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O tratamento melhora a qualidade de vida dos pacientes?

13/11/2005

A apresentação Abstract ID:66344 do AASLD-2005 foi um estudo realizado em 76 pacientes que receberam tratamento com interferon peguilado e ribavirina e que foram acompanhados para se observar e quantificar a qualidade de vida antes e após o tratamento.

É de conhecimento geral que a hepatite C e associada com a presencia de fadiga e uma diminuição da vitalidade no paciente. Para medir estes índices normalmente e empregado um formulário chamado SF-36.

O estudo e independente, pois, tentou medir não somente quantos apresentavam uma melhor qualidade de vida após o tratamento, como também tentou avaliar quantos apresentaram uma diminuição na sua qualidade de vida, das suas expectativas. Medindo a vitalidade após o tratamento.

Setenta e seis pacientes, todos infectados com os genótipos 2 e 3 foram tratados por 24 semanas com interferon peguilado e ribavirina. A cura (resposta sustentada seis meses após o tratamento) foi conseguida em 87% dos pacientes que iniciaram o tratamento. No grupo 61% eram homens e 39% mulheres e somente um apresentava cirroses.

O formulário SF-36 foi empregado antes do tratamento e aos seis meses do final do tratamento.

O resultado mostrou que dos 76 pacientes tratados 27 deles (36%) apresentavam maior vitalidade e, que, 15 deles (20%) apresentavam uma menor qualidade de vida, uma piora no seu estado de vitalidade.

Considerando os 66 que conseguiram a cura, 40% deles apresentaram maior vitalidade e naqueles 10 que não conseguiram sucesso no tratamento a melhoria somente foi observada em 10% deles.

A piora na vitalidade foi observada em 12 pacientes que conseguiram a cura (18%) e em 3 (30%) dos que não conseguiram sucesso com o tratamento.

Concluem os autores do estudo que a melhoria importante na qualidade de vida se da em 40% dos tratados que conseguem a cura, mas que não pode se ignorar que um número significante de pacientes experimentou um agravamento de sua qualidade de vida e da vitalidade e, que estes fatores deveriam ser avaliados ao se indicar o tratamento ao paciente, se fazendo uma explicação muito clara e detalhada sobre o que poderá acontecer após o tratamento.

AASLD-2005 - 11 até 14/11/2005 - Abstract ID: 66344
Autores:
o. dalgard, Infectious Disease Department, Ullevål University Hospital, Oslo, Norway, K. B. Hellum, Akershus University hospital, Nordbyhagen, Norway, B. Myrvang, Ullevål University Hospital, Oslo, Norway, K. Bjøro, Rikshospitalet, Oslo


Carlos Varaldo
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