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28/05/2012
Situação atual da epidemia de hepatite e o futuro dos indivíduos infectados
Aconteceu nos Estados Unidos o congresso DDW - Digestive Disease Week - onde chama a atenção uma pesquisa que analisou a atual situação da epidemia de hepatite C nos Estados Unidos e realizou uma projeção futura sobre a progressão da doença hepática nos pacientes caso os infectados não sejam diagnósticos e devidamente tratados.
Os dados são interessantes para o Brasil já que o número de infectados é praticamente o mesmo nos dois países, assim, os dados encontrados podem se aplicar praticamente sem alterações para a situação brasileira.
Em 2008 a prevalência estimada da hepatite C nos Estados Unidos (pessoas com ANTI-HCV positivo) é de aproximadamente 3,6 milhões, sendo que já se encontravam diagnosticadas 1,1 milhão.
Analisando diversas bases de dados onde estão incluídos os infectados diagnosticados foi possível os dividir por faixas de idades, sendo encontrados que entre 16 e 44 de idade se encontravam 16,1% dos infectados; na faixa entre 45 e 54 anos de idade estavam 38,8% dos infectados; na faixa entre 55 e 64 anos um total de 36,4% dos infectados e, os restantes 8,6% dos infectados estavam com mais de 65 anos de idade.
Dentro de cada faixa de idade a quantidade de pacientes com doença hepática avançada, assim classificada quando da cirrose compensada, cirrose descompensada, câncer de fígado e transplante de fígado foi de 9,1% dos infectados com idades entre 16 e 44 anos; de 17,1% entre os de idade entre 45 e 54 anos e, de 22,4% entre os infectados com idade entre 55 e 64 anos, ficando demonstrado que com o aumento da idade os danos hepáticos graves aumentam proporcionalmente. Uma exceção a essa tendência de gravidade com o aumento da idade foi encontrada nos infectados com mais de 65 anos de idade entre os quais 19,2% apresentavam doença hepática avançada, mas ao se analisar esse grupo foi encontrado que as mortes por outras causas superavam as causadas pelo dano hepático, motivo pelo qual a estatística de progressão fica prejudicada.
Ao analisar o grupo mais numeroso de infectados (a faixa de idade entre 45 e 54 anos de idade) e comparar com indivíduos não infectados com hepatite C foi encontrado que 4,4% dos não infectados evoluíram para uma doença hepática avançada contra 17,1% dos infectados. Nessa mesma faixa de idade 11,5% dos pacientes com cirrose compensada evoluíram para cirrose descompensada e 3,2% para câncer de fígado ou transplante de fígado.
Em 2008 existiam nos Estados Unidos 198.000 infectados com hepatite C já com doença hepática avançada e caso não recebam tratamento no ano de 2015 serão 304.000 pacientes com doença hepática avançada considerando somente os 1,1 milhão já diagnosticados. Ao se considerar os infectados ainda não diagnosticados a estimativa para o ano de 2015 é que 603.000 infectados com hepatite C já estarão com doença hepática avançada, isto é, com quadro de cirrose compensada, cirrose descompensada, câncer de fígado ou indicação para transplante de fígado.
MEUS COMENTÁRIOS:
Não devem diferir muito os números dos Estados Unidos com os do Brasil, pelo contrario, os nossos podem ser piores já que o número de infectados diagnosticados no Brasil mal chega aos 10% dos casos, contra mais de 30% nos Estados Unidos, o que significa que se no Brasil é menor o número de diagnosticados, também é muito menor o número dos que recebem cuidados e tratamentos.
É curioso, os indicadores do Brasil na AIDS são muitos melhores que os dos Estados Unidos, pois Brasil têm um programa de AIDS exemplo para o mundo todo, mas na hepatite C, apesar de ser uma doença que está sendo gerenciada pelo Departamento DST/AIDS do ministério da saúde, os nossos números são verdadeiramente insignificantes quando os comparamos com Estados Unidos, França, Japão e muitos outros países. Qual será o motivo do Brasil não querer dar à hepatite C a mesma atenção que é dada a AIDS?
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Current and Future Disease Progression of HCV-Infected Patients Among Different Age Cohorts - Martin Zalesak, Kevin Francis, Ann Kwong, Hong Li, Derek Martyn, Leslie S. Orne, Amanda Smith, Kyle Hvidsten - DDW - Digestive Disease Week 2012 - Abstract 1084
Carlos Varaldo
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28/05/2012
Situación actual de la epidemia de hepatitis y el futuro de los individuos infectados
Aconteció en Estados Unidos el congreso DDW - Digestive Disease Week - donde llama la atención una pesquisa que analizó la actual situación de la epidemia de hepatitis C en Estados Unidos y realizó una proyección futura sobre la progresión de la enfermedad hepática en los pacientes caso los infectados no sean diagnósticos y debidamente tratados.
Los datos son interesantes para Brasil ya que o número de infectados es prácticamente el mismo en los dos países, así, los datos encontrados pueden se aplicar prácticamente sin alteraciones para la situación brasileña. En otros países, con algunas alteraciones el resultado sirve para se realizar la estimativa nacional.
En 2008 la prevalencia estimada de la hepatitis C en Estados Unidos (personas con ANTI-HCV positivo) es de aproximadamente 3,6 millones, siendo que ya se encontraban diagnosticadas 1,1 millón.
Analizando diversas bases de datos donde están incluidos los infectados diagnosticados fue posible los dividir por bandas de edades, siendo encontrados que entre 16 y 44 de edad se encontraban 16,1% de los infectados; en la banda entre 45 y 54 años de edad estaban 38,8% de los infectados; en la banda entre 55 y 64 años un total del 36,4% de los infectados y, los restantes 8,6% de los infectados estaban con más de 65 años de edad.
Dentro de cada banda de edad la cantidad de pacientes con enfermedad hepática avanzada, así clasificada cuando del cirrosis compensado, cirrosis descompensada, cáncer de hígado y trasplante de hígado fue del 9,1% de los infectados con edades entre 16 y 44 años; del 17,1% entre los de edad entre 45 y 54 años y, del 22,4% entre los infectados con edad entre 55 y 64 años, quedando demostrado que con el aumento de la edad los daños hepáticos graves aumentan proporcionalmente. Una excepción a esa inclinación de gravedad con el aumento de la edad fue encontrada en los infectados con más de 65 años de edad entre quiénes 19,2% presentaban enfermedad hepática avanzada, pero al se analizar ese grupo fue encontrado que las muertes por otras causas superaban las causadas por el daño hepático, motivo por el cual la estadística de progresión queda perjudicada.
Al analizar el grupo más numeroso de infectados (la banda de edad entre 45 y 54 años de edad) y comparar con individuos no infectados con hepatitis C fue encontrado que 4,4% de los no infectados evolucionaron para una enfermedad hepática avanzada contra 17,1% de los infectados. En esa misma banda de edad 11,5% de los pacientes con cirrosis compensado evolucionaron para cirrosis descompensado y 3,2% para cáncer de hígado o trasplante de hígado.
En 2008 existían en Estados Unidos 198.000 infectados con hepatitis C ya con enfermedad hepática avanzada y caso no reciban tratamiento en el año de 2015 serán 304.000 pacientes con enfermedad hepática avanzada considerando solamente los 1,1 millón ya diagnosticados. Al se considerar los infectados aún no diagnosticados la estimativa para el año de 2015 es que 603.000 infectados con hepatitis C ya estarán con enfermedad hepática avanzada, esto es, con cuadro de cirrosis compensado, cirrosis descompensado, cáncer de hígado o indicación para trasplante de hígado.
MIS COMENTARIOS:
No deben diferir mucho los números de Estados Unidos con los de Brasil, por lo contrario, los nuestros pueden ser peores ya que el número de infectados diagnosticados en Brasil mal llega a los 10% de los casos, contra más del 30% en Estados Unidos, lo que significa que si en Brasil es menor o número de diagnosticados, también es mucho menor el número de los que reciben cuidados y tratamientos.
Es curioso, los indicadores de Brasil en el SIDA son muchos mejores que los de Estados Unidos, pues Brasil tiene un programa de SIDA ejemplo para o mundo todo, pero en la hepatitis C, a pesar de ser una enfermedad que está siendo administrada por el Departamento ETS/SIDA del ministerio de la salud, nuestros números son verdaderamente insignificantes cuando los comparamos con Estados Unidos, Francia, Japón y muchos otros países. ¿Cuál será o motivo de Brasil no querer dar a la hepatitis C la misma atención qué es dada al SIDA?
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Current and Future Disease Progression of HCV-Infected Patients Among Different Age Cohorts - Martin Zalesak, Kevin Francis, Ann Kwong, Hong Li, Derek Martyn, Leslie S. Orne, Amanda Smith, Kyle Hvidsten - DDW - Digestive Disease Week 2012 - Abstract 1084
Carlos Varaldo
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