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30/01/2012
O que acontece na vida real no tratamento da hepatite C?
Enquanto aguardamos dados sobre o número de pacientes curados, os efeitos colaterais e o manejo dos pacientes com a utilização dos inibidores de proteases que a partir de julho de 2010 estão sendo utilizados em vários países, uma excelente analise do tratamento tradicional está sendo publicada pela revista Antiviral Therapy.
O objetivo do estudo foi documentar na vida real da pratica clínica as características e manejo de pacientes infectados com hepatite C tratados com interferon peguilado (Pegasys) e ribavirina e a resposta sustentada (pacientes curados).
Os dados de 2.066 pacientes incluíam 70% recebendo tratamento antiviral pela primeira vez e, 30% eram retratamentos. O genótipo 1 estava presente em 53% dos pacientes e 38% infectados com os genótipos 2 ou 3, os 9% restantes eram infectados com outros genótipos. 35% apresentavam elevada fibrose (F3) ou cirrose (F4)
O tratamento de 18% dos pacientes durou 24 semanas e 39% dos que tiveram indicação para tratamento de 48 semanas interromperam prematuramente o tratamento, principalmente por causa de efeitos colaterais.
A cura foi conseguida por 39% dos pacientes que iniciaram tratamento. Entre os que foram tratados pela primeira vez, 43% ficaram curados da hepatite C, contra 31% dos que receberam o retratamento por terem fracassado a um tratamento anterior.
Ao descartar os pacientes que por diversos motivos interromperam o tratamento e analisar o que aconteceu com os que completaram o tratamento previsto, a cura total atingiu 49% dos pacientes, sendo 54% entre os que receberam tratamento pela primeira vez e 37% entre os que receberam o retratamento.
Entre os pacientes que recebiam tratamento pela primeira vez a cura foi obtida por 42% dos infectados com o genótipo 1 e 69% dos infectados com os genótipos 2 e 3.
Nos infectados com o genótipo 1 que receberam tratamento antiviral pela primeira vez o estágio da fibrose foi o melhor indicador para obter a cura. Os que não apresentam fibrose (F0) a cura foi de 69% dos pacientes, entre os que a fibrose era moderada (F1 e F3) a cura foi de 44% e entre os que apresentavam fibrose elevada ou cirrose (F3 e F4) a cura foi de somente 31%.
Nos infectados com os genótipos 2 e 3 tratados pela primeira vez a carga viral abaixo de 800.000 UI/Ml e a idade inferior aos 40 anos foram os principais fatores preditivos para obter a cura.
Entre os pacientes que recebiam retratamento por terem fracassado a um tratamento anterior os fatores preditivos para obter a cura foram apresentar baixa carga viral, um estágio de fibrose mínimo (F0 ou F1) e a complementação das 48 semanas de tratamento.
Concluem os autores que os resultados obtidos confirmam os apresentados em ensaios clínicos e outras publicações.
MEU COMENTÁRIO:
Confirmam os dados a importância de diagnosticar o mais precocemente possível os milhões de infectados com hepatite C. Ao saber que se o indivíduo infectado com o genótipo 1 que apresenta fibrose mínima possui uma possibilidade de cura de 69%, mas que se ele chegou a uma fibrose elevada ou a cirrose a possibilidade de cura será de somente 31%, menos da metade, fica a pergunta: Porque esperar para encontrar os que estão perdendo a vida?
Os outros pontos do estudo são simples de interpretação, isto é, a adesão e completar o tratamento indicado pelo médico é fundamental para conseguir sucesso com o tratamento, daí que quando os pacientes são atendidos em centros de tratamento assistido multidisciplinar muitos conseguem completar o tratamento e por isso o número de pacientes curados aumenta em 25%.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Pegylated interferon-?2a plus ribavirin for chronic hepatitis C in a real-life setting: the Hepatys French cohort (2003-2007) - Bourlière M, Ouzan D, Rosenheim M, Doffoël M, Marcellin P, Pawlotsky JM, Salomon L, Fagnani F, Rouanet S, Pinta A, Vray M. - Antiviral Therapy (an official publication of the International Society of Antiviral Research). 2012;17(1):101-10.
Service d'Hépato-Gastroentérologie, Hôpital Saint-Joseph, Marseille, France.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica. É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte como retiradas de WWW.HEPATO.COM
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30/01/2012
¿Qué pasa en la vida real con el tratamiento de la hepatitis C?
Mientras aguardamos datos sobre el número de pacientes curados, los efectos colaterales y el manejo de los pacientes con la utilización de los inhibidores de proteasas que desde julio de 2010 están siendo utilizados en varios países, una excelente analice del tratamiento tradicional está siendo publicada por la revista Antiviral Therapy.
El objetivo del estudio fue documentar en la vida real de la práctica clínica las características y manejo de pacientes infectados con hepatitis C tratados con interferón pegilado (Pegasys) y ribavirina y la respuesta sostenida (pacientes curados).
Los datos de 2.066 pacientes incluían 70% recibiendo tratamiento antiviral por la primera vez y, 30% eran retratamientos. El genotipo 1 estaba presente en un 53% de los pacientes y 38% infectados con los genotipos 2 ó 3, los 9 restantes eran infectados con otros genotipos. 35% presentaban elevada fibrosis (F3) o cirrosis (F4)
El tratamiento del 18% de los pacientes duró 24 semanas y 39% de los que tuvieron indicación para tratamiento de 48 semanas interrumpieron prematuramente o tratamiento, principalmente a causa de efectos secundarios.
La cura fue lograda por 39% de los pacientes que empezaron tratamiento. Entre los que fueron tratados por la primera vez, 43% se quedaron curados de la hepatitis C, contra 31% de los que recibieron o retratamiento por haber fracasado a un tratamiento anterior.
Al descartar los pacientes que por diversos motivos interrumpieron el tratamiento y analizar qué pasó a los que completaron el tratamiento previsto, la cura total alcanzó 49% de los pacientes, siendo 54% entre los que recibieron tratamiento por la primera vez y 37% entre los que recibieron el retratamiento.
Entre los pacientes que recibían tratamiento por la primera vez la cura fue lograda por 42% de los infectados con o genotipo 1 y 69% de los infectados con los genotipos 2 y 3.
Entre los infectados con el genotipo 1 que recibieron tratamiento antiviral por la primera vez o estadio de la fibrosis fue el mejor indicador para obtener la cura. Los que no presentan fibrosis (F0) la cura fue del 69% de los pacientes, entre los que la fibrosis era moderada (F1 y F3) la cura fue del 44% y entre los que presentaban fibrosis elevada o cirrosis (F3 y F4) la cura fue de solamente 31%.
En los infectados con los genotipos 2 y 3 tratados por la primera vez la carga viral abajo de 800.000 UI/Ml y la edad inferior a los 40 años fueron los principales factores pronósticos para lograr la cura.
Entre los pacientes que recibían retratamiento por haber fracasado a un tratamiento anterior los factores pronósticos para lograr la cura fueron el de presentar baja carga viral, un estadio de fibrosis mínimo (F0 ó F1) y la complementación de las 48 semanas de tratamiento.
Concluyen los autores que los resultados obtenidos confirman los presentados en ensayos clínicos y otras publicaciones.
MI COMENTARIO:
Confirman los datos la importancia de diagnosticar o más precozmente posible los millones de infectados con hepatitis C. Al saber qué si un individuo infectado con o genotipo 1 qué presenta fibrosis mínima posee una posibilidad de cura del 69%, pero qué si él llegó a una fibrosis elevada o a la cirrosis la posibilidad de cura será de solamente 31%, menos de la mitad, se queda la pregunta: ¿Porque esperar para encontrar los qué están perdiendo la vida?
Los otros puntos del estudio son simples de interpretación, esto es, la adhesión y completar el tratamiento indicado por el médico es fundamental para conseguir suceso con o tratamiento, de allí que cuando los pacientes son atendidos en centros de tratamiento asistido multidisciplinar muchos consiguen completar o tratamiento y por eso el número de pacientes curados aumenta en un 25%.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Pegylated interferon-?2a plus ribavirin for chronic hepatitis C in a real-life setting: the Hepatys French cohort (2003-2007) - Bourlière M, Ouzan D, Rosenheim M, Doffoël M, Marcellin P, Pawlotsky JM, Salomon L, Fagnani F, Rouanet S, Pinta A, Vray M. - Antiviral Therapy (an official publication of the International Society of Antiviral Research). 2012;17(1):101-10.
Service d'Hépato-Gastroentérologie, Hôpital Saint-Joseph, Marseille, France.
Carlos Varaldo
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