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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
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16/01/2006
Afrodescendentes e hepatite C
Pessoas de todas as raças estão infectadas pela hepatite C, porém as pessoas de pele escura, os afrodescendentes, por razões ainda desconhecidas apresentam uma evolução clinica diferente dos pacientes de pele branca e até a resposta terapêutica e também diferente.
Um estudo compara diversas características da doença e de seu tratamento em indivíduos brancos (caucasianos) e de pele negra (afrodescendentes) sendo um alerta importante para países como o Brasil, com alta miscigenação.
O resultado de um estudo mostrou que nos pacientes brancos a cura foi obtida por 52% dos pacientes, já no grupo de afrodescendentes somente 19% conseguiram a cura. Um segundo estudo obteve uma taxa de resposta sustentada de 39% entre os brancos e de 26% entre os afrodescendentes.
No Brasil praticamente toda a população possui em maior ou menor grau, uma percentagem de genes afrodescendentes, motivo pelo qual a resposta terapêutica global, de toda a população, pode ser muito diferente da obtida nos estudos clínicos realizados nos Estados Unidos ou Europa, onde predomina a raça branca. Estudos ao respeito deveriam ser patrocinados pelas autoridades de saúde.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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