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Latinos e hispânicos são mais propensos a desenvolver doença hepática avançada

13/10/2014

Analisando os prontuários de 149.407 infectados com hepatite C nos Estados Unidos foi identificado que 56% eram brancos, europeus ou americanos, 36,1% eram afro-americanos, 6% eram hispânicos e 1,6% pertenciam a outras raças.

Acompanhados durante 5,2 anos, 13.099 pacientes desenvolveram cirrose e 3.551 câncer de fígado.

Entre os que desenvolveram cirrose ou câncer foi observado que:

- De cada 100 pacientes hispânicos 28,8 desenvolveram cirrose a cada ano e 7,8 desenvolveram câncer no fígado a cada ano.

- De cada 100 pacientes brancos, europeus ou americanos, 21,6 desenvolveram cirrose a cada ano e 4,7 desenvolveram câncer no fígado a cada ano.

- De cada 100 pacientes afro-americanos 13,3 desenvolveram cirrose a cada ano e 3,9 desenvolveram câncer no fígado a cada ano.

- A co-infecção com o HIV foi encontrada em 6% dos pacientes hispânicos, em 2,5% dos afro-americanos e em 2,1% nos pacientes brancos, europeus ou americanos.

- O genótipo 1 estava presente em 64,2% dos pacientes hispânicos, em 50,6% dos afro-americanos e em 50% nos pacientes brancos, europeus ou americanos.

- A obesidade atingia 30,9% dos pacientes hispânicos, em 25,4% dos afro-americanos e em 28% nos pacientes brancos, europeus ou americanos.

- Apresentavam diabetes 16,1% dos pacientes hispânicos, 16,1% dos afro-americanos e 8,7% dos pacientes brancos, europeus ou americanos.

- Nunca receberam qualquer tratamento para hepatite C, 82,1% dos pacientes hispânicos, 89,6% dos afro-americanos e 81,1% dos pacientes brancos, europeus ou americanos.

Os pacientes hispânicos possuem um risco 28% maior de chegar a desenvolver cirrose que os pacientes brancos, europeus ou americanos, e um risco 61% maior de chegar ao câncer no fígado que os pacientes brancos.

Os pacientes afro-americanos são os que apresentam risco menor de desenvolver cirrose que os brancos, europeus ou americanos. A possibilidade de desenvolver cirrose é menor em 42% que os brancos e a possibilidade de chegar ao câncer o fígado é 23% menor que os brancos.

Concluem os autores que pacientes hispânicos infectados com hepatite C estão em risco significativamente maior de chegar a desenvolver cirrose ou câncer no fígado e que os pacientes afro-americanos correm um risco consideravelmente menor.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Racial Differences in the Progression to Cirrhosis and Hepatocellular Carcinoma in HCV-Infected Veterans - Hashem B El-Serag, Jennifer Kramer, Zhigang Duan and Fasiha Kanwal - The American Journal of Gastroenterology 109, 1427-1435 (September 2014) | doi:10.1038/ajg.2014.214


Carlos Varaldo
www.hepato.com
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