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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
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30/08/2005
O poder oculto dos placebos, uma arma muito mais eficaz do que se acreditava
Uma investigação de uma equipe de cientistas da Universidade de Michigan demonstrou que os placebos têm um poder superior ao que se pensava. Em alguns casos, uma simples pastilha de açúcar pode obter que o cérebro detenha os sintomas da dor.
O efeito placebo não é uma sugestão. Tomar uma pastilha de açúcar acreditando que é um analgésico faz que o cérebro produza endorfinas, as substâncias naturais que ajudam a nosso corpo a aliviar o sofrimento físico. Em conseqüência, uma sensação psicológica -a ilusão do benefício do fármaco- pode desencadear um mecanismo químico que se pode medir perfeitamente no laboratório, com o conseguinte resultado: a dor diminui de verdade.
Jon-Kar Zubieta e seus colegas da Universidade de Michigan publicaram o experimento no Journal of Neuroscience. Quatorze voluntários jovens se apresentaram no laboratório da universidade e aceitaram submeter-se a uma prática bastante dolorosa: injetou-lhes nos músculos da mandíbula uma solução salina. Em alguns casos, os voluntários tinham a ilusão de ter recebido um analgésico, o qual não era verdade. Mas, imediatamente, no cérebro dos voluntários começaram a se desencadear reações que um aparelho registrava passo a passo.
No momento em que os médicos comunicavam a quais voluntários tinham subministrado o analgésico, os neurônios começavam a produzir endorfinas. Estas substâncias têm a tarefa de bloquear os receptores nervosos da dor, impedindo que as sensações desagradáveis se transmitam de uma célula a outra. "Nosso estudo" comentou Zubieta, "é outro golpe na idéia de que o efeito placebo é um fenômeno só psicológico e não físico".
Que as ilusões produzidas por mudanças concretas no cérebro eram uma realidade já se intuía faz tempo que. Na mesma Universidade de Michigan, em fevereiro do ano passado, uma equipe de investigadores conseguiu observar as zonas cerebrais que se ativavam quando um voluntário era submetido a um estímulo doloroso. Uma telecámara especial guiada pelo Tor Wager tinha demonstrado que o efeito placebo reduzia a atividade cerebral em zonas como o tálamo e a parte anterior do cíngulo, uma prova de que o mecanismo de bloqueio do sofrimento estava em ação, ativado pela ilusão de ter recebido um calmante.
Mas esta é a primeira vez que se observaram os circuitos involucrados e que se individualizou o mediador químico. Em uma palavra, foi gerada uma ponte entre o aspecto psicológico e o aspecto orgânico do fenômeno. "A conexão corpo-mente é evidente", entusiasma-se Zubieta.
A tudo isto se soma uma nova tese. Não é casual que os protagonistas que entram imediatamente em ação sejam as endorfinas, substâncias que atuam sobre os receptores da dor ao igual à heroína, a morfina e os anestésicos em geral. A publicação dos investigadores de Michigan chega exatamente 50 anos depois do descobrimento do efeito placebo.
Em 1995, de fato, no jornal da Associação Médica dos Estados Unidos, publicava-se um artigo titulado "O placebo potente". O assinava Henry Beecher, um médico anestesista de Boston surpreso pelo fato de que pílulas inúteis de açúcar ou copos de água fresca conseguiam fazer efeito em 35 por cento dos pacientes aos que lhes subministravam em lugar dos fármacos verdadeiros.
As respostas dos indivíduos ao fornecimento de um placebo não são sempre iguais. Alertam os pesquisadores da Universidade de Michigan que, depois de ter observado as reações, dividiram a seus pacientes em "pouco reativos" e "muito reativos" (aqueles com uma redução da dor superior aos 20 por cento).
Do que depende esta disparidade ainda não é claro e será objeto de futuros estudos. "Enquanto isso continua o debate entre aqueles médicos que não encontram ético enganar a um paciente lhe subministrando um remédio falso e aqueles que se aferram ao escrito por Platão no "A Republica" segundo o qual "a mentira é inútil com os deuses, mas útil com os homens como fármaco".
Jornal A Republica - Itália
Espanhol: Elena Dusi - Jornal Clarin - Argentina
Português - Carlos Varaldo - Grupo Otimismo - Brasil
MEU COMENTÁRIO:
Em varias oportunidades escrevi (posição que defendo fortemente) que muitos dos efeitos colaterais do interferon durante o tratamento da hepatite C acontecem em pacientes que não estão suficientemente preparados para iniciar o tratamento.
Por falta de informação, por falta de conselhos e explicações detalhadas daquilo que irão enfrentar, pelo medo do desconhecido, ficam com medo e ansiosos, pensando que a aplicação do interferon os vai destruir, derrubar, que não poderão realizar suas atividades normais, seu trabalho.
Curiosamente, são estes os pacientes que apresentam maiores efeitos colaterais. Pacientes que antes do tratamento freqüentam grupos de apoio, que tentam se informar sobre a doença, o tratamento e seus efeitos, que continuam com sua rotina diária, em geral apresentam poucos e suportáveis efeitos colaterais.
Existindo um grupo de apoio na cidade todos os pacientes deveriam ser encaminhados a uma reunião antes de iniciar o tratamento. O dia que todos os médicos realizarem este procedimento o tratamento será muito melhor levado e consequentemente um número maior conseguirá a cura.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
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30/08/2005
El poder oculto de los placebos, un arma mucho más eficaz de lo que se creía
Una investigación de un equipo de científicos de la Universidad de Michigan demostró que los placebos tienen un poder superior al que se pensaba. En algunos casos, una simple pastilla de azúcar puede lograr que el cerebro detenga los síntomas del dolor.
El efecto placebo no es una sugestión. Tomar una pastilla de azúcar creyendo que es un analgésico hace que el cerebro produzca endorfinas, las sustancias naturales que ayudan a nuestro cuerpo a aliviar el sufrimiento físico. En consecuencia, una sensación psicológica -la ilusión del beneficio del fármaco- puede desencadenar un mecanismo químico que se puede medir perfectamente en el laboratorio, con el consiguiente resultado: el dolor disminuye de verdad.
Jon-Kar Zubieta y sus colegas de la Universidad de Michigan publicaron el experimento en el Journal of Neuroscience. Catorce voluntarios jóvenes se presentaron en el laboratorio de la universidad y aceptaron someterse a una práctica bastante dolorosa: les inyectaron en los músculos de la mandíbula una solución salina. En algunos casos, los voluntarios tenían la ilusión de haber recibido un analgésico, lo cual no era verdad. Pero, inmediatamente, en el cerebro de los voluntarios empezaron a desencadenarse reacciones que un aparato registraba paso a paso.
En el momento en que los médicos le comunicaban a los voluntarios que habían suministrado el analgésico, las neuronas empezaban a producir endorfinas. Estas sustancias tienen la tarea de bloquear los receptores nerviosos del dolor, impidiendo que las sensaciones desagradables se transmitan de una célula a otra. "Nuestro estudio", comentó Zubieta, "es otro golpe a la idea de que el efecto placebo es un fenómeno sólo psicológico y no físico".
Que las ilusiones producidas por cambios concretos en el cerebro eran una realidad ya se intuía desde hace tiempo. En la misma Universidad de Michigan, en febrero del año pasado, un equipo de investigadores logró observar las zonas cerebrales que se activaban cuando un voluntario era sometido a un estímulo doloroso. Una telecámara especial guiada por Tor Wager había demostrado que el efecto placebo reducía la actividad cerebral en zonas como el tálamo y la corteza anterior del cíngulo, una prueba de que el mecanismo de bloqueo del sufrimiento estaba en acción, activado por la ilusión de haber recibido un calmante.
Pero ésta es la primera vez que se observaron los circuitos involucrados y que se individualizó el mediador químico. En una palabra, que se generó un puente entre el aspecto psicológico y el aspecto orgánico del fenómeno. "La conexión cuerpo-mente es evidente", se entusiasma Zubieta.
A todo esto se suma una nueva tesis. No es casual que los protagonistas que entran inmediatamente en acción sean las endorfinas, sustancias que actúan sobre los receptores del dolor al igual que la heroína, la morfina y los anestésicos en general. La publicación de los investigadores de Michigan llega exactamente 50 años después del descubrimiento del efecto placebo.
En 1995, de hecho, en el diario de la Asociación Médica de Estados Unidos, se publicaba un artículo titulado "El placebo potente". Lo firmaba Henry Beecher, un médico anestesista de Boston sorprendido por el hecho de que píldoras inútiles de azúcar o vasos de agua fresca lograban hacer efecto en el 35 por ciento de los pacientes a los que se les suministraban en lugar de los fármacos verdaderos.
Las respuestas de los individuos al suministro de un placebo no son siempre iguales. Lo observaron también los investigadores de la Universidad de Michigan que, después de haber observado las reacciones, dividieron a sus pacientes en "poco reactivos" y "muy reactivos" (aquellos con una reducción del dolor superior al 20 por ciento).
De qué depende esta disparidad todavía no es claro y será objeto de futuros estudios. Mientras tanto, continúa el debate entre aquellos médicos que no encuentran ético engañar a un paciente suministrándole un remedio falso y aquellos que se aferran al fragmento de "La república" de Platón según el cual "la mentira es inútil con los dioses, pero útil con los hombres como fármaco".
Diario La Repubblica - Itália
Español: Elena Dusi - Diario Clarín - Argentina
Portugués - Carlos Varaldo - Grupo Optimismo - Brasil
MI COMENTARIO:
En varias oportunidades escribí (posición que defiendo fuertemente) que muchos de los efectos secundarios del interferón durante el tratamiento de la hepatitis C acontecen en pacientes que no están suficientemente preparados para iniciar el tratamiento.
Por falta de información, por falta de consejos y explicaciones detalladas de aquello que irán a enfrentar, por el miedo del desconocido, se quedan con miedo y ansiosos, pensando que la aplicación del interferón los va a destruir, derrumbar, que no podrán realizar sus actividades normales, su trabajo.
Curiosamente, son éstos los pacientes que presentan mayores efectos colaterales. Pacientes que antes del tratamiento frecuentan grupos de apoyo, que intentan se informar sobre la enfermedad, el tratamiento y sus efectos, que continúan con su rutina diaria, en general presentan pocos y soportables efectos adversos.
Existiendo un grupo de auto ayuda en la ciudad todos los pacientes deberían ser encaminados a una reunión antes de iniciar el tratamiento. El día que todos los médicos realicen este procedimiento el tratamiento será mejor llevado y por consecuencia un número mayor conseguirá la cura.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo