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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - RJ - Brasil Tel.: (21) 9973.6832 e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com |
Observação,
O texto por estar escrito com muitos termos
médicos e científicos pode resultar confuso ou difícil de
entender para os pacientes, mas achei por bem o publicar sem comentários
ou observações, já que se trata de
observações realizadas por um pesquisador.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Highlight do EASL-2008 e
Impressões Pessoais
O
recente congresso da EASL (European Association for Study of the Liver Diseases)
foi um dos maiores já organizados por essa importante Sociedade.
Realizado
na elegante cidade de Milão, contou com mais 7.500 médicos de
todos os continentes e a presença de cerca de 90 pesquisadores
brasileiros.
Impressionou-me
o crescente engajamento de infectologistas de todo o mundo numa área que
estava restrita há até alguns anos atrás aos
hepatologistas. Não há mais dúvida que a questão
das hepatites virais deve envolver equipes multidisciplinares pela interface
que apresentam com diversas áreas do campo da saúde.
Prof.
Jan-Michel Pawlotsky,
Secretário Geral do EASL, comentou o enorme sucesso do Encontro que, sob
sua ótica, tem vários aspectos que se evidenciam: 1) A
ocorrência de um crescente interesse geral pelas doenças
hepáticas em todo o mundo; 2) Um investimento maciço por novas
drogas em estudos pré-clínicos pela indústria
farmacêutica em relação às hepatites virais,
câncer de fígado, NASH, fibrose hepática e outros; 3) O atual dimensionamento do problema no campo da saúde
pública, onde de cada 20 seres humanos um apresenta hepatite B ou C
crônica, obrigando o treinamento de tantos profissionais e o envolvimento
de gestores de saúde em todo o mundo pela necessidade de se criar
infra-estrutura adequada de atendimento e programas de controle das
infecções.
A
extensa programação agendada, muitas vezes simultânea,
impediu a observação de grande parte dos trabalhos, o que pode
ser obviada pela impressão do livro de Resumos e texto das
apresentações mais importantes.
Neste
breve relato comentado que faço, restrinjo-me à
programação que previamente agendei e pude assistir, às
publicações previamente distribuídas pelo Congresso e uma
excelente mídia produzida pelo Laboratório Tibotec
(Jansen-Cilag), às apresentações
assistidas esporadicamente entre intervalos de sessões, aos
simpósios satélites patrocinados pela indústria
farmacêutica, e aos contatos mantidos com vários autores.
Tenho
a lamentar a grande interferência da indústria farmacêutica,
que sustenta o Congresso e em grande medida faz uma guerra comercial em defesa
de seus produtos.
Foi
preciso muito senso crítico para separar o joio do trigo. No mais, houve
muita ciência, mesmo aquela apresentada pela indústria,
porém revestida de fortes tonalidades mercadológicas.
Foram
apresentados 1002 trabalhos científicos. Em sua maioria sob forma de pôsteres
sendo que os mais notáveis foram selecionados para
apresentação oral com a participação de todos os
inscritos lotados em um amplo auditório e inúmeros telões.
A
agenda do congresso permitiu uma ampla discussão ao final de cada
apresentação. Nem é preciso ressaltar a oportunidade que
tivemos em discutir e trocar experiências pessoais com colegas de todo o
mundo fora dos auditórios.
_________________
* Professor Livre Docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo.
Coordenador do Grupo
de Hepatites do Instituto de Infectologia Emílio Ribas
Editor
Científico do “Tratado de Hepatites Virais”
Para
melhor efeito didático, faço em breve resumo comentado de alguns
trabalhos que julguei importantes, e em seguida um resumo comentado dos grandes
estudos internacionais apresentados.
Estudo
de Martinot-Peignoux, Bedossa, Marcellin, et al.
(Centre
de Recherche Biomédicale
Bichat-Beaujon CRB3 Hôpital Beaujon, Clichy, 2 e Service D'Hépatologie, Hôpital Beaujon, Clichy, 3 Service D'Anatomie Pathologique, France) Abstract
808.
Em
278 pacientes tratados de HCV com PegINF
alfa 2a ou 2b + Ribavirina, que tiveram RVS,
não apresentaram após 17 anos da cessação do
tratamento recaídas tardias, nem a presença de RNA/HCV no soro,
nos monócitos periféricos ou no fígado. Os anticorpos
anti-HCV foram decrescendo.
Comentários: creio de grande
importância este estudo dentro da ainda controversa
cura microbiológica do VHC
Manns (Medizinische Hochschule,
Corrobora
nesse mesmo sentido relatando cura clínica em 366 pacientes tratados com
PegINF alfa 2b+Ribavirina
após cinco anos de RVS.
Kelly
(Liver Unit,
acompanharam 56 crianças tratadas com PegINF alfa
2b +Ribavirina por 24-48 semanas e RVS, apenas um
apresentou recidiva após cinco anos de follow-up.
Ainda
neste campo, Lok (University
of Michigan Medical Center) et al. Abstract 101 encontraram
evolução para o HCC em 19% de 1043
pacientes tratados não respondedores (41% com cirrose) tratados com
doses de manutenção do PegINF alfa por três
anos (desdobramento do Estudo HALT-C).
Mallet et
al. (Université Paris Descartes, Paris, INSERM U.567, Hôpital Cochin, Hepatologie, Paris) Abstract 12
Os
autores acompanharam por 10 anos 89 pacientes tratados com PegINF alfa +RBV,
observando a regressão da fibrose hepática. Em 22/39 pacientes
com cirrose e Child A houve reversibilidade da
cirrose com regressão da fibrose em 2-4 graus do METAVIR, sendo que dois
deles eram recidivantes tardios. Cerca de 13/89 evoluíram para HCC, significativamente em maior número nos que
não tiveram RVS. Todos que tiveram
regressão da fibrose não tiveram complicações.
22,4% dos não respondedores morreram ou foram transplantados.
Cardoso,
Marcellin et
al. Abstract: 778 relataram que 11/24 pacientes com F4 (METAVIR) e RVS tiveram regressão da cirrose (46%) em até
três pontos do METAVIR, contra 16% dos pacientes que não tiveram RVS. Dos pacientes com fibrose (F1-F3) e RVS 36% tiveram regressão da fibrose. Dos que
não tiveram RVS houve regressão em 16%
e 63% progrediram para cirrose.
Prieto et
al. (Gene Therapy And
Hepatology - CIMA/University Hospital, Pamplona,
Espanha), Abstract 89,
testaram
Comentários: os dois primeiros estudos
reforçam importantes conceitos anteriores que demonstram a capacidade antifibrinogênica do Interferon e a maior resposta
histológica
Estes
estudos corroboram o que verificamos na prática clínica, e
demonstram ainda que os pacientes HCV crônicos mesmo com cirrose podem
alcançar resposta histológica após tratamento com PegINF alfa + RBV
mesmo quando não alçam resposta virológica, embora em
menor percentual.
Dr.
Jesus Prieto trás mais uma esperança
para pacientes com cirrose descompensada, onde o transplante hepático
é a única conduta previsível. E, onde o retardo na
evolução da doença permita aguardar o procedimento
cirúrgico.
Penso
que, mais uma vez
, a
falta de motivação econômica desinteressa as grandes
indústrias farmacêuticas no investimento de drogas que desaceleram
a progressão da fibrose avançada e revertem
o quadro da cirrose instalada.
Barker et al. (
testaram o efeito da Ribavirina em diferentes concentrações em
marcadores de maturação das células dendríticas
(HLADR, CD83, CD86, CD40), as quais tem uma
participação ativa na ligação entre a imunidade
inata e adquirida, e a secreção de citocinas
de doadores normais e com HCV crônica. Usando células plamocitóides, que são as principais
produtoras de INF alfa em resposta a infecções
virais. A ribavirina não teve qualquer efeito sobre a
maturação das células dendríticas,
mas produziu supressão da produção do TNFα . Isto pode explicar a redução no processo
inflamatório da ribavirina
Christensen1 et al. (Department of Infectious
Diseases,
Poordad et
al. (Cedars-Sinai Medical Center,
Los Angeles, CA, USA) Abstract
996 relataram resultados de um estudo de fase IIb
com uma pró-droga da Ribavirina produzida pelo Laboratório Valeant, Taribavirin, já
avaliada pelos estudos VISER1/VISER2
de fase III, agora comparando com a Ribavirina estratificada por peso corporal
e carga viral em pacientes HCV genótipo 1, naïves.
Os resultados mostraram que a Taribavirina
administrada com 20 e 25 mg/kg apresentou
redução estatisticamente significativa da anemia.
Comentários: o primeiro trabalho vem
demonstrar a ação antiinflamatória da ribavirina e pequena
ação da droga em monoterapia sobre a carga viral e a RVS em decorrência da redução na
produção de INFα em células
tratadas.
Trabalhos
anteriores demonstraram uma fraca ação da droga em monoterapia
sobre a regressão da fibrose, ainda que possível. Na
prática clínica, o uso de RBV em
monoterapia administradas em pacientes cirróticos ou fibrosantes
rápidos não respondedores ao PegINF alfa, tem sido objeto de discussão como
tratamento alternativo de suporte até que novas drogas estejam
disponibilizadas. O estudo, a meu juízo, sugere fortemente a necessidade
de um grande trial que possa
quantificar o benefício da droga nessas circunstâncias, reduzindo
a inflamação e hipoteticamente reduzir ou inverter a velocidade
de evolução da fibrose por alguns anos.
Poucos
e inconclusivos estudos têm sido realizados em
pacientes nessas circunstâncias. Parece óbvio que a RBV é uma droga “órfã”,
já que sem patentes não desperta
interesse da grande indústria farmacêutica.
O
segundo trabalho reproduz o que já é quase um consenso. Trouxemos
à discussão para expor nossa opinião de que não
qualquer estudo na literatura comparando eficácia e efeitos colaterais
entre os dois principais produtos de marca (COPEGUS e
REBETOL) e, sobretudo sobre os similares
disponibilizados por órgão governamentais os quais não
possuem qualquer experiência prévia
O
terceiro trabalho é promissor em vista da importância da
manutenção de altas doses de ribavirina para se alcançar RVS, muitas vezes impeditiva pelo efeito anemia. Lembro que
a Ribavirina permanece até 40 dias dentro da hemácea,
causando hemólise mesmo após suspensão da droga por esse
período, assim como a redução da RVS
quando não se dispõe de eritropoietina
para estimular a produção de hemáceas
e impondo a necessidade da redução da dosagem da ribavirina.
·
TRATAMENTO DE PACIENTES COM
ALT NORMAL
Puoti (Marino Hospital, Roma) et al., Abstract 826, avaliaram 88 pacientes
com ALT normal tratados com PegINF alfa+RBV com RVP em 63 (24 com
genótipo 1 e 39 com genótipo 2) e RVS
em 37/39 com genótipo 1 e 20/24 com genótipo 2. Concluem que o
tratamento com PegINF alfa =
RBV
Comentários: o estudo parece confirmar
trabalhos anteriores e a impressão clínica de que não
é critério de exclusão ao tratamento pacientes com HCV e
ALT normal.
·
ANTIFIBRIBRINOGÊNICOS
Quase nada foi apresentado ou discutido
sobre antifibrinogênicos além do INF, como grande esperança para produzir
reversibilidade na cirrose hepática. Apenas Reyes-Gordillo
et al. (Departamento de
Fisiologia, Biofísica y Neurociências, 3Departamento
de Patologia Experimental; Cinvestav-IPN,
México), Abstract 258, mostraram o efeito antifibrótico
da droga Curcumin em fígados de ratos. A droga
atua reduzindo a produção do TGF-β.
Kohno et
al. (Department of Surgery,
University of Tsukuba, Tsukuba, Japão), Abstract: 523, Abstract
476, Abstract: 430; Abstract: 268 mostraram fortes
evidências da ação das plaquetas em reduzir a fibrose e
induzir a proliferação de hepatócitos em ratos, mesmo em
condições de depleção das células de Kupffer. Ressaltam a ação
farmacológica da eritropoietina na
estimulação da produção de plaquetas.
·
BETA BLOQUEDORES
NA HIPERTENSÃO PORTAL
Ripoll et
al. (Yale University, School of Medicine), Abstract
260, apresentaram estudos em animais com beta-bloqueadores sobre o fluxo
arterial hepático e o efeito sobre a hipertensão portal. Os
resultados mostraram um significativo efeito conduzindo a uma
redução da hipertensão porta por mecanismo de
modulação de β-receptores
adrenérgicos no fluxo arterial hepático semelhante a outros vasos
esplênicos.
·
RESISTÊNCIA
INSULÍNICA E METFORMINA
Jover et
al. (University Hospital of Valme,
Sevilha, Espanha), Abstract 290,
estudando 118 pacientes cirróticos com varizes de esôfago demostraram que a resistência insulínica
medida pelo HOMA constituiu fator preditivo
importante de sangramento digestivo alto. Acompanhados por 23+/- 14 meses, 45
tiveram sangramento digestivo alto. 28% dentre estes tinham HOMA>4
e 8% tinham HOMA <4.
Romero-Gomez et
al. (Hospital Universitário de Valme, Sevilla, Espanha), Abstract 1001, estudaram 125
pacientes com HCV crônica e HOMA>2
(resistência insulínica) sendo 61 tratados com PegINF
alfa 2a +RBV (100-1200 mg/dia) + 425 mg de Metformina cada 12 horas durante o primeiro mês, e
depois 850 mg cada 12 horas até a 48a
semana (grupo A). Outro braço foi administrado PegINF alfa 2a +RBV +
placebo (grupo B). Na semana 12 negativaram o RNA 65.3% dos que tomaram Metformina vs. 52.5% do grupo placebo. E na semana 24,
respectivamente, 90% vs. 78% A terapia tripla foi bem tolerada. 34% do grupo A
tiveram distúrbios gastrintestinais vs. 11.4 % do grupo placebo.
·
TRATAMENTO da HCV com F-0 e
F-1 (METAVIR)
Iacob et
al. (Gastroenterology and Hepatology Center, Fundeni Clinical Institute, Bucharest,
Romênia), Abstract 796, avaliou em 260 pacientes a resposta
virológica sustentada em pacientes jovens com fibrose F-0 e F-1, genótipo
1, carga viral baixa, com PegINF alfa 2a ou 2b +
Ribavirina. A resposta virológica precoce foi de 88,1% e a resposta
virológica sustentada de 74,2%. Uma análise multivariada
indicou como marcadores independentes preditivos
positivos de boa resposta: idade <50 anos; carga viral inicial < 400.000
UI/mL; ALT > 2 vezes o limite superior de normalidade.
Comentários: este estudo levanta uma
intrigante questão. Por muito tempo foi consenso de que tratar com um imunoestimulante (INF)
pacientes com lesões mínimas poderia despertar o sistema
imunológico e dar início às lesões
hepáticas. Muito se falou do perigo de se iniciar tratamento com INF muito precoce. O próprio governo brasileiro
não disponibiliza o tratamento senão para pacientes com fibrose
F-2 (METAVIR) alegando questões de farmacoeconomia
e falta de indicação pelo Consenso do FDA de 2002.
Posteriormente,
nós envolvidos com as hepatites começamos ser alertados por
muitos médicos patologistas sobre o risco de deixar sem tratamento
pacientes com processos necro-inflamatórios
elevados (A-3) porque sabidamente a inflamação evolui em longo
prazo para fibrose.
Tudo
foi muito contraditório porque é notório que quanto mais
precoce se trata uma infecção, tão mais eficaz é
resposta terapêutica. Essa pergunta embaraçava muito de nós
ao sermos questionados pelos pacientes.
Não
tardou a surgir um número significativos de casos de fibrosantes rápidos, desprovidos de quaisquer
co-fatores conhecidos de risco, que evoluíram em menos de
três anos para cirrose.
Por
outro lado, pacientes que não dependem do SUS e desejavam ser tratados
precocemente nos surpreendiam com excelentes e rápidas respostas virológicas sustentadas.
Agora
surge um trial, ainda que
metodologicamente modesto, mas simples o suficiente para lançar uma luz
muito forte a abalar convicções.
A
meu juízo, já está retardado a realização de
clinical trials incluindo pacientes com lesões
mínimas. Talvez, posamos estar despertando para uma
solução mais simples, econômica e eficaz de controlar o
grande problema de saúde pública das hepatites virais C
crônicas.
·
GRANDES ESTUDOS MULTICÊNTRICOS
Comentários
prévios
A
meu julgamento, os grandes estudos multicêntricos
internacionais patrocinados pela indústria farmacêutica são
de grande valor pelo rigor e pelo tamanho da amostra estudada que sem o enorme
investimento feito pela indústria não seriam possíveis de
serem realizados. Entretanto, a meu juízo de valor
indicam tendências, cujos resultados não podem ser
considerados em número absoluto como o marketing das empresas vendem o
produto estudado.
Os
fatores interferentes nos resultados dependem sempre de uma multiplicidade de
fatores interferentes individuais sobre a resposta virológica, inerentes
ao vírus, ao hospedeiro e a fatores externos (idade,
sexo, etnia, genótipo, quasispécies,
mutantes, toxinas e contaminantes, carga viral,
resposta imunológica individual inata e adaptativa e resistência
eventual inata ou adquirida, co-fatores de risco, nível plaquetário, fatores genéticos, obesidade,
esteatose e esteato-hepatite, hábitos
dietéticos e de padrão de vida, álcool, drogas
ilícitas, nível de ferritina hepática, co-morbidades,
desenvolvimento de síndromes metabólicas e
auto-imunológicas durante o tratamento,) que tornam impossível
padronizar o material de estudo já que não há dois seres
humanos idênticos, mesmo ou excluir os fatores interferentes por
análise multivariada pelo grande número
de fatores e o desconhecimento de todos eles.
Eles
nos dão percentuais aproximados da resposta terapêutica, que do
ponto restrito estatístico são apenas tendências.
Possivelmente a execução de dez estudos com metodologias
idênticas nos fornecerá dez resultados aproximados, porém
diferentes. Exemplo disso é visto na prática clínica
diária em que os nossos resultados nem sempre são iguais aos
alcançados pelos grandes estudos.
·
ESQUEMAS ALTERNATIVOS -
RETRATAMENTO - NOVAS DROGAS
Estudo
REPEAT: coordenado por Marcellin
et al. Estudo internacional multicêntrico avaliando 847 pacientes não
respondedores ao PegINF alfa 2b +Ribavirina, que
receberão 72 semanas de PegINF alfa
2a+Ribavirina, tiveram resposta virológica precoce à semana 12 em
13-16% conforme o braço do estudo. Pacientes que receberam dose de
indução de 360 mcg de PegINF
alfa 2a+Ribavirina tiveram as melhores respostas. O estudo mostra
evidências de que esquemas alternativos a não respondedores podem
ser parcialmente eficazes enquanto não puder se dispor
de novas e melhores drogas, otimizando as atualmente em uso.
NITAZOXANIDE (ANITTA®)
A Nitozoxanide (NTZ) é uma
droga aprovada pelo FDA para tratamento de Criptosporidium
e Giárdia e que mostrou atividade in
vitro contra o HCV e HBV. Rossignoll
et al. (Stanford University School of Medicine, Palo Alto, CA, USA), Abstract 68, estudaram a eficácia e
segurança da droga
A RVS foi respectivamente: 45%, 64% e 79%.
SILIBININ (SILIMARINA)
Ferenci et al. (
A Silibinin é um flavonóide
extraído da planta silvestre Cardo (Silibum marianum G.). Usada no folclore médico revelou
ação potente contra o VHC.
Ferenci administrou a 16 pacientes não respondedores,
10 mg E.V. de Silimarina em monoterapia sete dias
antes do tratamento com PegINF alfa 2a +RBV + Silimarina 140 mg, duas vezes por dia, V.O. O
tratamento monoterápico reduziu significativamente
a carga viral e a ALT mostrando alta potência contra HCV. Poucos efeitos
colaterais gastrintestinais. È desconhecido seus mecanismos de
ação. Sugere-se trials com os novos
antivirais.
INTERFERON-ALPHA-2B (IFN-ALPHA-2BXL)
Trepo et al. (Hotel Dieu
Hospital, Lyon,França), Abstract 62, apresentaram estudo de fase
I-b sobre um PegINF alfa 2b modificado, estudado
DEBIO 025 INIBIDOR DA CYCLOPHILIN
Flisiak et
al. (Department of Infectious
Diseases, Medical University,
Bialystok, Polônia) demonstrou uma importante
ação associada ao PegINF alfa 2a contra
HCV crônica, pacientes naïves. Trata-se de
um inibidor da enzima ciclofilina. Estudos anteriores
já haviam demonstrado sua eficácia contra o HIV e
co-infecção HIV-HCV. Outra
esperança no horizonte terapêutico.
SINVASTATINA
Abraldes
et al. (Abstract 55)
Num estudo multicêntico na Espanha testaram a
droga sinvastatina, na posologia de 20 mg/dia
aumentando para 40 mg/dia a partir do 150 dia até completar
um mês, em 59 pacientes randomizados com HCV e cirrose hepática.
Usaram
um braço com placebo para efeito comparativo. Outro braço
já em uso de beta-bloqueador adrenérgico foi mantido em
ESTUDO IDEAL
Foi
o maior estudo comparativo sobre a eficácia e segurança entre os
dois peguilados (2a Pegasys® e 2b PegIntron®)
comercializados e entre duas posologias do PegINF 2b,
a pedido do FDA e patrocinado pela Schering-Plough.
Estudo
de fase III-b envolveu 118 centros americanos,
incluindo 3070 pacientes naïves, genótipo
1, cargas virais >600.000 UI/mL, idade média de 45,7 anos, com
até
Sulkowski (
Os
dois grupos tinham dados demográficos semelhantes. Foram divididos em
três braços: A) 180 mcg semanal de PegINF 2a; B) 1,0 mcg semanal de PegINF
2b; C) 1,5 mcg de PegINF 2b. Todos receberam
Ribavirina (COPEGUS entre 800 e 1400 mg por dia, padronizado inicialmente por kg de peso corporal
ajustando-se a dose no decorrer do estudo, que ocorreu em 17% dos pacientes. O
grupo A recebeu a RBV produzida pela Roche (COPEGUS®) e os demais grupos pela RBV
produzida pela Schering-Plough (REBETROL®).
Os tratamentos foram programados para 48 semanas e seguimento por mais 24
semanas. O endpoint foi a RVS.
O
grupo Pegasys teve 41% de RVS, o grupo PegIntron 1,5 mcg teve 40% de RVS
e o grupo PegIntron 1,0 mcg teve 38% de RVS.
Não houve diferenças estatisticamente significantes. Quando
distribuídos os resultados de RVS por faixas
de peso corporal: 40-
Considerando a resposta virológica precoce e a RVS, o grupo A teve 31,5% de recidivas, o grupo B 20% e o
grupo C 23,5%.
A conclusão do estudo mostrou que não
há superioridade entre os três esquemas.
E o PegINF
2a apresentou mais recidivas que o PegINF 2b.
Após apresentação aguardada com
grande expectativa pelos participantes houve muito debate. Foi questionado o
critério metodológico de administração da
Ribavirina, a qual teria sido dada posologia inferior ao grupo 2a. Os autores sustentaram que a RBV
foi administrada por kg de peso e que no grupo de 17% de pacientes que tiveram
redução de dosagem no decorrer do estudo o grupo PegINF 2a foi favorecido.
Comentário:
Este é o único trabalho multicêntrico comparativo entre essas dois
Interferons, envolvendo grandes universidades, realizado a pedido do FDA,
extremo rigor metodológico possível, e controle externo. O estudo
vem de encontro com minha opinião pessoal de
que: 1) é impossível considerar resultados em que há uma multiplicidade
de fatores de confusão que implicam numa resposta absolutamente
individual frente à droga estudada. A impressão clínica
que tenho, e recolho a mesma impressão de um sem números de
colegas do Brasil e do exterior é que as duas drogas (Peg2a. e Peg 2b) tem pequenas diferenças na
prática diária, seja quanto ao resultado esperado, seja quanto
aos efeitos colaterais. As duas são confiáveis e é
impossível assegurar uma superioridade a qualquer uma delas.
São inúmeros trabalhos pequenos,
geralmente realizados em centros de menor expressão a concluir que uma
das drogas é superior à outra. Ou que retratando com a outra em
não respondedores se ganha
A propósito, pouco antes da
apresentação do estudo IDEAL foi apresentado trabalho comparativo
realizado por Ascione, do Hospital Carderelli de Nápoles,
Com conclusões altamente favoráveis ao
Peg 2a. Tratava-se de um protocolo pequeno com 320
pacientes estudados em 2002, sem controle externo, e cujo autor muito questionado
após sua apresentação já não lembrava de muitos dados pertinentes ao estudo. Outros
estudos menores do mesmo tipo de expressão também já foram
publicados na literatura médica em favor ora do Peg 2a.
ora do 2b, sempre com alguma vantagem a um deles.
Estudo COPILOT
Afdhal et al. (Beth Israel Deaconess Medical Center, Boston, USA) et al. Abstract 3 comparam baixas doses de PegINF alfa 2b (0,5 mcg/kg/semanal)
com colchicina (0,6 mg/2 vezes por dia) durante 4 anos em 555 pacientes HCV em
fase avançada de cirrose e não respondedores ao PegINF alfa+Ribavirina. Os endpoints
primários foram: insuficiência hepática, morte,
transplante, sangramento digestivo alto e hepatocarcinoma. A colchicina foi superior
a todos os endpoints, exceção às
complicações da hipertensão portal. Os autores sugerem a
recomendação do PegINF
em pacientes com hipertensão portal.
Comentário: Mais uma vez, a questão dos
fatores interferentes, que na condição clínica dos
pacientes incluídos se multiplicam significativamente, impedindo
qualquer avaliação estatística. A
recomendação dos autores é duvidosa.
INIBIDORES
DE PROTEASE E POLIMERASE
Os
inibidores enzimáticos do vírus da HCV foram as
grandes vedetes do Congresso. Aguardados por alguns anos, foram apresentados
vários deles. Alguns ainda
TELAPREVIR (VX06-950)
Mchutchison (Duke Clinical Reseach
Institute and Duke University, USA) et al. Abstract 4 apresentaram os resultados de estudo de fase
II, randomizado, contra controle placebo do Telaprevir (TVR)
na dosagem de 750 mg cada 8 horas associado a PegINF
alfa 2a 180 mcg semanal e
Ribavirina 1000-1200 mg/dia (PR)
Tiveram Resposta Virológica Precoce (RVP) na 4ª. semana em todos
os grupos de estudo 79% dos pacientes contra 39% do grupo controle. Não
tiveram RVP na semana 12 em todos os grupos de estudo
9% contra 57% do grupo controle. Na semana 48, 65% dos pacientes tiveram RVS contra 45% do grupo controle. Dos que tiveram RVP na semana 24 tiveram maior RVP
do que na semana 12 (61% x 35%). Descontinuaram por efeitos adversos: 13% nos
grupos que receberam TVR/PR contra 3% do grupo
controle (PR).
Os resultados sugerem forte potencial para RVS em pacientes com genótipo
ESTUDO SPRINT-1 (BOCEPREVIR® - SCH-503034)
Kwo et al. (Indiana University School of Medicine, Indianapolis), Abstrat
104 (apresentado em “Late
Breaking Posters”),
coordenou estudo de fase II, internacional, patrocinado pela Schering-Plough,
para avaliar a eficácia e segurança do Inibidor de NS3 Protease, Boceprevir®, com PegINF
alfa 2b em 595 pacientes do genótipo 1 não respondedores precoces
ao PegINF alfa +Ribavirina.
Todos receberam PegINF
alfa 2b (1,5 mcg/kg/semanal) alfa-2b (1.5µg/kg/semanal) + Ribavirina
(800-1400 mg/dia) + Boceprevir (B) 100/200/400 ou 800 mg, via oral, duas
vezes/dia, ou B 400/R; O controle foi feito com Placebo e
administração de Boceprevir (400/800) à semana 17 para
não respondedores ao PegINF/R à semana
12. O endpoint foi a RVS seis meses após o final do tratamento. Os
resultados parciais foram apresentados, em razão de pacientes que ainda
não haviam completado 24 semanas de follow up pós-tratamento.
A análise de segurança foi realizada por um Comitê
externo independente.
Doses mais baixas foram menos efetivas e resistentes
ao Boceprevir com baixa dosagem de Ribavirina.
A análise parcial de RVP
aos 12 e 28 semanas demonstra boa tolerância ao Boceprevir em doses mais
altas (800 mg) e que a resposta virológica foi
mais efetiva em pacientes sem indução do Boceprevir do que os
induzidos.
A RVP à semana 12 foi
de 79% em pacientes com indução de dose de Boceprevir; 69% nos
pacientes induzidos; 54% nos que receberam baixas doses
de Ribavirina e 34% nos controles sem Boceprevir.
R1626 (Roche)
Nelson (University
of Florida, Gainsville, USA) et al. Abstract 993, coordenaram estudo sobre o R1626, um novo nucleosídeo
análogo inibidor da polimerase do HCV, patrocinado pela Roche, em fase II-a para avaliação de segurança e
eficácia
Quatro braços: A) 1500
mg/2 vezes por dia + PegINF2a;
B)3000 mg + Peg-INF 2a; C) 1500 + PegINF
2a +RBV; PegINF +RBV. Após quatro semanas todos receberam PegINF 2a +RBV
por 48 semanas. Grupo Controle) PegINF2a
+RBV.
Após 48 semanas
alcançaram negativação da carga viral 84% no Grupo A, 66% no Grupo B e 54% no Grupo C, contra 65% no Grupo
Controle.
Não houve
desenvolvimento de resistência.
R7128
Lalesari (Duke Clinical Research Institute and Duke
University, Durham,USA) et al. coordenaram estudo
com um potente nucleosídeo análogo
inibidor da polimerase do HCV, em estudo multicêntrico
americano, patrocinado pela Roche e Pharmasset,
![]() |
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - Brasil Tel. (55.21) - 9973.6832 e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com |
Observación,
El texto por estar escrito con muchas palabras médicas y
científicas puede resultar confuso o difícil de entender para los
pacientes, pero hallé por bien publicarlo sin comentarios u
observaciones, ya que se trata de observaciones realizadas por un pesquisador.
Mi contribución fue solamente la de tentar una traducción
literal.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo
Highlight do EASL-2008 y
Impresiones Personales
Roberto Focaccia*
El reciente congreso de la EASL (European Association for Study of the
Liver Diseases) fue uno de los mayores ya organizados por esa importante
Sociedad.
Realizado en la elegante ciudad de Milán, contó con
más 7.500 médicos de todos los continentes y la presencia de
cerca de 90 investigadores brasileños.
Me impresionó el creciente interés de infectologistas de
todo el mundo en una área que estaba restricta hace hasta algunos
años atrás a los hepatologistas. No hay más duda que la
cuestión de las hepatitis virales debe envolver equipos
multidisciplinares por la interfase que presentan con diversas áreas del
campo de la salud.
Prof. Jan-Michel Pawlotsky, Secretario General del EASL, comentó
el enorme éxito del Encuentro que, bajo su óptica, tiene varios
aspectos que se evidencian: 1) La ocurrencia de un creciente interés
general por las enfermedades hepáticas en todo el mundo; 2) Una
inversión maciza por nuevas drogas en estudios pre-clínicos por
la industria farmacéutica con relación a las hepatitis virales,
cáncer de hígado, NASH, fibrosis hepática y otros; 3) El
actual dimensionamiento del problema en el campo de la salud pública,
donde de cada 20 seres humanos un presenta hepatitis B o C crónica,
obligando el entrenamiento de tantos profesionales y el envolvimiento de
gestores de salud en todo el mundo por la necesidad de crearse infraestructura
adecuada de servicio y programas de control de las infecciones.
La extensa programación, muchas veces simultánea,
impidió la observación de gran parte de los trabajos, lo que
puede ser vista en el libro de Resúmenes y texto de las presentaciones
más importantes.
En este breve relato comentado que hago, me sujeto a la
programación que previamente agendé y pude asistir, a las
publicaciones previamente distribuidas por el Congreso y por el excelente medio
de comunicación producido por el Laboratorio Tibotec (Jansen-Cilag), a
las presentaciones asistidas esporádicamente entre intervalos de
sesiones, a los simposios satélites patrocinados por la industria
farmacéutica, y a los contactos mantenidos con varios autores.
Tengo a lamentar la gran interferencia de la industria
farmacéutica, que sustenta el Congreso y en gran medida hace una guerra
comercial en defensa de sus productos.
Fue preciso mucho sentido crítico para separar la cizaña
del trigo. En lo más, hubo mucha ciencia, mismo aquélla
presentada por la industria, sin embargo revestida de fuertes tonalidades
mercadológicas.
Fueron presentados 1002 trabajos científicos. En su
mayoría bajo forma de afiches siendo que los más notables fueron
seleccionados para presentación oral con la participación de
todos los inscritos en un amplio auditorio e muchas pantallas.
La agenda del congreso permitió una amplia discusión al
final de cada presentación. Ni es preciso resaltar la oportunidad que
tuvimos en discutir y cambiar experiencias personales con colegas de todo el
mundo fuera de los auditorios.
_________________
* Profesor
Libre Docente por la Facultad de Medicina de la Universidad de San Pablo
(Brasil), Coordinador del Grupo de Hepatitis del Instituto de Infectologia
Emílio Ribas y Editor Científico del "Tratado de Hepatitis
Virales".
En medio al Congreso corrió en paralelo un excelente Curso de
Posgraduación, lato sensu, de esta vez abordando las complicaciones de
la hipertensión portal que podremos resumir en un próximo
número.
Para mejor efecto didáctico, hago resumo comentado de algunos
trabajos que juzgué importantes, y enseguida un resumen comentado de los
grandes estudios internacionales presentados.
# CURA
CLÍNICA X CURA MICROBIOLÓGICA DESPUÉS DE LA RESPUESTA
VIROLÓGICA SOSTENIDA (RVS)
Estudio de Martinot-Peignoux,
Bedossa, Marcellin, et al. (Centre
de Recherche Biomédicale Bichat-Beaujon CRB3 Hôpital Beaujon,
Clichy, 2 e Service D'Hépatologie,
Hôpital Beaujon, Clichy, 3 Service D'Anatomie Pathologique, France) Abstract 808.
En 278 pacientes tratados de HCV con PegINF alfa 2a ó 2b + Ribavirina, que tuvieron
RVS, no presentaron después de 17 años de la cesación del
tratamiento recaídas tardías, ni la presencia de RNA/HCV en el suero, en los monocitos periféricos o en el hígado. Los
anticuerpos anti-HCV fueron
decreciendo.
Comentarios: creo de gran importancia este estudio dentro de la
aún controversia sobre la
cura microbiológica del VHC
en pacientes con RVS, y que coloca el estudio en confrontación con
algunos estudios japoneses que encuentran tardíamente RNA viral en monocitos
periféricos. Nuestra impresión es que podemos valorar la cura
clínica porque la presencia no replicativa del virus en células
fuera del hígado no representa riesgo de reactivación si el sistema
inmunológico está activo e hígido,
tal como ocurre con la mayoría de los microorganismos que nos infectan.
Asimismo, no hay riesgo de contagio en pacientes clínicamente
curados.
Manns (Medizinische Hochschule, Hannover, Germany) et al. Abstract 804.
Corrobora en ése mismo sentido relatando cura clínica en
366 pacientes tratados con PegINF alfa 2b+Ribavirina después de
cinco años de RVS.
Kelly (Liver Unit, Birmingham Children's Hospital, Birmingham, UK ;
University of Florida, Gainesville, FL,) et al. , Abstract
800,
acompañaron 56 niños tratados con
PegINF alfa 2b +Ribavirina por 24-48 semanas y RVS, apenas un
presentó recidiva después de cinco años de follow-up.
En contrapartida, Cardoso, Marcellin
et Al (Hôpital Beaujon,
Clichy, France), Abstract 777, acompañando 286 pacientes cirroticos con RVS encontraron que 6% de ellos
desarrollaron hepatocarcinoma primario (HCC) después de cuatro años. Todos
tenían factores de riesgo (de edad, diabéticos, sexo masculino).
Aún en este campo, Lok (University of Michigan
Medical Center) et Al. Abstract
101 confirman evolución para el HCC en un 19%
de 1.043 pacientes tratados no respondedores (41% con cirrosis) tratados con
dosis de manutención del PegINF alfa por tres
años (desdoblamiento del Estudio HALT-C).
# REGRESIÓN
DE LAS LESIONES HISTOLOGICAS Y REVERSIBILIDAD DEL
CIRROSIS POST-TRATAMIENTO CON
INTERFERÓN (INF)
Mallet et al. (Université
Paris Descartes, Paris, INSERM U.567, Hôpital Cochin, Hepatologie, Paris) Abstract 12.
Los autores acompañaron por 10 años 89 pacientes tratados
con PegINF alfa +RBV,
observando la regresión de la fibrosis hepática. el 22/39 pacientes con cirrosis y Child
A hubo reversibilidad del cirrosis con regresión de la fibrosis en 2-4
grados del Metavir, siendo que dos de ellos eran
recidivantes tardíos. Cerca de 13/89 evolucionaron para HCC, significativamente en mayor número en los que
no tuvieron RVS. Todos que tuvieron regresión de la fibrosis no tuvieron
complicaciones. 22,4% de los no respondedores murieron o fueron trasplantados.
Cardoso, Marcellin
et Al. Abstract: 778 relataron que 11/24 pacientes
con F4 (Metavir) y RVS
tuvieron regresión del cirrosis (46%) en hasta
tres puntos del Metavir, contra 16% de los pacientes
que no tuvieron RVS. De los pacientes con fibrosis (F1-F3) y RVS 36% tuvieron regresión de la fibrosis. De
los que no tuvieron RVS hubo regresión en un 16% y 63% progresaron para
cirrosis.
Prieto et Al. (Gene Therapy And Hepatology - CIMA/University Hospital, Pamplona, España), Abstract 89,
testaron en ratones el Factor-I de Crecimiento de Hepatócitos
(IGF-I) a través de vector viral basado en el Simian Virus 40 (rSVIGF-I). Los
resultados indicaron que el cirrosis establecido puede
ser revertida por el IGF-I. El Factor rSVIGF-I son vectores promisorios para el tratamiento de la
enfermedad.
Comentarios: los dos primeros
estudios refuerzan importantes conceptos anteriores
que demuestran la capacidad antifibrinogenica
del Interferón y la mayor respuesta histológica en RVS. Por
tanto, corrobora estudios de Poynard que
mostró la posibilidad de la
regresión de la fibrosis y la reversibilidad del
cirrosis en pacientes tratados con INF y, hasta
mismo, en menor proporción pacientes sin RVS.
Estos estudios corroboran lo que verificamos en la práctica
clínica, y demuestran aunque los pacientes HCV
crónicos mismo con cirrosis pueden alcanzar respuesta histológica
después tratamiento con PegINF alfa + RBV mismo cuando no logran respuesta virológica,
aunque en menor porcentual.
Dr. Jesús Prieto trae más una esperanza para pacientes con
cirrosis descompensada, donde el trasplante hepático es la única
conducta previsible. Y, donde el retardo en la evolución de la
enfermedad permita aguardar el procedimiento quirúrgico.
Pienso que, una vez más, la falta de motivación
económica desinteresa las grandes industrias farmacéuticas en la
inversión de drogas que desaceleran la progresión de la fibrosis
avanzada y revierten el cuadro del cirrosis
instalado.
# ACCIÓN
DE LA RIBAVIRINA
Barker et al. (Southampton
General Hospital, Southampton, UK), Abstract 11, testaron el efecto de la Ribavirina
en diferentes concentraciones en marcadores de maduración de las
células dendríticas (HLADR, CD83, CD86, CD40),
las cuales tiene una participación activa en la ligazón entre la
inmunidad innata y adquirida, y la secreción de citocinas
de donadores normales y con HCV crónica.
Usando células plamocitóides, que son
las principales productoras de INF alfa en respuesta
a infecciones virales. La ribavirina no tuvo
cualquier efecto sobre la maduración de las células
dendríticas, pero produjo supresión de la producción del TNFΑ .
Esto puede explicar la reducción en el proceso inflamatorio de la ribavirina en monoterapia. La
reducción de la producción del INF alfa
de células dendríticas tratadas, por motivos aún a ser
esclarecidos, puede explicar la ausencia de efecto de la ribavirina
en monoterapia sobre la carga viral y la RVS.
Christensen1 et Al. (Department
of Infectious Diseases, Odense University
Hospital, Odense, Denmark) Abstract
10. Dentro del estudio NORDynamic trial,
una investigación randomizada con 382
pacientes de 31 centros de Dinamarca tratados con PegINF
alfa 2a + RBV (COPEGUS), constataron que niveles más elevados de RBV en las primeras cuatro semanas elevan
significativamente la RVS.
Poordad et Al. (Cedars-Sinai Medical Center, Los Angeles, CA, USA) Abstract 996 relataron resultados de un estudio de fase IIb con una pro-droga de la Ribavirina
producida por el Laboratorio Valeant, Taribavirin, ya evaluada por los estudios VISER1/VISER2 de fase III, ahora comparando conla Ribavirina estratificada por peso corporal y carga viral en
pacientes HCV genotipo 1, virgenes
de tratamiento. Los resultados mostraron que la Taribavirina
administrada con 20 y 25 mg/kg
presentó reducción estadísticamente significativa de la
anemia.
Comentarios: el primer
trabajo viene a demostrar a acción antiinflamatória
de la ribavirina y pequeña acción de la
droga en monoterapia sobre la carga viral y la RVS en
función de la reducción en la producción de INF alfa en células tratadas. Trabajos anteriores
demostraron una flaca acción de la droga en monoterapia
sobre la regresión de la fibrosis, aunque posible. En la práctica
clínica, el uso de RBV en monoterapia
administradas en pacientes cirróticos o fibrosantes
rápidos no respondedores al PegINF alfa, ha
sido objeto de discusión como tratamiento alternativo de soporte hasta
que nuevas drogas estén disponibles. El estudio, a mi juicio, sugiere
fuertemente la necesidad de un gran trial que pueda
cuantificar el beneficio de la droga en esas circunstancias, reduciendo la
inflamación e hipotéticamente reducir o invertir la velocidad de
evolución de la fibrosis por algunos años.