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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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01/06/2009


Novidades durante o "Simpósio Hepatite C - 20 anos"


Aconteceu nos dias 24, 25 e 26 de maio o "Simpósio Hepatite C - 20 anos" comemorando os 20 anos do descobrimento do vírus da hepatite C pelo Dr. Qui-Lim Choo, o qual esteve presente no evento.

Pessoalmente acredito que a principal importância deste evento organizado pela Sociedade Brasileira de Infectologia - SBI, é que a cada novo dia os médicos infectologistas estão despertando para o tratamento das hepatites B e C. Os infectologistas são responsáveis pelo enfrentamento da epidemia de HIV/AIDS, mas chegou a hora deles passar a utilizar a vasta experiência adquirida para enfrentar uma epidemia que atinge 10 vezes mais indivíduos que o HIV/AIDS, que são as hepatites B e C.

Não será difícil conseguir a adesão dos infectologistas em grande número, ao final, o tratamento da hepatite B e muito parecido ao tratamento do HIV/AIDS, onde o importante e monitorar a carga viral e indicar a troca de medicamentos ao se observar a resistência viral a determinada droga.

Já o tratamento da hepatite C que pelos consensos atuais parece uma receita de bolo, onde dependendo do genótipo todos são tratados de forma igual, está começando a mudar. Ao se observar que a resposta virológica rápida é fundamental na estratégia de tratamento, que o diagnostico e o tratamento dos efeitos colaterais e fundamental para evitar interrupções, que o tratamento assistido multidisciplinar e muito importante para se obter uma maior resposta terapêutica e, que em curto espaço de tempo estarão chegando novos medicamentos, os quais estarão sendo administrados junto com o interferon peguilado e a ribavirina, passando então a um tratamento em uma terapia tripla ou até num coquetel, onde a resistência viral também deverá ser observada pelo médico.

Em resumo, os profissionais da saúde deverão estar muito mais capacitados, com maior informação e conhecimento, mas todos eles poderão tratar igualmente o HIV/AIDS e as hepatites B e C e, com isso, os infectados terão um maior número de profissionais e hospitais referenciados para atendimento. Todos, médicos e pacientes, estarão sendo beneficiados.

Um ponto interessante que foi discutido e que a adesão ao tratamento e um fator fundamental para se aumentar as taxas de resposta sustentada conseguidas com o tratamento. Conforme relatei no artigo do ultimo dia 25 com o nome de "Propaganda enganosa do Interferon Peguilado" e observado que os centros de tratamento que obtém os piores resultados são aqueles em que um maior número de pacientes abandona ou interrompe o tratamento, ficando obvio que se menos pacientes completam o tratamento será menor o número dos que alcançam a cura.

Atualmente encontramos regiões ou centros de tratamento onde somente 66% dos pacientes completam o tratamento, enquanto em outros centros até 98% chegam ao final. Fica evidente que nos centros onde 34% dos pacientes não completam o tratamento indica claramente que os pacientes tratados nesses centros não estão recebendo um tratamento adequado. Esses pacientes ficam jogados a sua própria sorte, sem acompanhamento e informações.

Em relação ao tratamento passa a ser fundamental a determinação da carga viral na semana 4 do tratamento, pois conforme o resultado o tratamento poderá ser estrategicamente desenhado. Nas próximas semanas vamos detalhar esse tema.

Alguns conceitos sempre muito presentes estão sendo derrubados. A Ferritina elevada parece estar saindo de moda e já não preocupa em relação a chegar a diminuir a resposta terapêutica, nem sequer está se indicando a realização de sangrias para obter uma diminuição, mas se a ferritina elevada e causada pela Hemacromatose, então sim ela e preocupante.

A diminuição da resposta terapêutica causada pela obesidade também passa a ser mais bem compreendida. Vai depender da resistência a insulina e da presença de diabete. Pacientes com níveis elevados de diabetes apresentam poucas possibilidades de resposta terapêutica, os pacientes não diabéticos, mas com resistência a insulina, apresentam diminuição na resposta terapêutica e os pacientes simplesmente obesos, se tratados com a correta dosagem de ribavirina respondem praticamente igual aos pacientes com peso normal.

Uma curiosidade que ainda necessita de maiores estudos para ser confirmada e que uma alta dosagem de interferon poderia ser contraproducente. Os primeiros estudos indicam que quando a dosagem e elevada o próprio interferon auxilia o vírus a se reproduzir ou a se tornar mais resistente ao medicamento.

Os resultados que estão sendo conseguidos com o retratamento da hepatite C no Brasil, em pacientes que não responderam ao tratamento prévio com interferon convencional e ribavirina, apresenta resultados muito superiores aos obtidos em outros países. É atribuído ao fato do Ministério da Saúde ter distribuído medicamentos de segunda marca, adquiridos pelo menor preço, os quais nunca realizaram estudos clínicos de resposta terapêutica. Ainda hoje acontece fato semelhante com a ribavirina, a qual e comprada de diversos fabricantes. A pratica medica mostra que algumas provocam maior ou menor anemia, mais ou menos problemas digestivos e assim com outros efeitos colaterais. Será que terapêutica ela atua igual que a ribavirina de marca, o Virazole?

Em relação a novos medicamentos, os dois mais avançados nas fases de pesquisa são o Telaprevir e o Boceprevir, e também outros medicamentos órfãos como o Nitazoxanide.

Ficou comprovado que o Interferon peguilado e a ribavirina ainda irão reinar por uns cinco anos. Os novos medicamentos irão se juntar a eles, mas os pacientes não irão se livrar desses dois medicamentos por enquanto.

O Dr. Qui-Lim Choo, descobridor do vírus da hepatite C atualmente coordena uma equipe que procura uma vacina para a hepatite C, seja ela terapêutica, destinada ao tratamento dos já infectados, ou preventiva, para evitar novas infecções, mas ainda passarão alguns anos antes da vacina se tornar uma realidade.

Finalmente, o Grupo Otimismo foi premiado pela Sociedade Brasileira de Infectologia a qual concedeu um "Prêmio Honorífico" em reconhecimento aos serviços prestados em prol da assistência e prevenção da hepatite C. Um prêmio que muito nos honra e orgulha. A placa pode ser vista em http://www.hepato.com/p_otimismo/premio.jpg

Também para os que queiram conhecer o simpático Dr. Qui-Lim Choo, descobridor do vírus da hepatite C e o Dr. Harvey Alter, funcionário do National Institutes of Health - NIH, organismo do governo dos Estados Unidos que controla as pesquisas e, colaborador das equipes que descobriram os vírus das hepatites A, B e C, podem acessar em http://www.hepato.com/p_otimismo/choo.jpg
Na foto estou acompanhado da Dra. Kycia Maria Rodrigues do Ó, de Petrópolis, Rio de Janeiro.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo


Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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01/06/2009


Novedades durante el "Simposio Hepatitis C - 20 años"


Aconteció en los días 24, 25 26 de mayo el "Simposio Hepatitis C - 20 años" conmemorando los 20 años del descubrimiento del virus de la hepatitis C por el Dr. Qui-Lim Choo, el cual estuvo presente en el evento.

Personalmente creo que la principal importancia de este evento organizado por la Sociedad Brasileña de Insectología - SBI, es que a cada nuevo día los médicos infectólogos están despertando para el tratamiento de las hepatitis B y C. Los infectólogos son responsables por el enfrentamiento de la epidemia de HIV/SIDA, pero llegó la hora de ellos pasar a utilizar la vasta experiencia adquirida para enfrentar una epidemia que alcanza 10 veces más individuos que el HIV/SIDA, que son las hepatitis B y C.

No será difícil lograr la adhesión de los infectólogos en grande número, al final, el tratamiento de la hepatitis B es muy semejante al tratamiento del HIV/SIDA, donde lo importante es monitorizar la carga viral e indicar el cambio de medicamentos al se observar la resistencia viral a determinada droga.

Ya el tratamiento de la hepatitis C que por los consensos actuales parece una receta de pastel, donde dependiendo del genotipo todos serán tratados de forma igual, está empezando a mudar. Al se observar que la respuesta virológica rápida es fundamental en la estrategia de tratamiento, que el diagnostico y el tratamiento de los efectos secundarios es fundamental para evitar interrupciones, que el tratamiento asistido multidisciplinar es muy importante para lograr una mayor respuesta terapéutica y, que en corto espacio de tiempo estarán llegando nuevos medicamentos, los cuales estarán siendo administrados juntamente con el interferón pegilado y la ribavirina, pasando entonces a un tratamiento en una terapia tripla o hasta en un cóctel, donde la resistencia viral también deberá ser observada por el médico.

En resumen, los profesionales de la salud deberán estar muy más capacitados, con mayor información y conocimiento, pero todos ellos podrán tratar igualmente el HIV/SIDA y las hepatitis B y C y, con eso, los infectados tendrán un mayor número de profesionales y hospitales referenciados para el servicio. Todos, médicos y pacientes, estarán siendo beneficiados.

Un punto interesante que fue discutido es que la adhesión al tratamiento es un factor fundamental para aumentarse las tasas de respuesta sostenida conseguidas con el tratamiento. Según relaté en el artículo del ultimo día 25 con el nombre de "Propaganda engañosa del Interferón Pegilado" es observado que los centros de tratamiento que obtienen los peores resultados son aquéllos en que un mayor número de pacientes abandona o interrumpe el tratamiento, quedándose demostrado que si menos pacientes completan el tratamiento será menor el número de los que alcanzan la cura.

Actualmente encontramos regiones o centros de tratamiento donde solamente 66% de los pacientes completan el tratamiento, mientras que en otros centros hasta 98% llegan al final. Queda evidente que en los centros donde 34% de los pacientes no completan el tratamiento indica claramente que los pacientes tratados en esos centros no están recibiendo un tratamiento adecuado. Esos pacientes quedan jugados a su propia suerte, sin acompañamiento e informaciones.

Con relación al tratamiento pasa a ser fundamental la determinación de la carga viral en la semana 4 del tratamiento, pues conforme el resultado el tratamiento podrá ser estratégicamente diseñado. En las próximas semanas vamos a pormenorizar este tema.

Algunos conceptos siempre muy presentes están siendo derrumbados. La Ferritina elevada parece estar saliendo de moda y ya no preocupa con relación a llegar a disminuir la respuesta terapéutica, ni siquiera está se indicando la realización de sangrías para obtener una disminución, pero si la ferritina elevada es causada por la Hemacromatosis, entonces sí ella es preocupante.

La disminución de la respuesta terapéutica causada por la obesidad también pasa a ser más bien comprendida. Va a depender de la resistencia a la insulina y de la presencia de diabetes. Pacientes con niveles elevados de diabetes presentan pocas posibilidades de respuesta terapéutica, los pacientes no diabéticos, pero con resistencia a la insulina, presentan disminución en la respuesta terapéutica y los pacientes simplemente obesos, si tratados con la correcta dosis de ribavirina responden prácticamente igual a los pacientes con peso normal.

Una curiosidad que todavía necesita mayores estudios para ser confirmada es que una alta dosis de interferón podría ser contraproducente. Los primeros estudios indican que cuando la dosis es elevada el propio interferón auxilia el virus a se reproducir o a se volver más resistente al medicamento.

Los resultados que están siendo logrados con el retratamiento de la hepatitis C en Brasil, en pacientes que no respondieron al tratamiento previo con interferón convencional y ribavirina, presenta resultados superiores a los obtenidos en otros países. Es atribuido al hecho del Ministerio de la Salud de Brasil haber distribuido medicamentos de segunda marca, adquiridos por el menor precio, en los cuales nunca se realizaron estudios clínicos de respuesta terapéutica. Todavía hoy acontece hecho semejante con la ribavirina, la cual es comprada de diversos fabricantes. La práctica médica muestra que algunas provocan mayor o menor anemia, más o menos problemas digestivos y así con otros efectos colaterales. Será que terapéuticamente ella actúa igual que la ribavirina de marca, el Virazole?

Con relación a nuevos medicamentos, los dos más avanzados en las fases de pesquisa son el Telaprevir y el Boceprevir, y también otros medicamentos huérfanos como el Nitazoxanide.

Quedo comprobado que el Interferón pegilado y la ribavirina todavía irán a reinar por unos cinco años. Los nuevos medicamentos irán a se juntar a ellos, pero los pacientes no irán a se librar de ésos dos medicamentos por ahora.

El Dr. Qui-Lim Choo, descubridor del virus de la hepatitis C actualmente coordina un equipo que busca una vacuna para la hepatitis C, sea ella terapéutica, destinada al tratamiento de los ya infectados, o preventiva, para evitar nuevas infecciones, pero todavía pasarán algunos años antes de que la vacuna se vuelva una realidad.

Finalmente, el Grupo Optimismo fue premiado por la Sociedad Brasileña de Infectología la cual concedió un "Premio Honorífico" en reconocimiento a los servicios prestados en beneficio de la asistencia y prevención de la hepatitis C. Un premio que mucho nos orgulla. La placa puede ser vista en http://www.hepato.com/p_otimismo/premio.jpg

También para los que quieran conocer él simpático Dr. Qui-Lim Choo, descubridor del virus de la hepatitis C y el Dr. Harvey Alter, funcionario del National Institutes of Health - NIH, organismo del gobierno de Estados Unidos que controla las pesquisas y, colaborador de los equipos que descubrieron los virus de las hepatitis A, B y C, pueden entrar en http://www.hepato.com/p_otimismo/choo.jpg
En la foto estoy acompañado de la Dra. Kycia Maria Rodrigues do Ó, de Petrópolis, Rio de Janeiro.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo


Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores das diversas actividades.
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Last updated 30.5.2009