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Aspirina protege o fígado?
Diminui a possibilidade de morrer por doença hepática?
Consegue prevenir o aparecimento de câncer hepático?

03/12/2012

Antes de ler o texto sobre a aspirina para proteger o fígado fique sentado, respire fundo para então poder meditar e avaliar com muita calma

O "Journal of the National Cancer Institute" publica pesquisa informando que antiinflamatórios não esteroides, principalmente aspirina, pode ajudar a prevenir problemas hepáticos graves, conforme um grande estudo observacional sugere. (Os anti-inflamatórios não esteroides (abreviadamente, AINEs ou NSAIDs, do inglês Nonsteroidal anti-inflammatory drugs) são medicamentos destinados a controlar a inflamação, reduzir a dor, e a febre).

O estudo foi realizado de forma observacional pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos incluindo 300.504 homens e mulheres com idade entre 50 e 71 anos que relataram o uso de aspirina e antiinflamatórios não esteroides os quais foram acompanhados por um período entre 10 e 12 anos.

Pesquisas já demonstraram que a inflamação crônica do fígado é um dos processos que podem desenvolver o câncer de fígado. Outras pesquisas comprovam que o uso de aspirina e antiinflamatórios não esteroides, por causa das propriedades antiinflamatórias são amplamente utilizados para prevenção de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, do câncer colo retal e de outros canceres. Os pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos estudaram então se a diminuição da inflamação do fígado utilizando aspirina ou antiinflamatórios não esteroides poderia ter algum efeito benéfico no fígado.

Analisando os dados históricos foi encontrado que usuários de aspirina ou antiinflamatórios não esteroides estavam 41% menos propensos a desenvolver câncer no fígado e 45% menos probabilidade de morrer por causa da doença hepática que os indivíduos que não faziam uso de aspirina ou antiinflamatórios não esteroides. Não entanto ainda não ficou clara a relação entre o uso de aspirina ou antiinflamatórios não esteroides e os prováveis benefícios relatados no estudo.

Ao analisar os dados por tipo de medicamento foi encontrado que os indivíduos que utilizavam aspirina obtiveram um beneficio superior que os que faziam uso dos antiinflamatórios não esteroides. Entre eles a probabilidade de desenvolver câncer no fígado era 51% menor e a probabilidade de morrer por problemas hepáticos 50% menor.

A associação, se confirmada, pode abrir novas perspectivas para prevenção do câncer de fígado e da sobrevida dos doentes de fígado em geral. Mas alguns especialistas alertam que enquanto a aspirina pode ser útil para proteger de problemas cardiovasculares ainda é cedo para se afirmar com segurança que pode proteger o fígado.

Os pesquisadores concluem que os resultados devem ser observados com cautela e que estudos retrospectivos são necessários para comprovar e validar os resultados.

MEU COMENTÁRIO

ATENÇÃO: Alerto que a aspirina e os antiinflamatórios não esteroides podem provocar hemorragias internas, motivo pelo qual devem ser evitados por aqueles que apresentam problemas de coagulação, contagem baixa das plaquetas, pacientes com cirrose descompensada, etc.. Aspirina e os antiinflamatórios não esteroides somente devem ser utilizados com recomendação medica, a automedicação pode ocasionar sérios problemas, inclusive a morte de quem possui uma doença que ataca o fígado.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Nonsteroidal Anti-inflammatory Drug Use, Chronic Liver Disease, and Hepatocellular Carcinom - Vikrant V. Sahasrabuddhe , Munira Z. Gunja , Barry I. Graubard , Britton Trabert ,Lauren M. Schwartz , Yikyung Parque , Albert R. Hollenbeck , Neal D. Freedman , Katherine A. McGlynn- Journal of the National Cancer Institute - 10.1093/jnci/djs452


Carlos Varaldo
www.hepato.com
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