19/01/2008
Apresentados os primeiros resultados do estudo IDEAL comparando os dois interferons peguilados
O estudo IDEAL e o maior estudo comparativo já realizado entre os dois interferons peguilados, o PegIntron (interferon peguilado alfa-2b) e o Pegasys (interferon peguilado alfa-2a). Por solicitação do FDA, órgão regulador dos medicamentos dos Estados Unidos, a Schering-Plough realizou o estudo em 3.070 pacientes, todos infectados com o genótipo 1 e nunca antes tratados com qualquer antiviral.
O estudo, considerado como a fase Fase IIIb, foi realizado de forma randomizada, com "grupos paralelos", não duplo-cego em todos os 3 grupos, ou seja, médicos e pacientes tinham conhecimento do medicamento e dosagem que estavam utilizando. Foi realizado em 118 instituições dos Estados Unidos. Dos 3.070 pacientes 82% apresentavam carga viral alta, acima de 600.000 IU/ml no inicio do tratamento, 11% apresentava elevado grau de dano hepático (F3 ou cirrose) e 19% eram afro descendentes.
Os 3.070 pacientes foram divididos em três grupos diferentes de aproximadamente 1.000 pacientes cada e todos receberam 48 semanas de tratamento. Um desses grupos recebeu tratamento com PegIntron na dosagem de 1,0 mcg/kg/semana, outro grupo recebeu PegIntron na dosagem de 1,5 mcg/kg/semana e um terceiro grupo recebeu tratamento com Pegasys na dosagem de 180 mcg/semana.
A grande novidade do estudo foi o resultado do grupo que recebeu a dosagem de 1.0 mcg de PegIntron. Esta dosagem mostrou-se tão eficaz quanto à dosagem de 1,5 mcg e 180 mcg. O percentual de cura (resposta sustentada aos seis meses após o final do tratamento) foi de 40% no grupo que recebeu PegIntron na dosagem de 1,5 mcg/kg/semana; de 38% no grupo que recebeu PegIntron na dosagem de 1,0 mcg/kg/semana e, de 41% no grupo tratado com Pegasys na dosagem de 180 mcg/semana.
A ribavirina nos pacientes tratados com PegIntron era administrada em dosagem entre 800 e 1.400 mg/dia e nos pacientes tratados com Pegasys na dosagem entre 1.000 e 1.200 mg/dia, conforme indicações da bula dos produtos aprovada pelo FDA. A maioria dos pacientes (1.598 de um total de 3.070, representando 52%) recebeu a mesma dosagem de ribavirina, fossem eles tratados com PegIntron ou com Pegasys (39% dos pacientes no braço de Pegasys receberam doses maiores de ribavirina, enquanto que 9% dos pacientes no braço de PegIntron receberam doses maiores de ribavirina) A percentagem de cura nos pacientes que receberam a mesma dosagem de ribavirina foi praticamente a mesma, sendo de 40% no grupo que recebeu PegIntron na dosagem de 1,5 mcg/kg/semana; de 38% no grupo que recebeu PegIntron na dosagem de 1,0 mcg/kg/semana e, de 38% no grupo tratado com Pegasys na dosagem de 180 mcg/semana. Neste grupo, existiu diferença apenas nas taxas de recidiva após o final do tratamento (semana 48) e o período de seis meses para se confirmar a resposta sustentada onde foi observado que 22% dos pacientes tratados com 1,5 mcg/kg/semana apresentou recidiva do vírus. No grupo tratado com 1,0 mcg/kg/semana a recidiva do vírus aconteceu em 20% e no grupo tratado com Pegasys na dosagem de 180 mcg/semana a recidiva foi de 35%. Isto quer dizer que o paciente negativado ao final do tratamento (semana 48) com 1,0 mcg tem uma chance maior de obter a cura em comparação com os outros grupos. É importante realizar esta analise especifica nos pacientes que receberam a mesma dosagem de ribavirina, pois a dosagem de ribavirina possui fundamental importância na resposta terapêutica evitando recidivas do vírus após o tratamento.
O percentual de pacientes que teve que interromper o tratamento por efeitos adversos foi de 10% no grupo tratado com 1,0 mcg/kg/semana contra 13% nos outros 2 grupos.
Poderíamos acabar a análise do estudo neste ponto, pois para o paciente o que realmente interessa e a resposta final, a percentagem de cura. Mas existem informações que são muito importantes, merecendo alguma explicação.
Vejo com entusiasmo o fato da dosagem de 1,0 mcg conseguir ser tão eficaz quanto às dosagens testadas nos outros braços. Isto pode resultar em redução no custo do tratamento de até 33% nos países onde o PegIntron e comercializado com preços diferentes para cada dosagem (nos Estados Unidos o preço e igual em todas elas), então o médico poderá reduzir a dose sem medo de comprometer o resultado do tratamento.
Outro ponto positivo é que o resultado total confirma os estudos realizados sobre resposta terapêutica dos dois medicamentos e comprova que no total de tratados quando infectados com o genótipo 1 o resultado e praticamente o mesmo do apresentado nos ensaios clínicos que foram apresentados para conseguir a aprovação pelos órgãos reguladores, de 40%, sem diferenças estatísticas. Um resultado que mostra que o marketing da Roche e da Schering-Plough é realizado de forma séria e responsável, não exagerando ao apresentarem os produtos para médicos e pacientes.
Não podemos nos esquecer que em situações especificas um medicamento poderá ser mais efetivo que o outro, cabendo ao médico decidir nesses casos qual e a melhor indicação para seu paciente. Estes são apenas os resultados preliminares e globais do estudo, sendo esperados dados abertos por subgrupos nos próximos meses. Um grupo independente de médicos que não participaram diretamente do estudo deverá apresentar suas considerações nesta futura divulgação e publicação do trabalho.
Pessoalmente entendo que a melhor briga para os fabricantes seria a de aumentar o número de pacientes diagnosticados e em tratamento. No Brasil 10.000 pacientes (0,25% dos infectados pela hepatite C) receberam tratamento pelo sistema público de saúde em 2007, sendo estimado que no máximo outros 0,25% tenham recebido tratamento particular. O número de pessoas tratadas ainda é insignificante em relação ao tamanho da epidemia. Será que vale a pena brigar por um universo tão pequeno de tratamentos? Se alguém conquistar mais cinco por cento do mercado estará vendendo mais quinhentos tratamentos em cada segmento, mas se a população com maior possibilidade de estar infectada fosse alertada sobre a necessidade de realizar o teste de detecção seria possível dobrar o número de tratados em questão de meses. Realizando 1 milhão de testes em populações com incidência de 2% seriam diagnosticados mais de vinte mil novos casos, dobrando a capacidade de atendimento e o consumo de interferon peguilado. Isso seria muito bom para os fabricantes, para os pacientes diagnosticados e para as ONGs que lutam para combater as hepatites.
PS: Mais uma vez conseguimos divulgar uma notícia em português e espanhol antes que as empresas, baseados em informações apresentadas nos Estados Unidos e no desenho do estudo IDEAL. Assim que Schering-Plough elabore seu Press-Releases também estaremos enviando.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Schering-Plough. SCHERING-PLOUGH REPORTS TOP-LINE RESULTS OF THE IDEAL STUDY.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
ENTENDENDO A POSSIBILIDADE DE CURA
No tratamento do genótipo 1 com interferon peguilado podemos fazer a seguinte conta:
De cada 100 pacientes que entram em tratamento, entre 10 e 13 devem interromper o tratamento pelos efeitos adversos.
De cada 100 pacientes que entram em tratamento, entre 20 e 30 não conseguiram eliminar a carga viral na semana 12 do tratamento ou pelo menos ter reduzido 2 log, devendo interromper o tratamento.
Assim, de cada grupo inicial de 100 em tratamento entre 60 e 70 pacientes conseguirão completar as 48 semanas de tratamento, estando negativos ao final do mesmo.
Mas entre o final do tratamento e seis meses após o mesmo, entre 20 e 35 desses pacientes que completaram as 48 semanas irão recidivar o vírus (o vírus retorna).
Como resultado, o total dos infectados com o genótipo 1 que consegue efetivamente a cura e de 40 pacientes a cada 100 que começam o tratamento.
No caso dos genótipos 2 e 3 os dados são totalmente diferentes e a possibilidade de cura quando utilizado o interferon peguilado fica entre 70 e 75% para o genótipo 3 e entre 80 e 90% para o genótipo 2.
 |
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - Brasil
Tel. (55.21) - 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com |
19/01/2008
Presentados los primeros resultados del estudio IDEAL comparando los dos interferones pegilados
El estudio IDEAL es el mayor estudio comparativo ya realizado entre los dos interferones pegilados, el PegIntron (interferón pegilado alfa-2b) y el Pegasys (interferón pegilado alfa-2a). Por solicitación del FDA, órgano regulador de los medicamentos de Estados Unidos, la Schering-Plough realizó el estudio en 3.070 pacientes, todos infectados con el genotipo 1 y nunca antes tratados con cualquier antiviral.
El estudio, considerado como la fase Fase IIIb, fue realizado de forma randomizada, con "grupos paralelos", no doble-ciego en todos los 3 grupos, o sea, médicos y pacientes tenían conocimiento del medicamento y dosis que estaban utilizando. Fue realizado en 118 instituciones de Estados Unidos. De los 3.070 pacientes 82% presentaban carga viral alta, arriba de 600.000 IU/ml al inicio del tratamiento, 11% presentaba elevado grado de daño hepático (F3 o cirrosis) y 19% eran afro descendientes.
Los 3.070 pacientes fueron divididos en tres grupos diferentes de aproximadamente 1.000 pacientes cada y todos recibieron 48 semanas de tratamiento. Un de esos grupos recibió tratamiento con PegIntron en la dosis de 1,0 mcg/kg/semana, otro grupo recibió PegIntron en la dosis de 1,5 mcg/kg/semana y un tercer grupo recibió tratamiento con Pegasys en la dosis de 180 mcg/semana.
La gran novedad del estudio fue el resultado del grupo que recibió la dosis de 1.0 mcg de PegIntron. Esta dosis se mostró tan eficaz cuanto las dosis de 1,5 mcg y 180 mcg. El porcentual de cura (respuesta sostenida a los seis meses después del final del tratamiento) fue del 40% en el grupo que recibió PegIntron en la dosis de 1,5 mcg/kg/semana; del 38% en el grupo que recibió PegIntron en la dosis de 1,0 mcg/kg/semana y, del 41% en el grupo tratado con Pegasys en la dosis de 180 mcg/semana.
La ribavirina en los pacientes tratados con PegIntron era administrada en dosis entre 800 y 1.400 mg/día y en los pacientes tratados con Pegasys en la dosis entre 1.000 y 1.200 mg/día, conforme indicaciones de la bula de los productos aprobada por el FDA. La mayoría de los pacientes (1.598 de un total de 3.070, representando 52%) recibió la misma dosis de ribavirina, fuesen ellos tratados con PegIntron o con Pegasys (39% de los pacientes en el brazo de Pegasys recibieron dosis mayores de ribavirina, mientras que 9% de los pacientes en el brazo de PegIntron recibieron dosis mayores de ribavirina) El porcentaje de cura en los pacientes que recibieron la misma dosis de ribavirina fue prácticamente la misma, siendo del 40% en el grupo que recibió PegIntron en la dosis de 1,5 mcg/kg/semana; del 38% en el grupo que recibió PegIntron en la dosis de 1,0 mcg/kg/semana y, del 38% en el grupo tratado con Pegasys en la dosis de 180 mcg/semana. En este grupo, existió diferencia apenas en las tasas de recidiva después del final del tratamiento (semana 48) y el período de seis meses para confirmarse la respuesta sostenida donde fue observado que 22% de los pacientes tratados con 1,5 mcg/kg/semana presentó recidiva del virus. En el grupo tratado con 1,0 mcg/kg/semana la recidiva del virus aconteció en un 20% y en el grupo tratado con Pegasys en la dosis de 180 mcg/semana la recidiva fue del 35%. Esto quiere decir que el paciente negativado al final del tratamiento (semana 48) con 1,0 mcg tiene una posibilidad mayor de obtener la cura en comparación con los otros grupos. Es importante realizar ésta analice especifica en los pacientes que recibieron la misma dosis de ribavirina, pues la dosis de ribavirina posee fundamental importancia en la respuesta terapéutica evitando recidivas del virus después el tratamiento.
El porcentual de pacientes que tuvo que interrumpir el tratamiento por efectos adversos fue del 10% en el grupo tratado con 1,0 mcg/kg/semana contra 13% en los otros 2 grupos.
Podríamos acabar el análisis del estudio en este punto, pues para el paciente lo que realmente interesa es la respuesta final, el porcentaje de cura. Pero existen informaciones que son muy importantes, mereciendo alguna explicación.
Veo con entusiasmo el hecho de la dosis de 1,0 mcg conseguir ser tan eficaz cuanto las dosis testadas en los otros brazos. Esto puede resultar en reducción en el costo del tratamiento de hasta 33% en los países en que el PegIntron es comercializado con precios diferenciados en la diversas presentaciones (en Estados Unidos el precio es igual para todas las dosis), entonces el médico podrá reducir a dosis sin miedo de comprometer el resultado del tratamiento.
Otro punto positivo es que el resultado total confirma los estudios realizados sobre respuesta terapéutica de los dos medicamentos y comprueba que en el total de tratados cuando infectados con el genotipo 1 el resultado es prácticamente el mismo de los ensayos clínicos realizado para su aprobación por los órganos reguladores, del 40%, sin diferencias estadísticas. Un resultado que muestra que el marketing de la Roche y de la Schering-Plough es realizado de forma seria y responsable, no exagerando al presentar los productos para médicos y pacientes.
No podemos nos olvidar que en situaciones específicas un medicamento podrá ser más efectivo que el otro, cabiendo al médico decidir en esos casos cual es la mejor indicación para su paciente. Éstos son apenas los resultados preliminares y globales del estudio, siendo esperados dados abiertos por subgrupos en los próximos meses. Un grupo independiente de médicos que no participaron directamente del estudio deberá presentar sus consideraciones en esta futura divulgación y publicación del trabajo.
Personalmente entiendo qué la mejor riña para los fabricantes sería la de aumentar el número de pacientes diagnosticados y en tratamiento. Por ejemplo, en Brasil 10.000 pacientes (0,25% de los infectados por la hepatitis C) recibieron tratamiento por el sistema público de salud en 2007, siendo estimado que aproximadamente otros 0,25% hayan recibido tratamiento particular. El número de personas tratadas todavía es insignificante con relación al tamaño de la epidemia. ¿Será qué vale a pena pelear por un universo tan pequeño de tratamientos? Si alguien conquista más un cinco por ciento del mercado estará vendiendo más quinientos tratamientos en cada segmento, pero si la población con mayor posibilidad de estar infectada fuese alertada sobre la necesidad de realizar la prueba de detección sería posible doblar el número de tratados en cuestión de meses. Realizando 1 millón de tests en poblaciones con incidencia del 2% serían diagnosticados más de veinte mil nuevos casos, doblando la capacidad de servicio y el consumo de interferón pegilado. Eso sería muy bueno para los fabricantes, para los pacientes diagnosticados y para los grupos de pacientes que luchan para combatir las hepatitis.
PS: Una vez más logramos divulgar una noticia en portugués y español antes que las empresas, basados en informaciones presentadas en Estados Unidos y en el diseño del estudio IDEAL. En cuanto Schering-Plough elabore su Press-Releases también estaremos enviando.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Schering-Plough. SCHERING-PLOUGH REPORTS TOP-LINE RESULTS OF THE IDEAL STUDY.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo
ENTENDIENDO LA POSIBILIDAD DE CURA
En el tratamiento del genotipo 1 con interferón pegilado podemos hacer la siguiente cuenta:
De cada 100 pacientes que entran en tratamiento, entre 10 y 13 deben interrumpir el tratamiento por los efectos adversos.
De cada 100 pacientes que entran en tratamiento, entre 20 y 30 no lograron eliminar la carga viral en la semana 12 del tratamiento o por lo menos haber reducido 2 log, debiendo interrumpir el tratamiento.
Así, de cada grupo inicial de 100 en tratamiento entre 60 y 70 pacientes conseguirán completar las 48 semanas de tratamiento, estando negativos al final del mismo.
Pero entre el final del tratamiento y seis meses después el mismo, entre 20 y 35 de esos pacientes que completaron las 48 semanas irán recidivar el virus (el virus retorna).
Como resultado, el total de los infectados con el genotipo 1 que logra efectivamente la cura es de 40 pacientes a cada 100 que empiezan el tratamiento.
En el caso de los genotipos 2 y 3 los datos son totalmente diferentes y la posibilidad de cura cuando utilizado el interferón pegilado queda entre 70 y 75% para el genotipo 3 y entre 80 y 90% para el genotipo 2.