21/07/2008
Existem diferenças entre os interferons peguilados?
Pesquisa realizada na Universidade de Portland nos Estados Unidos pelo Centro de Evidencias Baseadas na Pratica Clinica objetivando comprovar quais dos interferons peguilados e superior acaba de ser publicada no Journal of Viral Hepatitis do mês de agosto de 2008.
A pesquisa analisou 16 estudos potencialmente relevantes utilizando informações apresentadas em congressos, bancos de dados na internet ou publicações científicas nas quais o critério de tratamento fosse à combinação da ribavirina com o interferon peguilado alfa 2-a (PEGASYS) ou o interferon peguilado alfa 2-b (PEGINTRON), avaliando a resposta terapêutica e os efeitos colaterais e adversos.
O resultado comparativo demonstra não existir diferenças estatisticamente diferentes entre os dois interferons no que se refere a resposta sustentada (cura da hepatite C), interrupções durante o tratamento devido a efeitos adversos, anemia, depressão ou sintomas como dor de cabeça ou sensação de estado febril.
Quando esses resultados são ajustados de forma estratificada por indicadores de qualidade metodológica, como a presença da co-infecção HIV/HCV, a dosagem da ribavirina ou a dosagem do interferon peguilado, os resultados não apresentam alterações.
Baseados nesses resultados os pesquisadores concluem que não existem evidencias suficientes para sustentar conclusões sobre a superioridade de um interferon sobre o outro. Esclarecem que o estudo foi realizado de forma indireta porque não existem estudos comparativos que utilizem os mesmos critérios de seleção de pacientes, dosagens, tratamentos dos efeitos colaterais e adversos, etc., que possam verificar se os resultados das analises indiretas se confirmam na pratica clinica.
MEU COMENTÁRIO:
É uma pena que não sejam realizados estudos independentes, por universidades ou institutos de pesquisa públicos, comparando realmente se existem diferenças terapêuticas entre os dois interferons peguilados existentes no mercado.
O estudo comentado neste artigo e abrangente o suficiente para demonstrar que na pratica clinica do dia a dia não existem evidencias que possam afirmar existir diferenças entre os dois interferons peguilados.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
R Chou, S Carson and BKS Chan. Pegylated interferons for chronic hepatitis C virus infection: an indirect analysis of randomized trials. Journal of Viral Hepatitis 15(8): 578-590. August 2008.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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21/07/2008
¿Existen diferencias entre los interferones pegilados?
Investigación realizada en la Universidad de Portland en Estados Unidos por el Centro de Evidencias Basadas en la Practica Clínica objetivando comprobar cuales de los interferones pegilados es superior acaba de ser publicada en el Journal of Viral Hepatitis del mes de agosto de 2008.
La investigación analizó 16 estudios potencialmente relevantes utilizando informaciones presentadas en congresos, bancos de datos en el internet o publicaciones científicas en las cuales el criterio de tratamiento fuese la combinación de la ribavirina con el interferón pegilado alfa 2-a (Pegasys) o el interferón pegilado alfa 2-b (PegIntron), evaluando la respuesta terapéutica y los efectos secundarios y adversos.
El resultado comparativo demuestra no existir diferencias estadísticamente diferentes entre los dos interferones en lo que se refiere a la respuesta sostenida (cura de la hepatitis C), interrupciones durante el tratamiento debido a efectos adversos, anemia, depresión o síntomas como cefalalgia o sensación de estado febril.
Cuando esos resultados son ajustados de forma estratificada por indicadores de calidad metodológica, como la presencia de la co-infección HIV/HCV, la dosis de la ribavirina o la dosis del interferón pegilado, los resultados no presentan alteraciones.
Basados en esos resultados los investigadores concluyen que no existen evidencias suficientes para sostener conclusiones sobre la superioridad de un interferón sobre el otro. Aclaran que el estudio fue realizado de forma indirecta porque no existen estudios comparativos que utilicen los mismos criterios de selección de pacientes, dosis, tratamientos de los efectos secundarios y adversos, etc., que puedan verificar si los resultados de las analices indirectas se confirman en la practica clínica.
MI COMENTARIO:
Es una pena que no sean realizados estudios independientes, por universidades o institutos de investigación públicos, comparando realmente se existen diferencias terapéuticas entre los dos interferones pegilados existentes en el mercado.
El estudio comentado en este artículo es de tamaño suficiente para demostrar que en la práctica clínica del día a día no existen evidencias que puedan afirmar existir diferencias entre los dos interferones pegilados.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
R Chou, S Carson and BKS Chan. Pegylated interferons for chronic hepatitis C virus infection: an indirect analysis of randomized trials. Journal of Viral Hepatitis 15(8): 578-590. August 2008.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo