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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Tel.: (21) 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com

11/06/2007


Retratamento na hepatite C


O retratamento de pacientes com hepatite C talvez seja um dos maiores desafios da atualidade. Isso porque dos que receberam tratamento com interferon alfa (interferon convencional) em monoterapia ou combinado com a ribavirina a maioria não obteve sucesso no tratamento.

Não existem estudos randomizados, mas segundo dados retrospectivos e estimado que nos tratados com interferon convencional (em monoterapia) aproximadamente 80% não conseguiram a cura. Já nos tratados com interferon convencional e ribavirina, segundo os estudos realizados para aprovar os peguilados, o índice dos que fracassaram com o tratamento foi de 57%. Assim, milhares de infectados procuram um retratamento de forma ansiosa e até desesperada.

Um estudo realizado na Itália foi publicado no Journal of Gastroenterology mostra os resultados conseguidos no retratamento desses pacientes utilizando diversos esquemas terapêuticos utilizando novamente o interferon convencional em regime de indução (doses maiores) em monoterapia ou combinado com ribavirina ou com ribavirina mais amantadina.

Participaram do estudo 225 pacientes não respondedores a um tratamento prévio. Os resultados apresentados são referentes a três grupos randomizados representando 75 pacientes. Todos receberam 48 semanas de retratamento.

Um grupo de 26 pacientes foi retratado com 6 UM por dia de interferon convencional durante as quatro primeiras semanas e nas seguintes 44 semanas receberam 3 UM por dia, sempre em monoterapia, sem nenhum outro medicamento. 11,5% deles conseguiram obter a resposta sustentada, se encontrando negativados (curados) após seis meses o final do tratamento. 11,5% dos pacientes deste grupo interromperam o tratamento devido aos efeitos adversos.

Um grupo de 24 pacientes foi retratado com 6 UM por dia de interferon convencional durante as quatro primeiras semanas e nas seguintes 44 semanas receberam 3 UM por dia, combinado com ribavirina na dosagem de 15 mg/kg por dia. 12,5% deles conseguiram obter a resposta sustentada, se encontrando negativados (curados) após seis meses o final do tratamento. 12,5% dos pacientes deste grupo interromperam o tratamento devido aos efeitos adversos.

O terceiro grupo, de 25 pacientes foi retratado com 6 UM por dia de interferon convencional durante as quatro primeiras semanas e nas seguintes 44 semanas receberam 3 UM por dia, combinado com ribavirina na dosagem de 15 mg/kg por dia e ainda mais 200 mg por dia da Amantadina. 12,0% deles conseguiram obter a resposta sustentada, se encontrando negativados (curados) após seis meses o final do tratamento. 8% dos pacientes deste grupo interromperam o tratamento devido aos efeitos adversos.

Concluem os autores que o retratamento utilizando o interferon convencional com o regime de indução em monoterapia, com aplicações diárias, consegue a cura de aproximadamente 12% dos pacientes. A adição de ribavirina ou amantadina não aumenta a possibilidade de sucesso.

Este estudo e muito oportuno, já que em outubro, no Congresso Brasileiro de Hepatologia será apresentado um estudo retrospectivo sobre os índices alcançados no Brasil com o retratamento utilizando o interferon peguilado.

Os dados não poderão ser comparados diretamente já que são muitas as diferenças. Um estudo será retrospectivo e o outro e randomizado. Os dados de estudos retrospectivos estão sujeitos a falhas. Ainda, qual foi o interferon utilizado na Itália no primeiro tratamento e qual foi o utilizado no Brasil? Na Itália o tratamento foi realizado com o mesmo interferon convencional durante todo o tratamento ou também aconteceram trocas de marcas como sucedia no Brasil? Deveremos considerar que no Brasil por falta da carga viral todos eram tratados 48 semanas, não podendo então se identificar quem é não respondedor e quem e recidivante.

Ainda, como foram acompanhados os pacientes durante o primeiro tratamento? No Brasil encontramos centros de referencia que conseguiam curar mais de 40% dos pacientes tratados e, outros, mal chegavam a resultados de 20%. O que aconteceu nesses centros? Foi falta de acompanhamento adequado dos pacientes, falta de informação sobre como armazenar ou aplicar, troca dos medicamentos durante o tratamento, falta de exames?

Mas a importância do retratamento e fundamental para poder dar uma nova oportunidade a todos aqueles que não conseguiram sucesso no tratamento prévio. Muitos enviam e-mails perguntando qual será a possibilidade de sucesso, mas a medicina não é uma ciência exata, e impossível prever quem vai responder e quem não.

Já recebi e-mails comentando que no primeiro tratamento permaneceram sempre positivos e durante o retratamento, utilizando inclusive a mesma marca de interferon já se encontram negativos na semana quatro, apresentando resposta rápida. Impossível de acontecer? Não, já que a medicina não e uma ciência exata e que o organismo do paciente apresenta condições e comorbidades diferentes com o passar do tempo sendo muito provável que aconteçam situações desse tipo.

Para finalizar vou comparar a medicina com a loteria. Eu aposto na loteria todas as semanas. Nos últimos quarenta, em mais de 2.000 oportunidades anos fracassei sempre, mas por isso será que devo deixar de tentar? Não terei algum dia à oportunidade de ganhar?

Porque não aplicar a mesma lógica com o retratamento daqueles que não conseguiram sucesso com o tratamento prévio?

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
J Gastroenterol. 2007 May;42(5):362-7 - A randomized trial of induction doses of interferon alone or in combination with ribavirin or ribavirin plus amantadine for treatment of nonresponder patients with chronic hepatitis C - Gramenzi A, Andreone P, Cursaro C, Verucchi G, Boccia S, Giacomoni PL, Galli S, Furlini G, Biselli M, Lorenzini S, Attard L, Bonvicini F, Bernardi M. - Dipartimento di Medicina Interna, Cardioangiologia ed Epatologia, Policlinico S. Orsola, University of Bologna, Itália.


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - Brasil
Tel. (55.21) - 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
11/06/2007


Retratamiento en la hepatitis C


El retratamiento de pacientes con hepatitis C tal vez sea uno de los mayores desafíos de la actualidad. Eso porque de los que recibieron tratamiento con interferón alfa (interferón convencional) en monoterapia o combinado con la ribavirina la mayoría no obtuvo suceso en el tratamiento.

No existen estudios randomizados, pero segundo datos retrospectivos es estimado que en los tratados con interferón convencional (en monoterapia) aproximadamente 80% no consiguieron la cura. Ya en los tratados con interferón convencional y ribavirina, según los estudios realizados para aprobar los pegilados, el índice de los que fracasaron con el tratamiento fue del 57%. Así, millares de infectados procuran un retratamiento de forma ansiosa y hasta desesperada.

Un estudio realizado en Italia fue publicado en el Journal of Gastroenterology muestra los resultados conseguidos en el retratamiento de ésos pacientes utilizando diversos esquemas terapéuticos utilizando nuevamente el interferón convencional en régimen de inducción (dosis mayores) en monoterapia o combinado con ribavirina o con ribavirina más amantadina.

Participaron del estudio 225 pacientes no respondedores a un tratamiento previo. Los resultados presentados son referentes a tres grupos randomizados representando 75 pacientes. Todos recibieron 48 semanas de retratamiento.

Un grupo de 26 pacientes fue retratado con 6 UM por día de interferón convencional durante las cuatro primeras semanas y en las siguientes 44 semanas recibieron 3 UM por día, siempre en monoterapia, sin ningún otro medicamento. 11,5% de ellos lograron la respuesta sostenida, se encontrando negativados (curados) después de seis meses del final del tratamiento. 11,5% de los pacientes de este grupo interrumpieron el tratamiento debido a los efectos adversos.

Un grupo de 24 pacientes fue retratado con 6 UM por día de interferón convencional durante las cuatro primeras semanas y en las siguientes 44 semanas recibieron 3 UM por día, combinado con ribavirina en la dosis de 15 mg/kg por día. 12,5% de ellos consiguieron la respuesta sostenida, se encontrando negativados (curados) después de seis meses del final del tratamiento. 12,5% de los pacientes de este grupo interrumpieron el tratamiento debido a los efectos adversos.

El tercer grupo, de 25 pacientes fue retratado con 6 UM por día de interferón convencional durante las cuatro primeras semanas y en las siguientes 44 semanas recibieron 3 UM por día, combinado con ribavirina en la dosis de 15 mg/kg por día y más 200 mg por día de la Amantadina. 12,0% de ellos consiguieron la respuesta sostenida, se encontrando negativados (curados) después de seis meses el final del tratamiento. 8% de los pacientes de este grupo interrumpieron el tratamiento debido a los efectos adversos.

Concluyen los autores que el retratamiento utilizando el interferón convencional con el régimen de inducción en monoterapia, con aplicaciones diarias, consigue la cura de aproximadamente 12% de los pacientes. La adición de ribavirina o amantadina no aumenta la posibilidad de suceso.

Este estudio y muy oportuno, ya que en octubre, en el Congreso Brasileño de Hepatología será presentado un estudio retrospectivo sobre los índices alcanzados en Brasil con el retratamiento utilizando el interferón pegilado.

Los datos no podrán ser confrontados directamente ya que son muchas las diferencias. Un estudio será retrospectivo y el otro y randomizado. Los datos de estudios retrospectivos están sujetos a fallas. ¿Aún, cuál fue el interferón utilizado en Italia en el primer tratamiento y cuál fue el utilizado en Brasil? ¿En Italia el tratamiento fue realizado con el mismo interferón convencional durante todo el tratamiento o también acontecieron mudanzas de marcas cómo sucedía en Brasil? Deberemos considerar que en Brasil por falta de la carga viral todos eran tratados 48 semanas, no pudiendo entonces se identificar quien sea no respondedor y quien es recidivante.

¿Aún, cómo fueron seguidos los pacientes durante el primer tratamiento? En Brasil encontramos centros de referencia que lograban curar más del 40% de los pacientes tratados y, otros, apenas llegaban a resultados del 20%. ¿Qué pasó en esos centros? Fue falta de seguimiento adecuado de los pacientes, falta de información sobre cómo almacenar o aplicar, ¿Cambio de los medicamentos durante el tratamiento, falta de exámenes?

Pero la importancia del retratamiento es fundamental para poder dar una nueva oportunidad a todos aquéllos que no lograron suceso en el tratamiento previo. Muchos envían e-mails preguntando cuál será la posibilidad de suceso, pero la medicina no es una ciencia exacta, siendo imposible prever quien va a responder y quien no.

Ya recibí e-mails comentando que en el primer tratamiento permanecieron siempre positivos y durante el retratamiento, utilizando incluso la misma marca de interferón ya se encuentran negativos en la semana cuatro, presentando respuesta rápida. ¿Imposible de acontecer? No, ya que la medicina no es una ciencia exacta y que el organismo del paciente presenta condiciones y comorbidades diferentes a lo largo del tiempo siendo muy probable que acontezcan situaciones de ese tipo.

Para finalizar voy a comparar la medicina con la lotería. Yo apuesto en la lotería todas las semanas. En los últimos cuarenta, en más de 2.000 oportunidades años fracasé siempre, pero por eso ¿será qué debo dejar de tentar? ¿No tendré algún día la oportunidad de ganar?

¿Porque no aplicar la misma lógica con el retratamiento de aquéllos qué no consiguieron suceso con el tratamiento previo?

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
J Gastroenterol. 2007 May;42(5):362-7 - A randomized trial of induction doses of interferon alone or in combination with ribavirin or ribavirin plus amantadine for treatment of nonresponder patients with chronic hepatitis C - Gramenzi A, Andreone P, Cursaro C, Verucchi G, Boccia S, Giacomoni PL, Galli S, Furlini G, Biselli M, Lorenzini S, Attard L, Bonvicini F, Bernardi M. - Dipartimento di Medicina Interna, Cardioangiologia ed Epatologia, Policlinico S. Orsola, University of Bologna, Itália.


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 10.6.2007