GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
13/02/2006
Anvisa aprova tratamento de última geração para hepatite crônica C em pacientes soropositivos
" Cerca de 180 mil pessoas infectadas, ao mesmo tempo, pelos vírus da Aids e da hepatite C se beneficiarão com o uso de Pegasys® (alfapeginterferona- 2a [40KD]), interferon peguilado aprovado para o tratamento da hepatite C neste grupo de pacientes "
" A co-infecção pelos vírus C e HIV representa hoje um dos mais graves problemas de saúde pública do País "
A Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, acaba de aprovar Pegasys® (alfapeginterferona-2a [40 KD]) para o tratamento da hepatite crônica C em pacientes infectados simultaneamente pelos vírus da hepatite C e HIV. Esta determinação no Brasil vem regulamentar a utilização desse interferon peguilado no tratamento da hepatite crônica C nesse grupo de pacientes.
A terapia com Pegasys® (alfapeginterferona - 2a [40KD]) permite o combate eficaz e seguro à co-infecção, uma realidade vivenciada por mais de 180 mil soropositivos brasileiros infectados pelos dois vírus, possibilitando a melhor chance de cura da hepatite C (resposta virológica sustentada) nesta população.
A co-infecção
A co-infecção pelos vírus da hepatite C e HIV representa hoje um dos mais graves problemas de saúde pública do País. De acordo com a Dra. Maria Cássia Mendes Corrêa, coordenadora do Grupo de Hepatites da Casa da AIDS do Hospital das Clínicas de São Paulo, as complicações da hepatite C, como cirrose, insuficiência hepática e câncer do fígado são mais freqüentes em quem tem o vírus HIV. "Enquanto as terapias antivirais têm garantido a longevidade da população soropositiva, as doenças hepáticas se apresentam como fatais para estes pacientes e, por isso, devem ser diagnosticadas e tratadas com prioridade", destaca a pesquisadora. A médica também participou do estudo mundial APRICOT (AIDS PEGASYS Ribavirin International CO-infection Trial), o maior já realizado com pacientes co-infectados pelos vírus da Aids e hepatite C, que determinou a aprovação da nova indicação terapêutica de Pegasys® (alfapeginterferona - 2a [40KD]) no Brasil.
De acordo com a UNAIDS - Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids, mundialmente, 40 milhões de pessoas convivem com o vírus da AIDS. Cerca de um terço da população portadora do vírus HIV também está infectada pelo vírus da hepatite C. No Brasil, segundo dados do Programa Nacional DST/AIDS, existem aproximadamente 600 mil portadores do HIV. Desses, cerca de 30% também são portadores da hepatite crônica C.
Segundo a Dra. Maria Cássia, a co-infecção com o vírus da hepatite C é a causa mais freqüente de doença crônica do fígado em pacientes infectados pelo HIV, e quando não diagnosticada e tratada é a causa líder de insuficiência hepática, cirrose e óbito nessas pessoas.
A presença simultânea dos vírus HIV e HCV determina uma doença hepática mais grave do que a observada em pacientes portadores apenas de hepatite crônica C. "A hepatite C, em indivíduos HIV positivos, evolui mais rapidamente para a cirrose hepática ou até mesmo para o hepatocarcinoma (um tipo de tumor do fígado), quando comparados aos que estão infectados somente pelo vírus da hepatite C", destaca a dra. Maria Cássia. "No caso dos mono-infectados, as complicações causadas por esse vírus ocorrem cerca de 20 a 30 anos depois do contágio, enquanto que nos pacientes infectados pelo HIV isso pode acontecer cerca de seis ou sete anos após a infecção", conclui.
Estudo que permitiu a aprovação
A indicação de Pegasys® (alfapeginterferona - 2a [40KD]) para o tratamento de pacientes co-infectados HCV se baseia nos resultados da pesquisa APRICOT, maior estudo internacional com a participação de múltiplos centros de pesquisa, que avaliou a eficácia e segurança da terapia de combinação com interferon peguilado em pacientes co-infectados.
Resultados do estudo APRICOT
Pesquisadores selecionaram 868 pacientes co-infectados com HIV e HCV de 19 países. Eles receberam, aleatoriamente, a combinação de Pegasys® (alfapeginterferona - 2a [40KD]) e ribavirina ou o tratamento convencional (interferon convencional e ribavirina). Todos os pacientes foram tratados durante 48 semanas.
O estudo demonstrou que 40% dos indivíduos soropositivos que usaram a combinação de Pegasys® (alfapeginterferona-2a [40 KD]) e ribavirina no tratamento da hepatite crônica C foram curados dessa doença.
Este é o maior índice de cura já alcançado em um estudo envolvendo pacientes co-infectados. Esse resultado foi obtido principalmente pela característica única de Pegasys® (alfapeginterferona-2a [40 KD]) em combinação com a ribavirina, que determinam uma supressão viral constante durante o período de uma semana entre uma aplicação e outra.
"Estudos como o APRICOT contribuem para que a comunidade médica possa reavaliar a situação dos pacientes co-infectados, normalmente pacientes graves, e considerar seu tratamento", declara o gastroenterologista e gerente médico no Núcleo Hepatites da Roche, Dr. Fernando Tatsch.
Do total de pacientes que participaram do estudo, aproximadamente 85% estavam em tratamento contra o vírus HIV/AIDS. "É importante que este estudo tenha confirmado que a hepatite crônica C pode ser tratada de forma efetiva e segura sem comprometer o tratamento do paciente HIV positivo", conclui o médico.
Risco de contágio
Os casos de co-infecção são comuns em determinados grupos de risco, muito semelhante ao que acontece com a transmissão do vírus da Aids, principalmente no que se refere àquelas pessoas que fizeram ou fazem uso de drogas ilícitas injetáveis ou que realizaram transfusão de sangue antes de 1992, quando o vírus C ainda não era conhecido e o teste anti-HCV não era aplicado nos bancos de sangue. Nestes dois casos, o risco de contaminação está entre 70% e 80% para a co-infecção. Entre homossexuais infectados pelo HIV ou para parcerias sexuais de homens infectados também por esse vírus, este índice varia entre 3% e 5%.
Pegasys® (alfapeginterferona - 2a [40KD])
Fabricado pela Roche Farmacêutica, Pegasys® (alfapeginterferona-2a [40 KD]) é o medicamento mais prescrito nos Estados Unidos para o combate ao vírus C. Pegasys® teve a aprovação da agência de saúde norte-americana, em 2002, para o uso de forma isolada ou em combinação com a ribavirina produzida pelo laboratório - o Copegus -, para o tratamento da população adulta portadora da hepatite crônica C. Além disso, o medicamento também está aprovado para a hepatite B nos EUA, União Européia e na maioria dos países da região Ásia-Pacífico.
Sobre a Roche
Com sua matriz na cidade suíça de Basiléia, a Roche é um dos grupos de healthcare focados em pesquisa & desenvolvimento líderes nos campos farmacêutico e diagnóstico. Como fornecedor de produtos e serviços inovadores, para a detecção precoce, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, o Grupo contribui numa ampla frente para melhorar a saúde e a qualidade de vida das pessoas. A Roche é líder na área de diagnósticos, a maior empresa fornecedora de medicamentos para câncer e transplantes, e a líder no Mercado de Virologia. A Roche emprega cerca de 65 mil pessoas em 150 países e tem acordos de P&D e alianças estratégicas com diversas companhias.
Informações adicionais sobre o Grupo Roche estão disponíveis na Internet (www.roche.com ou www.roche.com.br).
Fonte: Divulgação da Roche Brasil
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo