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19/12/2011


A importância do tratamento multidisciplinar da hepatite C


É conhecida a dificuldade do tratamento da hepatite C com a quantidade de efeitos adversos e colaterais, além das comorbidades que o paciente pode apresentar antes e durante o tratamento. Outro entre os muitos estudos que confirmam a importância da realização do tratamento da hepatite C por equipes multidisciplinares apresentou seus resultados durante o AASLD 2011.

A equipe de médicos de Barcelona, Espanha, após quatro anos de trabalho multidisciplinar, avaliou os resultados de 477 pacientes com hepatite C tratados entre junho de 2001 e janeiro de 2009, todos tratados com interferon peguilado Pegasys e ribavirina. A avaliação dividiu os pacientes em dois grupos, um com 300 pacientes atendidos pelo programa multidisciplinar e outro grupo, com 147 pacientes que receberam o tratamento da forma tradicional, atendidos diretamente por um médico. Os grupos eram similares em relação à idade, sexo, genótipo, carga viral, IL28 e grau de fibrose.

A equipe do programa multidisciplinar é composta por profissionais hepatologistas, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos e psiquiatras. Antes do tratamento o paciente é informado em detalhes sobre o tratamento e todos passam por uma avaliação do risco psiquiátrico. Durante o tratamento a medicação é controlada e exames para os efeitos colaterais e adversos são realizados rotineiramente.

Os dados falam por si mesmos sobre as vantagens do tratamento multidisciplinar para os resultados do tratamento e os benefícios para os pacientes.

- A aderência ao tratamento, considerando os pacientes que receberam mais de 80% do interferon e 80% da ribavirina, foi de 93% no grupo tratado no programa multidisciplinar contra 79% no grupo que recebeu o tratamento tradicional, de forma individual.

- Não completaram 80% das doses de medicamentos 1% no grupo tratado no programa multidisciplinar contra 11% no grupo que recebeu o tratamento tradicional, de forma individual.

- As interrupções de tratamento, por efeitos adversos ou qualquer motivo aconteceram em 6% no grupo tratado no programa multidisciplinar contra 10% no grupo que recebeu o tratamento tradicional, de forma individual.

- Antidepressivos ou ansiolíticos foram receitados a 40% dos pacientes no grupo tratado no programa multidisciplinar contra 30% dos pacientes no grupo que recebeu o tratamento tradicional, de forma individual.

- A eritropoetina foi empregada em 10% dos pacientes no grupo tratado no programa multidisciplinar contra 4% dos pacientes no grupo que recebeu o tratamento tradicional, de forma individual.

- A cura considerando o total de pacientes (todos os genótipos) chegou a 76% dos pacientes no grupo tratado no programa multidisciplinar contra 62% dos pacientes no grupo que recebeu o tratamento tradicional, de forma individual.

- A cura dos pacientes infectados com o genótipo 1 foi de 63% dos pacientes no grupo tratado no programa multidisciplinar contra 48% dos pacientes no grupo que recebeu o tratamento tradicional, de forma individual.

- A cura dos pacientes infectados com os genótipos 2 e 3 foi de 89% dos pacientes no grupo tratado no programa multidisciplinar contra 81% dos pacientes no grupo que recebeu o tratamento tradicional, de forma individual.

MEU COMENTÁRIO:

Com os dados acima enumerados, confirmados por muitos outros estudos, em especial para os infectados com o genótipo 1. Você como paciente prefere ter 48% de possibilidades de cura recebendo os medicamentos para se aplicar em casa ou, você prefere o "incomodo" de ter que ir semanalmente ao hospital para receber a aplicação do interferon peguilado e ser examinado, conseguindo dessa forma uma possibilidade de cura de 63%?

Veja que esses 15% a mais no total de curados infectados com o genótipo 1, representa um aumento de 31% na possibilidade de resultar curado com o tratamento. Não desperdice a possibilidade de cura.

Se na sua cidade não existem programas de tratamento com polos de aplicação multidisciplinares a culpa é de gestores ruins dos programas de hepatites que pouco se interessam pelos pacientes ou pelo desperdício de recursos do governo, pois desde 2003 que o protocolo do SUS obriga a implementação dos mesmos.

Até podemos pensar que tais gestores não respeitam os direitos humanos, pois estão pouco se importando pelos resultados que os pacientes possam conseguir. Coloquei esse meu pensamento abertamente, sem medo de ser criticado ou processado, pois tenho nojo do que acontece em alguns estados, inclusive aqui no Rio de Janeiro. Pena que por espirito de corpo muitos médicos ficam em silencio, omissos ante tal situação.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
AASLD 2011 - Final ID: 960 - A multi-disciplinary support program in hepatitis C treatment: Four years results - M. Garcia-Retortillo; 1; I. Cirera; M. Giménez; C. Marquez; N. Canete; J. A. Carrión; S. Coll; P. Castellví; D. Lázaro; R. Navinés; J. R. Castaño; O. Urbina; E. Salas; F. Bory; R. Martín Santos; R. Solà.
- Liver Section, Hospital del Mar, IMIM, Universitat Autònoma de Barcelona, Barcelona, Spain. - Departments of Psychiatry and Psychology, Institute of Neurosciences, Hospital Clínic, Universitat de Barcelona, IDIBAPS, Barcelona, Spain - Neuropsychopharmacology Programme, IMIM, Hospital del Mar, Barcelona, Spain. - Psychiatric Department, Hospital del Mar, IMIM, Barcelona, Spain. - Pharmacy Department, Hospital del Mar, Barcelona, Spain.


Carlos Varaldo



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As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica. É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte como retiradas de WWW.HEPATO.COM

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19/12/2011


La importancia del tratamiento multidisciplinar de la hepatitis C


Es conocida la dificultad del tratamiento de la hepatitis C con la cantidad de efectos adversos y secundarios, además de las comorbidades que el paciente puede presentar antes y durante el tratamiento. Otro, entre los muchos estudios que confirman la importancia de la realización del tratamiento de la hepatitis C por equipos multidisciplinares, presentó sus resultados durante el AASLD 2011.

Un equipo de médicos de Barcelona, España, después de cuatro años de trabajo multidisciplinar, evaluó los resultados de 477 pacientes con hepatitis C tratados entre junio de 2001 y enero de 2009, todos tratados con interferón pegilado Pegasys y ribavirina. La evaluación dividió los pacientes en dos grupos, uno con 300 pacientes atendidos por el programa multidisciplinar y otro grupo, con 147 pacientes que recibieron o tratamiento de la forma tradicional, atendidos directamente por un médico. Los grupos eran similares con relación a la edad, sexo, genotipo, carga viral, IL28 y grado de fibrosis.

El equipo del programa multidisciplinar es compuesto por profesionales hepatólogos, enfermeros, farmacéuticos, psicólogos y psiquiatras. Antes del tratamiento es paciente es informado en detalles sobre el tratamiento y todos pasan por una evaluación del riesgo psiquiátrico. Durante el tratamiento la medicación es controlada y exámenes para los efectos secundarios y adversos son realizados rutinariamente.

Los datos hablan por sí mismos sobre las ventajas del tratamiento multidisciplinar para los resultados del tratamiento y los beneficios para los pacientes.

- La adherencia al tratamiento, considerando los pacientes que recibieron más del 80% del interferón y 80% de la ribavirina, fue del 93% en el grupo tratado en el programa multidisciplinar contra 79% en el grupo que recibió el tratamiento tradicional, de forma individual.

- No completaron 80% de las dosis de medicamentos 1% en el grupo tratado en el programa multidisciplinar contra 11% en el grupo que recibió el tratamiento tradicional, de forma individual.

- Las interrupciones de tratamiento, por efectos adversos o cualquier motivo acontecieron en un 6% en el grupo tratado en el programa multidisciplinar contra 10% en el grupo que recibió el tratamiento tradicional, de forma individual.

- Antidepresivos o ansiolíticos fueron recetados a 40% de los pacientes en el grupo tratado en el programa multidisciplinar contra 30% de los pacientes en el grupo que recibió el tratamiento tradicional, de forma individual.

- La eritropoyetina fue utilizada en un 10% de los pacientes en el grupo tratado en el programa multidisciplinar contra 4% de los pacientes en el grupo que recibió el tratamiento tradicional, de forma individual.

- La cura considerando el total de pacientes (todos los genotipos) llegó a 76% de los pacientes en el grupo tratado en el programa multidisciplinar contra 62% de los pacientes en el grupo que recibió el tratamiento tradicional, de forma individual.

- La cura de los pacientes infectados con o genotipo 1 fue del 63% de los pacientes en el grupo tratado en el programa multidisciplinar contra 48% de los pacientes en el grupo que recibió el tratamiento tradicional, de forma individual.

- La cura de los pacientes infectados con los genotipos 2 y 3 fue del 89% de los pacientes en el grupo tratado en el programa multidisciplinar contra 81% de los pacientes en el grupo que recibió el tratamiento tradicional, de forma individual.

MI COMENTARIO:

¿Con los datos arriba enumerados, confirmados por muchos otros estudios, en especial para los infectados con o genotipo 1. Usted como paciente prefiere tener 48% de posibilidades de cura recibiendo los medicamentos para aplicarse en casa o, prefiere o "fastidio" de tener qué ir semanalmente al hospital para recibir la aplicación del interferón pegilado y ser examinado, logrando de ésa forma una posibilidad de cura del 63%?

Vea que ésos 15% a más en el total de curados infectados con el genotipo 1 representa un aumento del 31% en la posibilidad de resultar curado con el tratamiento. No desperdicie la posibilidad de cura.

Si en su ciudad no existen programas de tratamiento con centros aplicación multidisciplinares la culpa es de malos gestores de los programas de hepatitis que poco se interesan por los pacientes o por el desperdicio de recursos del gobierno.

Hasta podemos pensar que tales gestores no respetan los derechos humanos, pues están se poco se importando por los resultados que los pacientes puedan conseguir.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
AASLD 2011 - Final ID: 960 - A multi-disciplinary support program in hepatitis C treatment: Four years results - M. Garcia-Retortillo; 1; I. Cirera; M. Giménez; C. Marquez; N. Canete; J. A. Carrión; S. Coll; P. Castellví; D. Lázaro; R. Navinés; J. R. Castaño; O. Urbina; E. Salas; F. Bory; R. Martín Santos; R. Solà.
- Liver Section, Hospital del Mar, IMIM, Universitat Autònoma de Barcelona, Barcelona, Spain. - Departments of Psychiatry and Psychology, Institute of Neurosciences, Hospital Clínic, Universitat de Barcelona, IDIBAPS, Barcelona, Spain - Neuropsychopharmacology Programme, IMIM, Hospital del Mar, Barcelona, Spain. - Psychiatric Department, Hospital del Mar, IMIM, Barcelona, Spain. - Pharmacy Department, Hospital del Mar, Barcelona, Spain.


Carlos Varaldo



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Last updated 20.12.2011