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31/05/2010


Tratamento da depressão causada pelo interferon


A depressão durante o tratamento da hepatite C pode ser considerada como um dos maiores problemas durante o tratamento, afetando em grande forma a qualidade de vida do paciente. Em muitos casos não é dada a devida importância pelo médico que trata a hepatite C, não sendo raro escutarmos que tudo não passa de imaginação na cabeça do paciente, mas se fosse dada a devida atenção aos efeitos da depressão o número de pacientes que interrompem o tratamento seria bem menor.

Para quantificar os benefícios do tratamento da depressão, tanto preventivamente como durante o tratamento com interferon e ribavirina estou comentando os resultados de um estudo apresentado no EASL 2010 realizado de forma multicêntrico e duplo cego incluindo 208 pacientes infectados com hepatite C sem tratamento prévio e que não apresentavam antecedentes de transtornos psiquiátricos.

Um grupo dos pacientes recebeu escitalopram (um medicamento antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da receptação de serotonina ou ISRS) na dosagem de 10 mg/dia e outro grupo foi tratado somente com um placebo. A depressão foi medida por métodos reconhecidos cientificamente.

O número de pacientes que resultou curado da hepatite C foi significativamente maior no grupo que recebeu o escitalopram, de 55,6% contra 46,2% dos que receberam o placebo. Os pacientes tratados com o escitalopram apresentaram episódios depressivos significativamente reduzidos em comparação ao grupo placebo.

O grupo que recebeu o placebo apresentou episódios depressivos com um risco 3,56 vezes maior que o grupo de pacientes tratados com escitalopram. Os pacientes tratados com escitalopram também apresentaram menos fadiga e menos insônia.

Concluem os pesquisadores que nos pacientes sem nenhum risco psiquiátrico antes do tratamento da hepatite C, o uso do escitalopram foi altamente eficaz para reduzir a incidência e severidade da depressão causada pelo interferon e a ribavirina. Finalizam informando que o tratamento com escitalopram foi totalmente seguro e pode ser associado com uma redução significativa dos efeitos colaterais durante o tratamento da hepatite C.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
EASL 2010 - Escitalopram for the prevention of peg-ifn and ribavirin associated depression in hcv-infected patients: final results from the cippad-trial - M. Schaefer, R. Sarkar, V. Weich, S. Effenberger, L. Heinze, U. Spengler, T. Schlaepfer, J. Ockenga, P. Buggisch, J. Reimer8R. Link, O. Kummer, K. Lieb, H. Weidenbach, M. Rentrop, T. Discher, G. Fromm, S. Zeuzem, T. Berg - Abstract: 298 - Journal of Hepatology, Supplement No 1, Volume 52, 2010, Page S125


Carlos Varaldo
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31/05/2010


Tratamiento de la depresión causada por el interferón


La depresión durante el tratamiento de la hepatitis C puede ser considerada como uno de los mayores problemas durante el tratamiento, afectando en grande forma la calidad de vida del paciente. En muchos casos no es dada la debida importancia por el médico que trata la hepatitis C, no siendo raro escuchar que todo no pasa de imaginación en la cabeza del paciente, pero si fuese dada la debida atención a los efectos de la depresión el número de pacientes que interrumpen el tratamiento sería bien menor.

Para cuantificar los beneficios del tratamiento de la depresión, tanto preventivamente como durante el tratamiento con interferón y ribavirina estoy comentando los resultados de un estudio presentado en el EASL 2010 realizado de forma multicéntrica y duplo ciego incluyendo 208 pacientes infectados con hepatitis C sin tratamiento previo y que no presentaban antecedentes de trastornos psiquiátricos.

Un grupo de los pacientes recibió escitalopram (un medicamento antidepresivo de la clase de los inhibidores selectivos de la receptación de serotonina o ISRS) en la dosis de 10 mg/día y otro grupo fue tratado solamente con un placebo. La depresión fue medida por métodos reconocidos científicamente.

El número de pacientes que resultó curado de la hepatitis C fue significativamente mayor en el grupo que recibió el escitalopram, del 55,6% contra 46,2% de los que recibieron el placebo. Los pacientes tratados con el escitalopram presentaron episodios depresivos significativamente reducidos en comparación al grupo placebo.

El grupo que recibió el placebo presentó episodios depresivos con un riesgo 3,56 veces mayor que el grupo de pacientes tratados con escitalopram. Los pacientes tratados con escitalopram también presentaron menos fatiga y menos insomnio.

Concluyen los pesquisidores que en los pacientes sin ningún riesgo psiquiátrico antes del tratamiento de la hepatitis C, el uso del escitalopram fue altamente eficaz para reducir la incidencia y severidad de la depresión causada por el interferón y la ribavirina. Finalizan informando que el tratamiento con escitalopram fue totalmente seguro y puede ser asociado con una reducción significativa de los efectos secundarios durante el tratamiento de la hepatitis C.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
EASL 2010 - Escitalopram for the prevention of peg-ifn and ribavirin associated depression in hcv-infected patients: final results from the cippad-trial - M. Schaefer, R. Sarkar, V. Weich, S. Effenberger, L. Heinze, U. Spengler, T. Schlaepfer, J. Ockenga, P. Buggisch, J. Reimer8R. Link, O. Kummer, K. Lieb, H. Weidenbach, M. Rentrop, T. Discher, G. Fromm, S. Zeuzem, T. Berg - Abstract: 298 - Journal of Hepatology, Supplement No 1, Volume 52, 2010, Page S125


Carlos Varaldo
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Last updated 29.5.2010