21/07/2008
Ferritina e resposta terapêutica - Mais um mito desmascarado?
Foi publicado na revista Hepatogastroenterology um estudo que coloca um interrogante numa das afirmações mais divulgadas em relação ao prognostico de resposta terapêutica em pacientes com elevados níveis de ferritina. Nesse estudo os pesquisadores avaliaram a condição de diversos marcadores de ferro em pacientes respondedores e não respondedores ao tratamento da hepatite C utilizando interferon peguilado e ribavirina.
Foram incluídos 61 pacientes infectados com o genótipo 1 da hepatite C os quais receberam tratamento com o interferon peguilado alfa 2-a (PegIntron) e ribavirina. O metabolismo do ferro foi avaliado pelo nível do ferro no soro, o ferro total, a saturação de transferrina, a concentração da ferritina no soro e a concentração do ferro no fígado. Todos esses fatores foram comparados com a eficácia do tratamento em relação à resposta sustentada e aos diversos exames bioquímicos.
A resposta virológica (negativos ao final do tratamento) foi conseguida em 62% dos pacientes e a resposta sustentada (negativos seis meses após o final do tratamento, considerada a cura da hepatite C) foi conseguida por 52,5% dos pacientes, um valor considerado excelente por se tratar de pacientes com o genótipo 1.
Ao se comparar todos os exames referentes ao metabolismo do ferro (acima citados) foi observado que eles não apresentavam diferenças significativas entre o grupo de pacientes que respondeu ao tratamento com os resultados do grupo dos não respondedores.
A normalização da transaminase ALT (TGP) foi observada em 68,9% dos pacientes, mas nenhuma diferença significativa foi encontrada entre os pacientes com ou sem resposta bioquímica, exceto de que foram observados valores significativamente mais elevados da concentração de ferritina no grupo dos não respondedores.
Os pesquisadores concluem que a condição do metabolismo do ferro não apresenta influencia significativa em relação à eficácia que pode ser conseguida no tratamento da hepatite C ao se utilizar o interferon peguilado e a ribavirina.
MEU COMENTÁRIO:
Será este mais um mito da hepatite C que está sendo derrubado? Sei que o estudo e de meio porte, mais e muito importante em relação não somente ao prognostico do tratamento, mas também poderá ter implicações futuras em relação ao próprio acompanhamento de pacientes com carga férrica elevada.
É necessária a confirmação do achado com a realização de estudos confirmatórios, os quais não serão difíceis de realizar já que podem ser realizados com dados retrospectivos.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Hepatogastroenterology. 2008 Mar-Apr;55(82-83):557-61. - State of the iron metabolism in patients with chronic hepatitis C type C does not influence antiviral treatment with interferon and ribavirin. - Jurczyk K, Karpi?ska E, Wawrzynowicz-Syczewska M, Mora?ska I, Noce? I, Chlubek D, Boro?-Kaczmarska A. - Chair and Department of Infectious Diseases and Hepatology, Pomeranian Medical University, Szczecin, Poland.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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21/07/2008
Ferritina y respuesta terapéutica - ¿Más un mito desenmascarado?
Fue publicado en la revista Hepatogastroenterology un estudio que coloca un interrogante en una de las afirmaciones más divulgadas con relación al pronóstico de respuesta terapéutica en pacientes con elevados niveles de ferritina. En ese estudio los investigadores evaluaron la condición de diversos marcadores de hierro en pacientes respondedores y no respondedores al tratamiento de la hepatitis C utilizando interferón pegilado y ribavirina.
Fueron incluidos 61 pacientes infectados con el genotipo 1 de la hepatitis C quiénes recibieron tratamiento con el interferón pegilado alfa 2-a (PegIntron) y ribavirina. El metabolismo del hierro fue evaluado por el nivel del hierro en el suero, el hierro total, la saturación de transferrina, la concentración de la ferritina en el suero y la concentración del hierro en el hígado. Todos esos factores fueron confrontados con la eficacia del tratamiento con relación a la respuesta sostenida y a los diversos exámenes bioquímicos.
La respuesta virológica (negativos al final del tratamiento) fue lograda en un 62% de los pacientes y la respuesta sostenida (negativos seis meses después del final del tratamiento, considerada la cura de la hepatitis C) fue conseguida por 52,5% de los pacientes, un valor considerado excelente por se tratar de pacientes con el genotipo 1.
Al se comparar todos los exámenes referentes al metabolismo del hierro (arriba citados) fue observado que ellos no presentaban diferencias significativas entre el grupo de pacientes que respondió al tratamiento con los resultados del grupo de los no respondedores.
La normalización de la transaminasa ALT (TGP) fue observada en un 68,9% de los pacientes, pero ninguna diferencia significativa fue encontrada entre los pacientes con o sin respuesta bioquímica, excepto que fueron observados valores significativamente más elevados de la concentración de ferritina en el grupo de los no respondedores.
Los investigadores concluyen que la condición del metabolismo del hierro no presenta influencia significativa con relación a la eficacia que puede ser conseguida en el tratamiento de la hepatitis C al se utilizar el interferón pegilado y ribavirina.
MI COMENTARIO:
¿Será éste más un mito de la hepatitis C qué está siendo derribado? Sé que el estudio es de tamaño medio, más es muy importante con relación no solamente al pronostico del tratamiento, pero también podrá tener implicaciones futuras con relación al propio seguimiento de pacientes con carga férrica elevada.
Es necesaria la confirmación del hallazgo con la realización de nuevos estudios, los cuales no serán difíciles de realizar ya que pueden ser realizados con datos retrospectivos.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Hepatogastroenterology. 2008 Mar-Apr;55(82-83):557-61. - State of the iron metabolism in patients with chronic hepatitis C type C does not influence antiviral treatment with interferon and ribavirin. - Jurczyk K, Karpi?ska E, Wawrzynowicz-Syczewska M, Mora?ska I, Noce? I, Chlubek D, Boro?-Kaczmarska A. - Chair and Department of Infectious Diseases and Hepatology, Pomeranian Medical University, Szczecin, Poland.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo