Texto en Español al final - Apriete aquí


GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Tel.: (21) 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com

06/11/2007


58° Congresso da AASLD - Novembro de 2007

Minha percepção geral na hepatite C - 80% de otimismo e 20% de preocupação com o futuro

Estou regressando, escrevendo ainda no avião, do maior congresso que existe na área das doenças do fígado, a "58ª edição da Sociedade Americana para o Estudo das Doenças do Fígado - AASLD", realizado em Boston de 2 a 6 de novembro.

Hoje vou relatar uma visão geral, um sentimento do que observei na hepatite C (nos próximos dias falarei sobre hepatite B e esteatoses entre outros assuntos). Nos quatro dias do congresso aconteceram mais de 1.700 apresentações de trabalhos científicos ou pôsteres, cursos, mesas de discussões e simpósios satélites, tudo simultaneamente em vinte salas e auditórios diferentes. Participaram mais de sete mil médicos de todo o mundo. Posso escrever sem conflitos de interesses porque compareci a convite da organização com viagem oferecida por uma empresa farmacêutica que ainda não comercializa medicamentos para tratamento das hepatites.

Fazer um resumo e tarefa impossível, mas e possível descrever o sentimento final, a sensação de tudo aquilo que pude observar. O resultado final me parece muito positivo, mas não 100%, pois existem ainda muitas incógnitas e complicadas situações para resolver.

A complexidade existente nas pesquisas de novos medicamentos ou de vacinas e imensa devido a que o vírus da hepatite C em um infectado gera aproximadamente 100.000.000.000.000 (CEM TRILHÕES) de novos vírus a cada dia (o seu tempo de vida e curto), mas por se tratar de um vírus inteligente que tenta enganar a ação do sistema de defesa e a forma de atuação dos medicamentos esses novos vírus nascem com pequenas mutações as quais possuem uma imensa variabilidade. É estimado pelos pesquisadores que possam acontecer até 10.000.000.000.000.000.000 (DEZ QUATRILHÕES) de formas diferentes na estrutura do vírus a cada dia em um mesmo individuo.

Por outro lado estamos em 2007, ano em que nosso amado e ao mesmo tempo odiado interferon festeja seus 50 anos de vida. Sim, o interferon já e um senhor adulto e posso assegurar que existe uma torcida enorme para que ele se aposente o mais rapidamente possível. Quando isso vai acontecer ainda e uma incógnita, mas com certeza nos próximos cinco ou talvez sete anos ainda vamos depender dele no tratamento da hepatite C. Outros medicamentos estarão chegando, mas todos eles deverão ser utilizados em combinação com o interferon, assim, a aposentadoria somente deverá acontecer aos 60 ou 65 anos de idade.

Mas não tudo e pessimismo em relação ao interferon. Outros interferons estarão chegando para fazer companhia. O Albuferon já e quase uma realidade, com a vantagem de ser aplicado a cada duas semanas e, outro, o Albinterferon, que pelas pesquisas deverá ser aplicado uma vez ao mês e, ainda, esta em estudo o Omega Interferon que consiste numa cápsula a ser colocada debaixo da pele a qual libera lentamente o interferon, durante 90 dias, assim, com quatro aplicações que duram 10 minutos e será realizada no consultório do médico, uma a cada três meses, o tratamento estará resolvido. Mas ainda, um interferon oral poderá se tornar uma realidade daqui a uns quatro anos!

A ribavirina ou análogos dela ainda vai nos acompanhar por muito tempo. Novos medicamentos, todos eles chamados de "inibidores" que atuam em diversas seções do vírus estarão chegando, mas e praticamente certo que o tratamento caminha para um "coquetel" de drogas que virão se somar ao interferon e a ribavirina.

Os primeiros a chegar serão os inibidores de proteases, dos quais existem vários em fases avançadas de pesquisas (Boceprevir, Telaprevir e outros). A segunda onda de inibidores serão os que atuam na polimerase do vírus (Valopicitabina, HCV-796, R803, HCV-371 e outros). Posteriormente serão os de helicase e os de outras partes do vírus, cada um atuando especificamente para evitar a replicação do vírus, tal qual acontece no tratamento atual da AIDS. Ao encontrar pouca carga viral e a não replicação do vírus, a ação do interferon e da ribavirina será altamente eficaz, se estimando uma alta taxa de resposta terapêutica.

Tudo muito bom, tudo muito OK, tudo muito otimista, mas pessoalmente sou como São Thomé e gosto de ver para crer. Não será uma época que andaremos em "mar de rosas". Os inibidores apresentam efeitos colaterais os quais se não são graves são altamente desagradáveis, como náusea ou diarréia, efeitos esses que irão prejudicar a qualidade de vida de um numero significativo de pacientes em tratamento. Será que quem sofrer esses efeitos colaterais poderá continuar com sua rotina diária de atividades? Somente após seu uso e que serão encontradas formas de tratar e controlar esses efeitos, mas os primeiros pacientes irão sofrer na própria pele.

Outro fato preocupante e a resistência que os inibidores podem criar no vírus. Neste ponto serão dois os problemas que irão surgir, um será o controle estrito mediante a realização de exames de carga viral em períodos curtos e de novos exames específicos, o que ira aumentar a dificuldade que sempre existe no serviço publico para realizar exames e receber rapidamente os resultados, mas a minha maior preocupação e se essas resistências "cruzadas" a vários inibidores não irão criar um "vírus monstro" altamente resistente a todo e qualquer medicamento. Confesso que esta e uma possibilidade de tirar o sono.

É, assim, vejo com otimismo o ponto e direcionamento em que as pesquisas se encontram, avançando rapidamente. Obstáculos, como os descritos acima poderão acontecer e não podemos nos furtar de falar deles, pois devemos ser realistas, mas tenho absoluta certeza que a ciência saberá enfrentar cada um deles no momento exato que possam aparecer.

Eu tenho dez anos mais que o interferon e tenho certeza que pelo menos irei viver o suficiente para ver uma destas duas notícias, ou de preferência presenciar as duas: "Descoberta a cura da hepatite C em 100% dos casos" e "A hepatite C foi totalmente erradicada do planeta!"

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - Brasil
Tel. (55.21) - 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
06/11/2007


58° Congreso de la AASLD - Noviembre de 2007

Mi percepción general en la hepatitis C - 80% de optimismo y 20% de preocupación con el futuro


Estoy regresando, escribiendo aún en el avión, del mayor congreso que existe en la área de las enfermedades del hígado, la "58ª edición de la Sociedad Americana para el Estudio de las Enfermedades del Hígado - AASLD", realizado en Boston de 2 a 6 de noviembre.

Hoy voy a relatar una visión general, un sentimiento que observé en la hepatitis C (en los próximos días hablaré sobre hepatitis B y esteatosis entre otros asuntos). En los cuatro días del congreso acontecieron más de 1.700 presentaciones de trabajos científicos o afiches, cursos, mesas de discusiones y simposios satélites, todo simultáneamente en veinte salas y auditorios diferentes. Participaron más de siete mil médicos de todo el mundo. Puedo escribir sin conflictos de intereses porque comparecí a invitación de la organización con viaje ofrecido por una empresa farmacéutica que todavía no comercializa medicamentos para tratamiento de las hepatitis.

Hacer un resumen es tarea imposible, pero es posible describir el sentimiento final, la sensación de todo aquello que pude observar. El resultado final me parece muy positivo, pero no 100%, pues existen todavía muchas incógnitas y complicadas situaciones para resolver.

La complejidad existente en las investigaciones de nuevos medicamentos o de vacunas es inmensa debido a que el virus de la hepatitis C en un infectado genera aproximadamente 100.000.000.000.000 (CIEN MIL MILLONES) de nuevos virus a cada día (su tiempo de vida es corto), pero por se tratar de un virus inteligente que intenta engañar a acción del sistema de defensa y la forma de actuación de los medicamentos esos nuevos virus nacen con pequeñas mutaciones las cuales poseen una inmensa variabilidad. Es estimado por los investigadores que puedan acontecer hasta 10.000.000.000.000.000.000 (DIEZ CUATRILLONES) de formas diferentes en la estructura del virus a cada día en un mismo individuo.

Por otro lado estamos en 2007, año en el que nuestro amado y al mismo tiempo odiado interferón festeja sus 50 años de vida. Sí, el interferón ya es un señor adulto y puedo asegurar que existe una hinchada enorme para que él se jubile lo más rápidamente posible. Cuando eso va a pasar todavía y una incógnita, pero con seguridad en los próximos cinco o tal vez siete años aún vamos a depender de él en el tratamiento de la hepatitis C. Otros medicamentos estarán llegando, pero todos ellos deberán ser utilizados en combinación con el interferón, así, la jubilación solamente deberá acontecer a los 60 ó 65 años de edad.

Pero no todo y pesimismo con relación al interferón. Otros interferones estarán llegando para hacer compañía. El Albuferon ya es casi una realidad, con la ventaja de ser aplicado a cada dos semanas y, otro, el Albinterferon, que por las investigaciones deberá ser aplicado una vez al mes y, todavía, ésta en estudio el Omega Interferón que consiste en una cápsula a ser puesta debajo de la piel la cual libera lentamente el interferón, durante 90 días, así, con cuatro aplicaciones que duran 10 minutos y será realizada en el consultorio del médico, una a cada tres meses, el tratamiento estará resuelto. ¡Pero aún, un interferón oral podrá se volver una realidad de aquí a unos cuatro años!

La ribavirina o análogos de ella todavía va nos acompañar por mucho tiempo. Nuevos medicamentos, todos ellos llamados de "inhibidores" que actúan en diversas secciones del virus estarán llegando, pero es prácticamente cierto que el tratamiento camina para un "cóctel" de drogas que vendrán se sumar al interferón y a la ribavirina.

Los primeros a llegar serán los inhibidores de proteasis, de los cuales existen varios en fases avanzadas de investigaciones (Boceprevir, Telaprevir y otros). La segunda onda de inhibidores serán los que actúan en la polimerase del virus (Valopicitabina, HCV-796, R803, HCV-371 y otros). Posteriormente serán los de helicase y los de otras partes del virus, cada uno actuando específicamente para evitar la replicación del virus, tal cual acontece en el tratamiento actual del SIDA. Al encontrar poca carga viral y la no replicación del virus, la acción del interferón y de la ribavirina será altamente eficaz, se estimando una alta tasa de respuesta terapéutica.

Todo muy bueno, todo muy OK, todo muy optimista, pero personalmente soy como San Tomas y gusto de ver para creer. No será una época que andaremos en "mar de rosas". Los inhibidores presentan efectos secundarios, los cuales si no son graves son altamente desagradables, como náusea o diarrea, efectos ésos que irán perjudicar la calidad de vida de un numero significativo de pacientes en tratamiento. ¿Será qué quién sufrir esos efectos secundarios podrá continuar con su rutina diaria de actividades? Solamente después de su uso es que serán encontradas formas de tratar y controlar esos efectos, pero los primeros pacientes irán a sufrir en la propia piel.

Otro hecho preocupante es la resistencia que los inhibidores pueden crear en el virus. En este punto serán dos los problemas que irán a surgir, uno será el control estricto mediante la realización de exámenes de carga viral en períodos cortos y de nuevos exámenes específicos, lo qué ira aumentar la dificultad que siempre existe en el servicio de salud publica para realizar exámenes y recibir rápidamente los resultados, pero mi mayor preocupación es si esas resistencias "cruzadas" a varios inhibidores no irán a crear un "virus monstruo" altamente resistente a todo y cualquier medicamento. Confieso que ésta es una posibilidad de tirar el sueño.

Y, así, veo con optimismo la dirección en que las investigaciones se encuentran, avanzando rápidamente. Obstáculos, como los descritos arriba podrán acontecer y no podemos nos hurtar de hablar de ellos, pues debemos ser realistas, pero tengo absoluta certeza que la ciencia sabrá enfrentar cada uno de ellos en el momento exacto que puedan aparecer.

Tengo diez años más que el interferón y tengo certeza que por lo menos iré a vivir el suficiente para ver una de estas dos noticias, o de preferencia presenciar las dos: "¡Descubierta la cura de la hepatitis C en un 100% de los casos!" y "¡La hepatitis C fue totalmente erradicada del planeta!"

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 6.11.2007