06/04/2007
Absurdos do Critério MELD
É a Sociedade Brasileira de Hepatologia ainda insiste em afirmar que o conceito de Hepatopatia grave pela aplicação do MELD é justo! Assim como este paciente morreu sem receber o transplante porque não atingia o MEL 15, pelo conceito da SBH este paciente deveria desligar os aparelhos, sair da UTI e ir trabalhar, pois não tinha MELD 15, não atingia o conceito de hepatopatia grave.
Leiam, pensem três minutos e raciocinem sobre a crueldade a que os pacientes estão sujeitos pela fria letra da inconseqüência!
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
(O texto a seguir foi escrito pelo esposo da vitima, sendo reproduzido textualmente com autorização do próprio)
Venho por meio desta, fazer uma denuncia contra o sistema atual da CENTRAL NACIONAL DE TRANSPLANTE (Câmara Técnica Nacional de Transplante Hepático).
Eu gostaria de saber o propósito porque a enfermidade denominada encefalopatia não conta pontos para a listagem de transplante, e qual é a razão para tal absurdo, uma vez que, a vida de uma pessoa pode ser perdida pela burocracia existente no sistema, será que estes casos não deveriam ser administrados e talvez até com um certo êxito pelos médicos do próprio estado em que se encontra o paciente, ao contrario do caso de ter que ser enviado e avaliado por uma comissão em Brasília/DF como vem sendo feito atualmente, será que os médicos dos Estados não estão preparados para tais decisões?
Vou contar o meu caso...
Minha esposa Vera Regina Hungerbuhler deu entrada no Hospital Santa Cruz em Curitiba no dia. 09/03/07 no quarto 112. Com Encefalopatia no dia 12/03/07 na parte da manha Dr.Azuma passou pelo quarto e viu minha senhora ruim conseguindo sua transferência para a UTI do hospital do qual merecem meus elogio pelo atendimento que deram a minha esposa Dr.Hipólito, Dra.Maria Rita e a Dra.Fernanda foi chamada a Dra.Mônica Parolin que era a médica dela na Paraná Clinicas fizeram uma conferência com os exames que eles tinham feitos e como não tinha infecções nenhuma era o Fígado que estava entrando em falência então como minha esposa era listada para transplante no Hospital das Clínicas em Curitiba o Chefe do Serviço de Transplante Hepático o Dr.Julio César U. Coelho e Dra. Mônica Beatriz Parolin que é da equipe do Dr.Julio César escreveram uma carta pedindo solicitação para que ela passasse para 1ª da lista em caráter emergencial tendo em vista a gravidade do quadro atual, também a Dra.Maria Rita fez outra carta pedindo a mesma solicitação em virtude do quadro junto com as referidas cartas também foram mandados os prontuários do dia 12, 13 e14 da UTI da minha esposa.
Então de posse de tais documentos fui a CENTRAL ESTADUAL DE TANSPLANTE DO PARANÁ, falar com o Dr.Celso Jose de Lima Reis, para que eles mandassem tais documentos para Brasília no dia 15/03/07 via fax no qual tenho cópia dos documentos que foram mandados no mesmo dia e que o Dr.Celso tinha falado com Ilustríssimo Senhor Dr. Roberto Schlindwein Md. Coordenador-Geral do Sistema Nacional de Transplantes, e que ele tinha dito que bom, pois amanha terá reunião e ira para pauta, pasmem o fax só chegou em mãos, não dele mais sim da secretaria dela na terça-feira dia 20/03/07 e nas mãos dele chegou só no dia 23/03/07 e eles tem mais 7 dias para decidirem a resposta de sim ou não e, para completar a incompetência do tal Sistema Nacional de Transplante em vez de eles perguntarem pelo paciente não ligaram para meu filho no dia 30/03/07 as 14h00min horas pedindo mais exames para poderem avaliar melhor só que ela falecera as 03h25min da madrugada do dia 30/03/07... Será que eu posso mandar o atestado de óbito para essa S.N.T...
Estou fazendo isto por outras pessoas que possam precisar de um transplante urgente.
Jose Augusto Hungerbuhler