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07/05/2012
XVI Workshop Internacional de Hepatites Virais de Pernambuco
V Simpósio de Transplante Hepático e Hipertensão Porta - Brasil/Inglaterra
Um resumo das apresentações do Hepato Pernambuco, tradicional evento realizado em Pernambuco.
Por se tratar de um Workshop não relato as apresentações individuais, realizando um condensado de cada mesa, destacando os pontos de maior interesse das diversas apresentações. Vale a pena uma leitura.
A participação no Hepato Pernambuco foi convite da organização do evento.
XVI WORKSHOP INTERNACIONAL DE HEPATITES VIRAIS DE PERNAMBUCO
V SIMPÓSIO DE TRANSPLANTE HEPÁTICO E HIPERTENSÃO PORTA - BRASIL/INGLATERRA
RECIFE - 03 E 05 DE MAIO DE 2012
Um resumo das apresentações do Hepato Pernambuco, tradicional evento realizado em Pernambuco pela Dra. Leila Beltrão Pereira.
Não falarei sobre o extraordinário feito que hoje, após sete anos do sonho da Dra. Leila já é realidade, estou falando do Instituto de Fígado do Pernambuco, um serviço hospitalar considerado modelo realizado com investimentos privados para atender gratuitamente pacientes do SUS, assim o melhor é visitar sua página na internet que se encontra em www.ifp.org.br
Por se tratar de um Workshop não colocarei as apresentações individuais, realizando um condensado de cada mesa, destacando os pontos de maior interesse das diversas apresentações.
A Solenidade de Abertura e Comemoração do 7º Aniversário do Instituto do Fígado de Pernambuco foi feita pela Dra. Leila Beltrão Pereira (PE)
1 - Palestra: Planejamento Estratégico do Ministério da Saúde e Sistema de Vigilância das Hepatites Virais - Dr. Ronaldo Hallal
- Foi mostrado que a despesa do ministério da saúde com as hepatites B e C no ano 2010, incluindo medicamentos, exames, capacitações e campanhas foi de 468 milhões de reais e em 2011 de 591 milhões de reais.
- Quando acontecer a introdução dos inibidores de proteases a previsão de gastos para o primeiro ano de utilização no SUS ficará entre 160 e 240 milhões de reais com a aquisição desses medicamentos.
- Segundo os dados oficiais, em 2011 foram beneficiados com tratamento 11.666 pacientes de hepatite B e 11.882 pacientes de hepatite C.
- Conforme as metas de tratamento para o ano de 2012 a previsão é tratar 14.000 pacientes de hepatite B e 14.000 de hepatite C.
- Na apresentação dos dados do inquérito nacional realizado, foi confirmado que na faixa entre 20 e 69 anos a prevalência da hepatite C é de 1,56% da população e na faixa entre 10 e 19 anos de 0,75%. Isso representa, somente nas capitais dos estados, um total de 1.8 milhão de brasileiros infectados na faixa adulta e 264 mil adolescentes. (Minha observação: Isso somente nas capitais, se expandir os percentuais encontrados no inquérito para os 190 milhões de habitantes, se comprova facilmente que no Brasil existem 3,5 milhões de brasileiros com hepatite C).
2 - Mesa redonda: Doença Hepática Gordurosa não Alcoólica (DHGNA)
Dr. Victorino Spinelli (PE), Dra. Sylene Rampche (PE), Dr. Michael Heneghan (UK), Dr. Mário Reis (RS), Dra. Erika Rabelo (PE), Dra. Helma Cotrim (BA), Dra. Claudia Oliveira (SP)
- Conhecida popularmente como Esteatose (Gordura no fígado) quando não produzida pelo abuso de bebidas alcoólicas.
- A esteatose leva a um quadro grave chamado esteato hepatite.
- Em 80% dos casos é estável, mas em alguns casos evolui para a cirrose, câncer de fígado, insuficiência hepática e morte.
- A esteatose não alcoólica é associada ao distúrbio metabólico.
- Infectados com hepatite C que também possuem esteatose apresentarão uma progressão acelerada da fibrose.
- Está comprovado que existe uma relação direta entre a esteatose e maior possibilidade de problemas cardiovasculares.
- A síndrome metabólica (causada pela esteatose) é causante de inflamação sistêmica.
- Os principais fatores envolvidos que causam a esteatose não alcoólica são a dieta, o estilo de vida, fatores sócios econômicos e infecções pelas hepatites B e C.
- A dieta hipercalórica, com excesso de carboidratos e proteínas podem provocar esteatose.
- A doença cardiovascular é uma importante causa de morte em pessoas com esteatose.
- A esteatose é diagnosticada na maioria dos casos ao se realizar uma ultrassonografia abdominal.
- A elevação da transaminase GGT pode ser um indicador de um fígado com esteatose.
- 90% dos pacientes com esteatoses são assintomáticos e 80% deles apresentam transaminases normais.
- A cada dia aumenta a indicação para transplante de fígado causados por insuficiência hepática derivada da esteatose.
- Por causa da verdadeira epidemia de obesidade está aumentando o numero de pessoas com esteatose.
- O tratamento recomendado para a esteatose é manter o peso ideal, seguir uma dieta balanceada, praticar atividade física aeróbica pelo menos cinco dias por semana com duração mínima de 30 minutos a cada dia.
- O CONSELHO: Por que não existem medicamentos para tratamento da esteatose, a opção é manter uma vida saudável.
3 - Mesa Redonda: Hepatites Virais - Hepatite B Crônica
Dra. Conceição Sá (PI), Dra. Tatiana Tabatchinik (PE), Dra. Norma Jucá (PE), Dr. Claudio Figueiredo (RJ), Dra. Dominique Muzzillo (PR), Dr. José Eymard (PB), Dr. Abid Suddle (UK)
- Atualmente existem diversos medicamentos para tratamento da hepatite B, possibilitando opções especificas para cada caso em especial.
- O tratamento procura a soroconversão do HBeAg, considerado como a melhor resposta virológica.
- Os medicamentos de última geração indicados para o tratamento da hepatite B são o entecavir e o tenofovir.
- O entecavir e o tenofovir raramente provocam resistência viral, podendo ser utilizados com razoável segurança durante anos seguidos.
- A lamivudina está praticamente ultrapassada devido a que em poucos anos até 70% dos pacientes criam resistência viral. Deveria deixar de ser utilizada como primeira opção de tratamento ficando para casos específicos de resgate de pacientes resistente a alguma droga.
4 - Mesa Redonda: Hepatites Virais - Hepatite C Crônica
Dra. Leila Beltrão Pereira (PE), Dra. Fernanda Monteiro (PE), Dra. Norma Jucá (PE), Dr. Abid Suddle (UK), Dr. João Renato Pinho (SP), Dr. André Lyra (BA), Dr. Marcos Caseiro (SP)
- Por que tratar a hepatite C?:
Porque com a chegada dos inibidores de proteases a possibilidade de cura pode chegar a aproximadamente 80% (se contemplar também a fibrose F2 com os inibidores de proteases) e dessa forma acontecerá o seguinte:
- Redução de 15% dos casos de progressão para a cirrose;
- Redução de 30% dos casos de câncer de fígado e,
- Redução de 34% das mortes relacionadas a problemas hepáticos.
- Quando não se podem utilizar os inibidores de proteases boceprevir e telaprevir:
- Em pacientes com cirrose descompensada;
- Em transplantados (estudos de segurança em andamento);
- Em crianças;
- No tratamento dos genótipos 2 e 3 e,
- nos co-infectados HIV/HCV, por enquanto. O tratamento dos co-infectados já está aprovado "off label" por algumas autoridades regulatórias, seguindo estrito controle nas interações medicamentosas com os antirretrovirais.
- No tratamento da hepatite seja com os inibidores de proteases ou no tratamento com interferon peguilado e ribavirina, a resposta virológica rápida, isto é, estar indetectável na semana 4 do tratamento, é o melhor indicador preditivo da possibilidade de sucesso com o tratamento.
- No tratamento com os inibidores de proteases o genótipo 1b possui uma maior possibilidade de cura que o genótipo 1a.
- Pacientes com cirrose que forem tratados com qualquer dos inibidores de proteases sempre deverão ser tratados por 48 semanas.
- Um resultado CC no teste IL28B indica maior possibilidade de sucesso com o tratamento da hepatite C e, também, são os pacientes que apresentam maior percentagem de cura espontânea nos primeiros seis meses após a infecção.
- A importância do resultado do teste IL28B para a estratégia de tratamento é importante nos infectados com o genótipo 1, mas de menor importância nos infectados com os genótipos 2 e 3.
- Estudos de novos medicamentos para tratamentos dos genótipos 2 e 3:
- Estudo EMERGE
Realizado com interferon Lambda em 118 pacientes obteve resposta sustentada (cura) de 76% dos pacientes infectados com os genótipos 2 e 3 contra 53% alcançados pelos pacientes que realizaram tratamento com interferon peguilado e ribavirina (pela baixa resposta no grupo de peguilado aparentemente se trata de pacientes difíceis de tratar, inclusive com o interferon Lambda, inclusive em cada grupo eram incluídos 29 pacientes, o que por serem poucos pacientes pode alterar a estatística).
Curiosamente o genótipo 3 apresentou cura de 83% e o genótipo 2, 71%, contrariando tudo o conhecido com o tratamento tradicional.
- Estudo com ALISPOVIRIR
Esse estudo é realizado sem interferon. A resposta sustentada (cura) nos genótipos 2 e 3 foi de 83% contra 58% obtido pelo grupo controle que foi tratado com interferon peguilado e ribavirina. Existe cautela porque aconteceram três casos de pancreatites.
- Estudo com DACLATASVIR e GS-7977
Tratamento também livre do interferon. Os dados são provisórios, referentes a resposta sustentada após 4 semanas do final do tratamento, mostrando que nos infectados com os genótipos 2 e 3 entre 80% e 100% (dependendo da dosagem utilizada) se encontrava indetectável, mas é necessário aguardar os dados da semana 24 para saber se não existe recidiva nesse período.
5 - Mesa Redonda: Hepatites Virais
Dr. Victorino Spinelli (PE), Dr. Adriano Moraes (PE), Dra. Claudia Oliveira (SP), Dr. Marcos Caseiro (SP), Dra. Deborah Crespo (PA), Dr. Claudio Figueiredo (RJ), Dra. Dominique Muzzillo (PR)
- Ficou demonstrada a importância que existe na relação entre a hepatite C e a esteatose (gordura no fígado).
- A esteatose nos infectados com hepatite C é um fator de aceleração da progressão do dano hepático e maior fibrose.
- É extremamente importante cuidar da esteatose em todos os infectados com hepatite C, pois influi na progressão e na possibilidade de cura.
- Também a resistência à insulina e o nível de glicemia em jejum devem ser monitorados e tratados adequadamente se elevados nos infectados com hepatite C.
- Aparentemente (falta confirmação por estudos) a resistência a insulina não parece prejudicar o resultado do tratamento quando utilizados os inibidores de proteases.
- Infectados com hepatite C apresentam entre 3 e 5 vezes maior possibilidade de desenvolver diabete tipo 2 que a população em geral.
- O colesterol geralmente é menor nos infectados com hepatite C que na população em geral, pois o vírus usa o colesterol para se reproduzir.
- Antes de iniciar o tratamento os infectados com hepatite C que ser encontram acima do peso ideal devem ser orientados a realizar dieta e exercícios físicos aeróbicos, com o qual estarão aumentando a possibilidade de sucesso com o tratamento.
- Durante o tratamento da hepatite C se o paciente apresentar depressão o médico deve avaliar a conveniência de encaminhar o caso a um psiquiatra e se os sintomas forem psicóticos o tratamento da hepatite C deve ser interrompido.
- Na vacinação para prevenção da hepatite B em pacientes infectados com HIV (AIDS) a vacina deve ser dada em doses dobradas e todos devem receber 4 doses, aos 1, 2, 3 e 6 meses, devido a que tais indivíduos apresentam baixa possibilidade de criar imunidade com a dosagem atual para a população em geral.
- Indivíduos HIV positivos co-infectados com hepatite B apresentam mortalidade 8 vezes maior que os que somente estão infectados com HIV ou com a hepatite B.
- Nos indivíduos co-infectados HIV e hepatite B o tratamento da hepatite B sempre deve ser indicado, independente do estagio da hepatite B.
- Assim como na hepatite C o tempo médio para desenvolver cirrose se estima em 23 anos, nos co-infectados HIV/HCV a cirrose aparece em uma media de 7 anos.
- Nos pacientes renais crônicos o teste ANTI-HCV Elisa de terceira geração o resultado é seguro e confiável, mas ao se realizar a confirmação dos casos positivos com o PCR o resultado pode ser indetectável, mas se isso acontecer o PCR deve ser repetido após 2 ou 3 meses, pois a oscilação da carga viral nesse grupo de pacientes é muito grande, sendo normal encontrar resultados indetectáveis quando na realidade o teste foi feito na baixa momentânea da carga viral.
6 - Mesa Redonda: Transplante Hepático
Dra. Leila Beltrão Pereira (PE), Dr. César Lyra (PE), Dr. Abid Suddle (UK), Dr. Nigel Heaton (UK), Dr. Mário Reis (RS), Dr. André Lyra (BA), Dr. Michael Heneghan (UK)
- Ficou demonstrado que é muito grande a possibilidade de desenvolver esteatose após o transplante.
- Os fatores que podem estar relacionados são:
- Diabetes pré transplante;
- Dieta inadequada do transplantado e,
- Sedentarismo.
- O que fazer?:
- Usar o mínimo de imunossupressores no controle da rejeição;
- Evitar a utilização de corticosteroides e,
- Evitar a utilização do Sirulimus.
- Tratamento indicado:
- Controle do peso evitando o sobrepeso e,
- Controle da glicose em níveis normais em jejum.
- Devemos comemorar que em 20 anos de transplante de fígado a sobrevivência e a qualidade de vida melhoraram enormemente.
7 - Mesa Redonda: Complicações no Transplante Hepático
Dr. Ben-Bur Ferraz Neto (SP), Dr. Fábio Moura (PE), Dr. Michael Heneghan (UK), Dr. Nigel Heaton (UK), Dr. Mário Reis (RS), Dra. Denissa Mesquita (CE), Dr. Paulo Massarollo (SP)
- Os problemas que afetam os rins que podem acontecer após o transplante de fígado são uma grande preocupação para os médicos, em muitos casos até de maior preocupação que os problemas que acontecem no novo fígado.
- Quando o índice MELD é superior a 18 o funcionamento do rim deve ser monitorado criteriosamente, pois é a partir dessa fase que podem começar os problemas no seu funcionamento, inclusive até precisar de dialises.
- A indicação de imunossupressores para evitar a rejeição do novo fígado deve ser especifico para cada paciente, não existindo uma formula única a ser indicada para todos.
8 - Mesa Redonda: Carcinoma Hepatocelular (CHC)
Dra. Dayse Aroucha (PE), Dr. Paulo Massarollo (SP), Dr. Henrique Sérgio Coelho (RJ), Dr. Ben-Hur Ferraz Neto (SP), Dr. Carlos Abath (PE), Dr. Nigel Heaton (UK), Dr. Fábio Marinho (PE)
- O câncer de fígado é responsável por 6% dos cânceres em seres humanos.
- É a quinta causa mais comum de câncer (564.000 casos/ano) e a terceira causa de morte por câncer no mundo.
- Os principais fatores de risco:
- Cirrose;
- Hepatite B;
- Hepatite C;
- Abuso de álcool;
- Esteato hepatite (causada por gordura no fígado);
- Tabaco;
- Aflotoxinas e,
- Hemocromatose.
- Entre 80% e 90% dos casos de câncer no fígado ocorrem em pacientes com cirrose e a grande maioria (70%) está relacionado a hepatite C.
- Pacientes com hepatite C e cirrose progridem de forma mais rápida para o câncer.
- O tratamento da hepatite C esta associado a uma redução na possibilidade de desenvolver câncer.
- Os pacientes que não respondem ao tratamento da hepatite C com interferon não conseguem reduzir a possibilidade do desenvolvimento do câncer.
Entre os infectados com hepatite B, 0,5% ao ano evoluem para o câncer no fígado, sem necessidade de terem desenvolvido cirrose. Nos infectados com hepatite B já com cirrose, 2,5% ao ano desenvolvem câncer no fígado.
- Pacientes com cirrose que também apresentam diabetes tem maior possibilidade de desenvolver câncer.
- Infectados com hepatite B com carga viral elevada possuem maior possibilidade de progressão acelerada no desenvolvimento do câncer.
- O tratamento da hepatite B reduz o risco de desenvolver câncer no fígado.
- A prevenção para não ser infectado pela hepatite B aplicando a vacina em pessoas sadias é o melhor a ser feito para se evitar a hepatite B e consequentemente o câncer no fígado.
- A ultra sonografia apresenta segurança entre 65% e 85% para diagnosticar um tumor no fígado.
- O exame de Alfa Feto Proteína (AFP) não é apropriado para um diagnostico correto quando o resultado é inferior a 200 ng/ml.
- O diagnostico precoce do câncer no fígado permite um tratamento curativo com excelentes possibilidades de sucesso.
- As opções atuais de tratamento são a quimo embolização, a ablação e o medicamento Sorafenib®. As diversas modalidades de tratamento devem ser utilizadas de forma complementar conforme o nível e progressão da doença.
- O transplante de fígado é o tratamento adequado para eliminar um câncer de fígado. Quando realizado dentro das indicações para o transplante (existe o chamado Critério de Milan, onde o tumor deve ter menos de 5 centímetros, ou não ter mais que cinco tumores no fígado com tamanho de 3 centímetros).
- Após cinco anos da realização do transplante 74% dos pacientes continuam vivos.
- Atualmente existem pesquisas para tratamento do câncer de fígado, com excelentes possibilidades as seguintes:
- Brivanibe® (BMS-582664) em fase 3 dos estudos.
- Associação de drogas com inibidores de tirosina quinase.
- Terapias gênicas.
9 - Mesa Redonda: Hipertensão Portal
Dr. Roberto Magalhães (PE), Dra. Norma Filgueira (PE), Dra. Dominique Muzzillo (PR), Dr. Carlos Terra (RJ), Dr. Abid Suddle (UK), Dr. José Eymard Filho (PB), Dr. Henrique Sérgio Coelho (RJ)
- O tratamento da encefalopatia hepática no cirrótico depende do quadro, podendo ser episódica (dias ou meses entre os intervalos das crises), persistente (com eventos contínuos de alta intensidade) ou, mínima (quando de pouca intensidade).
- Fatores que podem desencadear a encefalopatia:
- Infecção;
- Excesso de proteínas na dieta;
- Distúrbio eletrolítico;
- Alteração na função renal;
- Utilização de sedativos e,
- Consumo de bebidas alcoólicas.
- Medicamentos disponíveis para tratamento:
- Lactulose - É necessária boa adesão ao tratamento por parte do paciente, pois o tratamento demora 4 meses para fazer efeito.
- LOLA - Reduz a quantidade de amônia.
- Rifaximina - Antibiótico de amplo espectro já aprovado nos Estados Unidos. Quando utilizado combinado a lactulose o efeito do tratamento aparece aos 28 dias.
- Descompensação da cirrose:
- O primeiro dos sintomas é a formação de varizes no esôfago;
- O segundo sintoma da evolução é a formação de ascites e,
- O terceiro sintoma é a encefalopatia hepática.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica. É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte como retiradas de WWW.HEPATO.COM
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| pessoas morrem por culpa das hepatites B ou C no mundo!
personas mueren en el mundo por culpa de las hepatitis B o C!
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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos! La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!
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07/05/2012
XVI Workshop Internacional de Hepatitis Virales de Pernambuco
V Simposio de Trasplante Hepático e Hipertensión Puerta - Brasil/Inglaterra
Un resumen de las presentaciones del Hepato Pernambuco, tradicional evento realizado en Pernambuco.
Por se tratar de un Workshop no hago un relato las presentaciones individuales, realizando un condensado de cada mesa, destacando los puntos de mayor interés de las diversa presentaciones. Vale a pena una lectura.
La participación en el Hepato Pernambuco fue invitación de la organización del evento.
XVI WORKSHOP INTERNACIONAL DE HEPATITIS VIRALES DE PERNAMBUCO
V SIMPOSIO DE TRASPLANTE HEPÁTICO E HIPERTENSIÓN PUERTA - BRASIL/INGLATERRA
Recife - 03 05 DE MAYO DE 2012
No hablaré sobre la extraordinaria realización que hoy, después de siete años del sueño de la Dra. Leila ya es realidad, estoy hablando del Instituto de Hígado de Pernambuco, un servicio hospitalario considerado modelo realizado con inversiones privadas para atender gratuitamente pacientes del sistema público de salud, así lo mejor es visitar su página en el internet que se encuentra en www.ifp.org.br
La Solemnidad de Apertura y Conmemoración del 7º Aniversario del Instituto del Hígado de Pernambuco fue realizada por la
Dra. Leila Beltrão Pereira (Pe)
1 - Exposición: Planificación Estratégica del Ministerio de la Salud Brasileño y Sistema de Vigilancia de las Hepatitis Virales - Dr. Ronaldo Hallal
- Fue mostrado que el gasto del ministerio de la salud con las hepatitis B y C en el año 2010, incluyendo medicamentos, exámenes, capacitaciones y campañas fue de 468 millones de reales y en 2011 de 591 millones de reales.
- Cuando acontezca la introducción de los inhibidores de proteasas la previsión de gastos para el primero año de utilización en el sistema público quedará entre 160 y 240 millones de reales con la adquisición de ésos medicamentos.
- Según los datos oficiales, en 2011 fueron beneficiados con tratamiento 11.666 pacientes de hepatitis B y 11.882 pacientes de hepatitis C.
- Conforme las metas de tratamiento para el año de 2012 la previsión es tratar 14.000 pacientes de hepatitis B y 14.000 de hepatitis C.
- En la presentación de los datos del estudio nacional realizado, fue confirmado que en la faja entre 20 y 69 años la incidencia de la hepatitis C es del 1,56% de la población y en la faja entre 10 y 19 años del 0,75%. Eso representa, solamente en las capitales de los estados, un total de 1.8 millón de brasileños infectados en la faja adulta y 264 mil adolescentes. (Mi observación: Eso solamente en las capitales, si se expande los porcentuales para los 190 millones de habitantes, comprobamos fácilmente a los 3,5 millones de brasileños con hepatitis C).
2 - Mesa redonda: Enfermedad Hepática Grasa no Alcohólica (DHGNA)
Dr. Victorino Spinelli (Pe), Dra. Sylene Rampche (Pe), Dr. Michael Heneghan (UK), Dr. Mario Reis (RS), Dra. Erika Rabelo (Pe), Dra. Helma Cotrim (BA), Dra. Claudia Oliveira (SP)
- Conocida popularmente como Esteatosis (Grasa en el hígado) cuando no producida por el abuso de bebidas alcohólicas.
- La esteatosis lleva a un cuadro grave llamado esteato hepatitis.
- En un 80% de los casos es estable, pero en algunos casos evoluciona para la cirrosis, cáncer de hígado, insuficiencia hepática y muerte.
- La esteatosis no alcohólica es asociada al disturbio metabólico.
- Infectados con hepatitis C que también poseen esteatosis presentarán una progresión acelerada de la fibrosis.
- Está comprobado que existe una relación directa entre la esteatosis y mayor posibilidad de problemas cardiovasculares.
- El síndrome metabólico (causado por la esteatosis) es causante de inflamación sistémica.
- Los principales factores involucrados que causan la esteatosis no alcohólica son la dieta, el estilo de vida, factores socios económicos e infecciones por las hepatitis B y C.
- La dieta hipercalórica, con exceso de carbohidratos y proteínas pueden provocar esteatosis.
- La enfermedad cardiovascular es una importante causa de muerte en personas con esteatosis.
- La esteatosis es diagnosticada en la mayoría de los casos al se realizar una ecografía abdominal.
- La elevación de la transaminasa GGT puede ser un indicador de un hígado con esteatosis.
- 90% de los pacientes con esteatosis no presentan síntomas y 80% de ellos presentan transaminasas normales.
- A cada día aumenta la indicación para trasplante de hígado causados por insuficiencia hepática derivada de la esteatosis.
- La causa de la verdadera epidemia de obesidad está aumentando el número de personas con esteatosis.
- El tratamiento recomendado para la esteatosis es mantener el peso ideal, seguir una dieta balanceada, practicar actividad física aeróbica por lo menos cinco días por semana con duración mínima de 30 minutos a cada día.
- EL CONSEJO: Por que no existen medicamentos para tratamiento de la esteatosis, la opción es mantener una vida saludable.
3 - Mesa Redonda: Hepatitis Virales - Hepatitis B Crónica
Dra. Conceição Sá (PI), Dra. Tatiana Tabatchinik (Pe), Dra. Norma Jucá (Pe), Dr. Claudio Figueiredo (RJ), Dra. Dominique Muzzillo (PR), Dr. José Eymard (PB), Dr. Abid Suddle (UK)
- Actualmente existen diversos medicamentos para tratamiento de la hepatitis B, posibilitando opciones específicas para cada caso en especial.
- El tratamiento busca la seroconversión del HBeAg, considerado como la mejor respuesta virológica.
- Los medicamentos de última generación indicados para o tratamiento de la hepatitis B son el entecavir y el tenofovir.
- El entecavir y el tenofovir raramente provocan resistencia viral, pudiendo ser utilizados con razonable seguridad durante años seguidos.
- La lamivudina está prácticamente ultrapasada debido a que en pocos años hasta 70% de los pacientes crean resistencia viral. Debería dejar de ser utilizada como primera opción de tratamiento quedando para casos específicos de rescate de pacientes resistente a alguna droga.
4 - Mesa Redonda: Hepatitis Virales - Hepatitis C Crónica
Dra. Leila Beltrão Pereira (Pe), Dra. Fernanda Monteiro (Pe), Dra. Norma Jucá (Pe), Dr. Abid Suddle (UK), Dr. João Renato Pinho (SP), Dr. André Lyra (BA), Dr. Marcos Casero (SP)
- ¿Por qué tratar la hepatitis C?:
Porque con la llegada de los inhibidores de proteasas la posibilidad de cura puede llegar a aproximadamente 80% (si contempla también la fibrosis F2 con los inhibidores de proteasas) y de ésa forma acontecerá o siguiente:
- Reducción del 15% de los casos de progresión para la cirrosis;
- Reducción del 30% de los casos de cáncer de hígado y,
- Reducción del 34% de las muertes relacionadas a problemas hepáticos.
- Cuando no se pueden utilizar los inhibidores de proteasas Boceprevir y Telaprevir:
- En pacientes con cirrosis descompensada;
- En trasplantados (estudios de seguridad en trámite);
- En niños;
- En el tratamiento de los genotipos 2 y 3 y,
- en los co-infectados HIV/HCV, por el momento. El tratamiento de los co-infectados ya está aprobado "off label" por algunas autoridades, siguiendo estricto control en las interacciones medicamentosas con los antirretrovirales.
- En el tratamiento de la hepatitis con los inhibidores de proteasas o en el tratamiento con interferón pegilado y ribavirina, la respuesta virológica rápida, esto es, estar indetectable en la semana 4 del tratamiento, es el mejor indicador pronostico de la posibilidad de suceso con o tratamiento.
- En el tratamiento con los inhibidores de proteasas el genotipo 1b posee una mayor posibilidad de cura que el genotipo 1a.
- Pacientes con cirrosis que son tratados con cualquiera de los inhibidores de proteasas siempre deberán ser tratados por 48 semanas.
- Un resultado CC en la prueba IL28B indica mayor posibilidad de suceso con el tratamiento de la hepatitis C y, también, son los pacientes que presentan mayor porcentaje de cura espontánea en los primeros seis meses después de la infección.
- La importancia del resultado de la prueba IL28B para la estrategia de tratamiento es importante para los infectados con el genotipo 1, pero de menor importancia en los infectados con los genotipos 2 y 3.
- Estudios de nuevos medicamentos para tratamientos de los genotipos 2 y 3:
- Estudio EMERGE
Realizado con interferón Lambda en 118 pacientes obtuvo respuesta sostenida (cura) del 76% de los pacientes infectados con los genotipos 2 y 3 contra 53% alcanzados por los pacientes que realizaron tratamiento con interferón pegilado y ribavirina (por la baja respuesta en el grupo de pegilado aparentemente se trata de pacientes difíciles de tratar, incluso con el interferón Lambda, incluso en cada grupo eran incluidos 29 pacientes, lo qué por ser pocos pacientes puede alterar la estadística).
Curiosamente el genotipo 3 presentó cura de 83% y el genotipo 2, 71%, contrariando todo lo conocido con el tratamiento tradicional.
- Estudio con ALISPOVIRIR
Ese estudio es realizado sin interferón. La respuesta sostenida (cura) en los genotipos 2 y 3 fue del 83% contra 58% obtenido por el grupo control que fue tratado con interferón pegilado y ribavirina. Existe cautela porque acontecieron tres casos de pancreatitis.
- Estudio con DACLATASVIR y GS-7977
Tratamiento también libre del interferón. Los datos son provisorios, referentes a la respuesta sostenida después de 4 semanas del final del tratamiento, mostrando que en los infectados con los genotipos 2 y 3 entre 80% y 100% (dependiendo de la dosis utilizada) se encontraba indetectable, pero es necesario aguardar los datos de la semana 24 para saber si no existe recidiva en ese período.
5 - Mesa Redonda: Hepatitis Virales
Dr. Victorino Spinelli (Pe), Dr. Adriano Moraes (Pe), Dra. Claudia Oliveira (SP), Dr. Marcos Caseiro (SP), Dra. Deborah Crespo (PA), Dr. Claudio Figueiredo (RJ), Dra. Dominique Muzzillo (PR)
- Quedó demostrada la importancia que existe en la relación entre la hepatitis C y la esteatosis (grasa en el hígado).
- La esteatosis en los infectados con hepatitis C es un factor de aceleración de la progresión del daño hepático y mayor fibrosis.
- Es extremadamente importante cuidar de la esteatosis en todos los infectados con hepatitis C, pues influye en la progresión y en la posibilidad de cura.
- También la resistencia a la insulina y el nivel de glicemia en ayuno deben ser monitorizados y tratados adecuadamente si elevados en los infectados con hepatitis C.
- Aparentemente (falta confirmación por estudios) la resistencia a la insulina no parece perjudicar o resultado del tratamiento cuando utilizados los inhibidores de proteasas.
- Infectados con hepatitis C presentan entre 3 y 5 veces mayor posibilidad de desarrollar diabetes tipo 2 que la población en general.
- El colesterol generalmente es menor en los infectados con hepatitis C que en la población en general, pues el virus usa el colesterol para reproducirse.
- Antes de empezar o tratamiento los infectados con hepatitis C que ser encuentran arriba del peso ideal deben ser orientados a realizar dieta y ejercicios físicos aeróbicos, con lo cual estarán aumentando la posibilidad de suceso con el tratamiento.
- Durante el tratamiento de la hepatitis C si el paciente presentar depresión el médico debe evaluar la conveniencia de encaminar el caso a un psiquiatra y si los síntomas son psicóticos el tratamiento de la hepatitis C debe ser interrumpido.
- En la vacunación para prevención de la hepatitis B en pacientes infectados con HIV (SIDA) la vacuna debe ser data en dosis dobladas y todos deben recibir 4 dosis, a los 1, 2, 3 y 6 meses, debido a que tales individuos presentan baja posibilidad de crear inmunidad con la dosis actual para la población en general.
- Individuos HIV positivos co-infectados con hepatitis B tienen mortalidad 8 veces mayor que los que solamente están infectados con HIV o con la hepatitis B.
- En los individuos co-infectados HIV y hepatitis B el tratamiento de la hepatitis B siempre debe ser indicado, independiente del estadio de la hepatitis B.
- Así como en la hepatitis C el tiempo medio para desarrollar cirrosis se estima en 23 años, en los co-infectados HIV/HCV la cirrosis aparece en una media de 7 años.
- En los pacientes renales crónicos la prueba ANTI-HCV Elisa de tercera generación es segura y confiable en el resultado, pero al se realizar la confirmación de los casos positivos con el PCR el resultado puede ser indetectable, pero si eso acontecer el PCR debe ser repetido después de 2 ó 3 meses, pues la oscilación de la carga viral en ese grupo de pacientes es muy grande, siendo normal encontrar resultados indetectables cuando en la realidad la prueba fue realizada en la baja momentánea de la carga viral.
6 - Mesa Redonda: Trasplante Hepático
Dra. Leila Beltrão Pereira (Pe), Dr. César Lyra (Pe), Dr. Abid Suddle (UK), Dr. Nigel Heaton (UK), Dr. Mario Reis (RS), Dr. André Lyra (BA), Dr. Michael Heneghan (UK)
- Quedó demostrado que es muy grande la posibilidad de desarrollar esteatosis después del trasplante.
- Los factores que pueden estar relacionados son:
- Diabetes pre trasplante;
- Dieta inadecuada del trasplantado y,
- Sedentarismo.
- ¿Lo qué hacer?:
- Usar un mínimo de inmunosupresores en el control del rechazo;
- Evitar la utilización de corticosteroides y,
- Evitar la utilización del Sirulimus.
- Tratamiento indicado:
- Control del peso evitando el sobrepeso y,
- Control de la glucosa en niveles normales en ayuno.
- Debemos conmemorar que en 20 años de trasplante de hígado la supervivencia y la calidad de vida mejoraron enormemente.
7 - Mesa Redonda: Complicaciones en el Trasplante Hepático
Dr. Ben-Bur Ferraz Neto (SP), Dr. Fábio Moura (Pe), Dr. Michael Heneghan (UK), Dr. Nigel Heaton (UK), Dr. Mario Reis (RS), Dra. Denissa Mesquita (CE), Dr. Paulo Massarollo (SP)
- Los problemas que afectan los riñones que pueden acontecer después del trasplante de hígado son una gran preocupación para los médicos, en muchos casos hasta de mayor preocupación que los problemas que acontecen en el nuevo hígado.
- Cuando el índice MELD es superior a 18 el funcionamiento del riñón debe ser monitorizado seguidamente, pues es desde ésa fase que pueden empezar los problemas en su funcionamiento, incluso hasta necesitar de diálisis.
- La indicación de inmunosupresores para evitar el rechazo del nuevo hígado debe ser específico para cada paciente, no existiendo una formula única a ser indicada para todos.
8 - Mesa Redonda: Carcinoma Hepatocelular (CHC)
Dra. Dayse Aroucha (Pe), Dr. Paulo Massarollo (SP), Dr. Henrique Sérgio Coelho (RJ), Dr. Ben-Hur Ferraz Neto (SP), Dr. Carlos Abath (Pe), Dr. Nigel Heaton (UK), Dr. Fábio Marinho (Pe)
- El cáncer de hígado es responsable de 6% de los cánceres en seres humanos.
- Es la 5 (quinta) causa más común de cáncer (564.000 casos/año) y la tercera causa de muerte por cáncer en el mundo.
- Los principales factores de riesgo:
- Cirrosis;
- Hepatitis B;
- Hepatitis C;
- Abuso de alcohol;
- Esteato hepatitis (causada por grasa en el hígado);
- Tabaco;
- Aflotoxinas y,
- Hemocromatosis.
- Entre 80% y 90% de los casos de cáncer en el hígado ocurren en pacientes con cirrosis y la gran mayoría (70%) está relacionado a la hepatitis C.
- Pacientes con hepatitis C y cirrosis progresan de forma más rápida para el cáncer.
- El tratamiento de la hepatitis C ésta asociado a una reducción en la posibilidad de desarrollar cáncer.
- Los pacientes que no responden al tratamiento de la hepatitis C con interferón no logran reducir la posibilidad del desarrollo del cáncer.
Entre los infectados con hepatitis B, 0,5% al año evolucionan para el cáncer en el hígado, sin necesidad de hayan desarrollado cirrosis. En los infectados con hepatitis B ya con cirrosis, 2,5% al año desarrollan cáncer en el hígado.
- Pacientes con cirrosis que también presentan diabetes tiene mayor posibilidad de desarrollar cáncer.
- Infectados con hepatitis B con carga viral elevada poseen mayor posibilidad de progresión acelerada en el desarrollo del cáncer.
- El tratamiento de la hepatitis B reduce el riesgo de desarrollar cáncer en el hígado.
- La prevención para no ser infectado por la hepatitis B aplicando la vacuna en personas sanas es lo mejor a ser hecho para evitarse la hepatitis B y consecuentemente el cáncer en el hígado.
- La ecografía presenta seguridad entre 65% y 85% para diagnosticar un tumor en el hígado.
- O examen de Alfa Feto Proteína (AFP) no es apropiada para un diagnostico correcto cuando el resultado es inferior a 200 ng/ml.
- El diagnostico precoz del cáncer en el hígado permite un tratamiento curativo con excelentes posibilidades de suceso.
- Las opciones actuales de tratamiento son la quimo embolización, la ablación y el medicamento Sorafenib®. Las diversas modalidades de tratamiento deben ser utilizadas de forma complementaria conforme el nivel y progresión de la enfermedad.
- El trasplante de hígado es el tratamiento adecuado para eliminar un cáncer de hígado. Cuando realizado dentro de las indicaciones para el trasplante (existe el llamado Criterio de Milán, donde el tumor debe tener menos de 5 centímetros, o no tener más de cinco tumores en el hígado con tamaño de 3 centímetros).
- Después de cinco años de la realización del trasplante 74% de los pacientes continúan vivos.
- Actualmente existen pesquisas para tratamiento del cáncer de hígado, con excelentes posibilidades las siguientes:
- Brivanibe® (BMS-582664) en fase 3 de los estudios.
- Asociación de drogas con inhibidores de tirosina quinase.
- Terapias génicas.
9 - Mesa Redonda: Hipertensión Portal
Dr. Roberto Magalhães (Pe), Dra. Norma Filgueira (Pe), Dra. Dominique Muzzillo (PR), Dr. Carlos Terra (RJ), Dr. Abid Suddle (UK), Dr. José Eymard Filho (PB), Dr. Henrique Sérgio Coelho (RJ)
- El tratamiento de la encefalopatía hepática en el cirrótico depende del cuadro, pudiendo ser episódica (días o meses entre los intervalos de las crisis), persistente (con eventos continuos de alta intensidad) o, mínima (cuando de poca intensidad).
- Factores que pueden desencadenar la encefalopatía:
- Infección;
- Exceso de proteínas en la dieta;
- Disturbio electrolítico;
- Alteración en la función renal;
- Utilización de sedantes y,
- Consumo de bebidas alcohólicas.
- Medicamentos disponibles para tratamiento:
- Lactulose - Es necesaria buena adhesión al tratamiento por parte del paciente, pues el tratamiento demora 4 meses para hacer efecto.
- LOLA - Reduce la cantidad de amoníaco.
- Rifaximina - Antibiótico de amplio espectro ya aprobado en Estados Unidos. Cuando utilizado combinado a lactulose el efecto del tratamiento aparece a los 28 días.
- Descompensación de la cirrosis:
- O primero de los síntomas es la formación de varices en el esófago;
- El segundo síntoma de la evolución es la formación de ascitis y,
- El tercer síntoma es la encefalopatía hepática.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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