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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Tel.: (21) 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com

22/01/2007


Qualidade de vida e transaminases


O Journal of Viral Hepatitis do mês de dezembro publica um estudo realizado na Alemanha onde os pesquisadores observaram se a qualidade de vida de pessoas infectadas com a hepatite C era modificada pelo nível das transaminases.

Vários estudos já comprovaram que a qualidade de vida de um individuo e afetada pela infecção com o vírus da hepatite C. Por outro lado foi tradicionalmente aceito pela medicina que pacientes que apresentam transaminases em níveis normais deveriam ter poucos danos no fígado e que por isso não precisariam de tratamento. Uma teoria controversa já que foi comprovado um entre cinco pacientes evolui para danos consideráveis sem apresentar alterações nas transaminases ficando demonstrado que o que deve ser avaliado e o grau de fibrose para um correto diagnostico.

Outros estudos demonstram que pacientes com pouco dano hepático e transaminases normais apresentam maiores possibilidades de conseguir a cura da hepatite C com o tratamento, não sendo aconselhável esperar por maiores danos no fígado para serem tratados, quando então terão maior dificuldade em ter sucesso.

Os pesquisadores incluíram 115 pacientes com hepatite C, sendo 45 deles com níveis de transaminases persistentemente normais e 70 com transaminases elevadas. Um outro grupo, utilizado como controle era formado por 50 indivíduos saudáveis, negativos para a hepatite C. O estado emocional e psicológico de todos os pacientes foi avaliado utilizando questionários e formulários aceitos cientificamente para medir estes parâmetros.

O nível de qualidade de vida dos pacientes com hepatite C que apresentavam transaminases normais foi inferior ao encontrado no grupo de indivíduos não infectados. As maiores diferenças foram encontradas em sintomas como a depressão, irritabilidade, fadiga, relação com a família ou parceiro e, ainda, na vontade de viver, na forma de olhar o futuro.

Não foram encontradas diferenças significativas na qualidade de vida entre os pacientes infectados que apresentavam transaminases normais ou elevadas. Somente a irritabilidade demonstrada mais como uma "raiva" maior foi encontrada com maior intensidade nos pacientes com transaminases elevadas em comparação com o grupo de transaminases normais.

Os autores concluem que a deterioração da qualidade de vida nos indivíduos infectados com a hepatite C e semelhante em pacientes que apresentam transaminases normais quando comparada aos pacientes com transaminases elevadas.

MEU COMENTÁRIO:

Resultados interessantes que demonstram a dificuldade de se avaliar se um paciente com hepatite pode ser considerado com "hepatopatia grave". Vemos que a utilização do MELD para avaliar a capacidade laborativa de um infectado com hepatite é uma total ficção, sendo necessária uma avaliação multidisciplinar, por diversas especialidades médicas conforme os sintomas apresentados ou relatados pelo paciente. Um fator que deve ser levado em consideração em qualquer conceito de hepatopatia grave.

Fonte:
M Von Wagner, J H Lee, B Kronenberger, and others. Klinik fur Innere Medizin II, Universitatsklinikum des Saarlandes, Homburg, Germany - Impaired health-related quality of life in patients with chronic hepatitis C and persistently normal aminotransferase levels. Journal of Viral Hepatitis 13(12): 828-834. December 2006.


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - Brasil
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e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
22/01/2007


Calidad de vida y las transaminasas


El Journal of Viral Hepatitis del mes de diciembre publica un estudio realizado en Alemania donde los pesquisadores observaron si la calidad de vida de personas infectadas con la hepatitis C era modificada por el nivel de las transaminasas.

Varios estudios ya comprobaron que la calidad de vida de un individuo es afectada por la infección con el virus de la hepatitis C. Por otro lado fue tradicionalmente aceptado por la medicina que pacientes que presentan transaminasas en niveles normales deberían tener pocos daños en el hígado y que por eso no necesitarían de tratamiento. Una teoría ya colocada como controversia ya que fue comprobado un de cada cinco pacientes evoluciona para daños considerables sin presentar alteraciones en las transaminasas quedando demostrado que lo que debe ser evaluado es el grado de fibrosis para se realizar un correcto diagnostico.

Otros estudios demuestran que pacientes con poco daño hepático y transaminasas normales presentan mayores posibilidades de lograr la cura de la hepatitis C con el tratamiento, no siendo aconsejable esperar por mayores daños en el hígado para ser tratados, cuando entonces tendrán mayor dificultad en tener suceso.

Los pesquisadores incluyeron 115 pacientes con hepatitis C, siendo 45 de ellos con niveles de transaminasas persistentemente normales y 70 con transaminasas elevadas. Otro grupo, utilizado como control era formado por 50 individuos saludables, negativos para la hepatitis C. El estado emocional y psicológico de todos los pacientes fue evaluado utilizando cuestionarios y formularios aceptos científicamente para medir estos parámetros.

El nivel de calidad de vida de los pacientes con hepatitis C que presentaban transaminasas normales fue inferior al encontrado en el grupo de individuos no infectados. Las mayores diferencias fueron encontradas en síntomas como la depresión, irritabilidad, fatiga, relación con la familia o compañero y, aún, en la voluntad de vivir, en la forma de mirar el porvenir.

No fueron encontradas diferencias significativas en la calidad de vida entre los pacientes infectados que presentaban transaminasas normales o elevadas. Solamente la irritabilidad demostrada más como una "rabia" mayor fue encontrada con mayor intensidad en los pacientes con transaminasas elevadas en comparación con el grupo de transaminasas normales.

Los autores concluyen que el deterioro de la calidad de vida en los individuos infectados con la hepatitis C es semejante en pacientes que presentan transaminasas normales cuando comparada a los pacientes con transaminasas elevadas.

MI COMENTARIO:

Resultados interesantes que demuestran la dificultad de evaluarse si un paciente con hepatitis puede ser considerado con "hepatopatía grave". Vemos que la utilización del MELD para evaluar la capacidad laborativa de un infectado con hepatitis es una total ficción, siendo necesaria una evaluación multidisciplinar, por diversas especialidades médicas conforme los síntomas presentados o relatados por el paciente. Un factor que debe ser llevado en cuenta en cualquier concepto de hepatopatía grave.

Fuente:
M Von Wagner, J H Lee, B Kronenberger, and others. Klinik fur Innere Medizin II, Universitatsklinikum des Saarlandes, Homburg, Germany - Impaired health-related quality of life in patients with chronic hepatitis C and persistently normal aminotransferase levels. Journal of Viral Hepatitis 13(12): 828-834. December 2006.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 20.1.2007