006_psi_port

Depressão na hepatite

15/10/2012

É natural sentir-se triste, abatido, deprimido, em alguma oportunidade, mas se esse mau humor persiste, dia após dia, poderia sinalizar depressão. A depressão é um episódio de tristeza ou apatia juntamente com outros sintomas que duram pelo menos duas semanas consecutivas podendo ser grave o suficiente para interromper as atividades diárias. A depressão não é um sinal de fraqueza ou uma personalidade negativa. É um problema de saúde e uma condição médica para a qual existe tratamento.

A depressão é a doença mental mais comum, afetando umas 350 milhões de pessoas no mundo. Nos infectados com hepatite C a depressão é mais comum, sendo agravada com o tratamento utilizando o interferon e a ribavirina.

Os principais sintomas da depressão são um sentimento de tristeza e / ou perda de interesse na vida. Atividades que antes eram prazerosas perdem seu apelo. As pessoas também podem ser tomadas por um sentimento de culpa ou inutilidade, falta de esperança e pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.

A depressão pode estar ligada a sintomas físicos entre os quais podem acontecer os seguintes:

- Fadiga,
- Perda de energia,
- Insônia, especialmente no final da noite,
- Sono excessivo,
- Dores persistentes, dores de cabeça, cãibras, ou problemas digestivos que não melhoram, mesmo com tratamento.

Alterações no apetite ou no peso acontecem na depressão. Alguns aumentam o apetite, enquanto outros perdem o apetite completamente. As pessoas deprimidas podem experimentar perda de peso ou ganho de peso.

Sem tratamento, a turbulência física e emocional provocada pela depressão pode atrapalhar o trabalho e os relacionamentos. As pessoas deprimidas geralmente têm dificuldade para se concentrar e tomar decisões. Eles se afastam das atividades anteriormente agradáveis, incluindo sexo. Em casos graves, a depressão pode constituir perigo de vida.

As pessoas que estão deprimidas são mais propensas a tentar o suicídio. Sinais de alerta incluem falar sobre a morte ou o suicídio, ameaçando ferir as pessoas, ou a prática de comportamento agressivo ou de risco. Qualquer um que aparente comportamento suicida deve ser levado muito a sério.

Alguns medicamentos, o abuso de álcool, uso de drogas e alterações hormonais podem ser fatores que desencadeiam a depressão.

Existem dezenas de opções de tratamento com medicamentos que em algumas semanas de uso conseguem fazer efeito. A combinação de terapia com um psicólogo e medicamentos receitados por um psiquiatra são particularmente eficazes.

O exercício aeróbico é uma arma potente contra a depressão leve ou moderada. A atividade física libera endorfinas que podem ajudar a melhorar o humor. O exercício regular também está ligado a uma maior auto-estima, um sono melhor, menos estresse e mais energia. Qualquer tipo de atividade física moderada, da natação ao trabalho doméstico, pode ajudar. Escolha algo que você gosta e faça entre 20 a 30 minutos, quatro ou cinco vezes por semana.

A solidão caminha lado a lado com a depressão, o desenvolvimento de uma rede de apoio social pode ser uma parte importante do tratamento. Isso pode incluir participar de um grupo de apoio, encontrar uma comunidade de suporte on-line, ou fazendo um esforço para ver os amigos e familiares com mais freqüência.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com


IMPORTANTE: Os artigos se encontram em ordem cronológica. O avanço do conhecimento nas pesquisas pode tornar obsoleta qualquer colocação em poucos meses. Encontrando colocações diversas que possam ser consideradas controversas sempre considerar a informação mais atual, com data de publicação mais recente.
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica.
É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte: WWW.HEPATO.COM
O Grupo Otimismo é afiliado da AIGA - ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO