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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
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26/09/2005


Que fatores podem condicionar a evolução da hepatite C?


Até 15% dos indivíduos que tem contato com o vírus da hepatite C não se contagiam e que ainda muitos outros podem ficar infectados porem não desenvolvem a doença, isto é, não apresentam danos no fígado. Sem duvida que identificar quais são as diferenças ou condições que possam influir no comportamento do vírus que possuem estes indivíduos serão de extrema importância para o futuro no conhecimento da doença e no prognostico da progressão da doença.

É sabido que nas doenças infecciosas, qualquer uma, até uma simples gripe, a possibilidade de contagio depende de duas condições que possuem praticamente a mesma importância, uma deles e o "hospede" e outra o "agente infeccioso". Em termos leigos, o individuo e o vírus respectivamente.

Na hepatite C também e assim, existem vírus com maior capacidade infectiva que outros e existem indivíduos com maior predisposição de adquirir a doença. Também, uma vez infectados os indivíduos não respondem da mesma forma, alguns progridem rapidamente nos danos causados pelo vírus enquanto outros o fazem lentamente ou simplesmente passam a conviver com o vírus sem serem atacados. Estudos em andamento parecem demonstrar que tudo isto depende da capacidade de resposta imunológica do indivíduo, da capacidade de resposta de seu sistema de defesa.

A possibilidade de um individuo se infectar depende de vários fatores, alguns considerados locais, entre os quais temos feridas ou lesiones por onde pode existir a entrada dos vírus existentes em um contato eventual com sangue infectada. Também poderá influir o estado geral do sistema imunológico, como a presencia de outras doenças, infecciosas ou por bactérias, que debilitem o mesmo, as quais podem facilitar a propagação e replicação do vírus da hepatite C.

É muito provável que fatores genéticos possam influir. Estudos mostram que indivíduos Afro-descendentes podem evoluir mais rapidamente no dano hepático. Ainda há indivíduos, principalmente entre os usuários de drogas em forma compartilhada, os quais são permanentemente expostos ao vírus da hepatite C porem não adquirem a infecção permanecendo persistentemente seronegativos. Estes indivíduos já são objetos de estudos, para ver que proteínas ou que genes protegem os mesmos.

Sabemos também que na fase aguda da doença a qual corresponde aos seis primeiros meses após a infecção, uma alta percentagem de indivíduos infectados cura espontaneamente a doença, principalmente nos casos de contaminação por um acidente biológico, por exemplo, com uma agulha infectada, quando a quantidade de partículas virais que penetra no organismo e pequena.

Naqueles que passados seis meses do contagio apresentam um PCR ou TMA positivos, a doença passa a ser chamada de crônica, ponto no qual o organismo não consegue mais e combater. É oportuno esclarecer a palavra CRONICA não significa gravidade da doença e sim uma simples denominação médica.

A progressão da doença na forma crônica também e diferente de individuo a individuo e aparentemente um dos fatores que poderia indicar uma maior ou menor velocidade de progressão poderia ser a quantidade de vírus que produziu o contagio já que se observa que indivíduos infectados por transfusão de sangue parecem progredir mais rapidamente com a evolução da doença. Mas este e um assunto ainda em estudos, não se trata de uma afirmação.

Ainda, considerando todos os fatores acima citados temos que considerar também a susceptibilidade genética de cada individuo em relação ao vírus da hepatite C. Existem vários estudos e pesquisas ao respeito, porem, não existem ainda respostas que possam ser estatisticamente apresentadas, já que as variáveis de cada estudo são muito diferentes. Os estudos mais promissores são aqueles que estudam a função das chamadas "citocinas". As citocinas comportam-se como os mensageiros do sistema imunologico. São segregadas por células do sistema imunitário em resposta a uma estimulação. As citocinas amplificam (ou estimulam) alguns aspectos do sistema imune e inibem (ou suprimem) outros. Foram identificadas já muitas citocinas, no entanto a lista continua a crescer. Os receptores de citocinas são fundamentais na resposta imunológica do sistema de defesa do organismo e, assim, a presencia de determinados tipos destes receptores poderá ser um dos fatores determinantes para se evitar a penetração do vírus ou ainda para apresentar uma maior ou menor possibilidade de eliminação espontânea do vírus.

Outros estudos apontam para a "histocompatibilidade". Este sistema, conhecido como Complexo Major de Histocompatibilidade (MHC) e utilizado para determinar receptores de transplantes (rins e medula) tenta determinar a capacidade que possui o organismo em destruir as células infectadas, o que poderia evitar a infecção ou evitar a progressão da mesma.

Estes dois pontos acima colocados estão sendo pesquisados com muito interesse, porque podem representar uma forma de combater o vírus da hepatite C. O corpo pode distinguir o que é próprio do que é estranho. Toda célula que apresente moléculas idênticas do complexo major de histocompatibilidade é ignorada, ao passo que toda aquela que apresentar moléculas não idênticas às do complexo major de histocompatibilidade é rejeitada.

Por enquanto são estudos, mas são muito promissores a médio prazo.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo



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26/09/2005

¿Qué factores pueden condicionar la evolución de la hepatitis C?


Hasta 15% de los individuos que tienen contacto con el virus de la hepatitis C no se contagian y muchos otros pueden quedar infectados pero no desarrollan la enfermedad, esto es, no presentan daños en el hígado. Sin duda que identificar cuales son las diferencias o condiciones que puedan influir en el comportamiento del virus que poseen estos individuos serán de extrema importancia para el conocimiento de la enfermedad y el pronóstico de la progresión de la enfermedad.

Es sabido que en las enfermedades infecciosas, cualquiera una, aun una simple gripe, la posibilidad de contagio depende de dos condiciones que tienen prácticamente la misma importancia, una de ellas es el "huespede" y otra el "agente infeccioso". En forma popular son conocidas respectivamente como el individuo.

En la hepatitis C también es así, existen virus con mayor capacidad infectiva que otros y existen individuos con mayor predisposición de adquirir la enfermedad. También, una vez infectados los individuos no responden de la misma forma, algunos progresan rápidamente en los daños causados por el virus mientras otros lo hacen lentamente o simplemente pasan a convivir con el virus sin ser atacados. Estudios en tramitación parecen demostrar que todo esto depende de la capacidad de respuesta inmunológica del individuo, de la capacidad de respuesta de su sistema de defensa.

La posibilidad de un individuo se infectar depende de varios factores, algunos considerados locales, entre los cuales tenemos heridas o lesiones por donde puede existir la entrada de los virus existentes en un contacto eventual con sangre infectada. También podrá influir el estado general del sistema inmunológico, como la presencia de otras enfermedades, infecciosas o por bacterias, que debiliten el mismo, las cuales pueden facilitar la propagación y replicación del virus de la hepatitis C.

Es muy probable que factores genéticos puedan influir. Estudios muestran que individuos Afro-descendientes pueden evolucionar más rápidamente en el daño hepático. Todavía hay individuos, principalmente entre los usuarios de drogas en forma compartida, quiénes son permanentemente expuestos al virus de la hepatitis C pero no adquieren la infección permaneciendo persistentemente seronegativos. Estos individuos ya son objetos de estudios, para ver que proteínas o que genes protegen los mismos.

Sabemos también que en la fase aguda de la enfermedad la cual corresponde a los seis primeros meses después de la infección, un alto porcentaje de individuos infectados curan espontáneamente la enfermedad, principalmente en los casos de contaminación por un accidente biológico, por ejemplo, con una aguja infectada, donde la cantidad de partículas virales que penetra en el organismo es pequeña.

En aquéllos que pasados seis meses del contagio presentan un PCR o TMA positivos, la enfermedad pasa a ser llamada de crónica, punto en el cual el organismo no consigue más la combatir. Es oportuno aclarar que la palabra CRONICA no significa gravedad de la enfermedad siendo una simple denominación médica.

La progresión de la enfermedad en la forma crónica también es diferente de individuo a individuo y aparentemente uno de los factores que podría indicar una mayor o menor velocidad de progresión podría ser la cantidad de virus que produjo el contagio ya que se observa que individuos infectados por transfusión de sangre parecen progresar más rápidamente con la evolución de la enfermedad. Pero éste es un asunto aún en estudios, no se trata de una afirmación.

Todavía, considerando todos los factores arriba citados tenemos que considerar también la susceptibilidad genética de cada individuo con relación al virus de la hepatitis C. Existen varios estudios y pesquisas al respecto, pero, no existen aún respuestas que puedan ser estadísticamente presentadas, ya que las variables de cada estudio son muy diferentes.

Los estudios más promisorios son aquéllos que estudian la función de las llamadas "citocinas". Las citocinas se comportan como los mensajeros del sistema inmunológico. Son segregadas por células del sistema inmunitario en respuesta a una estimulación. Las citocinas amplifican (o estimulan) algunos aspectos del sistema inmune e inhiben (o suprimen) otros. Fueron identificadas ya muchas citocinas, sin embargo la lista continúa a crecer. Los receptores de citocinas son fundamentales en la respuesta inmunológica del sistema de defensa del organismo y, así, la presencia de determinados tipos de estos receptores podrá ser uno de los factores determinantes para evitarse la penetración del virus o aún para presentar una mayor o menor posibilidad de eliminación espontánea del virus.

Otros estudios apuntan para a "histocompatibilidad". Este sistema, conocido como Complejo Mayor de Histocompatibilidad (MHC) es utilizado para determinar receptores de trasplantes (riñones y médula) intentando determinar la capacidad que posee el organismo en destruir las células infectadas, lo que podría evitar la infección o evitar la progresión de la misma.

Estos dos puntos colocados están siendo investigados con mucho interés, porque pueden representar una forma de combatir el virus de la hepatitis C. El cuerpo puede distinguir lo que es propio de lo que es extraño. Toda célula que presente moléculas idénticas del complejo mayor de histocompatibilidad es ignorada, al paso que toda aquélla que presentar moléculas no idénticas a las del complejo mayor de histocompatibilidad es rechazada.

Por el momento son estudios, pero son muy promisorios a medio plazo.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo



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Last updated 24.9.2005