cuatro drogas estaba ligada a una mayor probabilidad de desarrollar enfermedad renal crónica: el Tenofovir y tres inhibidores de la proteasa, Indinavir el Atazanavir (Lopinavir / Ritonavir (Kaletra).

Las personas nunca expuestas al Tenofovir tenían una tasa de incidencia de 0,7 por 100 personas-años, mientras las personas con tres o más años de exposición tenían una tasa de incidencia de 2,4 por 100 personas-años. Considerando la exposición de la droga por sí solo, la razón de la tasa incidente (TIR) fue de 1,32, o cerca del 32% mayor. Después el ajuste para otros factores, la TIR cayó para 1,16, que se mantuvo estadísticamente significativa.

Entre los participantes del estudio que paró de tomar Tenofovir durante el acompañamiento, el riesgo de desarrollar enfermedad renal crónica fue cuatro veces mayor en comparación con pacientes no-expuestos durante los primeros 12 meses (IRR 4,05), pero fue semejante en los años siguientes (IRR 1,12).

Los investigadores concluyeron que el aumento de la exposición al Tenofovir fue asociado con un riesgo mayor de enfermedad renal crónica. Estos resultados son consistentes con otros estudios.

MI COMENTARIO

Considero ser el Tenofovir un excelente medicamento para tratamiento de la hepatitis B, pero al mismo tiempo considero altamente preocupante la posibilidad de perder la función renal y acabar teniendo que realizar diálisis.

Observar que después de cuatro años de utilización del Tenofovir, 4,5% de los pacientes en tratamiento continuado habían perdido sus riñones es un dado que debe ser llevado en consideración.

Puede el Tenofovir ser más barato qué los otros medicamentos, pero será qué en ése calculo de fármaco economía está incluido el costo de los exámenes a cada tres meses de la tasa de filtración glomerular (¿TFG) y de la presencia de albúmina, o solamente fue considerado el costo del medicamento?

Deberíamos, aún, considerar el costo económico y social que va costar de aquí a cuatro años tratar en clínicas de diálisis y, por el resto de la vida, los infectados con hepatitis B que por el uso del Tenofovir vengan a perder sus riñones.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Kirk O et al. Chronic kidney disease and exposure to ART in a large cohort with long-term follow-up: the EuroSIDA study. 17th Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, San Francisco, abstract 107LB, 2010 (Con informaciones retiradas de los comentarios realizados por Liz Highleyman (HIV and Hepatitis), presente en el congreso)


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo






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Last updated 26.2.2010