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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Telefones: Rio de Janeiro (xx21) 4063.4567 - São Paulo (xx11) 3522.3154 (das 11.00 às 15.00 horas)
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com |
29/08/2011
A importância da resistência à insulina na hepatite C
Desculpem insistir num tema que provavelmente muitos podem achar de pouca importância já que estarão se perguntando em que pode influenciar a insulina para quem está infectado com a hepatite C ou está em tratamento, mas a cada dia se confirma, com maior segurança, que existe, sim, uma estreita relação entre a insulina e a progressão do dano hepático nos infectados com hepatite C e até uma influencia negativa na possibilidade de cura com o tratamento.
A "resistência à insulina" é considerada quando acontece uma redução na capacidade das células de responder satisfatoriamente a insulina, o que é considerado como uma precursora do diabetes. Indivíduos infectados com hepatite C que apresentam resistência à insulina progridem mais rapidamente no dano hepático, acelerando a fibrose e cirrose, ou seja, a resistência à insulina induze o dano hepático, mas por outro lado a hepatite C pode provocar a resistência à insulina. Resumindo, um parece se aliar ao outro para simplesmente prejudicar o paciente.
Alguns estudos sugerem que o genotipo 3 da hepatite C é o que estaria mais diretamente relacionado com a resistência à insulina e o distúrbio metabólico, mas os resultados apresentados não são suficientemente consistentes, o que ocasiona controvérsias entre os pesquisadores.
Um estudo de meta-análise publicado este mês na "Alimentary Pharmacology and Therapeutics" realizado na Espanha, Japão e Egito, avaliou o impacto da resistência à insulina, a qual foi medida pelo método HOMA-IR, nos resultados terapêuticos de pacientes com hepatite C que foram tratados com qualquer um dos interferons peguilados, Pegasys ou PegIntron, sempre combinados a ribavirina, pacientes todos adultos que nunca tinham recebido qualquer tratamento antiviral anterior.
Foram analisadas 17 publicações das bases de dados Medline e EMBASE que estudaram a resistência à insulina e apresentavam a resposta sustentada dos pacientes 24 semanas após o final do tratamento.
O resultado surpreende. Pacientes que no inicio do tratamento apresentam resistência à insulina em valores normais pelo HOMA-IR, menor que 2, possuem quase três vezes mais (OR de 2,86) de possibilidades de cura que aqueles que apresentam um resultado de HOMA-IR acima do normal.
Ao separar os resultados para cada genótipo é observado que cada um deles reage de forma diferente, sempre considerando um valor normal menor que 2 para o HOMA-IR:
- Infectados com os genótipos 2 e 3 com HOMA-IR menor que 2, possuem 2,16 vezes maior possibilidade de cura que um paciente com HOMA-IR acima do normal,
- Infectados com o genotipo 1 com HOMA-IR menor que 2, possuem 3,06 vezes maior possibilidade de cura que um paciente com HOMA-IR acima do normal,
- Infectados com o genótipo 4 com HOMA-IR menor que 2, possuem 6,65 vezes maior possibilidade de cura que um paciente com HOMA-IR acima do normal.
Os autores advertem que são necessários estudos controlados realizados em maior número de pacientes, separando por grupos como cor da pele, obesidade, sexo, controle do HOMA-IR por períodos maiores, etc., até que sejam possíveis novas formas para avaliação da resistência à insulina.
Concluem os autores que índices elevados do HOMA-IR estão associados a uma menor possibilidade de cura da hepatite C com o tratamento de interferon peguilado e ribavirina.
MI COMENTARIO:
Os médicos especialistas para tratar a resistência à insulina são os mesmos que cuidam de pacientes com diabetes, especialidade chamada de endocrinologia.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Meta-analysis: insulin resistance and sustained virological response in hepatitis C - M Eslam, R Aparcero, T Kawaguchi, et al. - Alimentary Pharmacology and Therapeutics 34(3): 297-305 August 2011 - Investigator affiliations: Unit for the Clinical Management of Digestive Diseases and CIBERehd, Hospital Universitario de Valme, Sevilla, Spain; Department of Digestive Disease Information & Research and Department of Medicine, Kurume University School of Medicine, Kurume, Japan; Department of Internal Medicine, Minia University, Minia, Egypt.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica. É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte como retiradas de WWW.HEPATO.COM
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pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!
personas estarán muriendo por culpa de las hepatitis B o C en el mundo!
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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!
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29/08/2011
La importancia de la resistencia a la insulina en la hepatitis C
Disculpen insistir en una tema que probablemente muchos pueden hallar de poca importancia ya que estarán se preguntando lo que puede influenciar la insulina en quien esté infectado con la hepatitis C o está en tratamiento, pero a cada día se confirma, con mayor seguridad, que existe, sí, una estrecha relación entre la insulina y la progresión del daño hepático en los infectados con hepatitis C y hasta una influencia negativa en la posibilidad de cura con el tratamiento.
La "resistencia a la insulina" es considerada cuando acontece una reducción en la capacidad de las células de responder satisfactoriamente a la insulina, lo que es considerado como una precursora de la diabetes. Individuos infectados con hepatitis C que presentan resistencia a la insulina progresan más rápidamente en el daño hepático, acelerando la fibrosis y cirrosis, o sea, la resistencia a la insulina induce el daño hepático, pero por otra parte la hepatitis C puede provocar la resistencia a la insulina. Resumiendo, uno parece se aliar al otro para simplemente perjudicar el paciente.
Algunos estudios sugieren que el genotipo 3 de la hepatitis C es el que estaría más directamente relacionado con la resistencia a la insulina y el disturbio metabólico, pero los resultados presentados no son suficientemente consistentes, lo que ocasiona controversias entre los investigadores.
Un estudio de meta-análisis publicado este mes en la "Alimentary Pharmacology and Therapeutics" realizado en España, Japón y Egipto, evaluó el impacto de la resistencia a la insulina, la cual fue medida por el método HOMA-IR, en los resultados terapéuticos de pacientes con hepatitis C que fueron tratados con cualquiera un de los interferones pegilados, Pegasys o PegIntron, siempre combinados a ribavirina, pacientes todos adultos que nunca habían recibido cualquier tratamiento antiviral anterior.
Fueron analizadas 17 publicaciones de las bases de dados Medline y EMBASE que estudiaron la resistencia a la insulina y presentaban la respuesta sostenida de los pacientes 24 semanas después el final del tratamiento.
El resultado sorprende. Pacientes que al inicio del tratamiento presentan resistencia a la insulina en valores normales por el HOMA-IR, menor que 2, poseen casi tres veces más (OR de 2,86) de posibilidades de cura que aquéllos que presentan un resultado de HOMA-IR arriba del normal.
Al separar los resultados para cada genotipo es observado que cada uno de ellos reacciona de forma diferente, siempre considerando un valor normal menor que 2 para el HOMA-IR:
- Infectados con los genotipos 2 y 3 con HOMA-IR menor que 2, poseen 2,16 veces mayor posibilidad de cura que un paciente con HOMA-IR arriba del normal,
- Infectados con el genotipo 1 con HOMA-IR menor que 2, poseen 3,06 veces mayor posibilidad de cura que un paciente con HOMA-IR arriba del normal,
- Infectados con el genotipo 4 con HOMA-IR menor que 2, poseen 6,65 veces mayor posibilidad de cura que un paciente con HOMA-IR arriba del normal.
Los autores advierten que son necesarios estudios controlados realizados en mayor número de pacientes, separando por grupos como color de la piel, obesidad, sexo, control del HOMA-IR por períodos mayores, etc., hasta que sean posibles nuevas formas para evaluación de la resistencia a la insulina.
Concluyen los autores que índices elevados del HOMA-IR están asociados a una menor posibilidad de cura de la hepatitis C con el tratamiento de interferón pegilado y ribavirina.
MI COMENTARIO:
Los médicos especialistas para tratar la resistencia a la insulina son los mismos que cuidan a pacientes con diabetes, especialidad llamada de endocrinología.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Meta-analysis: insulin resistance and sustained virological response in hepatitis C - M Eslam, R Aparcero, T Kawaguchi, et al. - Alimentary Pharmacology and Therapeutics 34(3): 297-305 August 2011 - Investigator affiliations: Unit for the Clinical Management of Digestive Diseases and CIBERehd, Hospital Universitario de Valme, Sevilla, Spain; Department of Digestive Disease Information & Research and Department of Medicine, Kurume University School of Medicine, Kurume, Japan; Department of Internal Medicine, Minia University, Minia, Egypt.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo Grupo Optimismo. Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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