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28/09/2009


Sintomas nas crianças e adolescentes com hepatite C


Um estudo publicado no "Pediatric Infectious Disease Journal" pesquisou os sintomas de 62 crianças e adolescentes, com idades entre 3 meses e 19 anos (media de 12,5 anos de idade), infectados com a hepatite C.

O estudo constatou que 60% das crianças e, em especial dos adolescentes, apresentavam algum sintoma, relatados como fadiga, dor nas articulações, dor abdominal, hematomas, hemorragias ou outros sintomas não específicos.

Do total dos pacientes 80% (35 pacientes) apresentavam evidencias de inflamação no fígado, sendo que 57% já tinham algum grau de fibrose e 9% esteatoses (gordura no fígado).

Os meninos apresentavam mais sintomas (58,3% deles) que as meninas (41,7% delas), mas independente do sexo todos os pacientes com esteatoses ou maior grau de fibrose possuíam sintomas.

Os pacientes com maior idade, com media de idade de 13,5 anos, apresentavam mais sintomas que os mais novos, com media de 8,9 anos de idade.

Curiosamente os que apresentavam carga viral acima dos 2 milhões apresentavam menos sintomas clínicos que os que possuíam carga viral abaixo dos 2 milhões. Os que possuíam carga viral baixa tinham probabilidade cinco vezes maior de apresentar sintomas clínicos.

Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas em relação à raça, comorbidades, genótipos, nas diversas transaminases ou grau de fibrose.

Os autores concluem que os pacientes pediátricos podem apresentar sintomas relacionados à hepatite C.

MEU COMENTÁRIO:

Importante estudo, porém com um número pequeno de participantes e com idades muito variadas. Pessoalmente acho difícil comparar crianças com adolescentes devido à progressão lenta da doença, mas vale o estudo para despertar a atenção para a necessidade da realização de novas pesquisas que venham comprovar, ou não, os resultados obtidos.

É sabido que por ser a hepatite C uma doença de lenta progressão raramente crianças ou adolescentes apresentam sérios problemas de comprometimento hepático, mas como a cada dia também é conhecido que quanto mais precoce o tratamento maior será a possibilidade de cura e menores e/ou aparecimento de comorbidades relacionadas à doença, os conceitos sobre a não recomendação de tratamento de crianças e adolescentes estão sendo reconsiderados nos consensos de tratamento.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Symptomatic and pathophysiologic predictors of hepatitis C virus progression in pediatric patients - Henderson, Wendy A. PhD; Shankar, Ravi MD; Feld, Jordan J. MD; Hadigan, Colleen M. MD - Pediatric Infectious Disease Journal - Volume 28 - Issue 8 - 724-727. August 2009.


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo


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28/09/2009


Síntomas en los niños y adolescentes con hepatitis C


Un estudio publicado en el "Pediatric Infectious Disease Journal" investigó los síntomas de 62 niños y adolescentes, con edad entre 3 meses y 19 años (medía de 12,5 años de edad), infectados con hepatitis C.

El estudio constató que 60% de los niños y, en especial de los adolescentes, presentaban algún síntoma, relatados como fatiga, dolor en las articulaciones, dolor abdominal, hematomas, hemorragias u otros síntomas no específicos.

Del total de los pacientes, 57% presentaban evidencias de inflamación en el hígado con algún grado de fibrosis y 9% esteatosis (grasa en el hígado).

Los niños presentaban más síntomas (58,3% de ellos) que las niñas (41,7% de ellas), pero independiente del sexo todos los pacientes con esteatosis o mayor grado de fibrosis poseían síntomas.

Los pacientes con mayor edad, con medía de edad de 13,5 años, presentaban más síntomas que los más jóvenes, con medía de 8,9 años de edad.

Curiosamente los que presentaban carga viral arriba de los 2 millones presentaban menos síntomas clínicos que los que poseían carga viral abajo de los 2 millones. Los que poseían carga viral baja tenían probabilidad cinco veces mayor de presentar síntomas clínicos.

No fueron encontradas diferencias estadísticamente significativas con relación a la raza, comorbidades, genotipos, en las diversas transaminasas o grado de fibrosis.

Los autores concluyen que los pacientes pediátricos pueden presentar síntomas relacionados a la hepatitis C.

MI COMENTARIO:

Importante estudio, sin embargo con un número pequeño de participantes y con edades muy variadas. Personalmente creo difícil comparar niños con adolescentes debido a la progresión lenta de la enfermedad, pero vale el estudio para despertar la atención para la necesidad de la realización de nuevas investigaciones que vengan a comprobar, o no, los resultados obtenidos.

Es sabido que por ser la hepatitis C una enfermedad de lenta progresión raramente niños o adolescentes presentan serios problemas de comprometimiento hepático, pero como a cada día también es conocido que cuanto más precoz el tratamiento mayor será la posibilidad de cura y menores el aparecimiento de comorbidades relacionadas a la enfermedad, los conceptos sobre la no recomendación de tratamiento de niños y adolescentes están siendo reconsiderados en los consensos de tratamiento.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Symptomatic and pathophysiologic predictors of hepatitis C virus progression in pediatric patients - Henderson, Wendy A. PhD; Shankar, Ravi MD; Feld, Jordan J. MD; Hadigan, Colleen M. MD - Pediatric Infectious Disease Journal - Volume 28 - Issue 8 - 724-727. August 2009.


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo


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Last updated 26.9.2009