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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
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01/10/2003

Carga Viral


Em geral, quando se fala de CARGA VIRAL a confusão e grande, pois são muitas as formas como seu resultado e apresentado, a maioria sem relação entre os diferentes fabricantes dos testes, praticamente impossíveis de serem comparados. É comum encontrar interpretações erradas até em médicos especialistas.

Neste artigo tentarei explicar da maneira mais simples possível o que é a carga viral, o que significa e para que ela serve. Fica mais fácil durante uma palestra, porem, vamos tentar colocar isto no papel sem confundir ainda mais.

O ideal, por recomendação de consenso internacional, tentando acabar com medições diferentes formas de quantificação utilizadas por cada fabricante de testes, e, que os resultados sempre sejam colocados em UI/ML, porem ainda e comum encontrar resultados em números de copias. Exija do laboratório que sempre seja especificado qual foi o teste empregado, quais os valores de referencia e de detecção e que o calculo em UI/ML e também em logaritmo seja também apresentado.

A carga viral e utilizada como um prognostico da resposta ao tratamento quando e utilizado o interferon peguilado. Em geral e realizada um exame de carga viral antes do tratamento, um outro na semana 12, e nesta semana 12, quando a carga viral se encontra positiva e não chegou a reduzir 2 log, se recomenda interromper o tratamento, pois, praticamente, não existem possibilidades de sucesso neste paciente.

É o que significa reduzir 2 log? Bom, para complicar um pouco mais, alguns testes ainda apresentam o resultado em logaritmo. Então, a redução no valor do logaritmo deverá ser igual ou maior que 2 logaritmo na semana 12 do tratamento com interferon peguilado (por exemplo, se no primeiro teste existia um valor 5,4 log, neste novo exame da semana 12 deveremos estar indetectáveis ou estar abaixo de 3,4 log) ATENÇÃO, no tratamento com o interferon convencional não e necessário se determinar a carga viral, se utilizando somente o PCR QUALITATVO, o qual e realizado antes do tratamento e depois na semana 24 do tratamento, quando deverá estar indetectável. Recebendo um resultado positivo na semana 24, se interrompe o tratamento).

É se o valor não foi informado em logaritmo, calcule que aproximadamente cada redução de 1 log e retirar o ultimo ZERO do número apresentado no resultado recebido antes do tratamento, por exemplo, se a carga na primeira medição for de 1.000.000, a diminuição de 1 log deverá se situar em 100.000 e se for para calcular uma redução de 2 log o resultado e de 10.000, e assim por diante. Isto e aplicado tanto para os resultados expressos em UI/ML ou copias/ml. porem, observe com atenção para que os diversos PCR sejam expressados na mesma unidade.

Só por curiosidade. Quando expressado um resultado em copias/ml, valores acima de 2 milhões são considerados altos e abaixo disto são considerados baixos. Se o valor for expressado em UI/ML, o limite para diferenciar carga viral alta ou baixa e de 800.000 UI/ML. É conveniente lembrar e re-lembrar que a quantidade de vírus nada indica em relação ao dano hepático existente ou a agressividade do vírus ou a progressão da doença. A carga viral só serve para se prognosticar a resposta ao tratamento. Com carga alta o tratamento responde um pouco menos que com cargas baixas. A menor carga viral teremos melhores chances de cura. Ter carga viral baixa ou alta não interessa para qualquer outra coisa. É um desperdício de dinheiro ficar repetindo testes de carga viral em pacientes fora do tratamento com interferon peguilado.

Uma alta carga viral aumenta as chances de transmissão durante o parto. Sangue com alta carga viral tem maiores possibilidades de transmitir a hepatite C em caso de acidente biológico. Não foi comprovado que uma alta carga viral possa aumentar as chances de transmissão sexual.

São três os testes utilizados para medir a carga viral. Existe o bDNA (pouco usado no Brasil) que só consegue medir carga viral acima de 500 IU/ML, temos também o PCR QUANTITATIVO, de diversos fabricantes, sendo que os mais sensíveis, e caros, conseguem medir a carga viral acima de 50 UI/ML, proximamente será encontrado no mercado o Bayer TMA, que consegue detectar até 6 UI/ML. Ou seja, estar indetectável significa não ter nenhum vírus ou ter um nível mínimo, inferior ao que determinado teste pode detectar.

Ainda, o resultado da carga viral pode variar dependendo de como a amostra de sangue foi armazenada pelo laboratório, entre a coleta e a realização do exame. Também, os resultados podem variar quando o teste e realizado em laboratórios diferentes, sendo recomendável usar sempre o mesmo laboratório e a mesma marca de teste, para poder comparar os resultados.

Bom, e já que falamos que a recomendação é a de se passar a falar em UI/ML, como converter as quantias informadas em copias/ml para UI/ML. Isto vai dar mais trabalho ainda, pois será necessário se conhecer o fabricante do método de teste. O ideal e exigir do laboratório que o resultado seja expressado em UI/ML.

Cada teste tem um fator de conversão diferente, vejamos os mais utilizados:

- No teste Amplicor HCV Monitor v2.9 (procedimento manual) 1 UI/ML corresponde a 0,9 copias/ml.

- No teste Cobas Amplicor HCV Monitor v2.0 (procedimento semi-automático) 1 UI/ML corresponde a 2,7 copias/ml.

- No teste Versant HCV RNA 3.0 Quantitativo (Bayer) 1 UI/ML corresponde a 5,2 copias/ml.

- No teste LCx HCV RNA Quantitativo, 1 UI/ML corresponde a 3,8 copias/ml.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo



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01/10/2003

CARGA VIRAL


En general cuando se habla de carga viral la confusión es grande pues son muchas las formas de como es presentado el resultado, la mayoría sin relación entre los diferentes fabricantes de las diversas pruebas, prácticamente imposible de ser comparadas. Es común encontrar interpretaciones equivocadas hasta en médicos especialistas.

En este artículo intentaré explicar de la manera mas simple posible lo que es la carga viral, lo que significa y para que sirve. Es mas fácil durante una conferencia aunque vamos a intentar colocar sobre el papel sin confundir aún mas.

Lo ideal por recomendación del consenso internacional, intentando acabar con mediciones diferentes de cuantificación utilizadas por cada fabricante de las pruebas seria que los resultados siempre fuesen colocados en UI/ML, aunque aún es común encontrar resultados en números de copias. Exija al laboratorio que sea siempre especificado cual fue la marca de la prueba empleada, cuales los valores de referencia y de detección y que los resultados sean expresos en UI/ML y también en su correspondiente logaritmo.

La carga viral es utilizada como un pronóstico de respuesta al tratamiento cuando es utilizado el interferón pegilado. En general es realizado una medición de la carga viral antes del tratamiento y otro en la semana 12, y si en esta semana la carga viral se encuentra positiva o no llegó a reducir por lo menos 2 log. la indicación será la de interrumpir el tratamiento, pues prácticamente no existen posibilidades de éxito en este paciente.

¿Y que significa reducir 2 log? Bien, para complicar un poco mas algunas pruebas aún presentan el resultado en logaritmo. Entonces la reducción en el valor del logaritmo deberá ser igual o mayor que 2 logaritmo en la semana 12 de tratamiento con interferón pegilado ( por ejemplo, si en el primer resultado existía un valor de 4,4 log. en este nuevo examen de la semana 12 deberemos estar indetectables o estar por debajo de 3,4 log ) ATENCIÓN, en el tratamiento utilizando el interferón convencional (el que se aplica tres veces por semana) no es necesario determinar la carga viral siendo utilizando solamente el PCR cualitativo, el cual es realizado antes del tratamiento y después en la semana 24, cuando deberá dar el resultado de indetectable. Recibiendo un resultado positivo en la semana 24 se interrumpe el tratamiento.

Si el valor no fue informado en logaritmo, calcule aproximadamente que cada reducción de 1 log. es retirar el último CERO del número presentado en el resultado recibido antes del tratamiento, por ejemplo, si la carga viral en la primera medición fue de 1.000.000, la disminución de 1 log deberá mostrar un resultado de 100.000 y si fuera para calcular una reducción de 2 log. el resultado deberá ser de 10.000 y así sucesivamente. Esto es aplicado tanto para los resultados expresados en UI/ML o copias/ml. Aunque, observe con atención para que los diversos PCR sean expresados en la misma unidad.

Solo por curiosidad: cuando expresado un resultado en copias/ml, valores por encima de 2 millones son considerados altos y por debajo de estos son considerados bajos. Si el valor fue expresado en UI/ML, el límite para diferenciar la carga viral alta o baja es de 800.000UI/ML. Es conveniente recordar que la cantidad de virus nada indica en relación al daño hepático existente o a la agresividad del virus o a la progresión de la enfermedad. La carga viral solo sirve para pronosticar la respuesta al tratamiento. Con carga viral alta el tratamiento responde un poco menos que con carga baja. A menor carga viral tendremos mejores resultados de cura. Tener carga viral alta o baja no interesa para ninguna otra cosa. Es un desperdicio de dinero repetir la prueba de carga viral en pacientes fuera de tratamiento con interferón pegilado.

Una carga viral alta aumenta el riesgo de transmisión durante el parto. Sangre con alta carga viral tiene mayores posibilidades de transmitir la hepatitis C en caso de accidente biológico. No fue comprobado que una carga viral alta aumente los riesgos de transmisión sexual.

Son tres las pruebas utilizadas para medir la carga viral. Existe el b-DNA poco usado actualmente, que solo consigue medir carga viral por encima de 500 IU/ML, tenemos también el PCR cuantitativo, de diversos fabricantes, siendo que los mas caros y sensibles consiguen medir la carga viral por encima de 50 UI/ML, próximamente será encontrado en el mercado el Bayer TMA que consigue detectar hasta 6 UI/ML. O sea, estar indetectable significa no tener ningún virus o tener un nivel mínimo, inferior de lo que determinada prueba pueda determinar.

Aún el resultado de la carga viral puede variar, dependiendo de cómo la muestra de sangre fue almacenada por el laboratorio entre la colecta y la realización del examen. También el resultado puede variar cuando la prueba es realizada en diferentes laboratorios, siendo recomendable usar siempre el mismo establecimiento y el mismo fabricante de carga viral, para poder comparar los resultados.

Bien, ya que hablamos que la recomendación es usar UI/ML, como convertir las cuantías informadas en copias/ml para UI/ML. Esto va a dar más trabajo aún, pues será necesario conocer el fabricante del método empleado. Lo ideal es exigir al laboratorio que el resultado sea expresado en UI/ML.

Cada resultado tiene un valor de conversión diferente, veamos los mas utilizados :

- En el exame Amplicor HCV Monitor v2.9 ( procedimiento manual ) 1 UI/ML corresponde a 0,9 copias/ml.

- En el exame Cobas Amplicor HCV Monitor v2.0 ( procedimiento semi-automático ) 1 UI/ML corresponde a 2,7 copias/ml.

- En el exame Versant HCV RNA 3.0 Cuantitativo ( Bayer ) 1 UI/ML corresponde a 5,2 copias/ml.

- En el exame LCx HCV RNA Cuantitativo, 1 UI/ML corresponde a 3,8 copias/ml.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo



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Last updated 29.10.2005