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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Telefones: Rio de Janeiro (xx21) 4063.4567 - São Paulo (xx11) 3522.3154 (das 11.00 às 15.00 horas)
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10/08/2009


Estigmas ainda persistentes nas hepatites


Convidado para dar uma palestra no grupo de apoio de Osasco, o GAPHOR no próximo domingo 16 de agosto com o tema "Aprendendo a conviver com a hepatite crônica", um assunto difícil para os infectados já que cada individuo aceita ou reage das formas mais diversas possíveis ante a incerteza do futuro, estava enumerando a infinidade de situações que podem se apresentar e me deparei com o estigma e discriminação que as hepatites B e C ainda apresentam na sociedade.

Tal vez um dos principais problemas que prejudicam a parte emocional, psicológica e a qualidade de vida dos infectados com as hepatites B e C seja o estigma e discriminação, ainda muito altos entre a população em geral. Na hepatite B pode ser observado até um estigma em maior grau que em relação ao HIV/AIDS.

Isso e resultado de falta de informação correta, da falta de campanhas que mostrem as características individuais das doenças. No início da epidemia da AIDS a discriminação era total, pessoas evitavam conviver com um infectado, mas com a realização de campanhas informativas o estigma praticamente acabou e, hoje os indivíduos HIV positivos convivem em igualdade de condições nos círculos sociais e na vida profissional. As hepatites carecem de ações dos governos nesse sentido, para evitar a discriminação.

Mas o que falar e como falar para diminuir os preconceitos em relação ao estigma nas hepatites? Numa campanha preventiva devemos falar em "transmissão" ou em "contagio", devemos falar de "portadores" de hepatites ou de "pessoas com" hepatite, devemos falar de pessoas "expostas ao risco" ou de "grupos de risco" ou ainda de "condutas de risco".

Quando formamos o Grupo Otimismo achamos por bem ser uma associação de "portadores" um termo adequado naquela ocasião, mas esse será o termo politicamente correto na atualidade. Qual a interpretação de "portadores" na população em geral?. Nesses 12 anos nunca escutei alguém falar que e "portador" da hepatite B ou C, ele simplesmente se classifica como infectado ou doente.

Na AIDS e comum alguém falar abertamente que "vive com o HIV", provavelmente por ser uma doença que ainda não consegue a cura, já na hepatite C muitos dos curados falam brincando que são "ex-portadores".

A palavra "contagio" quando utilizada em campanhas de prevenção pode aumentar a discriminação, já que "contagioso" e interpretado como um alerta de algo do qual deve se manter distancia, que deve se evitar o contato. A palavra "transmissão" parece ser mais adequada. Existe "contagio" do vírus da gripe, porque ele está no ar, invisível, aparece de repente, mas nas hepatites o que existe e a transmissão de uma pessoa para outra em condições muito bem definidas. A colocação correta deveria ser "vias de transmissão" explicando cada uma das hepatites, já que nas hepatites B e C elas são diferentes, tal quais duas doenças diferentes.

Lamentavelmente a falta de campanhas informativas de largo alcance e de forma permanente sobre as hepatites por parte do governo mantém a população quase que totalmente ignorante sobre a maior epidemia da humanidade, podemos considerar a omissão na divulgação das hepatites como a culpada pela discriminação e estigma sofrida pelos infectados.

Campanhas de prevenção e informação não devem focar somente conhecimento sobre hepatites, elas devem ser mais humanas, não realizando julgamentos sobre grupos de maior risco, não condenando, por exemplo, os usuários de drogas ou os profissionais do sexo. Para evitar novos infectados e necessário vencer as barreiras da discriminação, do estigma e da segregação, pois elas são obstáculos para a prevenção.

É necessário informar da melhor forma possível, para que algum dia ninguém tenha medo de poder falar abertamente que está infectado com uma das hepatites, B ou C, e para não ser mais excluído socialmente, profissionalmente ou até de editais de concursos públicos para admissão no funcionalismo.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo


Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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1 pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!

personas estarán muriendo por culpa de las hepatitis B o C en el mundo!

A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!



GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
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10/08/2009


Estigmas aún persistentes en las hepatitis


Invitado para dar una charla en el grupo de apoyo de Osasco, el GAPHOR en el próximo domingo 16 de agosto con el tema "Aprendiendo a convivir con la hepatitis crónica", un asunto difícil para los infectados ya que cada individuo acepta o reacciona de las formas más diversas posibles, estaba enumerando la infinidad de situaciones que pueden se presentar y veo que el estigma y discriminación que las hepatitis B y C aún presentan en la sociedad es uno de los mayores problemas.

Tal vez uno de los principales problemas que perjudican la parte emocional, psicológica y la calidad de vida de los infectados con las hepatitis B y C sea el estigma y discriminación, todavía muy altos entre la población en general. En la hepatitis B puede ser observado hasta un estigma en mayor grado que en relación al HIV/SIDA.

Eso es resultado de falta de información correcta, de la falta de campañas que muestren las características individuales de las enfermedades. Al inicio de la epidemia del SIDA la discriminación era total, personas evitaban convivir con un infectado, pero con la realización de campañas informativas el estigma prácticamente acabó y, hoy los individuos HIV positivos conviven en igualdad de condiciones en los círculos sociales y en la vida profesional. Las hepatitis carecen de acciones de los gobiernos en ese sentido, para evitar la discriminación.

¿Pero lo qué hablar y cómo hablar para disminuir los preconceptos con relación al estigma en las hepatitis? En una campaña preventiva debemos hablar en "transmisión" o en "contagio", debemos hablar de "portadores" de hepatitis o de "personas con" hepatitis, debemos hablar de personas "expuestas al riesgo" o de "grupos de riesgo" o aún de "conductas de riesgo".

Cuando formamos el Grupo Optimismo hallamos por bien ser una asociación de "portadores" un término adecuado en aquella ocasión, pero ése será el término políticamente correcto en la actualidad. ¿Cuál la interpretación de "portadores" en la población en general? En ésos 12 años nunca escuché alguien hablar que es "portador" de la hepatitis B o C, él simplemente se clasifica como infectado o enfermo.

En el SIDA es común alguien decir abiertamente que "vive con el HIV", probablemente por ser una enfermedad que todavía no consigue la cura, ya en la hepatitis C muchos de los curados hablan bromeando que son "ex portadores".

La palabra "contagio" cuando utilizada en campañas de prevención puede aumentar la discriminación, ya que "contagioso" es interpretado como un alerta de algo de lo cual debe se mantener distancia, que debe se evitar el contacto. La palabra "transmisión" parece ser más adecuada. Existe "contagio" del virus de la gripe, porque él está en el aire, invisible, aparece de repente, pero en las hepatitis lo que existe es la transmisión de una persona para otra en condiciones muy bien definidas. La colocación correcta debería ser "vías de transmisión" explicando cada una de las hepatitis, ya que en las hepatitis B y C ellas son diferentes, tal como dos enfermedades diferentes.

Lamentablemente la falta de campañas informativas de largo alcance y de forma permanente sobre las hepatitis por parte del gobierno mantiene la población casi totalmente ignorante sobre la mayor epidemia de la humanidad, podemos considerar la omisión en la divulgación de las hepatitis como la culpable por la discriminación y estigma sufrida por los infectados.

Campañas de prevención e información no deben difundir solamente conocimiento sobre hepatitis, deben ser más humanas, no realizando juicios sobre grupos de mayor riesgo, no condenando, por ejemplo, los usuarios de drogas o los profesionales del sexo. Para evitar nuevos infectados es necesario vencer las barreras de la discriminación, del estigma y de la segregación, pues ellas son obstáculos para la prevención.

Es necesario informar de la mejor forma posible, para que algún día nadie tenga miedo de poder decir abiertamente que está infectado con una de las hepatitis, B o C, y para no ser más excluido socialmente, profesionalmente o hasta de concursos públicos para admisión de empleados en la administración pública.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo


Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores das diversas actividades.
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Last updated 10.8.2009