07/06/2006
Notícias sobre os Novos Tratamentos
Alan Franciscus - Tradução de Carlos Varaldo
Março foi um mês decepcionante quanto aos resultados de dois novos medicamentos em fase de desenvolvimento clínico para tratar a hepatite C: Albuferón e Viramidina. Os problemas provocados pelos efeitos colaterais de outro medicamento novo, a valopicitabina (NM 283) obrigaram à companhia farmacêutica a revisar o ensaio clínico para permitir uma redução das doses administradas. Entretanto, os três fármacos ainda se consideram candidatos terapêuticos sólidos, embora todos deverão submeter-se a estudos adicionais com distintas doses para estabelecer sua inocuidade e eficácia.
ALBUFERÓN
O albuferón é uma forma farmacêutica de interferon de liberação lenta que se obteve mediante a fusão de seroalbumina humana e interferon. Os resultados preliminares determinaram que Albuferón é seguro e bem tolerado, e que tem potencial como tratamento da hepatite C em doses administradas (por injeção) cada quatro semanas em lugar da injeção de interferon peguilado uma vez à semana. Por desgraça, os resultados preliminares de um ensaio em fase IIb que comparou Albuferón mais ribavirina frente à interferon peguilado (Pegasys) mais ribavirina constataram que uma dose do Albuferón cada 4 semanas mais ribavirina todos os dias produziu uma resposta terapêutica mais baixa que a dose semanal de interferon peguilado (Pegasys) mais ribavirina uma vez ao dia.
Entretanto, se observou uma resposta terapêutica ligeiramente mais alta no grupo que se injetou Albuferón cada 2 semanas. Outro resultado decepcionante foi que o grupo que tomou Albuferón em dose altas teve uma taxa de interrupções ao tratamento mais alta que o grupo do Pegasys: de 7,6% frente aos 2,6% no grupo do Pegasys. Entretanto, a companhia farmacêutica segue sendo otimista e pensa seguir adiante com ensaios clínicos maiores. Os resultados provisórios completos se apresentarão na próxima. Se a dose quinzenal for eficaz, surge a seguinte pergunta: a dose cada duas semanas em lugar de uma vez à semana, será suficiente para competir com os dois medicamentos em utilização (Pegasys e Peg-Intron)?
VIRAMIDINA
Os resultados do VISER 1, o ensaio clínico em fase III sobre a Viramidina (um pro fármaco da ribavirina) frente à ribavirina (ambos em combinação com o Peg-Intron) para pacientes sem nenhum tratamento prévio encontrou que o perfil de segurança (em relação à anemia hemolítica) da Viramidina é superior ao da ribavirina. O outro critério de valoração do estudo, a eficácia da Viramidina frente à ribavirina, não conseguiu resultados tão positivos. Neste estudo, 970 pacientes de todo o mundo foram tratados com o Peg-Intron mais uma dose prefixada da Viramidina (600 mg) frente à Peg-Intron mais uma dose de ribavirina em função do peso corporal dos pacientes (1000/1200 mg). A duração do tratamento foi de 48 semanas para os participantes sem o genótipo 2 e 3, e de 24 semanas para os portadores dos genótipos 2 e 3. O prazo de seguimento depois do tratamento foi de 24 semanas.
RESULTADOS
Anemia: observou-se que as taxas de anemia (hemoglobina por debaixo de 10 g/dl) foram estatisticamente mais baixas nos pacientes tratados com a Viramidina que em quem foi tratado com ribavirina (de 5% frente aos 24%, p<0,0001).
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Resposta Virológica Sustentada: Na análise de intenção de tratamento sobre 637 sujeitos tratados com o Peg-Intron mais Viramidina frente aos tratados com o Peg- Intron mais ribavirina, a RVS foi de 38% frente aos 52% no grupo que recebeu ribavirina. Quando se comparam os dados por protocolos, a RVS foi de 51% (Viramidina) frente aos 56% (ribavirina) na América do Norte e Europa. Em outras regiões, Viramidina cumpriu os critérios de não inferioridade.
A companhia está questionando os dados de outras regiões do mundo que, em sua opinião, podem ter repercutido negativamente nos resultados globais do estudo clínico. Além disso, Valeant acredita que se tivessem administrado a dose da Viramidina em função do peso corporal (como se fez com a ribavirina neste estudo), a Viramidina teria conseguido taxas do RVS similares às da ribavirina. Atualmente se está levando a cabo outro estudo em fase III sobre a Viramidina, VISER 2, destinado a comparar o tratamento do Pegasys mais Viramidina frente à Pegasys mais ribavirina. Os resultados preliminares deste ensaio clínico estão previstos para serem divulgados brevemente. Será interessante saber se o FDA aprovará a comercialização da Viramidina apoiando-se em seu perfil de segurança superior, ou se pelo contrário exigirá mais estudos sobre a Viramidina com doses mais altas ou dose em função do peso corporal. Valeant espera lançar Viramidina a finais do ano 2007.
VALOPICITABINA
A valopicitabina se encontra atualmente em dois ensaios diferentes em fase III como tratamento da hepatite C. Devido à aparição de reações adversas de tipo digestivo no estudo com pacientes que não receberam outro tratamento prévio e que receberam uma dose de 800 mg de valopicitabina mais Pegasys, perto de 16% dos participantes abandonaram o estudo e 3% sofreu efeitos colaterais graves. Isto representa 2% dos pacientes tratados com valopicitabina. No segundo ensaio clínico sobre a valopicitabina (empregada como monoterapia e em combinação com o Pegasys) em pacientes que já tinham recebido algum tratamento prévio, 5% dos sujeitos tratados com valopicitabina abandonaram o estudo pela aparição de efeitos colaterais de tipo digestivo, e se registraram seis reações adversas graves (4% dos pacientes tratados com valopicitabina).
A conseqüência deste tipo de efeitos colaterais, Indenix e a FDA emendaram o desenho original do ensaio clínico para reduzir a dose de valopicitabina a 200 ou 400 mg, dependendo do grupo de estudo. Segundo um porta-voz da companhia farmacêutica, "Embora estas modificações possam atrasar o programa de desenvolvimento da valopicitabina, o objetivo principal dos estudos em fase II é estabelecer a dosagem correta em relação a sua eficácia e inocuidade. Os dados significativos que se obtenham destes estudos, junto com os resultados do futuro estudo sobre as interações medicamentosas da ribavirina e os possíveis dados adicionais em relação as dose escalonadas, que estão previstos para os próximos seis meses, proporcionarão os resultados sobre inocuidade e eficácia necessários para definir melhor o plano de desenvolvimento da fase III de estudo da valopicitabina".
Levar um novo fármaco ao mercado é um processo longo e custoso. O motivo de que se realizem ensaios clínicos é que deve conseguir-se informação sobre a inocuidade e eficácia dos novos medicamentos. Não é estranho que as doses tenham que corrigir-se quando saem à luz novos dados sobre a eficácia dos medicamentos e seus efeitos secundários. Os resultados sobre os três medicamentos mencionados não implicam necessariamente que estes não sejam viáveis para tratar a hepatite C no futuro, mas não sabemos em que medida são eficazes os medicamentos até que se obtêm dados finais sobre a fase III de ensaio e estes se enviam à Agência Americana do Medicamento (FDA). Inclusive nesse momento, é possível que teremos que esperar durante um longo período de seguimento para comprovar se a RVS obtida permanece com o passar do tempo.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
Tel. 55.21 - 9973.6832 - Fax. 55.21 - 2549.8809
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07/06/2006
Noticias sobre los Nuevos Tratamientos
Alan Franciscus
Marzo fue un mes decepcionante en cuanto a los resultados de dos nuevos fármacos en fase de desarrollo clínico para tratar la hepatitis C: Albuferón y Viramidina. Los problemas provocados por los efectos secundarios de otro medicamento nuevo, la valopicitabina (NM 283) han obligado a la compañía farmacéutica a revisar el ensayo clínico para permitir una reducción de las dosis administradas. Sin embargo, los tres fármacos todavía se consideran candidatos terapéuticos sólidos, aunque todos deberán someterse a estudios adicionales con distintas dosis para establecer su inocuidad y eficacia.
ALBUFERÓN
El albuferón es una forma farmacéutica de interferón de liberación lenta que se ha obtenido mediante la fusión de seroalbúmina humana e interferón. Los resultados preliminares hallaron que Albuferón es seguro y bien tolerado, y que tiene potencial como tratamiento de la hepatitis C en dosis administradas (por inyección) cada cuatro semanas en lugar de la inyección de interferón pegilado una vez a la semana. Por desgracia, los resultados preliminares de un ensayo en fase IIb que comparó Albuferón más ribavirina frente a interferón pegilado (Pegasys) más ribavirina constataron que una dosis de Albuferón cada 4 semanas más ribavirina todos los días produjo una respuesta terapéutica más baja que la dosis semanal de interferón pegilado (Pegasys) más ribavirina una vez al día.
Sin embargo, sí se observó una respuesta terapéutica ligeramente más alta en el grupo que se inyectó Albuferón cada 2 semanas. Otro resultado decepcionante fue que el grupo que tomó Albuferón en dosis altas tuvo una tasa de abandonos más alta que el grupo de Pegasys: del 7,6% frente al 2,6% en el grupo de Pegasys. Sin embargo, la compañía farmacéutica sigue siendo optimista y piensa seguir adelante con ensayos clínicos más grandes. Los resultados provisionales completos se presentarán en la próxima Conferencia de la Asociación Europea para el Estudio de las Enfermedades Hepáticas (EASL) de 2006. Si la dosis quincenal es eficaz, surge la siguiente pregunta: la dosis cada dos semanas en lugar de una vez a la semana, ¿será suficiente para competir con los dos fármacos bien establecidos (Pegasys y Peg-Intron)?
VIRAMIDINA
Los resultados de VISER 1, el ensayo clínico en fase III sobre Viramidina (un pro fármaco de la ribavirina) frente a la ribavirina (ambos en politerapia con Peg-Intron) para pacientes sin experiencia terapéutica previa hallaron que el perfil de seguridad (respecto a la anemia hemolítica) de Viramidina es superior al de la ribavirina. El otro criterio de valoración del estudio, la eficacia de Viramidina frente a la ribavirina, no logró resultados tan positivos. En este estudio, 970 pacientes de todo el mundo fueron tratados con Peg-Intron más una dosis prefijada de Viramidina (600 mg) frente a Peg-Intron más una dosis de ribavirina en función del peso corporal de los pacientes (1000/1200 mg). La duración del tratamiento fue de 48 semanas para los participantes sin el genotipo 2 y 3, y de 24 semanas para los portadores de los genotipos 2 y 3. El plazo de seguimiento tras la terapia fue de 24 semanas.
RESULTADOS
Anemia: Se observó que las tasas de anemia (hemoglobina por debajo de 10 g/dl) fueron estadísticamente más bajas en los pacientes tratados con Viramidina que en quienes fueron tratados con ribavirina (del 5% frente al 24%, p<0,0001).
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Respuesta Virológica Sostenida: En el análisis de intención de tratamiento sobre 637 sujetos tratados con Peg-Intron más Viramidina frente a los tratados con Peg- Intron más ribavirina, la RVS fue del 38% frente al 52% en el grupo que recibió ribavirina. Cuando se desglosaron los datos por protocolos, la RVS fue del 51% (Viramidina) frente al 56% (ribavirina) en Norteamérica y Europa. En dichas regiones, Viramidina cumplió los criterios de no inferioridad.
La compañía está cuestionando los datos de otras zonas del mundo que, en su opinión, pueden haber repercutido negativamente en los resultados globales del estudio clínico. Además, Valeant cree que si se hubieran administrado las dosis de Viramidina en función del peso corporal (como se hizo con la ribavirina en este estudio), Viramidina habría conseguido tasas de RVS similares a las de la ribavirina. El conjunto completo de datos (genotipo, carga viral, edad y origen étnico) se presentará en la Conferencia de la EASL de 2006 que tendrá lugar a finales de abril. Actualmente se está llevando a cabo otro estudio en fase III sobre Viramidina, VISER 2, destinado a comparar el tratamiento de Pegasys más Viramidina frente a Pegasys más ribavirina. Los resultados preliminares de este ensayo clínico están previstos para mediados de 2006. Será interesante saber si la FDA aprobará la comercialización de Viramidina basándose en su perfil de seguridad superior, o si por el contrario exigirá más estudios sobre Viramidina con dosis más altas o dosis en función del peso corporal. Valeant espera lanzar Viramidina a finales del año 2007.
VALOPICITABINA
La valopicitabina se encuentra actualmente en dos ensayos diferentes en fase III como tratamiento de la hepatitis C. Debido a la aparición de reacciones adversas de tipo digestivo en el estudio con pacientes sin experiencia terapéutica que recibieron una dosis de 800 mg de valopicitabina más Pegasys, cerca del 16% de los participantes abandonaron el estudio y el 3% sufrió efectos secundarios graves. Esto representa el 2% de los pacientes tratados con valopicitabina. En el segundo ensayo clínico sobre la valopicitabina (empleada como monoterapia y en combinación con Pegasys) en pacientes con experiencia terapéutica, el 5% de los sujetos tratados con valopicitabina abandonaron el estudio por la aparición de efectos secundarios de tipo digestivo, y se registraron seis reacciones adversas graves (el 4% de los pacientes tratados con valopicitabina).
A consecuencia de este tipo de efectos secundarios, Indenix y la FDA han enmendado el diseño original del ensayo clínico para reducir la dosis de valopicitabina a 200 o 400 mg, dependiendo del grupo de estudio. Según un portavoz de la compañía farmacéutica, "Aunque estas modificaciones pueden retrasar el programa de desarrollo de la valopicitabina, el objetivo principal de los estudios en fase II es establecer la pauta posológica óptima en relación a su eficacia e inocuidad. Los datos significativos que se obtengan de estos estudios, junto con los resultados del futuro estudio sobre las interacciones medicamentosas de la ribavirina y los posibles datos adicionales respecto a las dosis escalonadas, que están previstos para los próximos seis meses, nos proporcionarán los resultados sobre inocuidad y eficacia necesarios para definir mejor el plan de desarrollo de la fase III de estudio de la valopicitabina".
Llevar un nuevo fármaco al mercado es un proceso largo y costoso. El motivo de que se realicen ensayos clínicos es que debe conseguirse información sobre la inocuidad y eficacia de los nuevos medicamentos. No es extraño que las dosis tengan que corregirse cuando salen a la luz nuevos datos sobre la eficacia de los fármacos y sus efectos secundarios. Los resultados sobre los tres fármacos mencionados no implican necesariamente que estos no sean viables para tratar la hepatitis C en el futuro, pero no sabemos en qué medida son eficaces los medicamentos hasta que se obtienen datos finales sobre la fase III de ensayo y éstos se envían a la Agencia Estadounidense del Medicamento (FDA). Incluso en ese momento, es posible que haya que esperar durante otro largo período de seguimiento para comprobar si la RVS obtenida permanece a lo largo del tiempo.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo