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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
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Do livro "A Cura da Hepatite C"

Algumas mentiras comumente ditas sobre a hepatite C


MENTIRA 1 - A HEPATITE C É TRANSMITIDA DENTRO DE CASA

É triste escutar alguns médicos, por ignorância, solicitar à família do portador para ter cuidados com os utensílios de uso comum que tenham contato com o portador de hepatite C, como pratos, copos, talheres, toalhas, lençóis ou roupas.

Se um médico disser algo assim, troque imediatamente de médico, pois você está nas mãos de quem não entende nada do assunto. E, se possível, denuncie-o, pois este médico deve voltar à faculdade.

Não é possível aceitar que, devido à falta de atualização de conhecimentos por parte do profissional, a hepatite C ainda seja comparada às hepatites A e B, com as quais nada tem em comum, principalmente na forma de contágio.

A contaminação doméstica é rara. É necessário ter especial cuidado não compartilhando escovas de dentes (o que sempre é condenado do ponto de vista higiênico) e qualquer objeto perfurocortante, como os alicates de manicura, aparelhos de barbear ou seringas.

MENTIRA 2 - A HEPATITE C É TRANSMITIDA SEXUALMENTE

Está afirmação não é 100% verdadeira.

A hepatite C pode ser transmitida por via sexual, porém trata-se de uma via muito pouco provável de transmissão, pois para que isto aconteça é necessário que exista uma ferida em contato com sangue contaminado do parceiro sexual.

A contaminação sexual é de incidência estatística muito pequena, porém, não podemos esquecer que é possível. É recomendável realizar o sexo seguro, usando sempre a camisinha.

Outras doenças sexualmente transmissíveis podem transportar a hepatite C.

MENTIRA 3 - ALTA CARGA VIRAL É PERIGOSA

Não é verdade. Existem pacientes com altíssima carga viral e nenhum dano hepático e outros, com cargas baixas, que podem avançar rapidamente para a cirrose.

A quantidade de vírus não indica um maior ataque da doença nem a agressividade do vírus. Ao que parece, a defesa do sistema imunológico, a atitude mental positiva e o estilo de vida são os fatores mais importantes para evitar um rápido avanço da doença.

Uma única coisa pode ser afirmada: uma alta carga de vírus pode indicar uma demora na resposta inicial do tratamento. O grau da carga viral é usado somente para prognosticar e monitorar a resposta ao tratamento. A intensidade da carga viral não indica maior ou menor agressividade do vírus nem a extensão do dano hepático.

MENTIRA 4 - O GENÓTIPO 1 É O MAIS PERIGOSO

Pode ser o mais difícil de responder ao tratamento, o mais resistente ao Interferon; porém, no que se refere ao prognóstico da evolução da doença, não tem nenhuma significância. O genótipo não indica a velocidade de ataque do vírus ou a sua agressividade.

O Genótipo é a identificação genética da forma e função de qualquer elemento vivo, como pessoas, plantas, animais ou, neste caso, vírus. Muito usado na hepatite C para determinar o tempo do tratamento.

MENTIRA 5 - TODOS OS PORTADORES SÃO COBAIAS

Existem em andamento muitos estudos clínicos feitos por pesquisadores, fabricantes e universidades. Quando se oferece aos portadores que participem de um protocolo, estes estudos já se encontram na Fase III. Neste estágio, as drogas usadas já foram testadas em animais e em alguns poucos voluntários. Na Fase III, são testados a dosagem ideal e os efeitos em milhares de pessoas, sendo uma boa oportunidade, para muitos, de conseguir o mais avançado tratamento e exames gratuitos.

Como os avanços acontecem muito rapidamente, é provável que o tratamento que realizamos atualmente seja modificado no meio do caminho, o que leva muitos portadores a pensar que estão sendo tratados como cobaias de laboratório.

MENTIRA 6 - OS EFEITOS COLATERAIS SÃO INTOLERÁVEIS

A maioria dos portadores inicia, assustado, o tratamento, imaginando que os efeitos colaterais são terríveis. Isto não é verdade. Salvo algumas exceções, que não chegam a 14% dos tratados, e que precisam interromper o tratamento, o restante descobre que o tratamento é amplamente suportável e consegue completá-lo.

MENTIRA 7 - O TRATAMENTO E IGUAL À QUIMIOTERAPIA

O Interferon também é usado para tratar alguns tipos de câncer e até leucemia. Porém, não é considerado um quimioterápico. Na administração do Interferon Peguilado, é recomendado o tratamento assistido durante a aplicação, porque os efeitos colaterais, como a baixa das plaquetas, neutrófilos e leucócitos devem ser monitorados em condições hospitalares.

MENTIRA 8 - VOU MORRER DE HEPATITE C

A verdade é que todos vamos morrer. Porém podemos afirmar que a maioria dos portadores vai morrer com a hepatite C, e não por culpa da hepatite C.

Quando descobrimos precocemente que estamos contaminados, temos uma melhor oportunidade de realizar controles e, se necessário, o tratamento; e logo aprendemos também a mudar nosso estilo de vida. É muito provável que esta mudança em particular, que significa entre outras coisas abrir mão de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação saudável, com atitudes mentais positivas e um melhor cuidado sobre nossas condições físicas estimulados pelo susto que levamos ao nos descobrirmos doentes , nos propicie uma expectativa de vida muito superior, em qualidade e em extensão, àquela que teríamos, levando o modo de vida antigo.

MENTIRA 9 - A HEPATITE C NÃO TEM CURA

Alguns médicos ainda preferem usar as palavras indetectável ou negativado em vez da palavra cura, afirmando que o PCR mais sensível disponível, atualmente, somente consegue detectar o genoma do vírus se a quantidade for superior a 50. Portanto, a remissão completa e definitiva, a CURA, seria um prognóstico temerário. Somente quando existir um PCR capaz de detectar até mesmo um único e solitário genoma é que poderia ser empregada a expressão CURADO.

É necessário considerar que não existem dados estatísticos de longo prazo, já que há somente 14 anos a hepatite C foi descoberta. O que é possível afirmar, em função do conhecimento atual, é que pacientes que mantêm o vírus indetectável após seis meses do final do tratamento têm chances de 97,8% de continuarem livres do vírus e com as transaminases normais por muitos anos.

Então, considerando que o vírus da hepatite C possui uma imensa velocidade de replicação, e observando milhares de indivíduos tratados que se mantêm indetectáveis há mais de cinco anos, podemos, com segurança, nestes casos, afirmar que o vírus foi totalmente eliminado do organismo caso contrário, o nível-limite (50 vírus) teria sido alcançado.

Seguindo este raciocínio, os grandes especialistas no estudo e tratamento da hepatite C já vem empregando a palavra CURA.

MENTIRA 10 - PARA QUE TRATAR SE POUCAS PESSOAS RESPONDEM AO TRATAMENTO?

Mentira, pois a probabilidade de resposta ao tratamento depende de cada indivíduo, e não do genótipo e do dano hepático existente. Não existe nenhum exame que possa determinar qual resposta o paciente vai ter.

Até nos casos em que o vírus não é eliminado, existe uma melhora no estado do fígado do paciente, e isto já é um grande ganho. A resposta nos genótipos 2 e 3 chega a mais de 70% dos tratados, com o que podemos afirmar que as drogas atuais são altamente eficazes para combater estes vírus.

MENTIRA 11 - A HEPATITE C PODE SER TRATADA COM TRATAMENTOS ALTERNATIVOS

Está cientificamente comprovado que somente o Interferon consegue eliminar o vírus da hepatite C.

Os tratamentos alternativos, com base em ervas, suplementos vitamínicos ou minerais, técnicas orientais, místicos e outros tantos mais, são excelentes coadjuvantes, quando chamados a atuar conjuntamente com o tratamento médico.

Também são de grande valor para pessoas que não necessitam ou não podem ser tratadas, pois ajudam a melhorar o estado físico e mental, retardando o avanço da doença, diminuindo o avanço da inflamação no fígado.

Porém, se um terapeuta afirmar que pode conseguir a cura somente com o tratamento alternativo, o melhor que você tem a fazer é abandoná-lo imediatamente e procurar outro profissional.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo



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Del libro "La Cura de la Hepatitis C"

Las principales mentiras sobre la Hepatitis C


MENTIRA 1 - La Hepatitis C es transmitida dentro de casa

Es triste escuchar algunos médicos solicitar a la familia del portador para tener cuidados con los utensilios que él usa, como platos, vasos, cubiertos, toallas, sábanas o ropas. Si un médico dice esto, cambie inmediatamente de médico y si posible lo denuncie, pues un médico como ése necesita volver a la facultad. No es posible aceptar que, por falta de actualización, la Hepatitis C todavía sea comparada a las hepatitis A y B, con las cuales nada tiene en común, principalmente en la forma de contagio.

La contaminación doméstica es muy rara. Son necesarios apenas algunos cuidados, no compartiendo cepillos de dientes o cualquier objeto perforo cortante, como los alicates de manicura, aparatos de afeitar o jeringas.

MENTIRA 2 - La Hepatitis C es transmitida sexualmente

No es verdad. La Hepatitis C puede ser transmitida por vía sexual, sin embargo es poco probable, pues, para que esto acontezca, es necesario que exista una herida en contacto con la sangre contaminada del compañero sexual. Solamente por esa posibilidad, es recomendable adoptar el sexo seguro, usando siempre el condón.

MENTIRA 3 - Alta carga viral es peligrosa

No hay ninguna relación. Hay personas con alta carga viral y ningún daño hepático, mientras otras, con cargas bajas, pueden avanzar rápidamente para la cirrosis. La cantidad de virus no indica un ataque más violento de la enfermedad o la existencia de un hígado dañado. El sistema inmunológico, la actitud positiva y el estilo de vida son los temas más importantes para evitar un rápido avanzo de la enfermedad.

Solo puede ser afirmado que una alta carga de virus puede indicar una tardanza en la respuesta inicial del tratamiento. La mayor importancia de determinar la carga viral es monitorizar la respuesta al tratamiento.

MENTIRA 4 - Transaminasas normales indican un hígado saludable

Es imposible saber el estado del hígado sin la realización de una biopsia, única prueba capaz de medir el daño hepático existente. Solamente en casos de cirrosis avanzada, algunos exámenes de sangre pueden, entonces, mostrar el estado del hígado ya cirrótico, sin necesidad de la biopsia. Muchos portadores con transaminasas normales evolucionan para la destrucción progresiva del hígado.

MENTIRA 5 - El genotipo 1 es el más peligroso

Puede ser el más difícil de responder al tratamiento y el más resistente al Interferón, sin embargo, en lo que se refiere al pronóstico de la evolución de la enfermedad, no tiene importancia alguna. El genotipo no indica la velocidad de ataque del virus, así como no existen indicaciones de que un genotipo sea más agresivo que otro. Por el contrario, lo que se sabe, es que todos se portan de modo similar.

MENTIRA 6 - Todos los portadores son ratones de indias

Están siendo realizados muchos ensayos y protocolos clínicos realizados y financiados por fabricantes y universidades. Al se ofrecer a pacientes la participación en un protocolo, estos ensayos ya se encuentran en la Fase II o III, cuando las drogas usadas ya fueron testadas en animales y en algunos pocos voluntarios. En la Fase III, son testados la dosificación ideal y los efectos en millares de personas, siendo una buena oportunidad para que muchos consigan el más avanzado tratamiento y exámenes gratuitos.

Como los avances acontecen muy rápidamente, es probable que el tratamiento que realizamos actualmente sea modificado en medio al camino, lo que lleva muchos portadores a pensar que están siendo tratados como animalitos de laboratorio.

MENTIRA 7 - Los efectos secundarios y adversos son intolerables

La mayoría de los portadores empieza el tratamiento asustada, imaginando que los efectos del tratamiento son terribles. Esto no es verdad. Salvo algunas excepciones, que no llegan a 13% de los tratados, el restante descubre que el tratamiento es holgadamente soportable.

MENTIRA 8 - Voy a morir de Hepatitis C

La verdad es que todos vamos a morir. Sin embargo podemos afirmar que la mayoría de los portadores va a morir con la Hepatitis C y no por culpa de la Hepatitis C.

El hallazgo precoz de la contaminación propicia la oportunidad de realizar controles y si necesario el tratamiento, enseñándonos a mudar nuestro modo de vida. Es muy probable que tales mudanzas en nuestro cotidiano y estilo de vida, eliminando las bebidas alcohólicas, manteniendo una alimentación saludable, con actitudes mentales positivas y un mejor cuidado de la parte física, todas ellas derivadas del susto que llevamos al descubrir la enfermedad, nos otorguen una expectativa de vida muy superior a aquella que tendríamos, manteniendo los hábitos antiguos.

MENTIRA 9 - La Hepatitis C no tiene cura

Por problemas éticos, algunos médicos todavía usan las palabras indetectable o negativado en vez de la palabra cura. Otros son enfáticos en hablar en cura de la Hepatitis C. Personalmente concuerdo con estos últimos.

Los médicos del primer grupo piensan que el PCR más sensible disponible solo logra detectar el genoma del virus si la cantidad es superior a 5 unidades, no pudiendo, por ahora, usar la palabra CURA. Solamente cuando existir un PCR que detecte la presencia de un solitario genoma es que se podría emplear la expresión CURADO.

Debemos considerar que no existen datos estadísticos de largo plazo, ya que la Hepatitis C fue descubierta solamente hace 16 años y que los primeros grandes grupos de pacientes tratados remontan a ocho o nueve años.

Los médicos del segundo grupo afirman y grandes estudios prueban esto, que pacientes que continúan con el virus indetectable seis meses después el final del tratamiento tienen posibilidades entre 97 y 99% de continuar libres del virus y con las transaminasas normales por muchos años. En estos pacientes, suponiendo que hubiese quedado un simple virus, el mismo se habría multiplicado muy arriba de 5 unidades, durante este período, lo que sería detectado por el PCR. Podemos afirmar que tales pacientes lograron erradicar totalmente el virus del organismo y que por tanto consiguieron curarse de la enfermedad.

¿MENTIRA 10 - Para que tratar si pocas personas responden al tratamiento?

Mentira, pues la probabilidad de respuesta al tratamiento depende de cada individuo, independiente del genotipo o del daño hepático existente y no existe ningún examen que pueda determinar cual respuesta el paciente va a tener.

Hasta en los casos en los que el virus no es eliminado existe una mejora en el estado del hígado y en las condiciones de vida del paciente y esto ya es una gran ganancia.

La respuesta al tratamiento en los genotipos 2 y 3 llega a más del 70% de los tratados, con lo que podemos afirmar que las drogas actuales son altamente eficaces para combatir estos virus. Solamente en el genotipo 1, lamentablemente el más frecuente en nuestro medio, es que la respuesta al tratamiento se sitúa entre 30 y 45%, dependiendo del Interferón empleado.

MENTIRA 11 - La Hepatitis C puede ser tratada con tratamientos alternativos

Está holgadamente comprobado que solamente el Interferón consigue eliminar la Hepatitis C. Los tratamientos alternativos, a base de hierbas, suplementos vitamínicos y minerales, técnicas orientales, místicos y otros tantos más, son excelentes coadyuvantes del tratamiento médico.

También son de gran valor para personas que no necesitan o no pueden ser tratadas, pues ayudan a mejorar el estado físico y mental, retardando el avance de la enfermedad. Muchos tratamientos alternativos aumentan las defensas del sistema inmunológico y proporcionan una sensación de bienestar que ayuda a combatir o hasta frenar el avance de la enfermedad.

Sin embargo, si un terapeuta afirma que puede conseguir la cura solamente con el tratamiento alternativo, lo mejor que usted puede hacer es abandonar inmediatamente este terapeuta y procurar otro profesional.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo



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Last updated 3.11.2005