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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
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20/02/2006


A HEPATITE C E OS TRANSTORNOS MENTAIS RECEBEM POUCA ATENÇÃO


Pesquisa realizada na Espanha com 1.004 indivíduos entre 18 e 65 anos mostra que 89% dos espanhóis consideram que o câncer é a enfermidade mais grave que existe, seguida pela AIDS (59%). Outros problemas com um impacto similar recebem menos atenção, como as doenças cardiovasculares (que preocupa a 14,6%), o Alzheimer (6,2%) e a diabetes (2,6%). A hepatite C, as enfermidades mentais e a esclerose são as grandes desconhecidas.

Ao se limitar a classificação unicamente às doenças contagiosas que se consideram mais graves, a AIDS e citada por uma ampla maioria (75,9%), seguida pelas hepatites em geral (13,8%) e a tuberculoses (13,8%).

Estes dados põem de manifesto que os espanhóis sabem muito mais sobre câncer e AIDS que sobre outras doenças que têm muita mais incidência que, por exemplo, a AIDS.

O fato de que só estes dois transtornos preocupem de verdade aos espanhóis chamou a atenção dos especialistas, assim como que a hepatite C não seja considerada pela população como uma das doenças mais graves, quando afeta entre 2% e 3% da população espanhola, cinco vezes mais que a AIDS segundo o Dr. Ramón Plainas, chefe do Serviço da Hepatologia do hospital Germans Trias i Pujol.

A hepatite C é conhecida como a epidemia silenciosa porque uma pessoa pode estar até 20 anos sem desenvolver nenhum sintoma. Esta característica pode ser, em parte, responsável pelo grande desconhecimento que se tem sobre a doença. Só 36% sabem, por exemplo, que esta patologia afeta o fígado.

"O desconhecimento sobre como se transmite o vírus é preocupante porque influi em uma pior qualidade de vida dos afetados e aumenta o estigma", recordou o doutor Plainas. Além disso, como reconheceu a presidenta da Associação Espanhola de Doentes de Hepatite C, Amparo González, "a ignorância faz que quando o médico a diagnostica o paciente sinta medo porque se enfrenta a algo que desconhece".


FALSAS CRENÇAS SOBRE A HEPATITE C


Um dos principais problemas na hepatite C é que não possui sintomas, por isso se diagnostica tardiamente. "O único sinal que pode denotar que alguém a padece é o cansaço, mas é algo tão subjetivo, que não é costume o atribuir à doença", explica Javier Salmerón, chefe do Serviço digestivo do hospital São Cecílio de Granada. Esta situação faz que só 25% dos casos de hepatite C estejam diagnosticados na Espanha e que muita gente desconheça que a padece.

As idéias errôneas que têm a população sobre a hepatite C estão relacionadas tanto com as vias de transmissão como com seu tratamento e diagnóstico. Quanto às formas de contágio, só 55% é consciente de que a saliva não é um meio de transmissão e 59% sabe que compartilhar alimentos ou utensílios de uso em casa não apresenta risco.

"É totalmente falso que a saliva transmita o vírus, mas muita gente ainda acredita que por um beijo se pode contagiar a hepatite C", reconhece o medico do hospital Germans Trias i Pujol. Do mesmo modo, a população cita como a principal medida para evitar o contágio a utilização de preservativos "quando a hepatite C, a diferença do que ocorre com o HIV/AIDS ou com a hepatite B, muito raramente se detecta no sêmen ou nos fluidos vaginais. A proporção de casos por via sexual é de 2% em 20 anos".

Outra das confusões é que o 40% dos entrevistados pensa que é uma doença que não tem cura, apesar de que os especialistas assinalam que com o tratamento a base de interferon e ribavirina até 63% dos pacientes se pode curar. Além disso, 37% acreditam erroneamente que existe uma vacina disponível para prevenir a enfermidade.

Por último, tão somente 42% dos entrevistados conhece que o vírus se detecta mediante um exame de sangue e 46% não saberia a que especialista acudir se fosse diagnosticado com o vírus. "Para detectar a hepatite C basta com um teste tão simples e tão singelo que os médicos deveriam o solicitar como uma coisa rotineira".

Ante o desconhecimento mostrado pela população, os especialistas consideram que é necessário formar e conscientizar toda a população sobre quais são as vias de contágio e como se diagnostica e se previne a hepatite C.


A SITUAÇÃO NO BRASIL


Se a situação na Espanha, um país onde o governo oferece com facilidade tratamento gratuito a todos os infectados e a doença é muito divulgada, seja por campanhas de detecção ou de informação ou pelo famoso escândalo do anestesista de Barcelona que transmitiu a hepatite C a centenas de pacientes, imaginem como estamos em países do terceiro mundo, onde a palavra hepatite C é censurada pelos governantes.

Em um país como o Brasil, onde o governo nunca realizou uma campanha de informação e onde é muito difícil realizar a prova de detecção, a realização de uma pesquisa similar acabaria mostrando resultados trágicos. É estimado que dos mais de quatro milhões de brasileiros infectados pela hepatite C somente uns cento e cinqüenta mil saibam de sua condição, ou seja, 97% desconhecem que estão doentes.

Os números sobre quantos estão em tratamento também seriam terríveis, já que em 2005 menos de 10.000 pacientes receberam tratamento gratuito e, continuando a este ritmo o governo conseguirá tratar todos os infectados em mais ou menos 400 anos. Muitos ministros deverão passar pelo cargo durante este tempo e, infelizmente, a maioria dos infectados não conseguirá esperar a sua vez de receber o tratamento do governo.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
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20/02/2006


LA HEPATITIS C Y LOS TRASTORNOS MENTALES RECIBEN POCA ATENCIÓN


Encuesta realizada en España con 1.004 individuos entre 18 y 65 años muestra que 89% de los españoles considera que el cáncer es la enfermedad más grave que existe, seguida por el sida (59%). Otros problemas con un impacto similar reciben menos atención, como las enfermedades cardiovasculares (que preocupa al 14,6%), el Alzheimer (6,2%) y la diabetes (2,6%). La hepatitis C, las enfermedades mentales y la esclerosis son las grandes desconocidas.

Si se limita la clasificación únicamente a las enfermedades contagiosas que se consideran más graves, el sida gana por una amplia mayoría (75,9%), seguida por las hepatitis en general (13,8%) y la tuberculosis (13,8%).

Estos datos ponen de manifiesto que los españoles saben mucho más sobre cáncer e SIDA que sobre otras patologías que tienen más incidencia que, por ejemplo, el sida.

El hecho de que sólo estos dos trastornos preocupen de verdad a los españoles ha llamado la atención de los expertos, así como que la hepatitis C no sea percibida por los ciudadanos como una de las enfermedades más graves, cuando afecta a entre un 2% y un 3% de la población española, cinco veces mas que al SIDA según el Dr. Ramón Planas, jefe del Servicio de Hepatología del hospital Germans Trias i Pujol.

A la hepatitis C se la conoce como la epidemia silenciosa porque una persona puede estar hasta 20 años sin desarrollar ningún síntoma. Esta característica puede ser, en parte, responsable del gran desconocimiento que se tiene sobre la enfermedad. Sólo un 36% sabe, por ejemplo, que esta patología afecta al hígado.

"El desconocimiento sobre cómo se transmite el virus es preocupante porque influye en una peor calidad de vida de los afectados y aumenta la estigmatización", ha recordado el doctor Planas. Además, como ha reconocido la presidenta de la Asociación Española de Enfermos de Hepatitis C, Amparo González, "la ignorancia hace que cuando el médico la diagnostica el paciente sienta miedo porque se enfrenta a algo que desconoce".


FALSAS CREENCIAS SOBRE LA HEPATITIS C


Uno de los principales problemas que plantea la hepatitis C es que no da síntomas, por lo que se diagnostica tarde. "El único signo que puede denotar que alguien la padece es el cansancio, pero es algo tan subjetivo, que no se suele atribuir a la enfermedad", explica Javier Salmerón, jefe del Servicio de digestivo del hospital San Cecilio de Granada. Esta situación hace que sólo un 25% de los casos de hepatitis C estén diagnosticados y que mucha gente desconozca que la padece.

Las ideas erróneas que tienen los ciudadanos sobre este trastorno están relacionadas tanto con las vías de transmisión como con su tratamiento y diagnóstico. En cuanto a las formas de contagio, sólo un 55% es consciente de que la saliva no es un medio de transmisión y el 59% sabe que compartir alimentos o vajillas tampoco conlleva riesgo.

"Es totalmente falso que la saliva transmita el virus, pero mucha gente aún cree que por un beso se puede contagiar la hepatitis C", reconoce el experto del hospital Germans Trias i Pujol. Asimismo, los ciudadanos citan como la principal medida para evitar el contagio la utilización de preservativos "cuando la hepatitis C, a diferencia de lo que ocurre con el HIV/SIDA y la hepatitis B, muy raramente se detecta en el semen o en los fluidos vaginales. La proporción de casos por esta vía es de un 2% en 20 años".

Otra de las confusiones es que el 40% de los encuestados piensa que es una enfermedad que no tiene cura, a pesar de que los especialistas señalan que con el tratamiento a base de interferón y ribavirina hasta un 63% de los pacientes se puede curar. Además el 37% cree erróneamente que existe una vacuna disponible para prevenir la enfermedad.

Por último, tan sólo un 42% de los encuestados conoce que este virus se detecta con un análisis de sangre y un 46% no sabría a qué especialista acudir si tuviera el virus. "Para detectar la hepatitis C basta con una prueba tan barata y tan sencilla que los médicos deberíamos pedirla como algo rutinario, algo que no hacemos".

Ante el desconocimiento mostrado por la población, los expertos consideran que es necesario formar y concienciar a los ciudadanos sobre cuáles son las vías de contagio y cómo se diagnostica y se previene la hepatitis C.


LA SITUACIÓN EN EL BRASIL


Si la situación en España, un país donde el gobierno ofrece con facilidad tratamiento gratuito a todos los infectados y la enfermedad es ampliamente divulgada, sea por campañas de detección o de información o por el famoso escándalo del anestesista de Barcelona que transmitió la hepatitis C a centenas de pacientes, imaginen como estamos en países del tercero mundo, donde la palabra hepatitis C es censurada por los gobernantes.

En un país como el Brasil, donde el gobierno nunca realizó una campaña de información y donde es muy difícil realizar la prueba de detección, la realización de una encuesta similar acabaría en datos trágicos. Es estimado que de los mas de cuatro millones de brasileños infectados por la hepatitis C solo unos ciento y cincuenta mil sepan de su condición, o sea, 97% desconocen que están enfermos.

Los resultados sobre cuantos están en tratamiento también serian terribles, ya que en el 2005 menos de 10.000 pacientes recibieron tratamiento gratuitos y, continuando a este ritmo el gobierno conseguirá tratar todos los infectados en mas o menos 400 años. Muchos ministros deberán pasar por el cargo durante este tiempo y lamentablemente la mayoría de los infectados no conseguirá esperar por tanto tiempo.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 18.2.2006