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Atendendo pedidos dos infectados com os genótipos 2 e 3

12/08/2013

Entre os infectados com hepatite C aproximadamente 75% possuem o genótipo 1, genótipo para o qual está direcionada a maioria das pesquisas por novos medicamentos, por ser esse genótipo o que merece maior atenção já que é o mais comum e o que apresenta menor possibilidade de cura com o tratamento atual.

Infectados com outros genótipos reclamam por pesquisas de novos medicamentos para tratamento e como de costume a ansiedade sempre corre mais depressa que as pesquisas, mas posso afirmar que não devem perder a esperança, pois não estão esquecidos ou abandonados pelos pesquisadores.

Toda nova droga é testada primeiro no genótipo 1. Confirmada sua segurança e eficácia passa então a ser testada em outros genótipos, nos co-infectados HIV/HCV, nos transplantados, nos renais crônicos e assim por diante. É a sequencia lógica da pesquisa, primeiro centrar esforços naqueles que mais necessitam e são mais difíceis de responder para depois, confirmada a segurança se experimentar nos outros grupos.

Por exemplo, já no final do ano nos Estados Unidos o FDA deverá aprovar o Sofosbuvir, o qual será destinado para o tratamento do genótipo 1, ainda combinado com interferon peguilado e/ou ribavirina, mas também será aprovado para o tratamento dos genótipos 2 e 3, melhor ainda, sem necessidade de utilizar o interferon peguilado, isto é, um tratamento totalmente oral e na maioria dos casos com somente 12 semanas de duração.

Outro medicamento que também será aprovado pelo FDA ao mesmo tempo é o Simeprevir, em principio para tratamento do genótipo 1 combinado ao interferon peguilado e/ou ribavirina, mas que serve também para o tratamento dos genótipos 2, 4, 5 e 6 e já apresenta excelentes resultados no tratamento de co-infectados HIV/HCV.

Acho importante relembrar a todos que ansiedade e desespero são ruins para o sistema de defesa do organismo, fazendo com que os vírus se aproveitem da situação e acelerem a progressão da fibrose, por tanto, vamos manter a calma e confiar que tem muito pesquisador olhando para todos os genótipos.

Em pouco tempo, mais rápido do que imaginávamos meses atrás, novos medicamentos chegarão ao mercado, para todos os genótipos, inclusive alguns deles serão pan-genótipos, isto é, nem será necessário fazer o teste da genotipagem já que serão efetivos em todos os genotipos e subtipos e praticamente todos os tratamentos serão sem interferon.

Nesse momento uma nova briga estará começando, que será para que os países os aprovem e os introduzam nos sistemas públicos para tratamento gratuito. Mas que nunca será necessário estar unidos e fortalecer as associações de pacientes que lutam pelos direitos do paciente. Nesse sentido dependemos de sua colaboração para estarmos ativos quando da chegada dos medicamentos.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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