15/01/2008
Quais medicamentos poderão melhorar o tratamento nas hepatites a curto prazo?
Pessoalmente sou da teoria que medicamentos já existentes no mercado no tratamento de outras doenças poderão em curto prazo serem incorporadas ao tratamento de doenças hepáticas, entre elas as hepatites.
Sei que o assunto e polemico e provoca resistência nos comitês científicos das especialidades, mas por outro lado observo que muitos médicos sensíveis a ansiedade dos pacientes estão começando por conta própria a experimentar em casos específicos.
Não e fácil para um médico tratar uma doença de forma diferente as recomendações de consenso ou as protocolos estabelecidos, pois caso aconteça algum problema com o paciente poderá ser um serio risco para o profissional.
Mas no ultimo mês de novembro durante o congresso da AASLD conversando com o Dr. Guillermo Cabrera-Alvarez que coordenou a pesquisa do uso do "Danazol" em pacientes em tratamento com interferon peguilado com baixo número de plaquetas ele me explicou que não e proibido a um médico indicar um medicamento existente ha muitos anos no mercado e comprovadamente isento de efeitos colaterais.
Concordo plenamente com esse posicionamento, pois não se trata de um medicamento novo, experimental ou perigoso. Ao final, o médico pode perfeitamente tratar mais de uma doença num mesmo paciente, situação que acontece praticamente todos os dias. Não fosse assim o médico não poderia indicar medicamentos para efeitos colaterais, fadiga, dor de cabeça, insônia, etc., ficando limitado a cuidar do vírus da hepatite.
Caso o médico fique temeroso poderá solicitar ao paciente que escreva uma carta solicitando a indicação dos medicamentos, deixando claro que será por conta e risco do próprio sem nenhuma responsabilidade presente ou futura do médico.
Por sua parte o paciente não pode sair à rua e comprar o medicamento, pois e importante lembrar que qualquer medicamento, por mais antigo e inofensivo que pareça tem também suas contra-indicações, suas restrições, mais ainda quando utilizado ao mesmo tempo com outros medicamentos. O paciente não pode nem pensar de fazer uma loucura dessas, devendo sempre consultar o médico.
Voltando então ao assunto verifico com grande expectativa algumas pesquisas que indicam que o futuro mais imediato nos tratamentos hepáticos será derivado da incorporação de medicamentos já existentes no mercado, isso antes da chegada de medicamentos realmente novos. Tal qual aconteceu com a ribavirina no tratamento com interferon.
O "Danazol" e um medicamento geralmente receitado a mulheres e que atua interferindo na produção das hormonas sexuais pelos ovários indicado em diversas condições, entre elas a endometriose (formação de quistos nos seios), o angioedema hereditário (que pode causar inchaço da cara, braços, pernas, garganta, intestino e órgãos sexuais), tratamentos de miomas uterinos, alterações menstruais e outras situações em que deve se controlar alterações hormonais. O estudo, realizado no México em 60 pacientes com hepatite C com plaquetas com nível de 75.000 submetidos a tratamento com interferon peguilado e ribavirina, não somente evitou a queda das plaquetas, como elas aumentaram durante todo o tratamento.
O "nitazoxanide" comercializado com os nomes de "Alinia" ou "Annita" e um antigo medicamento utilizado no tratamento de vermes. Estudo realizado no tratamento do genótipo 4 no Egito com 96 pacientes tratados com interferon peguilado, ribavirina e nitazoxanide obteve uma resposta terapêutica de 79% contra 43% dos tratados com interferon peguilado e ribavirina. Isto no genótipo 4 que geralmente apresenta uma resposta pobre, similar ao genótipo 1.
Observando porque alguns pacientes tratados nos hospitais dos veteranos de guerra dos Estados Unidos apresentavam maior resposta ao tratamento da hepatite C com interferon peguilado e ribavirina, foi constatado que aqueles que faziam uso de "estatinas" grupo de medicamentos para controlar os níveis de colesterol se encontravam nos grupos de maior resposta ao tratamento, obtendo 63% de resposta contra 37% dos que não tomavam as estatinas por não apresentarem problemas de colesterol (os veteranos de guerra são grupos difíceis de tratar, pois um elevado percentual utiliza drogas). Estudos recentes realizados "in vitro" no Japão comprovaram que entre as diversas estatinas existentes a que melhor parece inibir a replicação do vírus da hepatite C seria a "fluvastatina".
O "Losartan" um medicamento largamente utilizado para tratamento de hipertensão arterial demonstrou em diversas pesquisas que consegue melhorar o grau de fibrose em aproximadamente a metade dos pacientes que participaram das pesquisas. Pacientes com problemas hepáticos que também apresentam pressão elevada poderão obter utilizando o Losartan um beneficio indireto ao combater a hipertensão melhorando o estado do fígado. Mas se não tiver pressão alta o Losartan não poderá ser utilizado.
O "Celebra" (Celecoxib) faz parte de uma nova classe de medicamentos antiinflamatórios, analgésicos e antipiréticos que agem inibindo especificamente a enzima ciclooxigenase-2. Uma pesquisa na Coréia do Sul realizado em ratos com fibrose induzida mostrou efeitos positivos nas células estreladas do fígado, com regeneração da fibrose.
Todos estes estudos sugerem que vários medicamentos que freqüentemente são prescritos para outras condições poderão vir a ter o papel de aumentar a resposta terapêutica no tratamento da hepatite C ou conseguir reduzir a progressão da fibrose nos indivíduos com problemas hepáticos.
É importante a realização de estudos com maior número de pacientes para confirmar os resultados até agora apresentados e se confirmados que esses medicamentos passem a fazer parte do arsenal de opções disponíveis aos médicos e pacientes.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
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15/01/2008
¿Cuáles son los medicamentos que podrán mejorar el tratamiento en las hepatitis a corto plazo?
Personalmente soy de la teoría que medicamentos ya existentes en el mercado en el tratamiento de otras enfermedades podrán en corto plazo ser incorporadas al tratamiento de enfermedades hepáticas, entre ellas las hepatitis.
Sé que el asunto es polémico y provoca resistencia en los comités científicos de las especialidades, pero por otra parte observo que muchos médicos sensibles a la ansiedad de los pacientes están empezando por cuenta propia a experimentar en casos específicos.
No es fácil para un médico tratar una enfermedad de forma diferente a las recomendaciones de consenso o los protocolos establecidos, pues caso acontezca algún problema con el paciente podrá ser un serio riesgo para el profesional.
Pero en lo ultimo mes de noviembre durante el congreso de la AASLD conversando con el Dr. Guillermo Cabrera-Alvarez que coordinó la investigación del uso del "Danazol" en pacientes en tratamiento con interferón pegilado con bajo número de plaquetas él me explicó que no es prohibido a un médico indicar un medicamento existente ya muchos años en el mercado y comprobadamente exento de efectos secundarios.
Concuerdo plenamente con ese posicionamiento, pues no se trata de un medicamento nuevo, experimental o peligroso. Al final, el médico puede perfectamente tratar más de una enfermedad en un mismo paciente, situación que acontece prácticamente todos los días. No fuese así el médico no podría indicar medicamentos para efectos secundarios, fatiga, cefalalgia, insomnio, etc., limitandose al tratamiento de la hepatitis exclusivamente.
Caso el médico quede temeroso podrá solicitar al paciente que escriba una carta solicitando la indicación de los medicamentos, dejando claro que será por cuenta y riesgo del propio sin ninguna responsabilidad presente o futura del médico.
Por su parte el paciente no puede salir a la calle y comprar el medicamento, pues es importante recordar que cualquier medicamento, por más antiguo e inofensivo que parezca tiene también sus contraindicaciones, sus restricciones, más aún cuando utilizado al mismo tiempo con otros medicamentos. El paciente no puede ni pensar de hacer una locura de esas, debiendo siempre consultar el médico.
Volviendo entonces al asunto verifico con gran expectativa algunas pesquisas que indican que el porvenir más inmediato en los tratamientos hepáticos será derivado de la incorporación de medicamentos ya existentes en el mercado, eso antes de la llegada de medicamentos realmente nuevos. Tal cual aconteció con la ribavirina en el tratamiento con interferón.
El "Danazol" es un medicamento generalmente recetado a mujeres y que actúa interfiriendo en la producción de las hormonas sexuales por los ovarios indicado en diversas condiciones, entre ellas la endometriose (formación de quistes en los senos), el angioedema hereditario (que puede causar hinchazón de la cara, brazos, piernas, garganta, intestino y órganos sexuales), tratamientos de miomas uterinos, alteraciones menstruales y otras situaciones en las que debe se controlar alteraciones hormonales. El estudio, realizado en México en 60 pacientes con hepatitis C con plaquetas con nivel de 75.000 sometidos a tratamiento con interferón pegilado y ribavirina, no solamente evitó la caída de las plaquetas, como ellas aumentaron durante todo el tratamiento.
El "nitazoxanide" comercializado con los nombres de "Alinia" o "Annita" es un antiguo medicamento utilizado en el tratamiento de parasitas intestinales en ninõs. Estudio realizado en el tratamiento del genotipo 4 en Egipto con 96 pacientes tratados con interferón pegilado, ribavirina y nitazoxanide obtuvo una respuesta terapéutica del 79% contra 43% de los tratados con interferón pegilado y ribavirina. Esto en el genotipo 4 que generalmente presenta una respuesta pobre, similar al genotipo 1.
Observando porque algunos pacientes tratados en los hospitales de los veteranos de guerra de Estados Unidos presentaban mayor respuesta al tratamiento de la hepatitis C con interferón pegilado y ribavirina, fue constatado que aquéllos que hacían uso de "estatinas" grupo de medicamentos para controlar los niveles de colesterol se encontraban en los grupos de mayor respuesta al tratamiento, obteniendo 63% de respuesta contra 37% de los que no tomaban las estatinas por no presentar problemas de colesterol (los veteranos de guerra son grupos difíciles de tratar, pues un elevado porcentual utiliza drogas). Estudios recientes realizados "in vitro" en Japón comprobaron que entre las diversas estatinas existentes la que mejor parece inhibir a replicación del virus de la hepatitis C sería la "fluvastatina".
El "Losartan" un medicamento largamente utilizado para tratamiento de hipertensión arterial demostró en diversas investigaciones que logra mejorar el grado de fibrosis en aproximadamente la mitad de los pacientes que participaron de las investigaciones. Pacientes con problemas hepáticos que también presentan presión elevada podrán conseguir utilizando el Losartan un beneficio indirecto al combatir la hipertensión mejorando el estado del hígado. Pero si no tiene presión alta el Losartan no podrá ser utilizado.
El "Celebra" (Celecoxib) hace parte de una nueva clase de medicamentos antiinflamatórios, analgésicos y antipiréticos que actúan inhibiendo específicamente la enzima ciclooxigenase-2. Una investigación en Corea del Sur realizado en ratones con fibrosis inducida mostró efectos positivos en las células estrelladas del hígado, con regeneración de la fibrosis.
Todos estos estudios sugieren que varios medicamentos que frecuentemente son prescritos para otras condiciones podrán venir a tener el papel de aumentar la respuesta terapéutica en el tratamiento de la hepatitis C o conseguir reducir la progresión de la fibrosis en los individuos con problemas hepáticos.
Es importante la realización de estudios con mayor número de pacientes para confirmar los resultados hasta ahora presentados y si confirmados que esos medicamentos pasen a hacer parte del arsenal de opciones disponibles a los médicos y pacientes.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo