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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
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17/10/2005


Interferons peguilados - Existem diferenças entre eles?


Por existirem dois interferons peguilados no tratamento da hepatite C, com apresentações e formas de administração diferentes, passou a existir a duvida sobre se um deles e superior ao outro. Diversos estudos já foram realizados, mas não servem para comparações, pois, em geral pesquisaram a resposta terapêutica em grupos de pacientes diferentes ou ainda em pequenos grupos. Estudos controlados, de maior envergadura se encontram em andamento. Uma real comparação ainda vai tardar um bom tempo para fornecer dados realmente confiáveis.

Neste artigo vamos comentar algumas das principais diferenças. Um dos peguilados e o PEG-INTRON conhecido em geral como peginterferon alfa-2-b, e o outro e o PEGASYS, conhecido como peginterferon alfa-2-a. Para não confundir vamos sempre nos referir pelo nome da marca comercial. Os dois interferons peguilados diferem substancialmente nas suas características químicas e estruturais e, nas propriedades fármaco-cinéticas e fármaco-dinâmicas.

O PEG-INTRON é derivado do interferon convencional alfa 2-b, e o PEGASYS do interferon convencional alfa-2-a. Nos interferons convencionais o efeito terapêutico e as reações adversas são indistinguíveis e podemos falar que se trata de medicamentos similares. Já, quando peguilados, as diferenças químicas, farmacológicas e efeitos adversos ou colaterais são bastante diferentes.

A peguilação e um processo que ao adicionar uma molécula de polietileno glicol aumenta o tempo de permanência e a forma de absorção do interferon convencional no organismo. Diversas cadeias de moléculas são formadas sendo esta a primeira diferença entre os dois peguilados. O PEG-INTRON apresenta uma cadeia linear de 12 kDa (K-Daltons), já o PEGASYS apresenta uma cadeia ramificada de 40 kDa.

Uma outra diferença e na apresentação. O PEG-INTRON e apresentado na forma do pó liofilizado e deve ser preparado antes da aplicação, devendo ser empregado nas 24 horas seguintes. O PEGASYS e liquido e se mantém estável por 24 meses.

A absorção pelo organismo se da de forma diferente para cada um deles. O PEG-INTRON e absorvido rapidamente e o PEGASYS apresenta uma absorção mais lenta. Assim, a media vida de permanência no organismo e proporcional ao tempo de absorção, sendo maior no PEGASYS que no PEG-INTRON.

Alguns estudos mostram que o PEG-INTRON apresenta os efeitos colaterais logo na primeira ou segunda aplicação e no PEGASYS eles demoram um pouco mais em aparecer, em geral a partir da quarta aplicação, mas em quanto à intensidade destes efeitos eles são exatamente iguais, sem diferença entre os dois peguilados.

A forma como os peguilados são excretados pelo organismo também são diferentes. O PEG-INTRON e excretado principalmente pelos rins. O PEGASYS e metabolizado tanto pelos rins como pelo fígado. Para pacientes com problemas renais e níveis de creatinina preocupantes o PEGASYS parece ser a melhor opção. Estudos em pacientes em hemodiálises estão em andamento com ambos peguilados.

Porem a principal diferença e a dosagem recomendada no tratamento da hepatite C. O PEG-INTRON e utilizado em função do peso do paciente e o PEGASYS e administrado em dosagem única, igual para todos os pacientes. Diversas teorias tentaram explicar esta diferença e confesso que pessoalmente nenhuma me convenceu da sua efetividade. O fabricante do PEG-INTRON afirma que qualquer medicamento deve ser dosado em função do peso para assim se obter o maior efeito terapêutico, já o fabricante do PEGASYS afirma que o que interessa e o volume de sangue existente no organismo e este e praticamente igual, independente do peso. Assim, podemos verificar que desde seu ponto de vista ambos os fabricantes estão certos nas suas afirmações.

CONCLUSÃO:

A chegada dos interferons peguilados ao tratamento da hepatite C simplificou o tratamento e melhorou consideravelmente a resposta terapêutica, representando um grande salto no numero de pacientes que conseguem a cura, principalmente nos infectados com o genótipo 1, nos pacientes com elevado dano no fígado e nos co-infectados HCV/HIV e, sempre que possível, deveriam ser os peguilados o interferon de primeira escolha para o tratamento, não devendo nunca se determinar o tratamento pelo custo do medicamento. Não existe maior despesa, maior desperdício de dinheiro, que a utilização de um medicamento que não vai trazer benefícios ao paciente.

Ambos os interferons peguilados apresentam uma resposta terapêutica similar no total de tratados. Até o momento ninguém pode afirmar que um e superior ao outro. Comparações entre os dois medicamentos, com os estudos até agora publicados são impossíveis. Qualquer afirmação neste momento não passaria de uma estratégia de marketing.

Entre as principais recomendações que podem ser realizadas a médicos e pacientes e que pelos motivos acima explicados os dois interferons peguilados são medicamentos diferentes e não é aconselhável que sejam trocados durante o tratamento. Também, por possuírem propriedades farmacodinâmicas diferentes o acompanhamento pelo médico deve ser diferente para cada um dos peguilados.

Assim, a indicação de qual interferon peguilado deve ser empregado em determinado paciente e uma decisão única e exclusiva do médico, o qual, em função da sua experiência e avaliando a condição clínica geral do paciente, vai indicar o melhor, independente de qualquer recomendação ou restrição existente nos protocolos do serviço público, sempre objetivando não somente tentar curar a hepatite C, mas também evitar outros problemas que possam surgir em função dos efeitos adversos dos peguilados, que, como tentamos explicar são muito diferentes.

O médico e a única instância que deve ser respeitada na indicação do tratamento, inclusive pelo sistema público de saúde e pelo judiciário, seja na indicação de determinado peguilado ou na necessidade de um retratamento ou ainda se necessário for iniciar uma terapia de manutenção. A indicação do médico deve ser sempre soberana e a justiça sempre dará ganho de causa a sua indicação.

Os interferons peguilados apresentam praticamente a mesma resposta terapêutica, porem, são dois medicamentos muito diferentes entre eles, sendo o médico quem deve identificar qual dos dois e o melhor a ser indicado para seu paciente.

O tema e complexo e difícil de explicar com palavras simples de entender, sem termos científicos e sem "mediques". Espero com este artigo ajudar a melhor entender as diferenças existentes entre os interferons peguilados.

Fonte: Aliment Pharmacol Ther 2004; 20; 825-830 - G. R. FOSTER - Professor of Hepatology, Hepatobiliary Group, Adult and Pediatric Gastroenterology, Institute of Molecular and Cellular Science, Queen Mary's School of Medicine and Dentistry, Barts and The Royal London Hospital, London, UK

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo



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17/10/2005

¿Interferones pegilados - Existen diferencias entre ellos?


Por existir dos interferones pegilados en el tratamiento de la hepatitis C, con presentaciones y formas de administración diferentes, pasó a existir la duda sobre si uno de ellos es superior al otro. Diversos estudios ya fueron realizados, pero no sirven para comparaciones, pues, en general investigaron la respuesta terapéutica en grupos de pacientes diferentes o aún en pequeños grupos. Estudios controlados, de mayor envergadura se encuentran en andadura. Una real comparación aún va a tardar un buen tiempo para suministrar datos realmente confiables.

En este artículo vamos a comentar algunas de las principales diferencias. Uno de los pegilados es el PEG-INTRON conocido en general como peginterferón alfa-2-b y, el otro es el PEGASYS, conocido como peginterferón alfa-2-a. Para no confundir vamos siempre referirnos por el nombre de la marca comercial. Los dos Interferones pegilados difieren substancialmente en sus características químicas y estructurales, y en las propiedades fármaco cinéticas y fármaco dinámicas.

El PEG-INTRON es derivado del interferón convencional alfa 2-b, y el PEGASYS del interferón convencional alfa-2-a. En los interferones convencionales la respuesta terapéutica y las reacciones adversas son indistinguibles y podemos decir que se tratan de medicamentos análogos. Ya, cuando pegilados, las diferencias químicas, farmacológicas y efectos adversos o colaterales son bastantes diferentes.

La peguilación es un proceso que al agregar una molécula de polietileno glicol aumenta el tiempo de permanencia y la forma de absorción del interferón convencional en el organismo. Diversas cadenas de moléculas son formadas siendo ésta la primera diferencia entre los dos pegilados. El PEG-INTRON presenta una cadena lineal de 12 kDa (K-Daltons), ya el PEGASYS presenta una cadena ramificada de 40 kDa.

Otra diferencia es en la presentación. El PEG-INTRON es presentado en la forma de polvo liofilizado y debe ser preparado antes de la aplicación, debiendo ser empleado en las 24 horas siguientes. El PEGASYS es líquido y se mantiene estable por 24 meses.

La absorción por el organismo se da de forma diferente para cada uno de ellos. El PEG-INTRON es absorbido rápidamente y el PEGASYS presenta una absorción más lenta. Así, la medía vida de permanencia en el organismo es proporcional al tiempo de absorción, siendo mayor en el PEGASYS que en el PEG-INTRON.

Algunos estudios muestran que el PEG-INTRON presenta los efectos colaterales luego en la primera o segunda aplicación y, en el PEGASYS ellos demoran un poco más en aparecer, en general desde la cuarta aplicación, pero en cuanto a la intensidad de estos efectos ellos son exactamente iguales, sin diferencia entre los dos pegilados.

La forma como los pegilados son excretados por el organismo también son diferentes. El PEG-INTRON es excretado mayormente por los riñones. El PEGASYS es metabolizado tanto por los riñones como por el hígado. Para pacientes con problemas renales y niveles de creatinina preocupantes el PEGASYS parece ser la mejor opción. Estudios en pacientes en hemodiálisis están en andadura con ambos pegilados.

Pero la principal diferencia es la dosis recomendada para el tratamiento de la hepatitis C. El PEG-INTRON es utilizado en función del peso del paciente y el PEGASYS es administrado en dosis única, igual para todos los pacientes. Diversas teorías intentaron explicar esta diferencia y confieso que personalmente ninguna me convenció de su efectividad. El fabricante del PEG-INTRON afirma que cualquier medicamento debe ser dosificado en función del peso para así si lograr el mayor efecto terapéutico, ya el fabricante del PEGASYS afirma que lo que interesa es el volumen de sangre existente en el organismo y éste es prácticamente igual, independiente del peso. Así, podemos verificar que desde su punto de vista ambos los fabricantes están ciertos en sus afirmaciones.

CONCLUSIÓN:

La llegada de los interferones pegilados al tratamiento de la hepatitis C simplificó el tratamiento y mejoró considerablemente la respuesta terapéutica, representando un grande salto en el numero de pacientes que consiguen la cura, principalmente en los infectados con el genotipo 1, en los pacientes con elevado daño en el hígado y en los co-infectados HCV/HIV y siempre que posible, deberían ser los pegilados el interferón de primera elección para el tratamiento, no debiendo nunca se determinar el tratamiento por el costo del medicamento. No existe mayor gasto, mayor desperdicio de dinero, que la utilización de un medicamento que no va a traer beneficios al paciente.

Ambos los interferones pegilados presentan una respuesta terapéutica similar en el total de tratados. Hasta el momento nadie puede afirmar que uno es superior al otro. Comparaciones entre los dos medicamentos, con los estudios hasta ahora publicados son imposibles. Cualquier afirmación en este momento no pasaría de una estrategia de marketing.

Entre las principales recomendaciones que pueden ser realizadas a médicos y pacientes es que los dos interferones pegilados son medicamentos diferentes y no pueden ser cambiados durante el tratamiento. También, como tienen propiedades fármaco-dinámicas diferentes el acompañamiento por el médico debe ser diferente para cada uno de los pegilados.

Así, la indicación de cual interferón pegilado debe ser empleado en determinado paciente es una decisión única y exclusiva del médico, el cual, en función de su experiencia y evaluando la condición general del paciente, va a indicar el mejor, independiente de cualquier recomendación existente en los protocolos del servicio público, siempre objetivando no solamente intentar curar la hepatitis C, pero también evitar otros problemas que puedan surgir en función de los efectos adversos de los pegilados, que, como intentamos explicar son muy diferentes.

El médico es la única instancia que debe ser respetada en la indicación del tratamiento, incluso por el judiciario, sea en la indicación de determinado pegilado o en la necesidad de un retratamiento o aún si es necesario iniciar una terapia de manutención. La decisión del médico debe ser siempre soberana y la justicia siempre dará razón a su indicación.

Los interferones pegilados presentan prácticamente la misma respuesta terapéutica, pero, son dos medicamentos muy diferentes, siendo el médico quien debe identificar cual de elles es el mejor a ser indicado al paciente.

El tema es complejo y difícil de explicar con palabras simples de entender, sin palabreado científico y sin "mediques". Espero con este artículo ayudar a mejor entender las diferencias existentes entre los interferones pegilados.

Fuente: Aliment Pharmacol Ther 2004; 20; 825-830 - G. R. FOSTER - Professor of Hepatology, Hepatobiliary Group, Adult and Pediatric Gastroenterology, Institute of Molecular and Cellular Science, Queen Mary's School of Medicine and Dentistry, Barts and The Royal London Hospital, London, UK

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo



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Last updated 15.10.2005