GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
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24/05/2005
Estudo mostra a eficácia do interferon convencional
O artigo a seguir e detalhado e extenso pois o considero importante para a adoção de estratégias de tratamento e políticas de governo. Pode parecer um pouco complicado e até pesado, mas se trata de um tema que me interessa pessoalmente, assim como a muitos que estudam as hepatites.
Este estudo foi realizado em Taiwan e pode ser considerado o mais abrangente e longo trabalho sobre a eficácia do interferon convencional. Com duração de 10 anos, foi realizado entre 1992 e 2001, tratando e acompanhando um grupo de 214 pacientes, os quais foram tratados com o interferon convencional, sem ribavirina, durante seis meses.
O estudo objetivou saber a resposta terapêutica em função da dosagem de cada interferon em diversos grupos de pacientes, a tolerabilidade e seu efeito em longo prazo na prevenção da cirrose e do câncer de fígado.
Foram usados três tipos de interferon, o alfa 2-a (40 pacientes), o alfa 2-b (102 pacientes) e o alfa 2 a-n-1 (linfoblastoide) (72 pacientes). Destes, 80 pacientes foram tratados com 3 milhões três vezes por semana (3 MU) e 134 com 6 milhões três vezes por semana (6 MU), todos durante 24 semanas e em monoterapia (sem ribavirina).
Não foi encontrada diferença significativa na descontinuação do tratamento (5% no grupo de 3 MU e 7,5% no grupo que recebeu 6 MU). Os efeitos colaterais e adversos foram semelhantes em ambos os grupos se observando maior irritabilidade como efeito psicológico no grupo que receber 6 MU. A melhoria ou o agravamento histológico foi calculado em função da diminuição ou aumento de 2 pontos na pontuação necro inflamatória entre uma e outra biopsia.
Foram realizadas biopsias antes do tratamento e após o mesmo, em diferentes períodos entre 0,5 e 5,5 anos, se observando uma melhoria histológica na atividade necro inflamatória (escala Knodell), mas nenhuma melhora na fibroses. Nos pacientes que não conseguiram a resposta sustentada a melhora histológica foi maior nos pacientes tratados com 6 MU.
A melhoria histológica teve uma diminuição significativa na atividade necro inflamatória (periportal, lobular, portal e total) nos pacientes que conseguiram a resposta sustentada, sendo significativa em 68,2%, apresentando o mesmo valor em 27,3% e piorando em somente 4,6% dos pacientes negativados. Já nos pacientes que não obtiveram sucesso no tratamento, se observou que 37,9% conseguiram uma significante melhora histológica, 34,5% se mantinham estável e, 27,6% apresentavam um quadro de maior atividade.
Após uma media de quase sete anos do final do tratamento, os 18 pacientes com resposta sustentada do grupo de 3 MU continuavam negativos. Do grupo tratado com 6 MU, somente 1 dos 46 com resposta sustentada tinha recividado (aconteceu quase cinco anos após o fim do tratamento). Se isto foi replicação ou reinfestação somente será elucidada por exames de DNA do vírus, para ver se realmente se trata do mesmo genoma viral. Após 10 anos a resposta sustentada era semelhante para os três tipos de interferon utilizados.
O percentual de pacientes não cirróticos que progrediram para a cirrose durante o período do estudo, em media 5,5 anos, foi observado em 10,7% daqueles que não apresentaram resposta ao tratamento e de 3,8% nos que conseguiram a resposta sustentada.
Durante os mesmos 5,5 anos foi observado que 10,6% dos não respondedores desenvolveram câncer no fígado contra 1,1% dos que conseguiram a resposta sustentada.
O resultado mostra que pacientes negativados possuem mínimas possibilidades de chegar a desenvolver câncer no fígado.
Entre as curiosidades do estudo e que todos os pacientes, independente do genótipo foram tratados por somente 6 meses e que o interferon foi aplicado intramuscular. Estes fatos, assim como o não uso da ribavirina, que só veio a aparecer depois, são conseqüência do pioneirismo do estudo, já em 1992.
14 pacientes foram excluídos do estudo nas primeiras 12 semanas do tratamento por diversos motivos.
O PCR, sempre realizado na modalidade qualitativa (mais sensível) foi realizado no inicio do tratamento, na semana 12, no final do sexto mês (final do tratamento) no mês 12, para se saber a resposta sustentada e depois repetido a cada 12 meses.
Ao final do tratamento, no sexto mês, 47,4% dos pacientes tratados com 3 MU e 83,1% dos tratados com 6 MU se encontravam negativos. Destes, 50% do grupo tratado com 3 MU teve recidiva (replicação) do vírus sem conseguir a resposta sustentada e no grupo tratado com 6 MU a recivida foi praticamente igual, de 55%.
A resposta sustentada foi de 37,1% no grupo tratado com 6 MU e de 23,7% no grupo que recebeu 3 MU.
Analisando os pacientes que conseguiram a resposta sustentada não foi observada nenhuma influencia em relação a idade, a atividade necro inflamatória ou a forma de infecção, seja por transfusão ou qualquer outra.
A carga viral antes do tratamento estava fortemente associada a resposta sustentada. Foi nos pacientes com maior carga viral que se observou o principal indicador para não se conseguir a resposta sustentada, seguida do genótipo 1, a terapia com 3 MU e o grau de fibroses, nesta ordem.
Foi observada uma associação importante em relação a menor resposta quando os níveis das transaminases são elevados e ainda uma associação negativa nos casos de fibroses severa (F3) ou cirroses (F4), como também com o genótipo 1 e com uma alta carga viral.
Conhecendo estes fatores prognósticos para se conseguir a resposta sustentada e dividindo os pacientes em três grupos de risco, um de baixo risco (genótipo não 1 e baixa carga viral) um outro grupo de risco médio (presença de um fator, como alta carga viral, ou genótipo 1) e um outro grupo de alto risco (genótipo 1 e alta carga viral simultaneamente) foi observado que a resposta ao final do tratamento foi mais alta nos pacientes tratados com 6 MU e que a taxa de replicação não foi significativamente diferente nem entre os que receberam dosagens diferentes nem entre os grupos de risco presumido.
No total de tratados, o interferon alfa 2-a conseguiu uma resposta sustentada em 21,6% nos que receberam este medicamento. Com os que receberam o interferon alfa 2-b foi conseguida uma resposta sustentada em 34,7% dos tratados e no grupo que recebeu o interferon alfa n-1, a resposta sustentada foi de 33,8%.
O estudo confirma que a dosagem do interferon convencional (recombinante) e de suma importância, se recomendando o uso de 6 MU, tanto pela eficácia maior na resposta terapêutica como na melhora histológica e, ainda, reduzindo a incidência de cirroses e câncer.
Dos 136 que não conseguiram sucesso no tratamento, 11 deles foram retratados novamente com interferon convencional em monoterapia, sendo que três conseguiram a resposta sustentada (27,3%). Trinta e nove pacientes foram retratados com interferon convencional e ribavirina, sendo que 20 (51,3%) conseguiram a resposta sustentada.
A ribavirina esta disponível em Taiwan desde 1998 e mostrou que o tratamento combinado tem alta superioridade em relação a terapia somente com o interferon. Mais recentemente foi introduzido o interferon peguilado o qual combinado a ribavirina apresenta ainda melhores resultados.
A importância deste trabalho permitirá desenvolver de forma mais adequada estudos sobre fármaco economia. O interferon peguilado e um medicamento de altíssimo custo e o tratamento com uma dosagem maior de interferon convencional pode se tornar uma alternativa na maioria dos casos, seja se reservando o interferon peguilado como uma alternativa para um provável re-tratamento, inclusive do ponto de vista econômico, como também para aqueles casos em que a ribavirina não e tolerada pelo paciente ou quando os efeitos do interferon peguilado são altamente prejudiciais para o paciente.
Fonte:Ming-Lung Yu, Chia-Yen Dai, Shinn-Cherng Chen, Li-Po Lee, Ming-Yen Hsieh, Zu-Yau Lin1, Ming-Yuh Hsieh, Liang-Yen Wang, Jung-Fa Tsai, Wen-Yu Chang and Wan-Long Chuang
Hepatobiliary Division, Department of Internal Medicine, Kaohsiung Medical University Hospital, No. 100, Tzyou 1st Rd, Kaohsiung 807, Kaohsiung, Taiwan
Department of Occupational Medicine, Kaohsiung Municipal HsiaoKang Hospital, No. 482, Shan-Ming Rd, Kaohsiung 812, Kaohsiung, Taiwan
BMC Infectious Diseases 2005, 5:27 doi:10.1186/1471-2334-5-27
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24/05/2005
Estudio muestra la eficacia del interferón convencional
El artículo a continuación es detallado y extenso pues lo considero importante para la adopción de estrategias de tratamiento y políticas de gobierno. Puede parecer un poco complicado y hasta pesado, pero se trata de un tema que me interesa personalmente, así como a muchos que estudian las hepatitis.
Este estudio fue realizado en Taiwan y puede ser considerado el mayor estudio sobre la eficacia del interferón convencional. Con duración de 10 años, fue realizado entre 1992 y 2001, tratando y acompañando un grupo de 214 pacientes, quiénes fueron tratados con el interferón convencional, sin Ribavirina, durante seis meses.
El estudio tubo como objetivo averiguar la respuesta terapéutica en función de la dosificación de cada interferón en diversos grupos de pacientes, la tolerabilidad y su efecto en largo plazo en la prevención de la cirrosis y del cáncer de hígado.
Fueron usados tres tipos de interferón, el alfa 2-a (40 pacientes), el alfa 2-b (102 pacientes) y el alfa 2 a-n-1 (linfoblastoide) (72 pacientes). De éstos, 80 pacientes fueron tratados con 3 millones tres veces por semana (3 MU) y 134 con 6 millones tres veces por semana (6 MU), todos durante 24 semanas y en monoterapia (sin Ribavirina).
No fue encontrada diferencia significativa en la interrupción del tratamiento (5% en el grupo de 3 MU y 7,5% en el grupo que recibió 6 MU). Los efectos colaterales y adversos fueron semejantes en los dos grupos se observando mayor irritabilidad como efecto psicológico en el grupo que recibir 6 MU. La mejoría o el agravamiento histológico fue calculado en función de la disminución o aumento de 2 puntos en la puntuación necro inflamatoria entre una e otra biopsia.
Fueron realizadas biopsias antes del tratamiento y después el mismo, en diferentes períodos entre 0,5 y 5,5 años, se observando una mejoría histológica en la actividad necro inflamatoria (escala Knodell), pero ninguna mejora en la fibrosis. En los pacientes que no consiguieron la respuesta sostenida la mejora histológica fue mayor en los pacientes tratados con 6 MU.
La mejoría histológica tuvo una disminución significativa en la actividad necro inflamatoria (peri portal, lobular, portal y total) en los pacientes que consiguieron la respuesta sostenida, siendo significativa en un 68,2%, presentando el mismo valor en un 27,3% y desmejorando en solamente 4,6% de los pacientes negativados. Ya en los pacientes que no obtuvieron éxito en el tratamiento, se observó que 37,9% consiguieron una significante mejora histológica, 34,5% se mantenían estables y, 27,6% presentaban un cuadro de mayor actividad.
Después de una medía de casi siete años del final del tratamiento, los 18 pacientes con respuesta sostenida del grupo de 3 MU continuaban negativos. Del grupo tratado con 6 MU, solamente 1 de los 46 con respuesta sostenida tenía recividado (aconteció casi cinco años después el fin del tratamiento). Si esto fue una replicación o una nueva infección es una duda que solamente será dilucidada por exámenes de ADN del virus, para ver si realmente se trata del mismo genoma vírico. Después de 10 años la respuesta sostenida era semejante para los tres tipos de interferón utilizados.
El porcentaje de pacientes no cirróticos que progresaron para el cirrosis durante el período del estudio, en medía 5,5 años, fue observado en un 10,7% de aquéllos que no presentaron respuesta al tratamiento y del 3,8% en los que consiguieron la respuesta sostenida.
Durante los mismos 5,5 años fue observado que 10,6% de los no respondedores desarrollaron cáncer en el hígado contra 1,1% de los que consiguieron la respuesta sostenida.
Este resultado muestra que pacientes negativados poseen mínimas posibilidades de llegar a desarrollar cáncer en el hígado.
Entre las curiosidades del estudio es que todos los pacientes, independiente del genotipo fueron tratados por solamente 6 meses y que el interferón fue aplicado intramuscular. Estos hechos, así como el no uso de la Ribavirina, que solo vino a aparecer después del inicio del estudio, son consecuencia de la época en que fue realizado el estudio, ya en 1992.
14 pacientes fueron excluidos del estudio en las primeras 12 semanas del tratamiento por diversos motivos.
El PCR, siempre realizado en la modalidad cualitativa (más sensible) fue realizado en el inicio del tratamiento, en la semana 12, al final del sexto mes (final del tratamiento) en el mes 12, para se saber la respuesta sostenida y después repetido cada 12 meses.
Al final del tratamiento, en el sexto mes, 47,4% de los pacientes tratados con 3 MU y 83,1% de los tratados con 6 MU se encontraban negativos. De éstos, 50% del grupo tratado con 3 MU tuvo recidiva (replicación) del virus sin conseguir la respuesta sostenida y en el grupo tratado con 6 MU la recivida fue prácticamente igual, del 55%.
La respuesta sostenida fue del 37,1% en el grupo tratado con 6 MU y del 23,7% en el grupo que recibió 3 MU.
Analizando los pacientes que consiguieron la respuesta sostenida no fue observada ninguna influencia con relación la edad, la actividad necro inflamatoria o la forma de infección, sea por transfusión o cualquier otra.
La carga viral antes del tratamiento estaba fuertemente asociada a la respuesta sostenida. Fue en los pacientes con mayor carga viral que se observó el principal indicador para no se conseguir la respuesta sostenida, seguida del genotipo 1, la terapia con 3 MU y el grado de fibrosis, en este orden.
Fue observada una asociación importante con relación a menor respuesta cuando los niveles de las transaminasas son elevados y aún una asociación negativa en los casos de fibrosis severa (F3) o cirrosis (F4), como también con el genotipo 1 y con una alta carga viral.
Conociendo estos factores pronósticos para conseguirse la respuesta sostenida y dividiendo los pacientes en tres grupos de riesgo, un de bajo riesgo (genotipo no 1 y baja carga viral) otro grupo de riesgo medio (presencia de un factor, como alta carga viral, o el genotipo 1) y otro grupo de alto riesgo (genotipo 1 y alta carga vírica simultáneamente) fue observado que la respuesta al final del tratamiento fue más alta en los pacientes tratados con 6 MU y que la tasa de replicación no fue significativamente diferente ni entre los que recibieron dosificaciones diferentes ni entre los grupos de riesgo presumido.
En el total de tratados, el interferón alfa 2-a consiguió una respuesta sostenida en un 21,6% en los que recibieron este medicamento. Con los que recibieron el interferón alfa 2-b fue conseguida una respuesta sostenida en un 34,7% de los tratados y en el grupo que recibió el interferón alfa n-1, la respuesta sostenida fue del 33,8%.
El estudio confirma que la dosificación del interferón convencional (recombinante) es de fundamental importancia, se recomendando el uso de 6 MU, tanto por la eficacia mayor en la respuesta terapéutica como en la mejora histológica y, todavía, reduciendo la incidencia de cirrosis y cáncer.
De los 136 que no lograron éxito en el tratamiento, 11 de ellos fueron retratados nuevamente con interferón convencional en monoterapia, siendo que tres consiguieron la respuesta sostenida (27,3%). Treinta nueve pacientes fueron retratados con interferón convencional y Ribavirina, siendo que 20 (51,3%) consiguieron la respuesta sostenida.
La Ribavirina esta disponible en Taiwan desde 1998 y mostró que el tratamiento combinado tiene alta superioridad sobre la terapia solamente con el interferón. Más recientemente fue introducido el interferón pegilado el cual combinado a Ribavirina presenta aún mejores resultados.
La importancia de este trabajo permitirá desarrollar de forma más adecuada estudios sobre fármaco economía. El interferón pegilado es un medicamento de alto costo y el tratamiento con una dosificación mayor de interferón convencional puede ser una alternativa en la mayoría de los casos, sea se reservando el interferón pegilado como una alternativa para un probable se re-tratamiento, incluso del punto de vista económico, como también para aquellos casos en los que la Ribavirina no es tolerada por el paciente o cuando los efectos del interferón pegilado son altamente prejudiciales para el paciente.
Fuente: Ming-Lung Yu, Chia-Yen Dai, Shinn-Cherng Chen, Li-Po Lee, Ming-Yen Hsieh, Zu-Yau Lin1, Ming-Yuh Hsieh, Liang-Yen Wang, Jung-Fa Tsai, Wen-Yu Chang and Wan-Long Chuang
Hepatobiliary Division, Department of Internal Medicine, Kaohsiung Medical University Hospital, No. 100, Tzyou 1st Rd, Kaohsiung 807, Kaohsiung, Taiwan
Department of Occupational Medicine, Kaohsiung Municipal HsiaoKang Hospital, No. 482, Shan-Ming Rd, Kaohsiung 812, Kaohsiung, Taiwan
BMC Infectious Diseases 2005, 5:27 doi:10.1186/1471-2334-5-27