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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
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16/02/2005

Tratamento da hepatite c em pacientes co-infectados com HIV/AIDS


As doenças relacionadas com a AIDS deixaram de ser a principal causa de morte quando o coquetel antiretroviral passou a ser disponibilizado aos pacientes, outorgando uma boa qualidade de vida a estas pessoas e uma expectativa de sobrevida longa e com qualidade. Porem um outro fantasma passou a perseguir os infectados, o fígado, passando a ser a morte pela perda da função hepática o maior problema dos portadores de HIV/AIDS, seja pelo efeito tóxico dos medicamentos ou pela co-infecção com a hepatite C (HCV).

A prevalência da hepatite C em indivíduos infectados com o HIV é de aproximadamente 30%, podendo chegar a níveis de até 70 a 90% em hemofílicos HIV positivos ou entre usuários de drogas intravenosas.

Estudos recentes realizados nos Estados Unidos e na Europa mostram que as mortes por falência hepática em portadores de HIV/AIDS estão aumentando de forma alarmante. Um estudo feito em Boston mostra que em 1991 as mortes por falência hepática nos pacientes com HIV/AIDS representavam 11,5% do total, subindo para 13,9% em 1996 e assustadores 50% no ano 2000.

Afortunadamente hoje é possível tratar a hepatite C com excelentes resultados nos pacientes co-infectados com HIV/AIDS. O aparecimento do interferon peguilado e sua eficácia neste grupo especial de pacientes e uma grande chance de eliminar a hepatite C.

Diversas pesquisas estão sendo realizadas ou já foram finalizadas apresentando resultados surpreendentes, bastante similares aos conseguidos em pacientes mono infectados com a hepatite C quando empregado o interferon peguilado.

Atualmente há duas alternativas no uso do interferon peguilado. O interferon peguilado alfa 2-a PEGASYS o qual e administrado em dosagem única de 180 ug/ml, independente do peso do paciente, ou o interferon peguilado alfa 2-b PEG-INTRON o qual e administrado em função do peso do paciente, em geral na dosagem de 1,5 ug/ml por Kg de peso. Ambos são utilizados em combinação com a Ribavirina.

Já foram publicados quatro grandes estudos no tratamento da co-infecção HIV/HCV todos eles mostrando resultados muito animadores.

1 - AIDS Clinical Trials Group (ACTC) A5071, e um estudo realizado em 21 hospitais e universidades com 133 pacientes, onde uma parte foi tratada com PEGASYS e outra com o interferon convencional (grupo controle) em ambos associados a ribavirina. 27% do total dos pacientes tratados com o interferon peguilado conseguiram a cura, contra 12% dos pacientes tratados com o interferon convencional.

2 - AIDS Pegasys Ribavirin International Co-infection Trial (APRICOT) foi o maior dos estudos, multicentro, com 868 pacientes de 19 países diferentes. Os pacientes foram divididos em três grupos, um deles recebeu o interferon convencional junto com a ribavirina, um outro grupo recebeu o interferon peguilado alfa 2-a PEGASYS mais um placebo no lugar da ribavirina e um terceiro grupo recebeu o PEGASYS junto com a ribavirina. 40% dos pacientes do grupo tratados com PEGASYS e Ribavirina obtiveram a cura da hepatite C. Dos tratados com PEGASYS e placebo 20% conseguiram a cura e dos tratados com interferon convencional e ribavirina somente 12% conseguiram a cura.

A resposta ao tratamento para pacientes com o genótipo 1 foi de 29%, 14% e 7% respectivamente em cada um dos grupos e no caso de pacientes com o genótipo 2 ou 3 a resposta foi de 62%, 36% e 20% em cada um dos grupos.

3 - RIBAVIC ANRS HCO2, e um estudo realizado com o interferon peguilado alfa 2-b PEG-INTRON. Foram tratados 412 pacientes divididos em dois grupos. Um recebeu o PEG-INTRON na dosagem de 1,5 ug/kg junto a ribavirina e o outro grupo (controle) recebeu o interferon convencional com a ribavirina. 27% dos tratados com PEG-INTRON obteve a cura da hepatite C e no grupo do interferon convencional o índice de cura foi de 19%. Nos genótipos 1 o índice de cura foi de 15% e 5% respectivamente e nos genótipos 2 e 3 de 43% e 47% em cada grupo.

4 - Um outro estudo, coordenado pelo Dr. Laguno, de Barcelona, Espanha e publicado em AIDS 18: F27-F36, 2004, tratou 95 pacientes co-infectados divididos em dois grupos, um grupo foi tratado com interferon peguilado alfa 2-b PEG-INTRON e o outro grupo com o interferon convencional, em ambos sempre associados a ribavirina.

Do total dos tratados, 44% dos pacientes tratados com PEG-INTRON obtiveram a cura da hepatite C e no grupo tratado com o interferon convencional a cura foi de 21%. Nos pacientes com genótipo 1 a resposta foi de 38% e 7% respectivamente em cada grupo. Já nos pacientes com genótipos 2 e 3 a resposta foi de 53% e 47% em cada grupo.

Tentar comparar os resultados destes quatro estudos seria uma decisão irresponsável. É um assunto complicado e não pode ser feito com nenhum método estatístico, pois cada estudo tratou grupos de pacientes com características diferentes e dosagens de ribavirina diferentes. Poucas diferenças são observadas na seleção dos pacientes em relação a idade, sexo e níveis de CD4 mas, no RIBAVIC os pacientes apresentavam um maior dano hepático, o que pode diminuir a resposta, tal qual acontece em pacientes mono-infectados. Também o percentual de pacientes com genótipo 1 sobre o total de tratados é diferente nos quatro estudos.

As diferenças na seleção dos pacientes não permite fazer comparações entre os dois interferons ou chegar a qualquer conclusão sobre a superioridade do regime de administração, isto é, por peso do paciente ou em doses única.

Os resultados tem a propriedade de mostrar a superioridade do interferon peguilado sobre o interferon convencional quando é necessário o tratamento de indivíduos co-infectados com HIV/HCV, principalmente na presencia do genótipo 1 do vírus da hepatite C.

Os resultados obtidos representam uma esperança para os portadores de HIV/AIDS co-infectados com a hepatite C. Está demonstrado que o tratamento e possível de ser administrado a maioria dos infectados e que as chances de eliminar o fantasma da hepatite C já e uma realidade.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo



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16/02/2005

Tratamiento de la hepatitis c en pacientes co-infectados con HIV/SIDA


Las enfermedades relacionadas con el SIDA dejaron de ser la principal causa de muerte cuando el cóctel antiretroviral pasó a ser aplicado a los pacientes, otorgando una buena calidad de vida a estas personas y una expectativa de sobrevenida larga y con bien estar. Pero un otro fantasma pasó a perseguir los infectados, el hígado, pasando a ser la muerte por la pérdida de la función hepática el mayor problema de los portadores de SIDA, sea por el efecto tóxico de los medicamentos o por la Co-infección con la hepatitis C (HCV).

La incidencia de la hepatitis C en individuos infectados con el HIV/SIDA es de aproximadamente 30%, pudiendo llegar a niveles de hasta 70 a 90% en hemofílicos HIV positivos o entre usuarios de drogas intravenosas.

Estudios recientes realizados en Estados Unidos y en Europa muestran que las muertes por falencia hepática en portadores de HIV/SIDA están aumentando de forma alarmante. Un estudio realizado en Boston muestra que en 1991 las muertes por falencia hepática en los pacientes con HIV/SIDA representaban 11,5% del total, ascendiendo para 13,9% en 1996 y asustadores 50% en el año 2000.

Venturosamente hoy es posible tratar a hepatitis C con excelentes resultados en los pacientes Co-infectados con HIV/SIDA. El aparecimiento del interferón pegilado y su eficacia en este grupo especial de pacientes es una gran posibilidad de eliminar la hepatitis C.

Diversas investigaciones están siendo realizadas o ya fueron finalizadas presentando resultados sorprendentes, bastantes similares a los conseguidos en pacientes mono infectados con la hepatitis C cuando empleado el interferón pegilado.

Actualmente hay dos alternativas en el uso del interferón pegilado. El interferón pegilado alfa 2-a PEGASYS el cual es administrado en dosificación única de 180 ug/ml, independiente del peso del paciente, o el interferón pegilado alfa 2-b PEG-INTRON el cual es administrado en función del peso del paciente, en general en la dosificación de 1,5 ug/ml por Kg de peso. Ambos son utilizados en combinación con a Ribavirina.

Ya fueron publicados cuatro grandes estudios en el tratamiento de la Co-infección HIV/HCV todos ellos mostrando resultados muy animadores.

1 - AIDS Clinical Trials Group (ACTC) A5071, es un estudio realizado en 21 hospitales y universidades con 133 pacientes, donde una parte fue tratada con PEGASYS y otra con el interferón convencional (grupo control) en ambos asociados a la Ribavirina. 27% del total de los pacientes tratados con el interferón pegilado consiguieron la cura, contra 12% de los pacientes tratados con el interferón convencional.

2 - AIDS Pegasys Ribavirin International Co-infection Trial (APRICOT) fue el mayor de los estudios, multicentro, con 868 pacientes de 19 países diferentes. Los pacientes fueron divididos en tres grupos, uno de ellos recibió el interferón convencional junto con la Ribavirina, otro grupo recibió el interferón pegilado alfa 2-a PEGASYS más un placebo en el lugar de la Ribavirina y un tercer grupo recibió el PEGASYS junto con la Ribavirina. 40% de los pacientes del grupo tratados con PEGASYS y Ribavirina lograron la cura de la Hepatitis C. De los tratados con PEGASYS y placebo 20% consiguieron la cura y de los tratados con interferón convencional y la Ribavirina solamente 12% consiguieron la cura.

La respuesta al tratamiento para pacientes con el genotipo 1 fue del 29%, 14% y 7% respectivamente en cada uno de los grupos y en el caso de pacientes con el genotipo 2 ó 3 la respuesta fue del 62%, 36% y 20% en cada uno de los grupos.

3 - RIBAVIC ANRS HCO2, es un estudio realizado con el interferón pegilado alfa 2-b PEG-INTRON. Fueron tratados 412 pacientes divididos en dos grupos. Un recibió el PEG-INTRON en la dosificación de 1,5 ug/kg junto a la Ribavirina y el otro grupo (control) recibió el interferón convencional con la Ribavirina. 27% de los tratados con PEG-INTRON logró la cura de la Hepatitis C y en el grupo del interferón convencional el índice de cura fue del 19%. En los genotipos 1 el índice de cura fue del 15% y 5% respectivamente y en los genotipos 2 y 3 del 43% y 47% en cada grupo.

4 - Otro estudio, coordinado por el Dr. Laguno, de Barcelona, España y publicado en AIDS 18: F27-F36, 2004, trató 95 pacientes Co-infectados divididos en dos grupos, un grupo fue tratado con interferón pegilado alfa 2-b PEG-INTRON y el otro grupo con el interferón convencional, en ambos siempre asociados a la Ribavirina.

Del total de los tratados, 44% de los pacientes tratados con PEG-INTRON lograron la cura de la Hepatitis C y en el grupo tratado con el interferón convencional la cura fue del 21%. En los pacientes con genotipo 1 la respuesta fue del 38% y 7% respectivamente en cada grupo. Ya en los pacientes con genotipos 2 y 3 la respuesta fue del 53% y 47% en cada grupo.

Intentar comparar los resultados de éstos cuatro estudios sería una decisión irresponsable. Es un asunto complicado y no puede ser hecho con ningún método estadístico, pues cada estudio trató grupos de pacientes con características diferentes y dosificaciones de Ribavirina diferentes. Pocas diferencias son observadas en la selección de los pacientes con relación la edad, sexo y niveles de CD4 pero, en el RIBAVIC los pacientes presentaban un mayor daño hepático, lo que puede disminuir la respuesta, tal cual acontece en pacientes mono-infectados. También el porcentual de pacientes con genotipo 1 sobre el total de tratados es diferente en los cuatro estudios.

Las diferencias en la selección de los pacientes no permiten hacer comparaciones entre los dos interferones o llegar a cualquier conclusión sobre la superioridad del régimen de administración, esto es, por peso del paciente o en dosis única.

Los resultados tienen la propiedad de mostrar la superioridad del interferón pegilado sobre el interferón convencional cuando es necesario el tratamiento de individuos Co-infectados con HIV/HCV, principalmente en la presencia del genotipo 1 del virus de la Hepatitis C.

Los resultados obtenidos representan una esperanza para los portadores de HIV/SIDA Co-infectados con la hepatitis C. Está demostrado que el tratamiento es posible de ser administrado en la mayoría de los infectados y que las posibilidades de eliminar el fantasma de la Hepatitis C ya es una realidad.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo



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Last updated 30.10.2005