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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Tel.: (21) 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com

03/12/2007


Tratamento da hepatite C em pacientes com problemas psiquiátricos


O tratamento da hepatite C com interferon ocasiona diversos efeitos adversos neuropsiquiátricos, como fadiga, depressão, irritabilidade, delírio, recidiva no uso de drogas ilícitas, comportamento suicida, etc. O abuso de álcool e de outras drogas se considera um fator de risco para estas manifestações. A presença de manifestações psiquiátricas graves se considera uma contra-indicação para o tratamento com interferon. As maiorias dos estudos excluíram estes pacientes, motivo pelo qual a eficácia do tratamento nesta população não se conhece bem.

Um estudo realizado na Alemanha pesquisou os efeitos do tratamento em 22 pacientes com diversos problemas psiquiátricos sem história de dependente de drogas (transtornos afetivos, esquizofrenia, transtornos da personalidade), 18 pacientes usuários de drogas se encontravam em programa de manutenção com metadona, 13 pacientes com história de dependente de drogas prévia e 17 pacientes de um grupo controle sem comorbidade psiquiátrica. Antes de iniciar o tratamento estes pacientes foram avaliados por um grupo de psiquiatras, quem, além de dar uma extensa informação sobre os possíveis efeitos adversos, avaliaram os sintomas psiquiátricos e otimizaram seu tratamento farmacológico. Durante o acompanhamento do tratamento se realizou uma valoração detalhada da comorbidade psiquiátrica.

O tratamento antiviral obteve uma resposta virológica sustentada superior aos 50% em todos os grupos. Esta resposta dependeu do genótipo viral, mas não se viu afetada pelas manifestações psiquiátricas. Tampouco se observaram diferenças nas manifestações psiquiátricas durante o tratamento entre os diversos grupos. O grupo com história de dependente de drogas prévia e o dos que seguiam tratamento com metadona foram os que mostraram uma menor aderência durante o tratamento.

A principal observação do estudo é que o tratamento quando realizado por um grupo multidisciplinar que incorpora psiquiatras e realiza um acompanhamento freqüente consegue uma taxa elevada de resposta terapêutica. Nestas condições o tratamento da hepatite C pode incluir pacientes com comorbidade psiquiátrica que tenham uma alta motivação. O diagnóstico de comorbidade psiquiátrica não deve ser uma contra-indicação ao tratamento da hepatite C.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Hepatology 2007; 46: 991-998 - Hepatitis C treatment in difficult-to-treat psychiatric patients with pegylated interferon-alpha and ribavirin: Response and psychiatric side effects - Martin Schaefer, Axel Hinzpeter, Ariane Mohmand, Gesa Janssen, Maurice Pich, Markus Schwaiger, Rahul Sarkar, Astrid Friebe, Andreas Heinz, Michael Kluschke, Marlene Ziemer, Juri Gutsche, Viola Weich, Juliane Halangk, Thomas Berg.


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
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03/12/2007


Tratamiento de la hepatitis C en pacientes con problemas psiquiátricos


El tratamiento de la hepatitis C con interferón ocasiona diversos efectos adversos neuropsiquiátricos, como fatiga, anhedonía, depresión, irritabilidad, delirio, recidiva de la conducta adictiva, ideación suicida, etc. El abuso de alcohol y de otras drogas se considera un factor de riesgo para estas manifestaciones. La presencia de manifestaciones psiquiátricas graves se considera una contraindicación para el tratamiento con interferón. La mayoría de los estudios han excluido estos pacientes, por lo que la eficacia del tratamiento en esta población no se conoce bien.

Un estudio realizado en Alemania ha investigado los efectos del tratamiento en 22 pacientes con diversos problemas psiquiátricos sin historia de drogadicción (trastornos afectivos, esquizofrenia, trastornos de la personalidad), 18 pacientes drogadictos en programa de mantenimiento con metadona, 13 pacientes con historia de drogadicción previa y 17 pacientes de un grupo control sin comorbilidad psiquiátrica. Antes de iniciar el tratamiento estos pacientes fueron visitados por un grupo de psiquiatras, quienes, además de dar una extensa información sobre los posibles efectos adversos, evaluaron los síntomas psiquiátricos y optimizaron su tratamiento farmacológico. Durante el seguimiento se realizó una valoración detallada de la comorbilidad psiquiátrica.

El tratamiento antiviral obtuvo una respuesta virológica sostenida superior al 50% en todos los grupos. Esta respuesta dependió del genotipo viral, pero no se vio afectada por las manifestaciones psiquiátricas. Tampoco se vieron diferencias en las manifestaciones psiquiátricas durante el tratamiento entre los diversos grupos. El grupo con historia de drogadicción previa y el de los que seguían tratamiento con metadona fueron los que mostraron una mayor pérdida durante el seguimiento.

La principal observación del estudio es que el tratamiento por parte de un grupo multidisciplinar que incorpora psiquiatras y realiza un seguimiento frecuente consigue una tasa elevada de respuesta. En estas condiciones el tratamiento de la hepatitis C crónica puede incluir a pacientes con comorbilidad psiquiátrica que tengan una alta motivación. El diagnóstico de comorbilidad psiquiátrica no debe constituir por si mismo una contraindicación al tratamiento antiviral.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Hepatology 2007; 46: 991-998 - Hepatitis C treatment in difficult-to-treat psychiatric patients with pegylated interferon-alpha and ribavirin: Response and psychiatric side effects - Martin Schaefer, Axel Hinzpeter, Ariane Mohmand, Gesa Janssen, Maurice Pich, Markus Schwaiger, Rahul Sarkar, Astrid Friebe, Andreas Heinz, Michael Kluschke, Marlene Ziemer, Juri Gutsche, Viola Weich, Juliane Halangk, Thomas Berg.


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 3.12.2007