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Resultados dos diversos tratamentos da hepatite C com interferon peguilado

27/01/2014

Uma meta-análise do tratamento da hepatite C em pacientes infectados com os genótipos 1, 2, 3 ou 4 recebendo tratamento pela primeira vez, foi publicada na revista "Gastroenterology" para determinar se as características do paciente ou o tipo de terapia antiviral afeta a taxa de resposta virológica sustentada (cura).


TRATAMENTOS COM INTERFERON PEGUILADO E RIBAVIRINA


Os autores encontraram uma probabilidade de resposta terapêutica pouco superior, de 8%, em sete estudos que utilizaram o interferon peguilado alfa 2-a (Pegasys®) nos genotipos 1 e 4 em comparação com o interferon alfa 2-b (PegIntron®).

Nos genotipos 2 e 3 foram comparados seis estudos onde também a resposta do interferon peguilado alfa 2-b (PegIntron®) foi levemente inferior, mas em menor proporção que nos genotipos 1 e 4.

Quando comparada a dosagem de ribavirina se administrada em dosagem única ou em função do peso do paciente, importante no tratamento dos genotipos 1 e 4, nenhuma diferença foi encontrada na possibilidade de cura nos infectados com os genotipos 2 e 3. Além disso, a possibilidade de cura nos genotipos 2 e 3 não aumentou se o tratamento era realizado em 48 semanas. Já os tratamentos de 12 semanas dos genotipos 2 e 3 apresentaram menor possibilidade de sucesso que se realizados em 24 semanas.


TRATAMENTOS COM INTERFERON PEGUILADO, INIBIDORES DE PROTEASES E RIBAVIRINA

No tratamento com Boceprevir em conjunto com interferon peguilado alfa 2-b (PegIntron®) e ribavirina em pacientes que iniciaram o Boceprevir na semana quatro do tratamento (lead-in) foi encontrado que a possibilidade de cura aumenta em 31 pontos porcentuais quando comparado com a possibilidade de cura se o tratamento é realizado somente com interferon peguilado e ribavirina.

Seis estudos utilizaram Telaprevir combinado com interferon peguilado alfa 2-a (Pegasys®) ou alfa 2-b (PegIntron®) e ribavirina durante as primeiras 8 ou 12 semanas seguido de terapia dupla até completar 48 semanas de tratamento, aumentando a possibilidade de cura aumenta em 22 pontos porcentuais quando comparado com a possibilidade de cura se o tratamento é realizado somente com interferon peguilado e ribavirina.

Os resultados não podem ser comparados, pois os estudos obtiveram percentuais diferentes de cura com a terapia dupla, sem inibidores de proteases, o que mostra que se tratava de populações diferentes, mas o percentual total de pacientes curados é similar nos dois inibidores de proteases.

Independente do regime de tratamento ou dos inibidores de proteases utilizados, as taxas de cura da hepatite C foram menores em pacientes que apresentavam algumas das características como uma fibrose avançada, carga viral mais alta, em pacientes de maior idade e em pacientes de raça negra, diminuindo em 10% as possibilidades de cura.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
The Efficacy, Limitations, and Outcomes of Our Current Interferon-Based Therapies for Hepatitis C - Paul Y. Kwo, Margaret S. Sozio - Gastroenterology, Volume 145, Issue 6, Pages 1488-1490, December 2013


Carlos Varaldo
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