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Resumo das principais novidades em medicamentos para hepatite C apresentadas no AASLD 2013

06/11/2013

Bristol-Myers Squibb anunciou que já solicitou aprovação a agencia de medicamentos do Japão para um tratamento totalmente oral sem interferon nem ribavirina, utilizando somente daclatasvir e asunaprevir em pacientes infectados com o genótipo 1-b da hepatite C.

O estudo incluiu dois grupos de pacientes que atualmente não podem receber tratamento. Um dos grupos foi formado por pacientes intolerantes ao interferon ou a ribavirina e outro grupo com infectados com idade superior aos 65 anos. Todos receberam tratamento por 24 semanas.

O grupo de pacientes intolerantes ao interferon ou a ribavirina obteve a cura (resposta sustentada 24 semanas após o final do tratamento) em 87,4% dos pacientes e, no grupo de pacientes com idade superior aos 65 anos a cura foi de 91,9%.

Poucos efeitos adversos foram relatados. As principais interrupções foram ocasionadas por um aumento das transaminases, mas 80% dos que tiveram que interromper o tratamento obteve a cura.

É gratificante ficar sabendo que pacientes que estavam impossibilitados de receber tratamento por serem intolerantes ao interferon peguilado e ribavirina ou por já estarem em idade avançada, poderão, assim que o medicamento for aprovado, ter um tratamento disponível.

Boehringer apresentou novos dados do inibidor de protease faldaprevir em combinação com interferon peguilado e ribavirina em fase 3 incluindo pacientes nunca antes tratados, pacientes em retratamento e HIV/HCV co-infectados, todos infectados com o genótipo 1 da hepatite C (HCV).

Dos pacientes que receberam tratamento antiviral pela primeira vez 73% obtiveram a cura (resposta sustentada 12 semanas após o final do tratamento). Os pacientes em retratamento, por ter fracassado a um tratamento anterior, obtiveram 70% de cura (resposta sustentada 12 semanas após o final do tratamento) contra somente 14% dos que foram retratados somente com interferon peguilado e ribavirina.

Em relação aos coinfectados HIV/HCV os dados apresentados são referentes à resposta sustentada após quatro semanas do final do tratamento (dados preliminares) mostrando que 74% se encontravam indetectáveis.

Janssen apresentou novos dados dos estudos QUEST no qual 80% dos pacientes que receberam tratamento pela primeira vez com simeprevir combinado ao interferon peguilado e ribavirina obtiveram a cura (resposta sustentada 12 semanas após o final do tratamento). É importante destacar que entre os pacientes com cirrose a cura foi obtida por 60%. Somente 3% dos pacientes tiveram que interromper o tratamento por algum efeito adverso.

O estudo PROMISE foi realizado com pacientes que fracassaram a um tratamento anterior com interferon peguilado, passando a receber o retratamento com simeprevir combinado ao interferon peguilado e ribavirina. A cura (resposta sustentada 12 semanas após o final do tratamento) foi obtida por 79% dos tratados, sendo que entre os pacientes cirróticos 74% resultaram curados.

Os efeitos colaterais e adversos mais comuns provocados pelo simeprevir são a fadiga, dor de cabeça e sintomas semelhantes aos da gripe.

Gilead apresentou os tratamentos orais sem interferon para infectados com os genótipos 2 e 3 da hepatite C. No estudo PHOTON realizado com pacientes coinfectados HIV/HCV receberam tratamento de 12 ou 24 semanas de sofosbuvir e ribavirina. Entre os infectados com o genótipo 2 a cura foi obtida por 88% dos pacientes e entre os infectados com o genótipo 3 a cura foi de 67%, sempre considerando a cura como a resposta sustentada após 12 semanas do final do tratamento.

Noventa e cinco por cento dos pacientes coinfectados participantes do estudo PHOTON estavam recebendo terapia anti-retroviral para a infecção pelo HIV.

O estudo VALENCE foi realizado em pacientes mono infectados com o genótipo 3 da hepatite C que receberam 24 semanas de tratamento oral com sofosbuvir e ribavirina, sem interferon obtendo a cura de 85% dos pacientes.

O estudo LONESTAR tratou infectados com o genótipo 3, metade deles com cirroses, durante 12 semanas com sofosbuvir combinado ao interferon peguilado e ribavirina obtendo a cura de 83% dos pacientes.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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