25/09/2006
Triste desinformação publicada na mídia
O Jornal do Brasil publica no ultimo sábado informações sobre o "Congresso de Clinica Medica" que esta acontecendo no Rio de Janeiro. A Manchete trata sobre a epidemia de hepatite C e dentro da matéria coloca a seguinte "perola":
A hepatite C é transmitida pelo contato com sangue contaminado ou por relação sexual. Entre os sintomas, estão ictericia, febre e cansaço.
É triste ver como uma reportagem pode criar desinformação e discriminação. Se a informação foi dos organizadores do Congresso, então os médicos que pagaram pela sua inscrição estarão sendo enganados em relação ao ensinamento da hepatite C que estarão recebendo, já que ela raramente se transmite sexualmente e raramente apresenta os sintomas mencionados.
Pobres médicos, tanto aqueles que assim informaram a repórter como também os que irão participar do congresso, mas pobres de nós, pacientes, que ficamos nas mãos de médicos despreparados.
Segue e-mail passado ao Jornal do Brasil do qual esperamos, no mínimo, o devido esclarecimento.
O e-mail do editor do caderno de saúde é
saude@jb.com.br
Ref. Epidemia - Hepatite - Publicado no sábado 23 de setembro
Senhor Editor do Caderno Saúde
saude@jb.com.br
Parabéns por dar visibilidade a hepatite C no artigo em referencia, doença negligenciada pelo governo.
Porém, solicitamos realizar duas correções importantíssimas, uma por criar discriminação e rechaço social entre os infectados e outra por levar a confusão quanto aos sintomas.
1 - A hepatite C não é uma doença de transmissão sexual.
A hepatite B é uma DST, não assim a hepatite C. A hepatite C muito raramente e transmitida sexualmente, a tal ponto que casais que vivem juntos há muitos anos e, que um dos dois se encontra infectado pela hepatite C apresentam um risco de transmissão sexual entre ZERO e 0,6% ao ano. Os Consensos Internacionais o Centro de Doenças e Prevenção - CDC dos Estados Unidos e o Ministério da Saúde no Brasil não recomendam o uso de preservativos (camisinhas) para prevenir a transmissão nestes casais monogâmicos.
Um estudo publicado no Jornal Americano de Gastroenterologia acompanhou durante 10 anos 895 casais estáveis, monógamos, estudoando a transmissão ao parceiro quando um deles estava contaminado com a hepatite C e não utilizavam preservativos como proteção. Durante os 10 anos do estudo foram observadas três infecções com a hepatite C entre os parceiros, porem, um destes casos o genótipo do parceiro era diferente ao encontrado na nova infecção, excluindo claramente a possibilidade de transmissão sexual. (
Carmen Vandelli and others. Lack of Evidence of Sexual Transmission of Hepatitis C among Monogamous Couples: Results of a 10-Year Prospective Follow-Up Study. American Journal of Gastroenterology 99(6): 855-859. May 2004.) Maiores informações em
http://hepato.com/p_transmissao_sexual/transmissao_20040621.html
2 - Sintomas
Foi colocado que entre os sintomas estão a icterícia, febre e cansaço. Uma informação errada que pode levar a esconder a doença nos infectados. A hepatite C e conhecida como a "assassina silenciosa" pelo fato de na grande maioria dos casos não apresentar sintomas. Ela é perigosa por se tratar de uma doença considerada assintomática. É a hepatite A que apresenta esses sintomas na maioria dos casos.
A maioria dos doentes de hepatite C não apresenta sintomas e apenas uns poucos desenvolvem icterícia. A hepatite C freqüentemente começa como uma gripe suave após um período de incubação de um a três meses. Contudo, a maioria das pessoas (até 75%) nada sente ou, no máximo, é acometida de sintomas muito leves.
3 - Solicitação ao Jornal do Brasil
O Jornal do Brasil sempre foi um parceiro, de primeira hora, na nossa luta pela divulgação da hepatite C e estamos certos que no sentido de informar corretamente a seus leitores realizará durante a próxima semana uma matéria corrigindo as informações em relação à transmissão sexual e aos sintomas da doença.
Não culpamos a jornalista pelas informações a qual com certeza recebeu informações incorretas por parte dos médicos entrevistados, pois até mesmos muitos médicos desconhecem a hepatite C, acreditando que ela e igual às hepatites A ou B na forma de transmissão da infecção ou nos sintomas. A única semelhança entre as diversas hepatites virais e a palavra "hepatite", porém se tratam de vírus diferentes, com transmissão, progressão, conseqüências e tratamento totalmente diferentes. A cada nova hepatite viral descoberta e alocada uma letra, simplesmente isto.
Ficamos a total disposição para qualquer esclarecimento ou informação que for necessária.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
Tel. 55.21 - 9973.6832 - Fax. 55.21 - 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
25/09/2006
Triste información publicada en un medio de comunicación
El Diario "Jornal do Brasil" publica en este ultimo sábado informaciones sobre el "Congreso de Clínica Medica" que ésta aconteciendo en Rio de Janeiro. El Titular trata sobre la epidemia de Hepatitis C y dentro de la materia coloca la siguiente mentira:
La Hepatitis C es transmitida por el contacto con sangre infectado o por relación sexual. Entre los síntomas, están ictericia, fiebre y cansancio.
Es triste ver como un reportaje puede generar desinformación y discriminación. Si la información fue de los organizadores del Congreso, entonces los médicos que pagaron por su inscripción estarán siendo engañados con relación a la enseñanza de la Hepatitis C que estarán recibiendo, ya que ella raramente se transmite sexualmente y raramente presenta los síntomas mencionados.
Pobres médicos, tanto aquéllos que así informaron al periodista como también los que irán a participar del congreso, pero pobres de nosotros, pacientes, que nos quedamos en las manos de médicos con informaciones erradas.
Sigue e-mail pasado al Jornal do Brasil del cual esperamos, por lo menos, la debida aclaración.
Ref. Epidemia - Hepatitis - Publicado sábado 23 de septiembre
Señor Editor del Cuaderno de Salud
Felicitaciones por dar visibilidad a la Hepatitis C en el artículo en referencia, enfermedad censurada por el gobierno.
Sin embargo, solicitamos realizar dos correcciones importantes, una por crear discriminación y rechazo social entre los infectados y otra por llevar a la confusión en cuanto a los síntomas.
1 - La Hepatitis C no es una enfermedad de transmisión sexual.
La Hepatitis B es una DST, no así la Hepatitis C. La Hepatitis C muy raramente es transmitida sexualmente, a tal punto que matrimonios que viven juntos hace muchos años y, que uno de los dos se encuentra infectado por la Hepatitis C presentan un riesgo de transmisión sexual entre CERO y 0,6% al año. Los Consensos Internacionales el Centro de Enfermedades y Prevención - CDC Estados Unidos y el Ministerio de la Salud en Brasil no recomiendan el uso de preservativos (condones) para prevenir la transmisión en estas parejas monogámicas.
Un estudio publicado en el Diario Americano de Gastroenterología acompañó durante 10 años 895 matrimonios estables, monógamos y, estudió la transmisión al compañero cuando de uno ellos estaba infectado con la Hepatitis C y no utilizaban preservativos como protección. Durante los 10 años del estudio fueron observadas tres infecciones con la Hepatitis C entre los compañeros, pero, en uno de estos casos el genotipo del compañero era diferente al encontrado en la nueva infección, excluyendo claramente la posibilidad de transmisión sexual. (
Carmen Vandelli and others. Lack of Evidence of Sexual Transmission of Hepatitis C among Monogamous Couples: Results of a 10-Year Prospective Follow-Up Study. American Journal of Gastroenterology 99(6): 855-859. May 2004.). Mayores informaciones en
http://hepato.com/p_transmissao_sexual/transmissao_20040621.html
2 - Síntomas
Fue colocado que entre los síntomas están la ictericia, fiebre y cansancio. Una información errada que puede llevar a esconder la enfermedad en los infectados. La Hepatitis C es conocida como la "asesina silenciosa" por el hecho de en la gran mayoría de los casos no presenta síntomas. Es peligrosa por se tratar de una enfermedad considerada asintomática. Es la Hepatitis A que presenta esos síntomas en la mayoría de los casos.
La mayoría de los enfermos de Hepatitis C no presenta síntomas y apenas unos pocos desarrollan ictericia. La Hepatitis C frecuentemente empieza como una gripe suave después de un período de incubación de uno a tres meses. Sin embargo, la mayoría de las personas (hasta el 75%) nada siente o, a lo más, tendrá síntomas muy leves.
3 - Solicitación al Jornal do Brasil
El Jornal do Brasil siempre fue un compañero, de primera hora, en nuestra lucha por la divulgación de la Hepatitis C y estamos ciertos que en el sentido de informar correctamente a sus lectores realizará durante la próxima semana una materia corrigiendo las informaciones con relación a la transmisión sexual y a los síntomas de la enfermedad.v
No culpamos la periodista por las informaciones la cual con certeza recibió informaciones incorrectas por parte de los médicos entrevistados, pues hasta mismos muchos médicos desconocen la Hepatitis C y piensan que ella es igual a las hepatitis A o B en la forma de transmisión de la infección o en los síntomas. La única semejanza entre las diversas hepatitis por virus es la palabra "Hepatitis", sin embargo se tratan de virus diferentes, con transmisión, progresión, consecuencias y tratamiento totalmente diferentes. A cada nueva Hepatitis por virus descubierta es asignada una letra, simplemente esto.
Nos colocamos a total disposición para cualquier aclaración o información que sea necesaria.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo