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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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22/08/2011


Principais pontos do novo protocolo de tratamento da hepatite C

Comentários nº 7, 8 e 9 - Pacientes com cirrose - Retratamento - Efeitos adversos - Manifestações extra-hepáticas


A partir de 18 de julho, um novo protocolo de tratamento da hepatite C passa a valer para tratamento no sistema público de saúde o SUS. É um avanço considerável. O protocolo na integra é encontrado em http://hepato.com/p_consensos_consensos/consenso_heptitec_final.pdf

Hoje finalizamos os comentários com:

Comentários nº 7, 8 e 9 - Pacientes com cirrose - Retratamento - Efeitos adversos - Manifestações extra-hepáticas




7 - Pacientes com cirrose


É muito importante que pacientes com cirrose sejam acompanhados por médicos especialistas no tratamento da hepatite C, preferencialmente em Centros de Referência para esses casos.

Os objetivos do tratamento em pacientes com cirrose são:

- Prevenir complicações da doença, incluindo o câncer de fígado ou a necessidade de um transplante;

- Proporcionar regressão da fibrose ou do grau da cirrose;

- Evitar a re infecção do novo fígado nos candidatos a transplante hepático.

Os pacientes com sinais clínicos e/ou achados ecográficos de cirrose não necessitam de biópsia hepática para terem o tratamento da hepatite C indicado. O médico deve realizar um relatório detalhando o caso do paciente.

Pacientes com cirrose compensada (escore de Child A) devem ser considerados para tratamento com interferon peguilado e ribavirina. O tempo de tratamento é definido de acordo com o genótipo. É necessário um monitoramento rigoroso dos eventos adversos do tratamento.



8 - Retratamento


Os pontos principais a serem considerados para indicar o retratamento será diagnosticar o que aconteceu no tratamento anterior, quais foram os problemas enfrentados pelo paciente, se teve aderência, se faltaram medicamentos, se aconteceram complicações e quais foram, em fim, podem ter acontecidos problemas que prejudicaram o tratamento. Cada caso deve ser avaliado de forma independente.

O retratamento tem como objetivo retardar ou impedir a progressão para cirrose e/ou descompensação hepática naqueles pacientes com cirrose que não responderam a um tratamento anterior, oferecendo uma nova oportunidade para resposta ao tratamento com alcance da cura; para isso, é fundamental corrigir e adequar a abordagem de situações predisponentes à má adesão e reduções de doses não recomendadas.

Para pacientes não respondedores ou recidivantes a tratamento anterior com interferon convencional em monoterapia ou associado a ribavirina, recomenda-se retratamento com interferon peguilado associado a ribavirina.

Não existem evidências para recomendar a utilização de outra marca comercial de interferon peguilado no retratamento daqueles que já fizeram uso de uma das formulações.

Para avaliar a necessidade de retratamento, devem ser considerados os seguintes conceitos:

- Respondedor lento: definido como o paciente que na semana 12 do tratamento a carga viral ainda é detectada, mas foi conseguida uma redução superior a 2 log (superior a 100 vezes menos que antes de iniciar o tratamento) e somente se consegue ficar indetectável na semana 24. Nestes casos o paciente é considerado um respondedor lento. Para os respondedores lentos, a possibilidade de retratamento deve ser considerada individualmente, avaliando situações predisponentes à má adesão e reduções de doses não recomendadas, durante as primeiras semanas do tratamento previo.

- Não respondedor parcial: definido como o paciente que na semana 12 do tratamento consegue uma redução de 2 log, mas que na semana 24 ainda permanece com um resultado positivo na carga viral sendo considerado não-respondedor parcial, devendo interromper o tratamento. Para não respondedores parciais, a possibilidade de retratamento deve ser considerada individualmente, avaliando situações predisponentes à má adesão e reduções de doses não recomendadas, durante o tratamento.

- Recidiva virológica (recidivantes): definida como aqueles casos em que no final do tratamento se encontram indetectáveis, mas que ao realizar a carga viral 24 semanas após o final do tratamento o vírus esta novamente presente. Para os recidivantes a um tratamento prévio com interferon peguilado e ribavirina o retratamento deve ser realizado utilizando interferon peguilado e ribavirina.

- Nulo de resposta: Os pacientes nulos de resposta são aqueles que na semana 12 do tratamento não conseguem uma redução da carga viral igual a 2 log (redução menor que 100 vezes a carga viral anterior ao inicio do tratamento). O tratamento teve que ser interrompido na semana 12 devido à impossibilidade de se conseguir sucesso com a continuidade do tratamento. O retratamento com interferon peguilado associado a ribavirina não está recomendado para os pacientes não respondedores ou nulos de resposta a tratamento anterior com interferon peguilado e ribavirina

Pacientes que, durante o tratamento, necessitaram de doses reduzidas de interferon peguilado ou ribavirina devido à citopenia ou outros efeitos adversos, normalmente respondem melhor ao retratamento que aqueles que receberam doses plenas.

O esquema recomendado para retratamento é a associação de interferon peguilado e ribavirina:

- Durante 72 semanas para genótipos 1, 4 ou 5;
- Durante 48 semanas para genótipos 2 e 3.

Pacientes em retratamento que não apresentarem reposta virológica parcial ou total na semana 12 devem ter seu retratamento suspenso.



9 - Efeitos adversos - Manifestações extrahepáticas


ANEMIA - Uso de eritropoetina recombinante:

A eritropoetina deve ser indicada quando a hemoglobina durante o tratamento for menor que 10g/dL ou que tenha apresentado uma redução superior a 3,0g/dL em relação ao nível pré-tratamento, em pacientes que se mostrem sintomáticos em relação à anemia.

NEUTROPENIA - Uso da filgrastima (G-CSF):

A indicação da utilização da filgrastima (G-CSF) deve ser indicada a pacientes com neutropenia severa, a qual é considerada quando os neutrófilos estão abaixo de 500/mm³ ou em pacientes com cirrose, transplantados ou co-infectados com HIV quando se encontram abaixo de 750/mm³ .

PLAQUETOPENIA - Uso do interferon

Pacientes em tratamento com interferon convencional ou peguilado e ribavirina durante o tratamento da hepatite C que apresentam um número de plaquetas menor que 50.000/mm³ deverão ter a dose de interferon reduzida a 50% e aqueles com plaquetas menor que 25.000/mm³ deverão ter o uso de interferon suspenso.

MANIFESTAÇÕES EXTRAHEPÁTICAS

Em pacientes que apresentam sintomas relacionados as manifestações extrahepáticas da hepatite C o tratamento é justificado (deve ser recomendado) sem necessidade de realizar biópsia. Com qualquer grau de fibrose o tratamento deve ser indicado.

Várias manifestações extrahepáticas têm sido descritas em associação com a infecção pela hepatite C. A presença de crioglobulinemia associada com a hepatite C é detectada em 30 a 50% dos pacientes.

Pacientes com manifestações renais graves da crioglobulinemia devem receber tratamento imunossupressor adequado, para evitar piora do quadro. Já a síndrome clínica da crioglobulinemia com presença de artralgias (dores articulares), doença de Raynaud e púrpura (caracterizada por equimoses, manchas roxas, hemorragias de pele, hematomas, roxos) é rara e ocorre em 1 a 5% dos casos.

Na maioria dos indivíduos, a crioglobulinemia é assintomática; contudo, cerca de 5% dos infectados podem ter sintomas que denotam uma doença com potencial evolutivo se não for tratada. O portador de hepatite C deve ser investigado para crioglobulinemia caso apresente sintomas tais como: petéquias (pequenos pontos vermelhos no corpo ou mucosas), outras manifestações de vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos), neuropatia periférica, insuficiência renal crônica ou cilindruria (no EAS). Cerca de 70% desses pacientes possuem fator reumatóide positivo.

Outras manifestações extrahepáticas menos freqüentes são glomerulonefrite membranoproliferativa, porfiria cutânea tardia, síndrome de Sjögren, tireoidite autoimune, líquen plano, linfoma de células B, certos tipos de úlceras de córnea, fibrose pulmonar idiopática, poliarterite nodosa e anemia aplástica.

Carlos Varaldo



Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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22/08/2011


Principales puntos del nuevo consenso de tratamiento de la hepatitis C en Brasil

Comentarios nº 7, 8 y 9 - Pacientes con cirrosis - Retratamiento - Efectos adversos - Manifestaciones extra-hepáticas


Desde el 18 de julio, nuevas recomendaciones de consenso de tratamiento de la hepatitis C pasan a valer para tratamiento en el sistema público de salud. Es un avance considerable. El consenso en la integra es encontrado en http://hepato.com/p_consensos_consensos/consenso_heptitec_final.pdf , lamentablemente está en portugués, más no será difícil de entender para quien se interesar por el asunto.

Hoy finalizamos los comentarios con:

Comentarios nº 7, 8 y 9 - Pacientes con cirrosis - Retratamiento - Efectos adversos - Manifestaciones extra-hepáticas



7 - Pacientes con cirrosis


Es muy importante que pacientes con cirrosis sean acompañados por médicos especialistas en el tratamiento de la hepatitis C, preferentemente en Centros de Referencia para esos casos.

Los objetivos del tratamiento en pacientes con cirrosis son:

- Prevenir complicaciones de la enfermedad, incluyendo el cáncer de hígado o la necesidad de un trasplante;

- Proporcionar regresión de la fibrosis o del grado de la cirrosis;

- Evitar una nueva infección del nuevo hígado en los candidatos a trasplante hepático.

Los pacientes con señales clínicas o hallados ecográficos de cirrosis no necesitan biopsia hepática para tener el tratamiento de la hepatitis C indicado. El médico debe realizar un informe detallando el caso del paciente.

Pacientes con cirrosis compensado (escore de Child A) deben ser considerados para tratamiento con interferón pegilado y ribavirina. El tiempo de tratamiento es definido de acuerdo con el genotipo. Es necesario un seguimiento riguroso de los eventos adversos del tratamiento.



8 - Retratamiento


Los puntos principales a ser considerados para indicar el retratamiento será diagnosticar qué pasó en el tratamiento anterior, cuales fueron los problemas enfrentados por el paciente, si tuvo adherencia, si faltaron medicamentos, se acontecieron complicaciones y cuales fueron, en fin, pueden haber pasados problemas que perjudicaron el tratamiento. Cada caso debe ser evaluado de forma independiente.

El retratamiento tiene como objetivo retardar o impedir la progresión para cirrosis o la descompensación hepática en aquellos pacientes con cirrosis que no respondieron a un tratamiento anterior, ofreciendo una nueva oportunidad para respuesta al tratamiento con alcance de la cura; para eso, es fundamental corregir y adecuar el abordaje de situaciones que ocasionaron la mala adhesión y reducciones de dosis no recomendadas.

Para pacientes no respondedores o recidivantes a tratamiento anterior con interferón convencional en monoterapia o asociado a ribavirina, se recomienda retratamiento con interferón pegilado asociado a ribavirina.

No existen evidencias para recomendar la utilización de otra marca comercial de interferón pegilado en el retratamiento de aquéllos que ya hicieron uso de una de las formulaciones.

Para evaluar la necesidad de retratamiento, deben ser considerados los siguientes conceptos:

- Respondedor lento: definido como el paciente que en la semana 12 del tratamiento la carga viral aún es detectada, pero fue lograda una reducción superior a 2 Log (superior a 100 veces menos que antes de empezar el tratamiento) y solamente se consigue quedar indetectable en la semana 24. En estos casos el paciente es considerado un respondedor lento. Para los respondedores lentos, la posibilidad de retratamiento debe ser considerada individualmente, evaluando situaciones que ocasionaron la mala adhesión y reducciones de dosis no recomendadas, durante las primeras semanas del tratamiento anterior.

- No respondedor parcial: definido como el paciente que en la semana 12 del tratamiento logra una reducción de 2 Log, pero que en la semana 24 aún permanece con un resultado positivo en la carga viral siendo considerado no respondedor parcial, debiendo interrumpir el tratamiento. Para no respondedores parciales, la posibilidad de retratamiento debe ser considerada individualmente, evaluando situaciones que ocasionaron la mala adhesión y reducciones de dosis no recomendadas, durante el tratamiento.

- Recidiva virológica (recidivantes): definida como aquellos casos en los que al final del tratamiento se encuentran indetectables, pero que al realizar la carga viral 24 semanas después del final del tratamiento el virus ésta nuevamente presente. Para los recidivantes a un tratamiento previo con interferón pegilado y ribavirina el retratamiento debe ser realizado utilizando interferón pegilado y ribavirina.

- Nulo de respuesta: Los pacientes nulos de respuesta son aquéllos que en la semana 12 del tratamiento no logran una reducción de la carga viral igual a 2 Log (reducción menor que 100 veces la carga viral anterior al inicio del tratamiento). El tratamiento tuvo que ser interrumpido en la semana 12 debido a la imposibilidad de conseguirse suceso con la continuidad del tratamiento. El retratamiento con interferón pegilado asociado a ribavirina no está recomendado para los pacientes no respondedores o nulos de respuesta a tratamiento anterior con interferón pegilado y ribavirina

Pacientes que, durante el tratamiento, necesitaron dosis reducidas de interferón pegilado o ribavirina debido a la citopenia u otros efectos adversos, normalmente responden mejor al retratamiento que aquéllos que recibieron dosis plenas.

El plan recomendado para retratamiento es la asociación de interferón pegilado y ribavirina:

- Durante 72 semanas para genotipos 1, 4 ó 5;
- Durante 48 semanas para genotipos 2 y 3.

Pacientes en retratamiento que no presenten repuesta virológica parcial o total en la semana 12 deben tener su retratamiento suspendido.



9 - Efectos adversos - Manifestaciones extrahepáticas


ANEMIA - Uso de eritropoetina recombinante:

La eritropoetina debe ser indicada cuando la hemoglobina durante el tratamiento es menor que 10g/dL o que haya presentado una reducción superior a 3,0g/dL con relación al nivel pre-tratamiento, en pacientes que se muestren sintomáticos con relación a la anemia.

NEUTROPENIA - Uso de la filgrastima (G-CSF):

La indicación de la utilización de la filgrastima (G-CSF) debe ser indicada a pacientes con neutropenia severa, la cual es considerada cuando los neutrófilos están abajo de 500/mm³ o en pacientes con cirrosis, trasplantados o co-infectados con HIV cuando se encuentran abajo de 750/mm³ .

PLAQUETOPENIA - Uso del interferón

Pacientes en tratamiento con interferón convencional o pegilado y ribavirina durante el tratamiento de la hepatitis C que presentan un número de plaquetas menor que 50.000/mm³ deberán tener la dosis de interferón reducida a 50% y aquéllos con plaquetas menor que 25.000/mm³ deberán tener el uso de interferón suspendido.

MANIFESTACIONES EXTRAHEPÁTICAS

En pacientes que presentan síntomas relacionados las manifestaciones extrahepáticas de la hepatitis C el tratamiento es justificado (debe ser recomendado) sin necesidad de realizar biopsia. Con cualquier grado de fibrosis el tratamiento debe ser indicado.

Varias manifestaciones extrahepáticas han sido descritas en asociación con la infección por la hepatitis C. La presencia de crioglobulinemia asociada con la hepatitis C es detectada en 30 a 50% de los pacientes.

Pacientes con manifestaciones renales graves de la crioglobulinemia deben recibir tratamiento inmunosupresor adecuado, para evitar empeoramiento del cuadro. Ya el síndrome clínico de la crioglobulinemia con presencia de artralgias (dolores articulares), enfermedad de Raynaud y púrpura (caracterizada por equimosis, manchas púrpuras, hemorragias de piel, hematomas, púrpuras) es rara y ocurre en 1 a 5% de los casos.

En la mayoría de los individuos, la crioglobulinemia es asintomática; sin embargo, cerca del 5% de los infectados pueden tener síntomas que denotan una enfermedad con potencial evolutivo si no es tratada. El portador de hepatitis C debe ser investigado para crioglobulinemia caso presente síntomas tales como: petequias (pequeños puntos rojos en el cuerpo o mucosas), otras manifestaciones de vasculite (inflamación de los vasos sanguíneos), neuropatía periférica, insuficiencia renal crónica o cilindruria (en el EAS). Cerca del 70% de ésos pacientes poseen factor reumatoide positivo.

Otras manifestaciones extrahepáticas menos frecuentes son glomerulonefrite membranoproliferativa, porfiria cutánea tardía, síndrome de Sjögren, tireoidite autoinmune, liquen plano, linfoma de células B, ciertos tipos de úlceras de córnea, fibrosis pulmonar idiopática, poliarterite nudosa y anemia aplástica.

Carlos Varaldo



Carlos Varaldo Grupo Optimismo. Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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Last updated 20.8.2011