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16/01/2012


Comprovado - A vitamina D dobra a possibilidade de cura no tratamento da hepatite C


O "World Journal of Gastroenterology" de dezembro publica a mais recente confirmação do efeito benéfico da inclusão da vitamina D no tratamento da hepatite C ao ser utilizada conjuntamente a utilização do interferon peguilado e ribavirina.

Em fevereiro de 2009 (dois anos atrás) comecei a falar sobre a importância da vitamina D para quem têm uma doença no fígado e durante o mesmo ano comecei a mostrar que aumentando o nível de vitamina D no organismo poderia ser possível aumentar a possibilidade de cura ao realizar o tratamento. Por divulgar os benefícios de uma vitamina e não de um medicamento recebi muitas criticas por parte de médicos, agora, com mais esse estudo todos aqueles que torciam o nariz não acreditando que uma simples e barata vitamina poderia aumentar as possibilidades de cura deverão rever, em beneficio dos infectados, seus conceitos.

O novo estudo foi realizado em Israel para determinar se realmente a adição da vitamina D, um potente imunomodulador, melhora a resposta terapêutica no tratamento da hepatite C.

Este foi um estudo de intenção de tratar prospectivo e randomizado, incluindo 72 pacientes infectados com o genotipo 1 da hepatite C que nunca tinham recebido qualquer tratamento anterior, os quais foram aleatoriamente distribuidos em dois grupos de estudo.

Um grupo formado por 36 homens com idade média de 47 anos receberam durante 48 semanas peginterferon alfa 2-b (PegIntron) na dose normal de 1,5 mcg/kg por semana e ribavirina conforme o peso, entre 1.000 e 1.200 mg/dia, em conjunto com vitamina D3 objetivando alcançar um nível acima dos 32 ng/ml.

Um segundo grupo, também formado por 36 homens com idade média de 47 anos receberam durante 48 semanas peginterferon alfa 2-b (PegIntron) na dose normal de 1,5 mcg/kg por semana e ribavirina conforme o peso, entre 1.000 e 1.200 mg/dia, mas sem a adição da vitamina D3.

No grupo tratado conjuntamente com a vitamina D3, a mesma foi administrada em gotas orais durante 4 semanas antes do inicio do tratamento na dosagem de 2.000 IU/d objetivando um nível superior aos 32 ng/l. A dosagem de 2.000 IU/d de vitamina D3 foi introduzida 4 semanas antes do inicio do tratamento e mantida até o final, completando 52 semanas de utilização.

Teoricamente o grupo que recebeu a suplementação da vitamina D3 deveria ter apresentado uma menor possibilidade de cura, pois nesse grupo a massa corporal, medida pelo IMC era de 27 em média, contra 24 no grupo controle, em relação à carga viral 50% apresentavam uma carga viral inicial acima de 800.000 IU/ml, contra 42% no grupo controle e o grau de fibrose acima de F2 atingia 42% no grupo tratado com vitamina D3 contra somente 19% no grupo controle.

Mas os resultados obtidos surpreendem. A resposta virológica rápida (indetectável na semana 4 do tratamento) atingiu 44% dos pacientes recebendo vitamina D3 os quais se encontravam indetectáveis, contra 17% no grupo controle. Na semana 12 do tratamento 94% dos pacientes do grupo com vitamina D3 estavam indetectáveis, contra 48% do grupo controle.

E a resposta virológica sustentada (indetectável aos seis meses após o final do tratamento) que é a cura da hepatite C, foi obtida por 86% dos pacientes que receberam conjuntamente a vitamina D3 contra 42% dos pacientes que receberam o tratamento tradicional de interferon peguilado e ribavirina.

Entre os pacientes que completaram as 48 semanas de tratamento foi observada uma recidiva do vírus nos seis meses após o final do tratamento, de 8% no grupo que recebeu a vitamina D3 e de 36% no grupo tratado da forma tradicional. A não resposta (não respondedores durante o tratamento) foi de 6% no grupo que recebeu a vitamina D3 contra 22% no grupo tratado da forma tradicional.

O índice HOMA-IR que mede a resistência a insulina, um fator negativo para se obter a cura, teve uma redução significativa no grupo que recebeu a vitamina D3, passando de uma média inicial de 4,5 para 2,3. No grupo tratado de forma tradicional a média inicial que era de 4,6 somente teve uma redução para 4,0.

Os efeitos colaterais foram iguais nos dois grupos, iguais aos que acontecem com o tratamento tradicional de interferon peguilado e ribavirina. Não foi observado nenhum efeito colateral novo em função da vitamina D3.

CONHECENDO A VITAMINA D

A vitamina D é metabolizada pelo fígado e convertida em 1,25-diidroxi-vitamina D3, que é a forma ativa da vitamina. Indivíduos com doença hepática crônica podem apresentar níveis pobres de vitamina D3 no organismo.

Deficiência ou insuficiência de vitamina D pode alterar o equilíbrio entre o cálcio extracelular e intracelular das células, o que pode interferir com a liberação de insulina, assim, a falta de cálcio ou vitamina D pode resultar em resistência periférica à insulina.

O nível ideal de vitamina D no organismo ainda é um assunto em debate. Neste estudo os pesquisadores estabeleceram um limite superior a 32 ng/ml como nível ideal para aumentar a resposta terapeutica durante o tratamento da hepatite C.

Também baixos níveis de vitamina D ainda podem acelerar a progressão da fibrose e diminuir a possibilidade de cura da hepatite C conforme a pesquisa realizada na Itália. Parece ser uma boa pedida que na próxima consulta você solicite ao seu médico um pedido de dosagem do nível de "25-hidróxi-vitamina D" no sangue. Esta fração da vitamina D é o melhor indicador da situação total da vitamina D no organismo. Certifique-se que o pedido seja especificamente de dosagem de 25-hidróxi-vitamina D.

Mas cuidado, "vitamina D em excesso também e prejudicial à saúde". Sempre consulte seu médico antes de se automedicar, até com uma simples vitamina!

CONCLUSÃO

A adição da vitamina D3 durante o tratamento da hepatite C utilizando interferon peguilado e ribavirina melhora significativamente a resposta terapêutica, aumentando a possibilidade de cura.

O resultado da pesquisa é de tamanha importância que o "World Journal of Gastroenterology" o disponibiliza gratuitamente na integra em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3243885/?tool=pubmed

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Vitamin D supplementation improves sustained virologic response in chronic hepatitis C (genotype 1)-naïve patients - Abu-Mouch S, Fireman Z, Jarchovsky J, Zeina AR, Assy N. - World J Gastroenterol. 2011 Dec 21;17(47):5184-90. - Saif Abu-Mouch, Liver Unit, Department of Internal Medicine B, Hillel Yaffe Medical Center, Hadera 38100, Israel.


Carlos Varaldo



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16/01/2012


Comprobado - La vitamina D dobla la posibilidad de cura en el tratamiento de la hepatitis C


O "World Journal of Gastroenterology" de diciembre publica la más reciente confirmación del efecto benéfico de la inclusión de la vitamina D en el tratamiento de la hepatitis C al ser utilizada conjuntamente con la utilización del interferón pegilado y ribavirina.

En febrero de 2009 (dos años atrás) empecé a hablar sobre la importancia de la vitamina D para quien tiene una enfermedad en el hígado y durante el mismo año empecé a mostrar que aumentando el nivel de vitamina D en el organismo podría ser posible aumentar la posibilidad de cura al realizar el tratamiento. Por divulgar los beneficios de una vitamina y no de un medicamento recibí muchas criticas por parte de médicos, ahora, con más ese estudio todos aquéllos que torcían la nariz no creyendo que una simple y barata vitamina podría aumentar las posibilidades de cura tendrán que rever, en beneficio de los infectados, sus conceptos.

El nuevo estudio fue realizado en Israel para determinar si realmente la adición de la vitamina D, un potente inmunomodulador, mejora la respuesta terapéutica en el tratamiento de la hepatitis C.

Éste fue un estudio de intención de tratar prospectivo y randomizado, incluyendo 72 pacientes infectados con o genotipo 1 de la hepatitis C que nunca habían recibido cualquier tratamiento anterior, quiénes fueron aleatoriamente distribuidos en dos grupos de estudio.

Un grupo formado por 36 hombres con edad promedio de 47 años recibieron durante 48 semanas peginterferon alfa 2-b (PegIntron) en la dosis normal de 1,5 mcg/kg por semana y ribavirina conforme el peso, entre 1.000 y 1.200 mg/día, en conjunto con vitamina D3 objetivando alcanzar un nivel arriba de los 32 ng/ml.

Un segundo grupo, también formado por 36 hombres con edad promedio de 47 años recibieron durante 48 semanas peginterferon alfa 2-b (PegIntron) en la dosis normal de 1,5 mcg/kg por semana y ribavirina conforme el peso, entre 1.000 y 1.200 mg/día, pero sin la adición de la vitamina D3.

En el grupo tratado conjuntamente con la vitamina D3, la misma fue administrada en gotas orales durante 4 semanas antes del inicio del tratamiento en la dosis de 2.000 IU/d objetivando un nivel superior a los 32 ng/l. La dosis de 2.000 IU/d de vitamina D3 fue introducida 4 semanas antes de empezar el tratamiento y mantenida hasta el final, completando 52 semanas de utilización.

Teóricamente el grupo que recibió la suplementación de la vitamina D3 debería haber presentado una menor posibilidad de cura, pues en ese grupo la masa corporal, medida por el IMC era de 27 en media, contra 24 en el grupo control, con relación a la carga viral 50% presentaban una carga viral inicial arriba de 800.000 IU/ml, contra 42% en el grupo control y el grado de fibrosis arriba de F2 alcanzaba 42% en el grupo tratado con vitamina D3 contra solamente 19% en el grupo control.

Pero los resultados obtenidos sorprenden. La respuesta virológica rápida (indetectable en la semana 4 del tratamiento) atingio 44% de los pacientes recibiendo vitamina D3 los cuales se encontraban indetectables, contra 17% en el grupo control. En la semana 12 del tratamiento 94% de los pacientes del grupo con vitamina D3 estaban indetectables, contra 48% del grupo control.

Y la respuesta virológica sostenida (indetectable a los seis meses después del final del tratamiento) que es la cura de la hepatitis C, fue lograda por 86% de los pacientes que recibieron conjuntamente la vitamina D3 contra 42% de los pacientes que recibieron o tratamiento tradicional de interferón pegilado y ribavirina.

Entre los pacientes que completaron las 48 semanas de tratamiento fue observada una recidiva del virus en los seis meses después del final del tratamiento, del 8% en el grupo que recibió la vitamina D3 y del 36% en el grupo tratado de la forma tradicional. La no respuesta (no respondedores durante el tratamiento) fue del 6% en el grupo que recibió la vitamina D3 contra 22% en el grupo tratado de la forma tradicional.

El índice HOMA-IR que mide la resistencia a la insulina, un factor negativo para lograrse la cura, tuvo una reducción significativa en el grupo que recibió la vitamina D3, pasando de una media inicial de 4,5 para 2,3. En el grupo tratado de forma tradicional la media inicial que era de 4,6 solamente tuvo una reducción para 4,0.

Los efectos secundarios fueron iguales en los dos grupos, iguales a los que acontecen con el tratamiento tradicional de interferón pegilado y ribavirina. No fue observado ningún efecto secundario nuevo en función de la vitamina D3.

CONOCIENDO LA VITAMINA D

La vitamina D es metabolizada por el hígado y convertida en 1,25-diidroxi-vitamina D3, que es la forma activa de la vitamina. Individuos con enfermedad hepática crónica pueden presentar niveles pobres de vitamina D3 en el organismo.

Deficiencia o insuficiencia de vitamina D puede alterar el equilibrio entre o calcio extracelular e intracelular de las células, lo que puede interferir con la liberación de insulina, así, la falta de calcio o vitamina D puede resultar en resistencia periférica a la insulina.

El nivel ideal de vitamina D en el organismo aún es un asunto en debate. En este estudio los investigadores establecieron un límite superior a 32 ng/ml como nivel ideal para aumentar la respuesta terapéutica durante el tratamiento de la hepatitis C.

También bajos niveles de vitamina D aún pueden acelerar la progresión de la fibrosis y disminuir la posibilidad de cura de la hepatitis C conforme la pesquisa realizada en Italia. Parece ser una buena pedida que en la próxima consulta usted solicite a su médico un pedido para conocer el nivel de "25-hidróxi-vitamina D" en la sangre. Esta fracción de la vitamina D es el mejor indicador de la situación total de la vitamina D en el organismo. Se certifique que el pedido sea, específicamente para "25-hidróxi-vitamina D".

Pero cuidado, "vitamina D en exceso también es prejudicial a la salud". Siempre consulte su médico antes de se auto medicar, ¡hasta con una simple vitamina!

CONCLUSIÓN

La adición de la vitamina D3 durante el tratamiento de la hepatitis C utilizando interferón pegilado y ribavirina mejora significativamente la respuesta terapéutica, aumentando la posibilidad de cura.

O resultado de la pesquisa es de tamaña importancia que el "World Journal of Gastroenterology" lo disponibiliza gratuitamente en la integra en: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3243885/?tool=pubmed

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Vitamin D supplementation improves sustained virologic response in chronic hepatitis C (genotype 1)-naïve patients - Abu-Mouch S, Fireman Z, Jarchovsky J, Zeina AR, Assy N. - World J Gastroenterol. 2011 Dec 21;17(47):5184-90. - Saif Abu-Mouch, Liver Unit, Department of Internal Medicine B, Hillel Yaffe Medical Center, Hadera 38100, Israel.


Carlos Varaldo



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Last updated 13.1.2012