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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
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15/07/2003

A importância do cirurgião-dentista nos pacientes portadores do vírus da hepatite C (HCV)


A atuação e importância do cirurgião-dentista é a de evitar complicações bucais decorrentes da terapêutica pretendida no tratamento da hepatite C, e tratá-las quando estas se manifestam.

Temos como início de protocolo do tratamento odontológico a solicitação de um raios X panorâmico (incidência radiográfica específica para o estudo das alterações da cavidade bucal), aonde poderemos evidenciar patologias pré-existentes, antes do início do tratamento da hepatite C bem como nos transplantes hepáticos.

Através desta incidência radiográfica serão detectadas as doenças da boca: cáries, periodontites (inflamação das gengivas e sua extensão), restos radiculares (raízes dentárias esquecidas), cálculos dentários (tártaro), etc. As quais deverão ser removidas ou tratadas, pois assim estaremos minimizando a possibilidade de complicações futuras, como por exemplo, os abscessos odontogênicos, que devido a imunossupressão do paciente, poderá ser letal ou ocasionar a interrupção do tratamento iniciado.

Antes do tratamento da hepatite (interferon, etc.) ou do transplante hepático, uma profilaxia dentária e a adequação do meio bucal deverá ser iniciada, isto é a remoção da placa bacteriana (película amorfa ou filme invisível que circunda os elementos dentários e é repleta de bactérias), deverá ser realizada com equipamento específico odontológico, preferencialmente através de ultra-som, seguidos de bochechos com substâncias anti-sépticas.

O tratamento da hepatite C (interferon, etc), apresenta como efeito colateral a xerostomia (boca seca), escassez de saliva, que se apresenta viscosa e grossa, dificultando a capacidade de falar, comer, deglutir e usar próteses. A saliva normal possui também componentes anti-microbianos (lisozima, lactoperoxidase, glicoseoxidase, lactoferrina), que reduzem as bactérias, favorecendo uma prevenção aos dentes. Assim pacientes xerostômicos são propensos a formação da placa bacteriana e ao acúmulo de resíduos alimentares, o que resulta em predisposição a doença cárie.

O cirurgião-dentista deverá realizar aplicações tópicas de flúor e orientar o paciente para a prática diária de bochechos com substâncias fluoretadas, favorecendo a remineralização do esmalte dentário haja visto sua propensão a doença cárie.

É de extrema importância a interação entre o médico e o cirurgião-dentista pois se no transcorrer do tratamento da hepatite acontecer alguma intercorrência de origem odontogênica o caso deverá ser analisado de forma conjunta pelos dois profissionais verificando riscos e benefícios bem como sua solução. Os pacientes portadores do vírus da hepatite C (HCV), devido as características de seu tratamento, tornassem imunossuprimidos isto é são infinitamente mais susceptíveis a infecções e complicações bucais.

Conclusão:

Visando o sucesso do tratamento da hepatite C, sem complicações durante a duração do mesmo, bem como nos transplantes hepáticos, um cirurgião-dentista competente deverá ser sempre consultado.

Dr. Marcos Caminha P. Monteiro
Chefe da Seção de Estômato-Odontologia e Prótese do INCA / HCI
Consultor Científico Interno
Homepage: www.surgicon.com.br/laser
E-mail: laser@surgicon.com.br

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo



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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
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15/07/2003

La importancia del cirujano dentista en los portadores del virus de la hepatitis C (HCV)


La actuación y la importancia del cirujano dentista para evitar complicaciones bucales durante la terapia de tratamiento en la hepatitis C es tratarlas cuando estas se manifiestan.

Tenemos como inicio del protocolo en el tratamiento odontológico la realización de una radiografía panorámica ( radiografía específica para el estudio de las alteraciones bucales ) , donde podemos ver si hay patologías pre-existentes antes del inicio del tratamiento de la hepatitis C así como en los transplantes hepáticos.

A través de esta radiografía serán detectadas las dolencias de boca : caries , periodontitis (inflamación de las encías), restos radiculares ( raíces dentarias ), incrustación calcárea ( sarro) etc. Estas dolencias deberán ser tratadas, pues así estaremos disminuyendo la posibilidad de complicaciones futuras, como por ejemplo , los abscesos odontogénicos, que debido a la inmunodeficiencia del paciente, podrían ser letales y tener que ocasionar la suspensión del tratamiento iniciado.

Antes del tratamiento de la hepatitis (interferón y ribavirina) o del transplante hepático, se debería hacer una profilaxis dentaria y la adecuación del medio bucal, o sea una renovación de placa bacteriana ( película amorfa, o film invisible que contiene bacterias).

Deberá ser realizada con un equipo odontológico específico, preferiblemente a través de ultrasonidos y con sustancias antisépticas.

El tratamiento de la hepatitis C (interferón y ribavirna) presenta como efecto colateral la xerostimia (boca seca) escasez de saliva , que se presenta viscosa y pastosa , dificultando la capacidad de hablar, comer tragar y usar prótesis. La saliva normal posee también componentes anti-microbianos (lisozima, lactoperoxidase, glicoseoxidase, lactoferrina ), que reducen las bacterias, favoreciendo una protección a los dientes. Así pacientes xerostómicos son propensos a la formación de placa bacteriana y a la acumulación de residuos alimentarios, lo que resulta en una predisposición a la formación de caries.

El cirujano dentista deberá realizar aplicaciones tópicas de fluor y orientar al paciente para la práctica diaria de enjuagues con sustancias fluretadas, favoreciendo así la remineralización del esmalte dentario.

Es de extrema importancia la relación entre el médico que trata de la hepatitis y el cirujano dentista pues durante el tratamiento de la hepatitis puede acontecer algún problema de origen odontogénico, el caso deberá ser analizado por los dos especialistas de forma conjunta verificando riesgos y beneficios y por supuesto, encontrando la mejor solución.

Los pacientes portadores del virus de la hepatitis C ( HCV ) debido a las características de su tratamiento se vuelven inmunodeprimidos, o sea, son infinitamente mas susceptibles a infecciones y complicaciones bucales.

Conclusión : Revisando el caso de la terapia pro-hepatitis o en los transplantes hepáticos ,siempre deberá ser consultado un cirujano dentista competente.

Informaciones del Dr. Marcos Caminha P. Monteiro
Jefe de la sección de Estomatologia-Odontológica y Prótesis del Instituto Nacional del Cáncer - Rio de Janeiro - Brasil
Consultor Científico Interno
Homepage: www.surgicon.com.br/laser
E-mail: laser@surgicon.com.br

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo



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Last updated 30.10.2005