25/08/2008
O Grupo Otimismo sempre acreditou no valor da auto-estima
A revista Isto É desta semana circula com reportagem sobre os benefícios que os pacientes podem conseguir com o fortalecimento da esperança, do otimismo, do bom humor e da espiritualidade no controle das doenças e no aumento da resposta terapêutica.
Desde 1999 que o Grupo Otimismo trabalha acreditando que "a informação é um excelente medicamento" sendo esse o caminho seguido na nossa forma de atuação, forma de trabalhar que provavelmente foi a responsável por nos transformar numa das maiores ONGs de hepatites do mundo.
O Grupo Otimismo por meio da informação trabalha a auto-estima dos portadores objetivando que os pacientes tenham aderência ao profissional de saúde que o atende. Fornecemos as informações necessárias para que o paciente tenha confiança nos conselhos do médico e consiga total aderência ao tratamento. O Grupo Otimismo trabalha dessa forma porque se posiciona de forma correta, como um grupo de apoio sem intenção de tratar os pacientes ou de criar dependência deles para com o grupo.
A reportagem da revista Isto É vem corroborar que a ciência já admite ser muito importante esse tipo de trabalho como um recurso complementar eficaz no controle e tratamento das doenças.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Revista ISTO É - 25/08/2008 - ADRIANA PRADO E GREICE RODRIGUES Colaborou Cilene Pereira
Medicina & Bem-estar
Tratamentos para a alma
Médicos e hospitais começam a adotar a espiritualidade e a esperança como recursos para o combate de doenças
Há uma revolução em curso na medicina que mudará para sempre a forma de tratar o paciente. Médicos e instituições hospitalares do mundo todo começam a incluir nas suas rotinas de maneira sistemática e definitiva a prática de estimular nos pacientes o fortalecimento da esperança, do otimismo, do bom humor e da espiritualidade. O objetivo é simples: despertar ou fortificar nos indivíduos condições emocionais positivas, já abalizadas pela ciência como recursos eficazes no combate a doenças. Esses elementos funcionariam, na verdade, como remédios para a alma - mas com repercussões benéficas para o corpo. No Brasil, a nova postura faz parte do cotidiano de instituições do porte do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, da Rede Sarah Kubitschek e do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, três referências nacionais na área de reabilitação física. Nos Estados Unidos, o conceito integra a filosofia de trabalho, entre outros centros, do Instituto Nacional do Câncer, um dos mais importantes pólos de pesquisa sobre a enfermidade do planeta, e da renomada Clínica Mayo, conhecida por estudos de grande repercussão e tratamentos de primeira linha.
A adoção desta postura teve origem primeiro na constatação empírica de que atitudes mais positivas traziam benefício aos pacientes. Isso começou a ser observado principalmente em centros de tratamento de doenças graves como câncer e males que exigem do indivíduo uma força monumental. No dia-a-dia, os médicos percebiam que os doentes apoiados em algum tipo de fé e que mantinham a esperança na recuperação de fato apresentavam melhores prognósticos. A partir daí, pesquisadores ligados principalmente a essas instituições iniciaram estudos sobre o tema.
Hoje há dezenas deles. Um exemplo é um trabalho publicado na edição deste mês da revista científica BMC Câncer sugerindo que o otimismo é um fator de proteção contra o câncer de mama. "Verificamos que mulheres expostas a eventos negativos têm mais risco de contrair a doença do que aquelas que apresentam maiores sentimentos de felicidade e positivismo", explicou Ronit Peled, da Universidade de Neguev, de Israel, autor da pesquisa. Na última edição do Annals of Family Medicine - publicação de várias sociedades científicas voltadas ao estudo de medicina da família - há outra mostra do que vem sendo obtido. Uma pesquisa divulgada na revista revelou que homens otimistas em relação à própria saúde de alguma forma ficaram mais protegidos de doenças cardiovasculares. Os cientistas acompanharam 2,8 mil voluntários durante 15 anos. Eles constataram que a incidência de morte por infarto ou acidente vascular cerebral foi três vezes menor entre aqueles que no início estavam mais confiantes em manter uma boa condição física. Provas dos efeitos da adoção da espiritualidade na melhora da saúde também começaram a surgir. Nos estudos sobre o tema, a prática aparece associada à redução da ansiedade, da depressão e à diminuição da dor, entre outras repercussões.
A partir de informações como essas, os cientistas resolveram identificar o que levava a esse impacto. Chegaram basicamente a duas razões. Uma é de natureza comportamental. Em geral, quem é otimista, tem esperança e cultiva alguma fé costuma ter hábitos mais saudáveis. Além disso, essas pessoas seguem melhor o tratamento. "Uma postura positiva leva a gestos positivos. Os pacientes se cuidam mais, alimentam-se bem, fazem direito a fisioterapia, mesmo que ela seja dolorosa", explica a clínica geral carioca Cláudia Coutinho.
A outra explicação tem fundamento biológico. Está provado que a manutenção de um estado de espírito mais seguro e esperançoso desencadeia no organismo uma cadeia de reações que só trazem o bem. "
Se o paciente é otimista, encara um problema de saúde como um desafio a ser vencido. Nesse caso, as alterações ocorridas no corpo poderão ser usadas a seu favor", explica o pesquisador Ricardo Monezi, do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo.
O bom humor, por exemplo, é capaz de promover o aumento da produção de hormônios que fortalecem o sistema de defesa, fundamental quando o corpo precisa lutar contra inimigos. Além disso, o riso provoca relaxamento de vários grupos musculares, melhora as funções cardíacas e respiratórias e aumenta a oxigenação dos tecidos.
É esse arcabouço de informações que permite hoje o uso, na prática, da espiritualidade, do otimismo, da esperança e do bom humor como recursos terapêuticos dentro da medicina. Nos Estados Unidos, por exemplo, pesquisadores da Universidade do Alabama preparam-se para começar a aplicar um tratamento batizado de "terapia da esperança". O sistema consiste em ajudar os pacientes a construir e a manter a esperança diante da doença. "O primeiro passo é auxiliá-los a encontrar um objetivo importante que dê sentido a suas vidas. Depois, aumentar a motivação para alcançá-lo e orientálos sobre os caminhos a serem seguidos", explicou à ISTOÉ Jennifer Cheavens, da Universidade de Ohio e participante do grupo que desenvolveu a novidade. Essa construção é feita com base em técnicas usadas na terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é treinar o indivíduo a pensar e a agir de forma diferente para conseguir lidar de modo mais eficiente diante de condições adversas. O treinamento é feito com duas sessões semanais realizadas durante dois meses. A terapia será usada em portadores de deficiências visuais e nas pessoas responsáveis por seus cuidados. "Acreditamos que ela ajudará muito na redução da depressão e de outros problemas associados à perda da visão. Os pacientes ficarão mais motivados a lutar contra as dificuldades e a participar dos trabalhos de reabilitação", explicou à ISTOÉ Laura Dreer, professora do departamento de oftalmologia da Universidade do Alabama, nos EUA.
No Brasil, a inclusão da ferramenta na prática médica está mudando a rotina dos hospitais. No Instituto de Ortopedia, no Rio de Janeiro, por exemplo, o trabalho médico é acompanhado pelo suporte psicológico, dedicado especialmente a fortalecer uma atitude mais positiva. O trabalho, claro, não é simples. Os pacientes costumam ser vítimas de traumas medulares ocorridos em situações como acidentes ou quedas. De uma hora para outra, têm a vida totalmente limitada. "Por isso, precisamos ajudá-los a enfrentar a nova situação. Eles têm de passar por uma reabilitação física e emocional", explica a psicóloga Fátima Alves, responsável pelo grupo. E quem faz isso usando o otimismo e a esperança como armas sai ganhando. "
Mostramos principalmente aos mais descrentes que a postura positiva no enfrentamento da doença é um remédio", afirma Tito Rocha, coordenador da unidade hospitalar do instituto. Em breve, eles abrirão um grupo para incentivar o cultivo da espiritualidade pelos doentes.
Na Rede Sarah, os pacientes são estimulados a participar de atividades que melhorem o humor e a disposição. Entre eles, estão o remo, a dança e os jogos. "No processo de reabilitação, esses recursos são fundamentais", afirma Lúcia Willadino Braga, presidente da Rede Sarah e considerada uma das melhores neurocientistas do País. "A doença deixa de ser o foco. Quando isso acontece, a recuperação é acelerada. O paciente fica menos tempo internado e retorna às suas atividades mais rapidamente", afirma. Constatações semelhantes são obtidas no InCor, em São Paulo. Lá, quem está internado recebe suporte psicológico para não entrar em depressão - já considerada fator de risco para doenças cardíacas - e manter o otimismo. "
É preciso dar força para o espírito para que o corpo se recupere", afirma o cardiologista Carlos Pastore, diretor de serviços médicos da instituição.
Talvez o símbolo mais emblemático do fim do preconceito da medicina ocidental contra questões relativas à emoções e espiritualidade seja o que está acontecendo na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a mais tradicional do País. Em novembro, a instituição sediará um evento para mostrar aos profissionais de saúde a importância de recursos como a espiritualidade e o bom humor na recuperação de pacientes. O curso será ministrado pelo geriatra Franklin dos Santos, professor de pós-graduação da disciplina de emergências médicas da universidade. No programa, há um bom espaço para ensinar os médicos e enfermeiros a usarem essas ferramentas. "Discutimos como isso deve ser aplicado na prática", diz o médico, que tem dado palestras pelas escolas de medicina do País inteiro.
Nos Estados Unidos, também há um esforço para treinar os profissionais de saúde. Só para se ter uma idéia, o Instituto Nacional de Câncer americano criou uma espécie de guia para orientar médicos, enfermeiros e psicólogos sobre como usar a espiritualidade do paciente a seu favor. Todo esse interesse é o sinal mais patente de que a revolução vai durar. Por isso, ninguém deve se surpreender se quando chegar ao consultório médico for indagado sobre suas condições de saúde, obviamente, mas também sobre sua relação com a espiritualidade ou disposição de esperança. "Questões como essas devem começar a ser cada vez mais levantadas", defende Brick Johnstone, professor de psicologia médica da Universidade Missouri-Columbia, nos EUA.
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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - Brasil
Teléfonos: Rio de Janeiro (005521) 4063.4567 - São Paulo (005511) 3522.3154 (de 11.00 a las 15.00 horas)
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com |
25/08/2008
El Grupo Optimismo siempre creyó en el valor de la autoestima
La revista "Isto É" de Brasil circula con reportaje sobre los beneficios que los pacientes pueden conseguir con el fortalecimiento de la esperanza, del optimismo, del buen humor y de la espiritualidad en el control de las enfermedades y en el aumento de la respuesta terapéutica.
Desde 1999 que el Grupo Optimismo trabaja creyendo que "la información es un excelente medicamento" siendo ése el camino seguido en nuestra forma de actuación, forma de trabajar que probablemente fue la responsable por nos transformar en una de las mayores ONGs de hepatitis del mundo.
El Grupo Optimismo por medio de la información trabaja la autoestima de los portadores objetivando que los pacientes tengan adherencia al profesional de salud que lo atiende. Suministramos las informaciones necesarias para que el paciente tenga confianza en los consejos del médico y logre total adherencia al tratamiento. El Grupo Optimismo trabaja de ésa forma porque se posiciona de forma correcta, como un grupo de apoyo sin intención de tratar los pacientes o de crear dependencia de ellos para con el grupo.
El reportaje de la revista "Isto É" viene a corroborar que la ciencia ya admite ser muy importante ese tipo de trabajo como un recurso complementario eficaz en el control y tratamiento de las enfermedades.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo
Revista "Isto É" - Brasil - 25/08/2008 - Adriana PRADO Y GREICE Rodrigues Colaboró Cilene Pereira
Medicina & Bienestar
Tratamientos para el alma
Médicos y hospitales empiezan a adoptar la espiritualidad y la esperanza como recursos para el combate de enfermedades
Hay una revolución en curso en la medicina que mudará para siempre la forma de tratar el paciente. Médicos e instituciones hospitalarias del mundo todo empiezan a incluir en sus rutinas de manera sistemática y definitiva la práctica de estimular en los pacientes el fortalecimiento de la esperanza, del optimismo, del buen humor y de la espiritualidad. El objetivo es simple: despertar o fortificar en los individuos condiciones emocionales positivas, ya comprobadas por la ciencia como recursos eficaces en el combate a enfermedades. Esos elementos funcionarían, en verdad, como medicinas para el alma - pero con repercusiones benéficas para el cuerpo. En Brasil, la nueva postura hace parte del cotidiano de instituciones del porte del Instituto del Corazón (InCor), en São Paulo, de la Red Sarah Kubitschek y del Instituto Nacional de Trauma y Ortopedia (Into), en Rio de Janeiro, tres referencias nacionales en el área de rehabilitación física. En Estados Unidos, el concepto integra la filosofía de trabajo, entre otros centros, del Instituto Nacional del Cáncer, uno de los más importantes polos de investigación sobre la enfermedad del planeta, y de la renombrada Clínica Mayo, conocida por estudios de gran repercusión y tratamientos de primera línea.
La adopción de esta postura tuvo origen primero en la constatación empírica de que actitudes más positivas traían beneficio a los pacientes. Eso empezó a ser observado principalmente en centros de tratamiento de enfermedades graves como cáncer y males que exigen del individuo una fuerza monumental. En el día-a-día, los médicos percibían qué los enfermos apoyados en algún tipo de fe y que mantenían la esperanza en la recuperación de hecho presentaban mejores pronósticos. A partir de allí, investigadores ligados principalmente a esas instituciones iniciaron estudios sobre el tema.
Hoy hay decenas de ellos. Un ejemplo es un trabajo publicado en la edición de este mes de la revista científica BMC Cáncer sugiriendo que el optimismo es un factor de protección contra el cáncer de mama. "Verificamos que mujeres expuestas a eventos negativos tienen mayor posibilidad de contraer la enfermedad que aquéllas que presentan mayores sentimientos de felicidad y positivismo", explicó Ronit Peled, de la Universidad de Neguev, de Israel, autor de la investigación. En la última edición del Annals of Family Medicine - publicación de varias sociedades científicas dedicadas al estudio de medicina de la familia - hay otra muestra que viene siendo lograda. Una investigación divulgada en la revista reveló que hombres optimistas con relación a la propia salud de alguna forma quedaron más protegidos de enfermedades cardiovasculares. Los científicos acompañaron 2,8 mil voluntarios durante 15 años. Constataron que la incidencia de muerte por infarto o accidente vascular cerebral fue tres veces menor entre aquéllos que al inicio estaban más seguros en mantener una buena condición física. Pruebas de los efectos de la adopción de la espiritualidad en la mejora de la salud también empezaron a surgir. En los estudios sobre el tema, la práctica aparece asociada a la reducción de la ansiedad, de la depresión y a la disminución del dolor, entre otras repercusiones.
Con informaciones como ésas, los científicos resolvieron identificar lo que llevaba a ese impacto. Llegaron básicamente a dos razones. Una es de naturaleza del comportamiento. En general, quien es optimista, tiene esperanza y cultiva alguna fe suele tener hábitos más saludables. Además, esas personas siguen mejor el tratamiento. "Una postura positiva lleva a gestos positivos. Los pacientes se cuidan más, se alimentan bien, hacen correctamente la fisioterapia, aun cuando ella sea dolorosa", explica la generalista carioca Claudia Coutinho.
A otra explicación tiene fundamento biológico. Está probado que la manutención de un estado de espíritu más seguro y de esperanza desencadena en el organismo una cadena de reacciones que solo traen el bien. "
Si el paciente es optimista, encara un problema de salud como un desafío a ser vencido. En ese caso, las alteraciones ocurridas en el cuerpo podrán ser usadas a su favor", explica el pesquisador Ricardo Monezi, del Instituto de Medicina Comportamental de la Universidad Federal de São Paulo.
El buen humor, por ejemplo, es capaz de promover el aumento de la producción de hormonas que fortalecen el sistema de defensa, fundamental cuando el cuerpo necesita luchar contra enemigos. Además, la risa provoca relajamiento de varios grupos musculares, mejora las funciones cardíacas y respiratorias y aumenta la oxigenación de los tejidos.
Es ese volumen de informaciones que permite hoy el uso, en la práctica, de la espiritualidad, del optimismo, de la esperanza y del buen humor como recursos terapéuticos dentro de la medicina. En Estados Unidos, por ejemplo, investigadores de la Universidad de Alabama se preparan para empezar a aplicar un tratamiento bautizado de "terapia de la esperanza". El sistema consiste en ayudar los pacientes a construir y a mantener la esperanza delante de la enfermedad. "El primer paso es los auxiliar a encontrar un objetivo importante que dé sentido a sus vidas. Después, aumentar la motivación para alcanzarlo y orientarlos sobre los caminos a ser seguidos", explicó a la ISTOÉ Jennifer Cheavens, de la Universidad de Ohio y participante del grupo que desarrolló la novedad. Esa construcción es hecha con base en técnicas usadas en la terapia cognoscitivo-comportamental, cuyo objetivo es entrenar el individuo a pensar y a actuar de forma diferente para conseguir se manejar de modo más eficiente delante de condiciones adversas. El entrenamiento es hecho con dos sesiones semanales realizadas durante dos meses. La terapia será usada en portadores de deficiencias visuales y en las personas responsables de su cuidado. "Creemos que ella ayudará mucho en la reducción de la depresión y de otros problemas asociados a la pérdida de la visión. Los pacientes se quedarán más motivados a luchar contra las dificultades y a participar de los trabajos de rehabilitación", explicó a la ISTOÉ Laura Dreer, profesora del departamento de oftalmología de la Universidad de Alabama, en EEUU.
En Brasil, la inclusión de la herramienta en la práctica médica está mudando la rutina de los hospitales. En el Instituto de Ortopedia, en Rio de Janeiro, por ejemplo, el trabajo médico es acompañado por el soporte psicológico, dedicado especialmente a fortalecer una actitud más positiva. El trabajo, desde luego, no es simple. Los pacientes suelen ser víctimas de traumas medulares ocurridos en situaciones como accidentes o caídas. De una hora para otra, tienen la vida totalmente limitada. "Por eso, necesitamos ayudarlos a enfrentar la nueva situación. Tienen que pasar por una rehabilitación física y emocional", explica la psicóloga Fátima Alves, responsable por el grupo. Y quien hace eso usando el optimismo y la esperanza como armas sale ganando. "
Mostramos principalmente a los más descreídos que la postura positiva en el enfrentamiento de la enfermedad es una medicina", afirma Tito Rocha, coordinador de la unidad hospitalaria del instituto. En breve, abrirán un grupo para incentivar el cultivo de la espiritualidad por los enfermos.
En la Red Sarah, los pacientes son estimulados a participar de actividades que mejoren el humor y la disposición. Entre ellos, están el remo, la danza y los juegos. "En el proceso de rehabilitación, esos recursos son fundamentales", afirma Lucia Willadino Braga, presidente de la Red Sarah y considerada una de las mejores neurocientistas del País. "La enfermedad deja de ser el foco. Cuando eso acontece, la recuperación es acelerada. El paciente queda menos tiempo internado y regresa a sus actividades más rápidamente", afirma. Constataciones semejantes son logradas en el InCor, en São Paulo. Allá, quien esté internado recibe soporte psicológico para no entrar en depresión - ya considerada factor de riesgo para enfermedades cardíacas - y mantener el optimismo. "
Es preciso dar fuerza para el espíritu para que el cuerpo se recupere", afirma el cardiólogo Carlos Pastore, director de servicios médicos de la institución.
Tal vez el símbolo más emblemático del fin del preconcepto de la medicina occidental contra cuestiones relativas a las emociones y espiritualidad sea lo que está aconteciendo en la Facultad de Medicina de la Universidad de São Paulo (Usp), la más tradicional del País. En noviembre, la institución realizará un evento para mostrar a los profesionales de salud la importancia de recursos como la espiritualidad y el buen humor en la recuperación de pacientes. El curso será ministrado por el geriatra Franklin dos Santos, profesor de posgraduación de la disciplina de emergencias médicas de la universidad. En el programa, hay un buen espacio para enseñar los médicos y enfermeros a usar esas herramientas. "Discutimos como eso debe ser aplicado en la práctica", dice el médico, que ha dado exposiciones por las escuelas de medicina del País entero.
En Estados Unidos, también hay un esfuerzo para entrenar los profesionales de salud. Solo para tenerse una idea, el Instituto Nacional de Cáncer americano creó una especie de guía para orientar médicos, enfermeros y psicólogos sobre como usar la espiritualidad del paciente a su favor. Todo ese interés es la señal más patente de que la revolución va a durar. Por eso, nadie debe se sorprender si cuando llegue al consultorio del médico sea indagado sobre sus condiciones de salud, obviamente, pero también sobre su relación con la espiritualidad o disposición de esperanza. "Cuestiones como ésas deben empezar a ser cada vez más utilizadas", defiende Brick Johnstone, profesor de psicología médica de la Universidad Missouri-Columbia, en EEUU.
Traducción de Carlos Varaldo
Grupo Optimismo