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Co-infectados HIV/HCV, uma população especial para tratamento da hepatite C?

22/02/2016

Pessoas vivendo com HIV co-infectadas com hepatite C não devem ser mais considerados como uma "população especial" já que a tolerabilidade e os resultados dos novos tratamentos da hepatite C são comparáveis ais mono infectados com hepatite C.

Os co-infectados, que praticamente não possuíam tratamento para a hepatite C, agora com os novos medicamentos de ação direta aproximadamente de 95% deles conseguiram curar a hepatite C em tratamento oral de 12 semanas com mínimos e leves efeitos colaterais. Para quem está acostumado a tomar antirretrovirais por anos a fio, 12 semanas de dois comprimidos ao dia é coisa que tiram de letra.

Existem, sim, algumas complexidades no tratamento dos co-infectados em relação a possíveis interações medicamentosas com os medicamentos, assim, os profissionais indicados para realizarem o tratamento da hepatite C nos co-infectados são aqueles que atualmente tratam o HIV, pois ninguém melhor que eles para ver possíveis interações medicamentos e realizar os ajustes de dosagem.

O Protocolo de tratamento da hepatite C com os medicamentos orais de ação direta recomenda que os co-infectados devem ser um grupo prioritário para receber tratamento e, no Brasil, o verdadeiro desafio será conscientizar esses infectados, inclusive os profissionais de saúde, sobre a necessidade de todos os HIV positivo realizar o teste da hepatite C o quanto antes possível. Indivíduos co-infectados possuem uma sentença de morte a curto prazo se não tratados.

Com o tratamento as mortes por problemas hepáticos são altamente reduzidas, a resposta ao tratamento consegue reduzir a progressão da fibrose, evita a insuficiência hepática e na maioria dos casos a morte.

Assim, os co-infectados HIV/HCV deixam de ser uma "população especial" difícil de tratar e agora deve ser vista como a população que consegue o maior benefício com o tratamento da hepatite C.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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