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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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09/09/2011
Recomendações para tratamento da hepatite C com Boceprevir e Telaprevir
Publicado o novo consenso de tratamento da hepatite C nos Estados Unidos
A American Association for the Study of Liver Disease - AASLD - aprovou as novas diretrizes de tratamento da hepatite C incluindo os novos inibidores de proteases Boceprevir e Telaprevir. As diretrizes de tratamento são resultado do consenso por parte da AASLD resultado da analise de tudo o que foi publicado na literatura científica e da interpretação e discussão dos membros, lembrando que diretrizes ou consenso são normas gerais, servindo como guia para os profissionais médicos, mas não se constituem numa obrigatoriedade única a ser seguida, podendo sofrer adequações conforme o quadro clínico do paciente. Este consenso foi aprovado pela Infectious Diseases Society of America, e a National Viral Hepatitis Roundtable.
O novo consenso (em inglês) pode ser encontrado em http://hepato.com/p_protocolos_consensos/Guideline_HCV_AASLD_2011.pdf . A importância destas diretrizes é que elas são exemplo e guia para todos os países na redação de seus consensos, protocolos e portarias de tratamento, assim, o futuro protocolo brasileiro para tratamento no SUS será, evidentemente, muito parecido.
Pessoalmente estou altamente preocupado com a introdução dos inibidores de proteases, por um lado pela expectativa e ansiedade que vejo nos pacientes achando que estamos numa revolução milagrosa no combate a doença. Sem duvida que os novos medicamentos representam uma revolução no tratamento ao aumentar grandemente a real possibilidade de cura, mas não os podemos considerar milagrosos, pois, por enquanto não poderão atender todos os casos. Ainda, a responsabilidade do paciente passará a ser fundamental para se conseguir sucesso. O paciente deverá ser educado e estar consciente que dependerá exclusivamente dele seguir rigorosamente as recomendações sobre a adesão para não colocar tudo a perder.
Outro problema que me tira o sono é que passaremos a ter três esquemas de tratamento na hepatite C, muito diferentes entre eles. A dificuldade que isso representa para o profissional médico é imensa, podendo resultar em prejuízo para o paciente se as avaliações e acompanhamento estiverem errados ou equivocados. A utilização do Boceprevir ou do Telaprevir significará dois esquemas totalmente diferentes de administração, avaliação e acompanhamento, além daqueles que continuarão a serem tratados com interferon peguilado e ribavirina.
Muito ainda vamos falar tentando explicar cada esquema, cada caso, os diferentes efeitos colaterais e adversos, os efeitos psicológicos, mas vamos colocar devagar, caso contrario é muito difícil de explicar.
Farei a continuação alguns comentários gerais para uma interpretação geral das mudanças que acontecerão no tratamento da hepatite C com a chegada dos inibidores de proteases que se encontram publicadas nas recomendações das diretrizes da AASLD.
O interferon peguilado e a ribavirina continuam no tratamento da mesma forma, sendo por um período de 48 semanas para os genótipos 1, 4, 5 e 6 e por 24 semanas para os genótipos 2 e 3. A introdução dos inibidores de proteases Telaprevir e Boceprevir não substituem o Interferon nem a ribavirina. O tratamento, quando indicado, passa a ser uma terapia tripla. Os inibidores de proteases não podem ser utilizados em monoterapia. Se utilizados sem o interferon e a ribavirina não produzem qualquer efeito.
Os inibidores de proteases Telaprevir e Boceprevir somente estão destinados ao tratamento do genotipo 1. Não causam qualquer beneficio se utilizado nos genótipos 2 ou 3.
Por tanto, ao se utilizar os inibidores de proteases Telaprevir e Boceprevir será necessário rever e considerar vários conceitos, desde quem pode ser tratado, quem deve ser tratado e, especialmente, quem não pode ser tratado com tais medicamentos. É necessário ter muito cuidado, pois se trata de medicamentos novos que ainda não foram testados em todo tipo de paciente.
Recomendações para pacientes nunca antes tratados com interferon:
1 - O Boceprevir deve ser tomado a partir da quarta semana, três vezes ao dia, a cada 8 horas (entre 7 e 9 horas) entre as doses, na dosagem de 800 mg, junto com algum alimento leve. O interferon peguilado continua com uma aplicação semanal e a ribavirina será receitada conforme o peso do paciente. Nas quatro primeiras semanas o tratamento é só com interferon peguilado e ribavirina. A duração total do tratamento poderá ser de 28 ou de 48 semanas, conforme a resposta apresentada nas primeiras semanas.
2 - Pacientes sem cirrose tratados com Boceprevir, interferon peguilado e ribavirina que na semana 8 e 24 se encontram indetectaveis na carga viral, podem ser considerados para um tratamento de somente 28 semanas de duração.
3 - Pacientes tratados com Boceprevir, interferon peguilado e ribavirina que na semana 12 apresentam um resultado de carga viral superior a 100 UI/ml ou que na semana 24 se encontram com qualquer carga viral, devem interromper o tratamento, pois não existe possibilidade de sucesso com a continuidade do tratamento.
4 - Pacientes tratados com Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina devem iniciar a terapia com as três drogas ao mesmo tempo. A dose do Telaprevir é de 750 mg, três vezes ao dia, a cada 8 horas (entre 7 e 9 horas) entre as doses, junto com algum alimento gorduroso ingerido antes do Telaprevir. O interferon peguilado continua com uma aplicação semanal e a ribavirina será receitada conforme o peso do paciente.
5 - Pacientes tratados com Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina devem tomar os três medicamentos durante as primeiras 12 semanas e, a seguir, continuam somente com o interferon peguilado e ribavirina por mais 12 ou 36 semanas conforme a resposta apresentada nas primeiras semanas.
6 - Pacientes sem cirrose tratados com Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina que na semana 12 se encontram indetectaveis na carga viral, podem ser considerados para um tratamento de somente 24 semanas de duração.
7 - Pacientes tratados com Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina que nas semanas 4 ou 12 apresentam um resultado de carga viral superior a 1.000 UI/ml ou que na semana 24 se encontram com qualquer carga viral, devem interromper o tratamento, pois não existe possibilidade de sucesso com a continuidade do tratamento.
8 - Pacientes com cirrose tratados com Boceprevir ou Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina devem receber tratamento durante 48 semanas de duração.
Recomendações para retratamento de pacientes já tratados com interferon:
Os pacientes que já receberam tratamento com interferon peguilado e ribavirina devem ser divididos em três categorias para saber qual o retratamento utilizando os inibidores de proteases, combinado com o interferon peguilado e ribavirina será o indicado. Vejamos quais são as diferentes situações:
A - Respondedores NULOS: São aqueles que na semana 12 do tratamento com interferon peguilado e ribavirina não conseguiram na semana 12 ter uma baixa na carga viral de pelo menos 2 log.
B - Respondedores PARCIAIS: São aqueles que na semana 12 do tratamento com interferon peguilado e ribavirina conseguiram na semana 12 ter uma baixa na carga viral superior a 2 log, mas que na semana 24 permanecem detectáveis (positivos) na carga viral.
C - Pacientes RECIDIVANTES: São aqueles que chegam ao final das 48 semanas de tratamento com interferon peguilado e ribavirina estando indetectaveis, mas nos seis meses após o final do tratamento a carga viral volta a estar detectável (positiva).
IMPORTANTE: Deve se considerar cada caso separadamente, pois as definições acima são validas para tratamentos realizados corretamente, isto é, quando as doses dos medicamentos foram seguidas adequadamente, o interferon corretamente armazenado e até a qualidade da ribavirina utilizada deverá ser considerada. Considerar também que os casos nos quais, por qualquer problema, aconteceram interrupções nos medicamentos não podem ser considerados em nenhuma das categorias acima descritas e o médico deverá decidir a estratégia a ser recomendada.
9 - O retratamento com Boceprevir ou Telaprevir combinado com interferon peguilado e ribavirina pode ser recomendado para pacientes já tratados com interferon peguilado e ribavirina considerados RECIDIVANTES ou respondedores PARCIAIS.
10 - Não é recomendado o retratamento com Boceprevir ou Telaprevir combinado com interferon peguilado e ribavirina para pacientes já tratados com interferon peguilado e ribavirina considerados respondedores NULOS.
11 - Pacientes em retratamento com Boceprevir, interferon peguilado e ribavirina que na semana 12 apresentam um resultado de carga viral superior a 100 UI/ml devem interromper o tratamento, pois existe possibilidade de desenvolvimento de resistência antiviral.
12 - Pacientes em retratamento com Telaprevir, interferon peguilado e ribavirina que na semana 12 apresentam um resultado de carga viral superior a 1.000 UI/ml devem interromper o tratamento, pois existe possibilidade de desenvolvimento de resistência antiviral.
Efeitos colaterais e adversos no tratamento com Boceprevir e Telaprevir
Ao incluir mais um medicamento no tratamento aumentam os efeitos colaterais e adversos já conhecidos do interferon peguilado e da ribavirina e, ainda, aparecem alguns novos.
13 - BOCEPREVIR: em alguns pacientes poderá provocar anemia e disgeusia (é a alteração ou distorção do sentido do paladar).
14 - TELAPREVIR: em alguns pacientes poderá provocar erupções cutâneas, anemia, náuseas, prurido e diarréia.
ATENÇÃO: A frequência, gravidade e tratamento dos efeitos colaterais e adversos causados pelo Boceprevir e o Telaprevir explicarei detalhadamente nas próximas semanas.
Resistência viral - A importância do acompanhamento:
É importante um acompanhamento rigoroso por parte do médico já que os inibidores de proteases podem criar resistência ao vírus, quando então a sua utilização deve ser imediatamente interrompida. Por se tratar de medicamentos novos ainda não é conhecido se pacientes que apresentem resistência viral poderão vir a sofrer a mesma resistência com novos medicamentos que no futuro cheguem ao mercado. Para tal é recomendado:
15 - No caso de desenvolvimento de anemia durante o tratamento com inibidores de proteases, interferon peguilado e ribavirina, a recomendação é a redução da dose de ribavirina.
16 - Durante todo o tratamento com inibidores de proteases, interferon peguilado e ribavirina todos os pacientes devem realizar acompanhamento rigoroso da carga viral. Acontecendo um aumento igual ou superior a 1 log o inibidor de protease deve ser suspendido.
17 - Pacientes em tratamento com qualquer um dos inibidores de proteases que não conseguem resposta ao tratamento ou apresentam uma recaída (aumento da carga viral) não devem ser tratados com o outro inibidor de protease disponível atualmente.
Populações Especiais
Existem poucas informações para diversos grupos de pacientes, o que recomenda muita cautela na sua utilização. Os poucos dados disponíveis são de ensaios clínicos nas fases 2 e 3.
Poderão acontecer interações farmacológicas no caso de pacientes co-infectados com HIV que fazem uso de medicamentos para tratamento da AIDS ou em pacientes que apresentem um quadro de cirrose descompensada ou em transplantados.
Aparentemente não existem contraindicações na utilização em pacientes com insuficiência renal.
Telaprevir e Boceprevir não devem ser utilizados em crianças e adolescentes com até 18 anos de idade, porque a segurança e eficácia ainda não foram estabelecidas nessa população.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
An Update on Treatment of Genotype 1 Chronic Hepatitis C Virus Infection: 2011 Practice Guidelines by the American Association for the Study of Liver Diseases - Marc Ghany, MD, David R. Nelson, MD, Doris B. Strader, MD, David L. Thomas, MD,Leonard B. Seeff, MD
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica. É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte como retiradas de WWW.HEPATO.COM
O Grupo Otimismo e afiliado a AIGA - ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO - www.aigabrasil.org
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pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!
personas estarán muriendo por culpa de las hepatitis B o C en el mundo!
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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!
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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
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09/09/2011
Recomendaciones para tratamiento de la hepatitis C con Boceprevir y Telaprevir
Publicado el nuevo consenso de tratamiento de la hepatitis C en Estados Unidos
La American Association for the Study of Liver Disease - AASLD - aprobó las nuevas directrices de tratamiento de la hepatitis C incluyendo los nuevos inhibidores de proteasas Boceprevir y Telaprevir. Las directrices de tratamiento son resultado del consenso por parte de la AASLD resultado de la analice de todo lo que fue publicado en la literatura científica y de la interpretación y discusión de los miembros, recordando que directrices o consenso son normas generales, sirviendo como guía para los profesionales médicos, pero no se constituyen en una obligatoriedad única a ser seguida, pudiendo sufrir adecuaciones conforme el cuadro clínico del paciente. Este consenso fue aprobado por la Infectious Diseases Society of America, y la National Viral Hepatitis Roundtable.
El nuevo consenso (en inglés) puede ser encontrado en http://hepato.com/p_protocolos_consensos/Guideline_HCV_AASLD_2011.pdf . La importancia de estas directrices es que ellas son ejemplo y guía para todos los países en la redacción de sus consensos, protocolos y normas de tratamiento, así, los futuros consensos regionales será evidentemente muy parecidos.
Personalmente estoy altamente preocupado con la introducción de los inhibidores de proteasas, por un lado por la expectativa y ansiedad que veo en los pacientes creyendo que estamos en una revolución milagrosa en el combate la enfermedad. Sin duda que los nuevos medicamentos representan una revolución en el tratamiento al aumentar considerablemente la real posibilidad de cura, pero no los podemos considerar milagrosos, pues, por el momento no podrán atender todos los casos. Aún, la responsabilidad del paciente pasará a ser fundamental para conseguirse suceso. El paciente deberá ser educado y estar consciente que dependerá exclusivamente de él seguir rigurosamente las recomendaciones sobre la adhesión para no colocar todo a perder.
Otro problema que me tira el sueño es que pasaremos a tener tres esquemas de tratamiento en la hepatitis C, muy diferentes entre ellos. La dificultad que eso representa para el profesional médico es inmensa, pudiendo resultar en perjuicio para el paciente si las evaluaciones y acompañamiento estén errados o equivocados. La utilización del Boceprevir o del Telaprevir significará dos esquemas totalmente diferentes de administración, evaluación y acompañamiento, además de aquéllos que continuarán a ser tratados con interferón pegilado y ribavirina.
Mucho aún vamos a hablar intentando explicar cada esquema, cada caso, los diferentes efectos secundarios y adversos, los efectos psicológicos, pero vamos a divulgar despacio, caso contrario es muy difícil de explicar.
Haré a continuación algunos comentarios generales para una interpretación general de las mudanzas que acontecerán en el tratamiento de la hepatitis C con la llegada de los inhibidores de proteasas que son encontradas en las directrices publicadas por la AASLD.
El interferón pegilado y la ribavirina continúan en el tratamiento de la misma forma, siendo por un período de 48 semanas para los genotipos 1, 4, 5 y 6 y por 24 semanas para los genotipos 2 y 3. La introducción de los inhibidores de proteasas Telaprevir y Boceprevir no sustituye el Interferón ni la ribavirina. El tratamiento, cuando indicado, pasa a ser una terapia triple. Los inhibidores de proteasas no pueden ser utilizados en monoterapia. Se utilizados sin el interferón y la ribavirina no producen ningún efecto.
Los inhibidores de proteasas Telaprevir y Boceprevir solamente están destinados al tratamiento del genotipo 1. No causan ningún beneficio se utilizado en los genotipos 2 ó 3.
Por tanto, al se utilizar los inhibidores de proteasas Telaprevir y Boceprevir será necesario rever y considerar varios conceptos, desde quien puede ser tratado, quien debe ser tratado y, especialmente, quien no puede ser tratado con tales medicamentos. Es necesario tener mucho cuidado, pues se trata de medicamentos nuevos que aún no fueron testados en todo tipo de paciente.
Recomendaciones para pacientes nunca antes tratados con interferón:
1 - El Boceprevir debe ser tomado desde la cuarta semana, tres veces al día, a cada 8 horas (entre 7 y 9 horas) entre las dosis, en la dosis de 800 mg, junto con algún alimento leve. El interferón pegilado continúa con una aplicación semanal y la ribavirina será recetada conforme el peso del paciente. En las cuatro primeras semanas el tratamiento es solo con interferón pegilado y ribavirina. La duración total del tratamiento podrá ser de 28 o de 48 semanas, conforme la respuesta presentada en las primeras semanas.
2 - Pacientes sin cirrosis tratados con Boceprevir, interferón pegilado y ribavirina que en la semana 8 y 24 se encuentran indetectables en la carga viral, pueden ser considerados para un tratamiento de solamente 28 semanas de duración.
3 - Pacientes tratados con Boceprevir, interferón pegilado y ribavirina que en la semana 12 presentan un resultado de carga viral superior a 100 UI/ml o que en la semana 24 se encuentran con cualquier carga viral, deben interrumpir el tratamiento, pues no existe posibilidad de suceso con la continuidad del tratamiento.
4 - Pacientes tratados con Telaprevir, interferón pegilado y ribavirina deben empezar la terapia con las tres drogas al mismo tiempo. La dosis del Telaprevir es de 750 mg, tres veces al día, a cada 8 horas (entre 7 y 9 horas) entre las dosis, juntamente con algún alimento graso ingerido antes del Telaprevir. El interferón pegilado continúa con una aplicación semanal y la ribavirina será recetada conforme el peso del paciente.
5 - Pacientes tratados con Telaprevir, interferón pegilado y ribavirina deben tomar los tres medicamentos durante las primeras 12 semanas y, a continuación, continúan solamente con el interferón pegilado y ribavirina por más 12 ó 36 semanas conforme la respuesta presentada en las primeras semanas.
6 - Pacientes sin cirrosis tratados con Telaprevir, interferón pegilado y ribavirina que en la semana 12 se encuentran indetectables en la carga viral, pueden ser considerados para un tratamiento de solamente 24 semanas de duración.
7 - Pacientes tratados con Telaprevir, interferón pegilado y ribavirina que en las semanas 4 ó 12 presentan un resultado de carga viral superior a 1.000 UI/ml o que en la semana 24 se encuentran con cualquier carga viral, deben interrumpir el tratamiento, pues no existe posibilidad de suceso con la continuidad del tratamiento.
8 - Pacientes con cirrosis tratados con Boceprevir o Telaprevir, interferón pegilado y ribavirina deben recibir tratamiento durante 48 semanas de duración.
Recomendaciones para retratamiento de pacientes ya tratados con interferón:
Los pacientes que ya recibieron tratamiento con interferón pegilado y ribavirina deben ser divididos en tres categorías para saber cuál el retratamiento utilizando los inhibidores de proteasas, combinado con el interferón pegilado y ribavirina será el indicado. Veamos cuales son las diferentes situaciones:
A - Respondedores NULOS: Son aquéllos que en la semana 12 del tratamiento con interferón pegilado y ribavirina no lograron en la semana 12 tener una baja en la carga viral de por lo menos 2 Log.
B - Respondedores PARCIALES: Son aquéllos que en la semana 12 del tratamiento con interferón pegilado y ribavirina lograron en la semana 12 tener una baja en la carga viral superior a 2 Log, pero que en la semana 24 permanecen detectables (positivos) en la carga viral.
C - Pacientes RECIDIVANTES: Son aquéllos que llegan al final de las 48 semanas de tratamiento con interferón pegilado y ribavirina estando indetectables, pero en los seis meses después del final del tratamiento la carga viral vuelve a estar detectable (positiva).
IMPORTANTE: Debe se considerar cada caso separadamente, pues las definiciones arriba son válidas para tratamientos realizados correctamente, esto es, cuando las dosis de los medicamentos fueron seguidas adecuadamente, el interferón correctamente almacenado y hasta la calidad de la ribavirina utilizada deberá ser considerada. Considerar también que los casos en los cuales, por cualquier problema, acontecieron interrupciones en los medicamentos no pueden ser considerados en ninguna de las categorías arriba descritas y el médico deberá decidir la estrategia a ser recomendada.
9 - El retratamiento con Boceprevir o Telaprevir combinado con interferón pegilado y ribavirina puede ser recomendado para pacientes ya tratados con interferón pegilado y ribavirina considerados RECIDIVANTES o respondedores PARCIALES.
10 - No es recomendado el retratamiento con Boceprevir o Telaprevir combinado con interferón pegilado y ribavirina para pacientes ya tratados con interferón pegilado y ribavirina considerados respondedores NULOS.
11 - Pacientes en retratamiento con Boceprevir, interferón pegilado y ribavirina que en la semana 12 presentan un resultado de carga viral superior a 100 UI/ml deben interrumpir el tratamiento, pues existe posibilidad de desarrollo de resistencia antiviral.
12 - Pacientes en retratamiento con Telaprevir, interferón pegilado y ribavirina que en la semana 12 presentan un resultado de carga viral superior a 1.000 UI/ml deben interrumpir el tratamiento, pues existe posibilidad de desarrollo de resistencia antiviral.
Efectos secundarios y adversos en el tratamiento con Boceprevir y Telaprevir
Al incluir más un medicamento en el tratamiento aumentan los efectos secundarios y adversos ya conocidos del interferón pegilado y de la ribavirina y, aún, aparecen algunos nuevos.
13 - Boceprevir: en algunos pacientes podrá provocar anemia y disgeusia (es la alteración o distorsión del sentido del paladar).
14 - Telaprevir: en algunos pacientes podrá provocar erupciones cutáneas, anemia, náuseas, prurito y diarrea.
ATENCIÓN: La frecuencia, gravedad y tratamiento de los efectos secundarios y adversos causados por el Boceprevir y el Telaprevir explicaré con mayor detalle en las próximas semanas.
Resistencia viral - La importancia del acompañamiento:
Es importante un acompañamiento riguroso por parte del médico ya que los inhibidores de proteasas pueden crear resistencia al virus, cuando entonces su utilización debe ser inmediatamente interrumpida. Por se tratar de medicamentos nuevos aún no es conocido si pacientes que presenten resistencia viral podrán venir a sufrir la misma resistencia con nuevos medicamentos que en el futuro lleguen al mercado. Para tal es recomendado:
15 - En el caso de desarrollo de anemia durante el tratamiento con inhibidores de proteasas, interferón pegilado y ribavirina, la recomendación es la reducción de la dosis de ribavirina.
16 - Durante todo el tratamiento con inhibidores de proteasas, interferón pegilado y ribavirina todos los pacientes deben realizar acompañamiento riguroso de la carga viral. Aconteciendo un aumento igual o superior a 1 Log el inhibidor de proteasa debe ser suspendido.
17 - Pacientes en tratamiento con cualquiera un de los inhibidores de proteasas que no logran respuesta al tratamiento o presentan una recaída (aumento de la carga viral) no deben ser tratados con el otro inhibidor de proteasa disponible actualmente.
Poblaciones Especiales
Existen pocas informaciones para diversos grupos de pacientes, lo que recomienda mucha cautela en su utilización. Los pocos dados disponibles son de ensayos clínicos en las fases 2 y 3.
Podrán acontecer interacciones farmacológicas en el caso de pacientes co-infectados con HIV que hacen uso de medicamentos para tratamiento del SIDA o en pacientes que presenten un cuadro de cirrosis descompensada o en trasplantados.
Aparentemente no existen contraindicaciones en la utilización en pacientes con insuficiencia renal.
Telaprevir y Boceprevir no deben ser utilizados en niños y adolescentes con hasta 18 años de edad, porque la seguridad y eficacia todavía no fueron establecidas en esa población.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
An Update on Treatment of Genotype 1 Chronic Hepatitis C Virus Infection: 2011 Practice Guidelines by the American Association for the Study of Liver Diseases - Marc Ghany, MD, David R. Nelson, MD, Doris B. Strader, MD, David L. Thomas, MD,Leonard B. Seeff, MD
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo Grupo Optimismo. Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
Aviso legal: Las informaciones de este texto son meramente informativas y no pueden ser consideradas ni utilizadas como indicación médica. Es permitida la utilización de las informaciones contenidas en este mensaje si se cita la fuente como retiradas de WWW.HEPATO.COM
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