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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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30/03/2009


Tópicos rápidos na Hepatite B

Como prevenir, como diagnosticar, quando começar o tratamento, o que usar, e quando parar


A hepatite B é uma DST - Doença Sexualmente Transmissível de fácil contagio, com uma facilidade de transmissão até 100 vezes maior que a AIDS. Também pode ser transmitida pela utilização de instrumentos contaminados com sangue, como materiais de manicure, de pedicure, de barbeiros, de tatuagens, por perfurações de piercings ou ao realizar tratamentos de acupuntura compartilhando as agulhas não descartáveis e até no dentista que não esteriliza corretamente os instrumentos. Durante o parto se a mãe é portadora da hepatite B. A hepatite B não é transmitida por alimentos ou água, nem pelo contato casual. O vírus da hepatite B sobrevive até sete dias numa gota de sangue fora do organismo.


1 - COMO PREVENIR:

Existe vacina para prevenir a hepatite B, motivo pelo qual é inconcebível que o número de infectados esteja aumentando. A vacinação é obrigatória nas crianças, nas primeiras horas após o parto.

A vacina é aplicada gratuitamente nos postos de saúde para pessoas até 19 anos de idade e, para pessoas que profissionalmente estão expostos a sangue. São necessárias três doses para conseguir proteção.


2 - DIAGNOSTICO:

O diagnóstico da hepatite B é complicado, devido à dificuldade em determinar a gravidade da infecção e somente médicos com conhecimento da doença conseguem com certeza um diagnostico correto.

O diagnostico completo e realizado mediante a combinação de detecção de dois antígenos virais (HBsAg e HBeAg) e de quatro anticorpos diferentes contra componentes virais (Anti HBs, Anti HBc, Anti HBc IgM e anti HBe). De posse desses resultados o médico poderá saber se a doença se encontra na fase crônica ou aguda, além de fornecer informação prognostica em relação à cura e gravidade da infecção.

A detecção da proteína de superfície do vírus B (HBsAg) mostra sempre a presença de viremia, mas isoladamente não consegue diferenciar a doença aguda da doença crônica, sendo necessário inicialmente se realizar conjuntamente o ANTI-HBc-total. Mediante esses dois resultados o médico saberá se o paciente foi vacinado, se teve contato com a hepatite B e curou de forma espontânea ou se serão necessários outros exames para determinar a fase da doença.


3 - QUANDO COMEÇAR O TRATAMENTO:

O tratamento é indicado em pacientes com doença hepática (danos no fígado) ativa ou avançada, com risco de desenvolver cirrose ou câncer no fígado, ou com transaminases elevadas, fatores estes considerados como negativos em relação à progressão da doença e do câncer. Atualmente também e considerado a carga viral (HBV/DNA) já que comprovadamente a carga viral e um prognostico ruim na hepatite B.

Pacientes sem indicação de tratamento devem ser acompanhados a cada seis meses, no máximo, para detectar alterações no seu quadro clinico.


4 - QUAL TRATAMENTO:

A decisão de se utilizar no tratamento o Interferon alfa (convencional), o Interferon Peguilado, a Lamivudina, o Adefovir, o Entecavir ou o Tenofovir e muito critica, pois a escolha de uma das drogas como terapia inicial poderá, caso aconteça resistência do vírus, comprometer a utilização das outras no futuro devido a resistências cruzadas.

Os interferons possuem a vantagem de serem utilizados por um período determinado (seis ou doze meses), porém são medicamentos injetáveis e com efeitos colaterais em alguns casos desagradáveis. Os outros medicamentos são todos orais, praticamente sem efeitos colaterais, mas em alguns casos será necessário seu uso continuo, até pelo resto de vida do paciente.


5 - QUANDO PARAR O TRATAMENTO:

Quando empregado o interferon o tratamento e realizado por seis ou doze meses. Aproximadamente entre 20 e 30% dos tratados conseguem negativar. Os restantes deverão iniciar um tratamento com os medicamentos orais.

Quando empregados os medicamentos orais Lamivudina, Adefovir, Entecavir ou Tenofovir a decisão de parar deve ser muito criteriosa por parte do médico, pois poderá acontecer a recidiva do vírus, uma "erupção" muito forte da doença e até a descompensação hepática do paciente. Portanto todos os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados após a retirada dos medicamentos.

Não existem parâmetros muito claros em relação a quando interromper o tratamento, motivo pelo qual o tratamento da hepatite B somente deve ser realizado por infectologistas, hepatologistas ou gastroenterologistas que estejam muito familiarizados com a doença e com os últimos avanços científicos.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
1 - AS Lok. Therapy of Hepatitis B - 13th International Symposium on Viral Hepatitis and Liver Disease (ISVHLD). Washington, DC. March 20-24, 2009. Abstract SP-18.
2 - JH Hoofnagle, E Doo, TJ Liang, and others. Management of hepatitis B: summary of a clinical research workshop. Hepatology 45: 1056-1075. 2007.
3 - AS Lok and BJ McMahon. Chronic hepatitis B. Hepatology 45: 507-539. 2007.
4 - European Association for the Study of the Liver. EASL clinical practice guidelines: management of chronic hepatitis B. Journal of Hepatology 50(2): 227-242. February 2009.
5 - JL Dienstag. Hepatitis B virus infection. New England Journal of Medicine 359: 1486-1500. 2008.


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo


Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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30/03/2009


Tópicos rápidos en la Hepatitis B

Como prevenir, como diagnosticar, cuando iniciar el tratamiento, lo que usar, y cuando parar



La hepatitis B es una Enfermedad Sexualmente Transmisible de fácil contagio, con una facilidad de transmisión hasta 100 veces mayor que el SIDA. También puede ser transmitida por la utilización de instrumentos infectados con sangre, como materiales de manicura, de pedicura , de peluqueros, de tatuajes, por perforaciones de piercings o al realizar tratamientos de acupuntura compartiendo las agujas no desechables y hasta en el dentista que no esterilice correctamente los instrumentos. Durante el parto si la madre es portadora de la hepatitis B. La hepatitis B no es transmitida por alimentos o agua, ni por el contacto casual. El virus de la hepatitis B sobrevive hasta siete días en una gota de sangre fuera del organismo.


1 - COMO PREVENIR:

Existe vacuna para prevenir la hepatitis B, motivo por el cual es inconcebible que el número de infectados esté aumentando. La vacunación es obligatoria en los niños, en las primeras horas después del parto y, para personas que profesionalmente están expuestos la sangre. Son necesarias tres dosis para conseguir protección.


2 - DIAGNOSTICO:

El diagnóstico de la hepatitis B es complicado, debido a la dificultad en determinar la gravedad de la infección y solamente médicos con conocimiento de la enfermedad logran con seguridad un diagnostico correcto.

El diagnostico completo es realizado mediante la combinación de detección de dos antígenos virales (HbsAg y HbeAg) y de cuatro anticuerpos diferentes contra componentes virales (Anti HBs, Anti HBc, Anti HBc IgM y Anti HBe). De pose de ésos resultados el médico podrá saber si la enfermedad se encuentra en la fase crónica o aguda, allende suministrar información pronostica con relación a la cura y gravedad de la infección.

La detección de la proteína de superficie del virus B (HbsAg) muestra siempre la presencia de viremia, pero aisladamente no consigue diferenciar la enfermedad aguda de la enfermedad crónica, siendo necesario inicialmente se realizar conjuntamente el ANTI-HBc-total. Mediante ésos dos resultados el médico sabrá si el paciente fue vacunado, si tuvo contacto con la hepatitis B y curó de forma espontánea o si serán necesarios otras pruebas para determinar la fase de la enfermedad.


3 - CUANDO INICIAR El TRATAMIENTO:

El tratamiento es indicado en pacientes con enfermedad hepática (daños en el hígado) activa o avanzada, con riesgo de desarrollar cirrosis o cáncer en el hígado, o con transaminasas elevadas, factores éstos considerados como negativos con relación a la progresión de la enfermedad y del cáncer. Actualmente también es considerada la carga viral (HBV/DNA) ya que comprobadamente la carga viral es un pronóstico malo en la hepatitis B.

Pacientes sin indicación de tratamiento deben ser seguidos a cada seis meses como máximo para detectar alteraciones en su cuadro clínico.


4 - CUAL TRATAMIENTO:

La decisión de utilizarse en el tratamiento el Interferón alfa (convencional), el Interferón Pegilado, la Lamivudina, el Adefovir, el Entecavir o el Tenofovir es muy critica, pues la elección de una de las drogas como terapia inicial podrá, caso acontezca resistencia del virus, comprometer la utilización de las otras en el futuro debido a resistencias cruzadas.

Los interferones poseen la ventaja de ser utilizados por un período determinado (seis o doce meses), sin embargo son medicamentos inyectables y con efectos secundarios en algunos casos desagradables. Los otros medicamentos son todos orales, prácticamente sin efectos secundarios, pero en algunos casos será necesario su uso continuo, aun por el resto de vida del paciente.


5 - CUANDO PARAR El TRATAMIENTO:

Cuando empleado el interferón el tratamiento es realizado por seis o doce meses. Aproximadamente entre 20 y 30% de los tratados consiguen negativar. Los restantes deberán iniciar un tratamiento con los medicamentos orales.

Cuando empleados los medicamentos orales Lamivudina, Adefovir, Entecavir o Tenofovir la decisión de parar debe ser muy bien estudiada por parte del médico, pues podrá acontecer la recidiva del virus, una "erupción" muy fuerte de la enfermedad y hasta la descompensación hepática del paciente. Por tanto todos los pacientes deben ser cuidadosamente monitorizados después de la retirada de los medicamentos.

No existen parámetros muy claros con relación a cuando interrumpir el tratamiento, motivo por el cual el tratamiento de la hepatitis B solamente debe ser realizado por infectólogos, hepatólogos o gastroenterólogos que estén muy familiarizados con la enfermedad y con los últimos avances científicos.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
1 - AS Lok. Therapy of Hepatitis B - 13th International Symposium on Viral Hepatitis and Liver Disease (ISVHLD). Washington, DC. March 20-24, 2009. Abstract SP-18.
2 - JH Hoofnagle, E Doo, TJ Liang, and others. Management of hepatitis B: summary of a clinical research workshop. Hepatology 45: 1056-1075. 2007.
3 - AS Lok and BJ McMahon. Chronic hepatitis B. Hepatology 45: 507-539. 2007.
4 - European Association for the Study of the Liver. EASL clinical practice guidelines: management of chronic hepatitis B. Journal of Hepatology 50(2): 227-242. February 2009.
5 - JL Dienstag. Hepatitis B virus infection. New England Journal of Medicine 359: 1486-1500. 2008.


Carlos Varaldo
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Last updated 30.3.2009