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17/10/2011
Resultado "CC" no teste "IL28B" - Excelente para hepatite - Mortal para HIV/AIDS
Um simples exame de sangue chamado "IL28B" serve como prognostico de resposta ao tratamento da hepatite C. O resultado é simples, com três possibilidades: "CC", "CT" ou "TT".
Se o resultado for "CC" indica que o paciente tem alta possibilidade de cura com o tratamento da hepatite C. Se o resultado for "CT" a possibilidade de cura do paciente será a normal, já se o resultado for "TT" indica que as possibilidades de cura são pequenas.
Confesso que nunca fui muito a favor da tal teste, mas a cada dia está sendo mais solicitado pelos médicos para desenhar a estratégia de tratamento de cada paciente, de forma individualizada. O meu medo reside em que se um paciente com resultado "TT" por ter uma pequena possibilidade de cura utilizando interferon peguilado e ribavirina, possa vir a ter algum dia negado o tratamento por parte do sistema público de saúde, alegando que não se deve gastar dinheiro quando a possibilidade de sucesso fica somente entre 10 e 15%.
Mas o impactante no estudo que acaba de ser apresentado na "European AIDS Conference," realizada em Belgrado, é o que foi encontrado pelos pesquisadores poloneses ao constatar que o mesmo gene expresso pelo resultado "CC" que é excelente prognostico para os infectados com hepatite C significa um péssimo sinal para os infectados com HIV/AIDS em tratamento antirretroviral.
Ao estudar dados sobre as causas de mortalidade em 484 pacientes que morreram durante o tratamento do HIV/AIDS realizando exames em amostras de sangue armazenadas, os pesquisadores da "Pomeranian Medical University" de Szczecin, Polônia, descobriram que aqueles que apresentavam no exame "IL28B" um resultado "CC" possuíam 80% mais chances de morrer durante o tratamento antirretroviral que os pacientes com resultados "CT" ou "TT".
No total dos pacientes 42% apresentavam resultado "CC", 46% a variante "CT" e 12% a variante "TT", dados consistentes com os encontrados em estudos feitos na população do país.
Durante o período de seguimento do estudo aconteceram 84 mortes (17% do total dos pacientes), 55 dos quais por causas relacionadas à AIDS e 29 mortes por outras causas.
As mortes entre os pacientes com a variante "CC" atingiram 46 pacientes, representando 23% deles, em comparação com as variantes "CT" e "TT" com 38 mortes o que representa 13,5% dos pacientes.
Não foi observada diferença nas taxas de óbitos de pacientes que não estavam tomando medicamentos, mas as taxas de mortalidade começaram a divergir logo que os pacientes começaram a terapia antirretroviral.
Ao analisar os dados de forma multivariada foi encontrado que as mulheres possuíam 64% menos possibilidade de morte que os homens.
A possibilidade de morte nos pacientes com a variante "CC" foi 80% maior quando a contagem de CD4 era inferior a 100 células/mm3 e de 74% se a contagem de CD4 era superior a 100 células/mm3.
Os pesquisadores descobriram que os pacientes "TT" apresentam menor carga viral e uma contagem maior de CD4, mas não conseguiram estabelecer uma diferença entre os pacientes com a variante "CC" e os outros.
O estudo polonês é correto, mas porque o "IL28B" com um resultado "CC" afeta pacientes monoinfectados com HIV/AIDS em tratamento antirretroviral permanece uma incógnita.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Parczewski M et al. IL28B gene polymorphisms and all-cause mortality in HIV infected patients. Thirteenth European AIDS conference, Belgrade. Abstract PS2/3. 2011.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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17/10/2011
Resultado "CC" en la prueba "IL28B" - Excelente para hepatitis - Mortal para HIV/SIDA
Un simple examen de sangre llamado "IL28B" sirve como pronóstico de respuesta al tratamiento de la hepatitis C. El resultado es simple, con tres posibilidades: "CC", "CT" o "TT".
Si el resultado es "CC" indica que el paciente tiene alta posibilidad de cura con el tratamiento de la hepatitis C. Si el resultado es "CT" la posibilidad de cura del paciente será la normal, ya si el resultado es "TT" indica que las posibilidades de cura son pequeñas.
Confieso que nunca fui muy a favor de la tal prueba, pero a cada día está siendo más solicitada por los médicos para diseñar la estrategia de tratamiento de cada paciente, de forma individualizada. Mi miedo reside en que si un paciente con resultado "TT" por tener una pequeña posibilidad de cura utilizando interferón pegilado y ribavirina, pueda venir a tener algún día negado el tratamiento por parte del sistema público de salud, alegando que no se debe gastar dinero cuando la posibilidad de suceso se queda solamente entre 10 y 15%.
Pero lo impactante en el estudio que acaba de ser presentado en la "European SIDA Conference," realizada en Belgrado, es lo que fue encontrado por los investigadores poloneses al constatar que el mismo gene expresado por el resultado "CC" que es excelente pronóstico para los infectados con hepatitis C significa una pésima señal para los infectados con HIV/SIDA en tratamiento antirretroviral.
Al estudiar datos sobre las causas de mortalidad en 484 pacientes que murieron durante el tratamiento del HIV/SIDA realizando exámenes en muestras de sangre almacenadas, los investigadores de la "Pomeranian Medical University" de Szczecin, Polonia, descubrieron que aquéllos que presentaban en el examen "IL28B" un resultado "CC" poseían 80% más chances de morir durante el tratamiento antirretroviral que los pacientes con resultados "CT" o "TT".
En el total de los pacientes 42% presentaban resultado "CC", 46% la variante "CT" y 12% la variante "TT", datos consistentes con los encontrados en estudios hechos en la población del país.
Durante el período de seguimiento del estudio acontecieron 84 muertes (17% del total de los pacientes), 55 de los cuales a causas relacionadas al SIDA y 29 muertes por otras causas.
Las muertes entre los pacientes con la variante "CC" alcanzaron 46 pacientes, representando 23% de ellos, en comparación con las variantes "CT" y "TT" con 38 muertes lo que representa 13,5% de los pacientes.
No fue observada diferencia en las tasas de óbitos de pacientes que no estaban tomando medicamentos, pero las tasas de mortalidad empezaron a divergir tan pronto como los pacientes empezaron la terapia antirretroviral.
Al analizar los datos de forma multivariada fue encontrado que las mujeres poseían 64% menos posibilidad de muerte que los hombres.
La posibilidad de muerte en los pacientes con la variante "CC" fue 80% mayor cuando el número de CD4 era inferior a 100 células/mm3 y del 74% si el número de CD4 era superior a 100 células/mm3.
Los investigadores descubrieron que los pacientes "TT" presentan menor carga viral y un número mayor de CD4, pero no lograron establecer una diferencia entre los pacientes con la variante "CC" y los otros.
El estudio polonés es correcto, pero porque el "IL28B" con un resultado "CC" afecta pacientes mono infectados con HIV/SIDA en tratamiento antirretroviral permanece una incógnita.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Parczewski M et al. IL28B gene polymorphisms and all-cause mortality in HIV infected patients. Thirteenth European AIDS conference, Belgrade. Abstract PS2/3. 2011.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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